Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â "Na dor mais profunda, o ateu clama pelo amor do Deus que ele tanto negou, e o cristĂŁo que tanto o amou, questiona se ELE ainda estĂĄ lĂĄ."
â Bem, a questĂŁo se o amor existe ou se Ă© sĂł um processo neuroquĂmico elĂ©trico que acontece no cĂ©rebro deve ser discutida.
"O amor incondicional e imensurĂĄvel de Deus por nĂłs.
Jamais entenderemos o amor de Deus por nĂłs, pois ele excede o nosso entendimento e Ă© perfeito em todos os seus caminhos. Esse amor nos constrange e nos consola em meio Ă s nossas crises interiores, tristezas e dores. Somos mantidos vivos por causa dele e da manifestação da sua misericĂłrdia, que se renova a cada amanhecer. Ele nos dĂĄ uma vĂvida esperança por meio de sua graça, que sempre nos abençoa e alcança."
â
â "O Amor e seus Amigos"
Era uma vez um sentimento chamado Amor.
Ele nĂŁo andava sozinho â pelo contrĂĄrio, gostava de companhia.
Seu melhor amigo era a Amizade, com quem dividia risos, abraços e tardes longas de conversa. Mas a Amizade tambĂ©m tinha outros amigos... Um deles era o CiĂșme.
CiĂșme era temperamental. Ăs vezes, batia a porta sem avisar. Trazia junto o Medo de Perder, que era irmĂŁo da Insegurança. E quando o CiĂșme se aproximava, o Amor ficava em silĂȘncio.
Outro que rondava era a Inveja. Chegava de mansinho, olhando tudo com olhos de comparação. A Inveja era vizinha da Ansiedade, que sempre queria apressar o tempo, prever o futuro e controlar tudo.
O Amor, paciente, apenas observava.
Certa vez, conheceu alguĂ©m diferente: a Superação. Ela vinha de lugares difĂceis, carregava marcas no peito, mas tinha brilho nos olhos. Superação apresentou o Amor a uma força antiga e discreta: a Bondade.
Bondade, por sua vez, falava baixinho, mas transformava tudo por onde passava.
E quando todos pensaram que jĂĄ conheciam o Amor por inteiro, chegou o Individualismo, dizendo que cada um deveria pensar sĂł em si. Criou muros, afastou pontes e tentou isolar o Amor.
Mas o Amor... Ah, o Amor nĂŁo se deixava prender.
Ele abraçou o CiĂșme com paciĂȘncia. Olhou a Inveja com compaixĂŁo. Acalmou a Ansiedade com presença. Caminhou com a Superação. Acolheu a Bondade. E atĂ© o Individualismo, um dia, entendeu que o Amor nĂŁo exige que se apague â apenas que se compartilhe.
No fim, todos os sentimentos olharam para o Amor e perceberam:
ele jĂĄ os havia vencido desde o inĂcio â nĂŁo com força, mas com permanĂȘncia.
â O amor nĂŁo precisa de passaporte,
mas se viajasse, escolheria cada lugar onde deixei essas palavras.
Em cada ponto do mapa, hĂĄ um pedacinho do que sinto por vocĂȘ.
Alguns falam de promessas, outros de futuros.
Alguns sĂŁo altos, outros profundos.
Mas todos â todos â estĂŁo conectados por nĂłs.
Que o mundo seja pequeno diante do que vivemos,
e que cada lugar nos lembre:
Nosso amor também é destino.
â Do Amor e do Desejo
O desejo quer distĂąncia.
Quer a curva nĂŁo vista,
a pele ainda segredo,
o nome que nĂŁo se diz.
Ele vive no intervalo,
no quase toque,
no escuro.
O amor quer permanĂȘncia.
Quer a verdade dos olhos,
a rotina dos gestos,
a alma em voz baixa.
Ele vive na entrega,
no cotidiano do corpo,
na nudez que nĂŁo Ă© mais pele.
E entĂŁo,
quanto mais se ama,
mais se sabe.
Quanto mais se sabe,
menos se deseja.
Porque o desejo ama o desconhecido.
E o amor desvenda.
Mas â
hĂĄ um lugar onde os dois se tocam:
um ponto de sombra,
onde mesmo o Ăntimo Ă© estrangeiro,
onde o outro, por mais amado,
ainda escapa.
Ă nesse abismo
que o amor renasce como desejo,
e o desejo se curva diante do amor.
NĂŁo para possuir,
mas para perder-se,
outra vez,
no mistério de quem se ama.
Tamara T Guglielmi
Se a relação te impede de ser vocĂȘâŠ
NĂŁo Ă© amor.
à prisão disfarçada.
E a chave pra sair â começa sempre com a consciĂȘncia.
âđŒSibĂ©le Cristina Garcia
â O amor verdadeiro
NĂŁo tem dias,meses ou anos
Não tem as estaçÔes
Ă igual a uma ĂĄrvore esperando a primavera para reflorecer.
Ă igual ao sol iluminando
Igual a lua com seu brilho constante.
O amor verdadeiro
Ă para sempre
E morre com a gente.
Dedica a alguém muito especial.
Heus Amor
â Por que fui nĂŁo ser eu, como antes?
Por que mudaste tanto, amor?
Me entreguei de corpo e alma
E de brinde ganhei horror
VĂȘ se esquece meu nome
VĂȘ se morre pra mim
Eu jĂĄ estou tĂŁo triste
NĂŁo me machuque assim
Veja nos meus olhos
A imensa melancolia
Veja no fundo dos castanhos meus
E mude sua vida
Volte a voltar, mude ao mudar
Ensine a ensinar, e nada mudarĂĄ
Vem, segue o meu querer
Vieste a me esquecer?
Vieres sempre a andar a rua,
Ao meio-dia, na sua
Nunca olho a lua
Pois me lembro de vocĂȘ
Nunca vejo o seu brilho
Por que nĂŁo me concedes me esquecer?
â Eu estou aqui, vagando no meio do meu vazio.
VocĂȘ o iluminou, fez ele brilhar
Com seu amor e carinho.
Eu sinto sua faltaâŠ
Estou me perdendo na escuridĂŁo.
Eu preciso de vocĂȘ.
A chuva esconde minhas lĂĄgrimas por vocĂȘ.
Onde estĂĄ vocĂȘ?
Eu te amo tanto.
VocĂȘ me prometeu um âfelizes para sempreâ.
â
NA SOLIDĂO DO MEU AMOR
Ă vazio o desejo, o amor, e a alma.
Mas nĂŁo hĂĄ mĂĄgoas por estes sentimentos...
Em ti, o riso me faz paixĂŁo e acalma
O coração, sem quer me ver tormentos...
Vagueando tristezas por ter na palma
Das minhas mĂŁos cansadas, os lamentos,
SĂŁo por vezes dispersos aos intentos
Das mentiras que carrego dentro d'alma.
Perdido nas ilusÔes posso vir a morrer...
Mas de ilusĂŁo, mesmo morto, eu possa ter
Além-mundo o teu querer à minha verdade.
Moras ainda no vazio dos meus desejos,
De alma morta Ă minha boca sĂŁo teus beijos...
Na solidão, meu amor, tu és saudade.
â APENAS UMA CONVERSA
â Meu amor, o que vocĂȘ fez para que eu ficasse assim como estou agora?
â Minha querida, entenda que jamais fiz algo para influenciar, decisivamente, em suas açÔes e, portanto, vocĂȘ sempre agiu dentro de suas prĂłprias vontades pessoais:âPortanto, se hoje vocĂȘ estĂĄ muito feliz, quem merece os mĂ©ritos Ă© sĂł vocĂȘ, porĂ©m, se a infelicidade Ă© a sua companheira, digo-lhe, a responsabilidade Ă© toda suaâ!!!
â E, entenda: âA felicidade ou a infelicidade, na grande maioria dos casos, Ă© algo que surge de dentro para fora e, mais raramente, de fora para dentro das pessoasâ!!!
Pedro Marcos
â Sangue se cobra e se paga com sangue. Amor, zelo, raiva, inveja, todos tĂȘm seus preços. Na vida, tudo que tem valor requer um pagamento, tudo precisa de seu sustento. No comĂ©rcio da vida, o prĂłprio caminho cobra seu preço. De uma forma ou de outra, ninguĂ©m sai devendo, mas alguns pagam preços altos e dolorosos. Por isso, sempre grata, EsĂș traz, e ele mesmo leva.
Carta a um Amigo
â Ah, meu amigo, se eu te dissesse
Nessas boas, nessas preces,
O amor que eu perdiâŠ
Ah, que solidĂŁo me bate,
Cada vez que passei aos bares,
Sem sequer dizer por quĂȘ.
Ah, que tristezas vĂȘm nas rezas,
Nas vertes, nas sentirezas,
Que passaram sem me verâŠ
Ah, meu amigo, por que choras?
Se hoje nĂŁo Ă© hora,
Nem o dia pra sofrer.
VĂȘ o dia como Ă© lindo â
O tempo vem sorrindo,
Sem pedir pra reviver.
Ah, chora agora, meu amigo,
Mas vĂȘ que estĂĄs comigo,
E nĂŁo com um qualquer.
Ela jĂĄ nĂŁo te quer â entĂŁo conversas comigo â
E afoga-te nos bares,
E nos pares que mandei.
Estou longe, meu amigo,
Queria estar contigoâŠ
Mas agora nĂŁo poderei.
Viajei, a trabalho,
Pra longe e no atalho â
Mas no fundo, nĂŁo viajei.
Sente a solidĂŁo que sinto,
Analisa com carinho:
Toda vez que compus,
Havia um pouco de mim contigo,
Num abraço, num vizinho,
Ou num pranto que reluz.
Chorei mesmo, meu amigo,
E embora nĂŁo esteja certo
De uma uniĂŁo enfim,
Ela sempre vem e chama,
Pede cama, pede drama â
Mas eu nego, pois em mim,
Vejo o sol da esperança
Como a fé de uma criança,
Que renasce por te ver.
Ah, chora agora, meu amigo,
Mas lembra: estĂĄs comigo,
E nĂŁo com uma mulher.
Ela jĂĄ nĂŁo te quer â esquece â
E afoga-te nos bares,
E nos pares que mandei.
Ah, que composição bonita,
Essa tal Ă© minha vida,
Que despista o meu amor.
Hoje estou longe, meu amigo,
Mas, embora, eu te ligo â
VocĂȘ nĂŁo entendeuâŠ
Ah, que bom estar contigo,
Cada canto, cada abrigo,
Cada livro que compus.
â A Suprema Forma do Amor: A Amizade
Se, depois de tudo, o que restar for a amizade,
entĂŁo Ă© sinal de que o amor se transfigurou â
e alcançou uma dimensão supraespiritual.
Uma forma rara e eterna de permanecer.
Eu jĂĄ suportei perder amores.
Mas nĂŁo me perdoaria jamais se perdesse um amigo.
Como dizia Vinicius,e como repito com o coração inteiro:
considero a amizade o maior amor do mundo.
Muitos me perguntam por que prefiro cĂŁes a gatos.
A resposta Ă© simples â
porque cães são leais, são presença, são entrega.
Eles amam sem cĂĄlculo, sem exigĂȘncia,
amam como quem apenas existe para ser amor.
E talvez nĂŁo seja coincidĂȘncia:
no HorĂłscopo ChinĂȘs, eu sou um cĂŁo.
Leal por instinto, intensa por natureza.
Amo meus amigos com o coração desarmado.
Tudo que faço por eles é fruto
de um amor sem condição, sem cobrança, sem espera.
Daria minha vida por qualquer um.
Eles nĂŁo precisam fazer nada por mim.
AliĂĄs â sĂł o fato de existirem,
de terem cruzado meu caminho,
jĂĄ me consola, jĂĄ me honra, jĂĄ me basta.
Saber que escrevi um pequeno capĂtulo
na história de alguém que amo,
Ă© â para mim â
razĂŁo suficiente e necessĂĄria para ser feliz.
Nunca precisei retribuir favores
aos meus verdadeiros amigos.
Eles chegaram em silĂȘncio,
em horas precisas,
e com gestos simples me disseram: âestou aqui.â
Jamais precisei corromper meu carĂĄter,
negar minha lealdade,
ou vender minha alma para conquistar algo.
Deus foi tĂŁo generoso comigo,
que em cada curva da estrada
colocou anjos de carne e osso â
e como nĂŁo podia chamĂĄ-los de anjos,
chamei-os de amigos.
Sou grata a Deus.
Sou grata a cada um que tocou minha vida.
Porque a Tamara que o mundo conhece
é uma construção feita, tijolo por tijolo,
pelas mĂŁos generosas da amizade.
Talvez vocĂȘ esteja se perguntando:
âMas por que ela estĂĄ escrevendo isso agora?
Hoje nem Ă© dia do amigoâŠâ
E eu te digo: escrevo porque hoje perdi um grande amor.
Mas ganhei â no mesmo gesto â
um amigo maravilhoso.
E se isso nĂŁo Ă© milagre,
entĂŁo eu nĂŁo sei mais o que Ă© amor.
â O maior ingrediente que vocĂȘ tem que adicionar sobre a vida : VĂĄrias xĂcaras de chĂĄs de paz , amor e felicidade, e vĂĄrias colheres de sopa de alegria ,harmonia , esperança e bondade .
â O luto vem e, sem demora, surge a hora de um novo agora, sem o amor que foi embora. Resta a dor que aflora na alma de quem chora e implora pela paz de outrora.
â Se soubesses como Ă©s linda
Se soubesses como és linda,
Como Ă© vida, meu amor,
NĂŁo andaste, nĂŁo negaste
Nem faltaste ao meu calor.
Sem vocĂȘ, meu amor,
Minha vida hĂĄ de ter fim,
Minha linda, minha estrela,
Que de mim se fez um sim.
Produzida, na calçada,
Me esperando na jornada.
Teu pai nĂŁo permitiu,
Mas teu peito decidiu
Que eu, simples e sem véu,
Não convinha ser teu céu.
Meu amor, se cuida,
Enquanto canto sozinho.
Meu amor, nĂŁo terĂĄ
O que nĂŁo cabe no caminho.
Cantas, cantas, minha vida,
Minha flor do meu jardim.
Diz agora, canta e vibra,
Diz pra mim que sim.
Como encantas, minhas tantas
Poesias que escrevi,
Imaginando nossas vidas
Juntas... por aĂ.
