Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Quem me dera
Ter o teu amor para mim Ă© um sonho,
uma utopia.
Ter junto bem perto o calor do teu
corpo, sentir o mel desse teu beijo,
poder ver-te de perto, sentir o teu
perfume, a seda das tuas mĂŁos,
o frescor da tua pele, a doçura
desse teu olhar.
Tudo isso, era o que eu mais queria.
RoldĂŁo Aires
Membro HonorĂĄrio da Academia Cabista.
Membro HonorĂĄrio da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
â O amor Ă© uma escolha que se feita gera perdĂŁo, respeito e solidariedade prĂĄtica, amor nĂŁo se reproduz sem ação.
â Amor e Saudade -
O Amor e a Saudade
sĂŁo duas ĂĄguas que nos turvam,
nĂŁo importa tempo nem idade,
se todos, na verdade, se curvam ...
Pois que Vida sem Amor
Ă© mar sem firmamento,
VerĂŁo, entardecer, sem calor,
Poeta sem Pensamento ...
E o Amor vivido sem saudade
que teria d'interesse ou de verdade?!
Seria apenas conta errada ...
Que na Vida, sĂł Ama e Ă© Amada,
a Alma que se entrega, na Verdade,
Ă Verdade do Amor e da Saudade ...
â Sem Lugar -
Que encanto tem a Vida sem Amor?!
Que Verdade tem a Alma sem carinho?!
Que destino Ă© o meu neste torpor,
Alma sem corpo, pĂĄssaro sem ninho ...
Efémero pedinte, faminto, à toa,
por ruas penitentes, sem nada,
navio ao cais, sem proa,
soluçando ondas amargas!
E quantas ondas tem o mar?!...
Tem tantas quantas penas
tem as aves ao voar ...
E quantas penas tem as aves?!...
São tantas quantas são as solidÔes
que envenenam a Alma dos audazes!
â A certos detalhes que por vezes parecem Ănfimos quando devotamos nosso amor e desejo a uma musa altiva e de personalidade forte, admiramos tanto as qualidades intangĂveis que pecamos ao deixar de notar seu corpo e nuances desnudas...
A pouco fitava ainda sonolento o quarto e então meus instintos conduziram o olhar para dentro do box entre aberto, admirei apenas uma fração daquela a quem desejo incessantemente ...
Percebi a ĂĄgua que pela gravidade fluĂa sinuosa pelo corpo de minha amada, escorria de seus cabelos e percorria um dorso firme e esguio, e como um carro de montanha russa ascendia para vencer a elevação que me roubara o fĂŽlego...
NĂŁo era novidade aquela partição do corpo, por vezes a beijei e muitas vezes promovi uma tração - que quase fundia o seu corpo ao meu - tornando-nos um Ășnico corpo, inspirados pelo calor de nossa paixĂŁo ardentes e uma fome insaciĂĄvel de carinhos...
Acompanhando a ĂĄgua percebi como as nĂĄdegas daquela a quem devoto toda minha atenção tem proporçÔes dignas da obra de Michelangelo, nem os anjos tĂȘm um corpo escultural e tĂŁo belo, nenhuma outra vez vi, como agora, a nudez de minha senhora...
A curva que ascende, logo abaixo do cĂłccix, perfaz uma parĂĄbola perfeita e se une ao mĂșsculo da coxa, apenas a lembrança desse movimento artĂstico me causa taquicardia e um desejo insustentĂĄvel de romper a inĂ©rcia da observação e possuĂ-la, ainda no banho...
Casthoro'C
â Sereno amor
Sofro do mal que me tens, que me enlaça, que penso em nos enlaçar...
De desejo sofri ontem, amor hoje, amanhĂŁ nĂŁo sei o que vai passar...
Mas auscuto os batimentos do meu peito e aparecem fortes sentimentos, a me agoniar...
Saudade nĂŁo para, vocĂȘ me fala, "que mal tem em nos afastar?"
Mas falo baixinho, preciso de ti sozinho, a dois, em ninho, para nos tocar...
Me beijes amor, calminho, o tempo nĂŁo para, para nos olhar....
â Por menos promessas de amor e mais açÔes. Jurar na beira do altar e diante de dezenas de pessoas Ă© fĂĄcil. DifĂcil Ă© cumprir no dia a dia da intimidade do casal. Casal performĂĄtico Ă© bonito na novela, na vida real precisamos de amores reais.
â O apego Ă promessa de amor eterno e o medo da fofoca sobre o fim do relacionamento, mantĂ©m muita gente junta e infeliz. Isso revela o quanto estamos preocupados com a opiniĂŁo dos outros mais do que com o sentimento da gente.
â CarĂȘncia nĂŁo Ă© amor.
Pena nĂŁo Ă© amor.
Comodismo nĂŁo Ă© amor.
DependĂȘncia nĂŁo Ă© amor.
Costume nĂŁo Ă© amor.
Medo nĂŁo Ă© amor.
Culpa nĂŁo Ă© amor.
HĂĄ muito relacionamento mantido por tudo, menos por amor...
â O amor de um pai por um filho jamais Ă© dominação, mas sim, uma forma de obrigação, de responsabilidade, enfim de um privilĂ©gio em si mesmo.
â Ă incrĂvel como alguĂ©m pode chegar e elevar qualquer padrĂŁo de amor/carinho ao qual eu estava acostumada e aceitava como o certo. Em pouco tempo junto a vocĂȘ me sento mais querida e desejada que em toda minha vida. De seu abraço fiz casa, de seu carinho o meu ninho, de seu amor minha estrutura entĂŁo, mesmo sabendo que mais para frente pode doer, me deixa mergulhar mais fundo nessa imensidĂŁo que Ă© vocĂȘ?
â VocĂȘ me deixa tĂŁo vulnerĂĄvel e ainda assim me sentindo protegida e forte.
O que seria do amor se não fosse tão contraditório? O amor é como uma fabula que nos leva a enxergar mundos paralelos que, até então, não existiam diante dos nossos olhos. à como se de repente tudo se tornasse novo e exclusivamente feito para o descanso de Minh 'alma e o deleite dos meus olhos. Utópico, não?
â â Com tudo o que aprendi este ano posso dizer, com propriedade, que o amor-prĂłprio foi a lição mais difĂcil de todas.
â Carinhos em palavras brotam felizes porque somos no amor aprendizes. Se for o amor verdadeiro criam-se raĂzes...
