Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
A gente nĂŁo percebe o amor que se perde aos poucos sem virar carinho. Guardar lĂĄ dentro amor nĂŁo impede, que ele empedre mesmo crendo-se infinito. Tornar o amor real Ă© expulsĂĄ-lo de vocĂȘ, pra que ele possa ser de alguĂ©m!
NĂŁo façamos esforços inĂșteis, pois o amor nasce ou nĂŁo espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Ăs vezes Ă© inĂștil esforçar-se demais... nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende a nossos pĂ©s. Os sentimentos sĂŁo sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixĂŁo ou um favor concedido.
JurisprudĂȘncia do Amor
Jå parou pra pensar sobre a jurisdição do relacionamento?!? à puro processo.
Todo relacionamento traz embutido um processo de conhecimento, ao qual se segue o processo de execução.
A doutrina da mocidade, entĂŁo, inventou as medidas cautelares e a tutela antecipada. Afinal de contas, com o "ficar", vocĂȘ jĂĄ obtĂ©m aquilo que conseguiria com o relacionamento principal, e, alĂ©m do mais, toma conhecimento de tudo o que possa acontecer no futuro, jĂĄ estando precavido.
Esse processo de conhecimento pode, de cara, ser extinto sem julgamento de mĂ©rito, por carĂȘncia de ação. Pior Ă© o indeferimento da inicial por inĂ©pcia. E sem contar que na ausĂȘncia do impulso oficial a coisa nĂŁo vai pra frente. Havendo ilegitimidade de parte, o que normalmente se constata apenas na fase probatĂłria; ou ainda, a impossibilidade do pedido, nĂŁo tem quem agĂŒente.
E quando Ă© o caso, ainda mais freqĂŒente, de falta de interesse....aĂ paciĂȘncia!
Se ocorrer intervenção de terceiros, a coisa complica, pois amplia objetiva e subjetivamente o campo do relacionamento, transformando-o em questão prejudicial.
Pois, como se sabe, todo litisconsĂłrcio ativo Ă© facultativo, dependendo do grau de abertura e modernidade do relacionamento.
à necessårio estar sempre procedendo ao saneamento da relação, para se manter a higidez das fases futuras.
Ă um procedimento especial, uma mescla entre processos civil e penal, podendo seguir o rito ordinĂĄrio, sumĂĄrio, ou, atĂ© mesmo, o sumarĂssimo...dependendo da disposição de cada um.
A competĂȘncia para dirimir conflitos Ă© concorrente. E a regra Ă© que se busque sempre a transação.
Com o passar do tempo, depois de produzidas todas as provas de amor, chega o momento das alegaçÔes finais... é o noivado! Este pode acontecer por simples requerimento ou então por usucapião. Alguns conseguem a prescrição nesta fase.
E na hora da sentença: "Eu vos declaro marido e mulher, até que a morte os separe". Em outras palavras, estå condenado a pena de prisão perpétua.
São colocadas as algemas no dedo esquerdo de cada um, na presença de todas as testemunhas de acusação.
E, de acordo com as regras de direito das coisas, "o acessĂłrio segue o principal"... casou, ganha uma sogra de presente. E neste caso especĂfico, ainda temos uma exceção, pois laços de afinidade nĂŁo se desfazem com o fim do casamento.
Mas essa sentença faz apenas coisa julgada formal. Ă possĂvel revĂȘ-la a qualquer tempo... mas se for consensual, tem que esperar um ano, apenas!
Talvez vocĂȘ consiga um "habeas corpus" e... novamente a liberdade.
Como disse alguĂ©m que nĂŁo me lembro agora, "o casamento Ă© a Ășnica prisĂŁo em que se ganha liberdade por mau comportamento".
Ah!!! Nesse caso vocĂȘ serĂĄ condenado nas custas processuais e a uma pena restritiva de direitos: prestação pecuniĂĄria ou perdimento de bens e valores.
E no azul mais bonito que um dia no céu jå se viu, o universo inteiro verå onde o amor é capaz de chegar, nós estaremos no brilho da luz desse amor infinito!
Temos a mania de achar que amor Ă© algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, na internet, nas paradas de ĂŽnibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que estĂĄ oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platĂ©ias dos teatros. Ele certamente estĂĄ por ali, vocĂȘ quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrĂĄ-lo o mais rĂĄpido possĂvel, pois sĂł o amor constrĂłi, sĂł o amor salva, sĂł o amor traz felicidade. HĂĄ quem acredite que o amor Ă© medicamento. Pelo contrĂĄrio. Se vocĂȘ estĂĄ deprimido, histĂ©rico ou ansioso demais, o amor nĂŁo se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saĂșde e leveza, ele nĂŁo suporta a idĂ©ia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiĂłtico para combater as bactĂ©rias da solidĂŁo e da falta de auto-estima. VocĂȘ jĂĄ ouviu muitas vezes alguĂ©m dizer: "Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu." Claro, o amor nĂŁo Ă© bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas. O Amor, ao contrĂĄrio do que se pensa, nĂŁo tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele nĂŁo Ă© uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais darĂĄ certo. Queremos o amor como prĂ©-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro vocĂȘ ser feliz para sĂł entĂŁo surgir, sem mĂĄscara e sem fantasia. Ă esta a condição. Ă pegar ou largar. Para quem acha que isso Ă© chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: ser feliz Ă© uma exigĂȘncia razoĂĄvel, e nĂŁo Ă© tarefa tĂŁo complicada. Felizes sĂŁo aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilaçÔes de humor, que dĂŁo o melhor de si e nĂŁo se autoflagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade Ă© serenidade. NĂŁo tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com prĂncipes encantados. O amor Ă© o prĂȘmio para quem relaxa.
Nota: Trecho da crÎnica "Amor e perseguição": Link
Sempre achei que esse amor era coisa de quem nĂŁo tinha nada melhor para fazer. Eu sĂł o sentia porque estava infeliz naquela vida pacata. SĂł por isso. Resolvi entĂŁo agitar a vida pacata. E comecei a sair mais de casa, enxergar as pessoas ao meu redor, mais viagens, mais baladas. Amor Ă© coisa de gente pacata e agora que eu tinha uma vida agitada, poderia, finalmente, mandar esse amor embora. Tchau, coisinha besta.
A perfeição no amor consiste no sacrifĂcio dos desejos do amante que deseja somente agradar Ă pessoa amada.
Ă egoĂsta e cobiçosa. NĂŁo larga as pessoas em parte por amor, em parte por nĂŁo saber romper.
Amor-prĂłprio e orgulho sĂŁo coisas totalmente diferentes. NĂŁo confunda. VocĂȘ ir atrĂĄs de alguĂ©m apĂłs uma briga, sabendo que estĂĄ errado, Ă© passar por cima do seu orgulho. Agora se humilhar constantemente por causa de alguĂ©m, Ă© falta de amor-prĂłprio.
Como se ela tivesse sido a mais bela histĂłria de amor da sua vida. E que uma parte de vocĂȘ acredite que ela foi, de fato, a mais bela histĂłria de amor da sua vida.
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