Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Agora, pois, permanecem a fĂ©, a esperança e o amor, estes trĂȘs, mas o maior destes Ă© o amor.

1 CorĂ­ntios 13:13

Do amor pouco sei, e quase tudo espero.

Que nunca te arrependas pelo amor dado,
faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se nĂŁo fosse assim, nunca terĂ­amos sonhado.
Mas, antes de tudo, que vocĂȘ saiba que tem aliado,
ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
SĂł ele pode dar todas as certezas do amanhĂŁ.
A certeza que... realmente vocĂȘ amou.
A certeza que... realmente vocĂȘ foi amada.

Extremos são de amor os que padeço,
Ó humano tesouro, ó doce glória;
E se cuido que acabo então começo.

Assim te trago sempre na memĂłria;
Nem sei se vivo, ou morro, mas conheço,
Que ao fim da batalha Ă© a vitĂłria

A fé é como o amor: não pode ser obtida pela força.

O melhor modo de viver em paz é nutrir o amor-próprio dos outros com pedaços do nosso.

Machado de Assis
Helena (1876).

EXPLICAÇÃO

O pensamento Ă© triste; o amor, insuficiente;
e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente:
guardo o resto para mais tarde.

Deus nĂŁo fala comigo - e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lĂĄgrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce...
- espero a minha prĂłpria vinda.

(Navego pela memĂłria
sem margens.

Alguém conta a minha história
e alguém mata os personagens.)

CecĂ­lia Meireles
MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

Cuidado com o homem vulgar. A mulher vulgar. Cuidado com o amor deles.

O amor aos cĂŁes
costuma ser acompanhado
por uma certa perda
de confiança no homem

O amor? Påssaro que pÔe ovos de ferro.

GuimarĂŁes Rosa
Grande SertĂŁo: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

O amor que se procura Ă© bom, mas o que nĂŁo se procura Ă© melhor.

Orar nĂŁo Ă© o mais importante. Importante Ă© praticar a caridade e o amor, mesmo para uma pessoa que nĂŁo seja religiosa.

VocĂȘ sabia que, em tcheco, amor Ă© laska? NĂŁo Ă© perfeito?

Plante.
Prepare a terra com carinho, semeie com doçura,
regue com devoção,
proteja com amor, e sinta-se feliz em fazer tudo isto,
porque nesta vida a colheita nem sempre serĂĄ tua,
mas a ação de plantar, em si,
Ă© que consiste no verdadeiro bem.

E ninguém dirå que é tarde demais
Que Ă© tĂŁo diferente assim
Do nosso amor a gente Ă© que sabe, pequena

O amor sempre muda as regras para a gente nunca aprender a jogar.

O amor nem sempre vem em pacotes convenientes.

Ah, meu amor, nĂŁo tenhas medo da carĂȘncia: ela Ă© o nosso destino maior. O amor Ă© tĂŁo mais fatal do que eu havia pensado, o amor Ă© tĂŁo inerente quanto a prĂłpria carĂȘncia, e nĂłs somos garantidos por uma necessidade que se renovarĂĄ continuamente. O amor jĂĄ estĂĄ, estĂĄ sempre.

Clarice Lispector
A paixĂŁo segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cĂĄlculo matemĂĄtico errado: pensava que, somando as compreensĂ”es, eu amava. NĂŁo sabia que, somando as incompreensĂ”es, Ă© que se ama verdadeiramente. Porque eu, sĂł por ter tido carinho, pensei que amar Ă© fĂĄcil. É porque eu nĂŁo quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensĂŁo e a transforma em oferenda. E Ă© tambĂ©m porque sempre fui de brigar muito, meu modo Ă© brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda nĂŁo sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e nĂŁo o que Ă©. É porque ainda nĂŁo sou eu mesma, e entĂŁo o castigo Ă© amar um mundo que nĂŁo Ă© ele. É tambĂ©m porque eu me ofendo Ă  toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e entĂŁo me foi perguntado com alguma ironia se eu tambĂ©m queria o rato para mim.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Nota: Trecho do conto Perdoando Deus.

...Mais

Não quero alguém que morra de amor por mim. Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.

Adriana Britto

Nota: Trecho de um poema muitas vezes atribuĂ­do, de forma errĂŽnea, a Mario Quintana.