Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O sorriso te quem ama Ă© lindo, mas o sorriso de quem sofre por amor Ă© belo e maravilhoso, pois apesar de estar sofrendo tem a capacidade de sorrir.
Eu nunca soube realmente o que significa o amor, um beijo verdadeiro, um olhar profundo que me falasse algo subjetivo, mĂŁos sinceras que acariciaram os meus cabelos, abraços quentes de saudades e sorrisos que remetessem aos desejos. Os meus ouvidos nunca escutaram um "eu te amo" que viesse na mesma frequĂȘncia do coração, um toque no corpo que me deixasse arrepiado ou um simples nada que me indicasse esse tal sentimento. Talvez Ă© muita pretensĂŁo minha ter tudo isso nesta experiĂȘncia de vida ou tambĂ©m podem ser que essas coisas tomadas como referĂȘncias de um sentimento Ășnico e real nĂŁo traduzam de perto o sentido que busco, mas atĂ© o momento o amor que ainda nĂŁo tive Ă© algo que se passa lĂĄ fora e nĂŁo aqui dentro.
Ofereça Ă Deus sua vida, Ă s pessoas o amor, a calĂșnia a paciĂȘncia pro momento, ao seu sonho a esperança, força e fĂ©, mas para aquelas pessoas que te perseguem, ofereça-as para Deus, porque se Ele as criou, um motivo tem!
Para sustentar um bom relacionamento, o amor nem sempre Ă© suficiente. O amor Ă© essencial claro, mas ele nĂŁo se sustenta sozinho. Ă preciso amizade, afeto, cumplicidade, afinidade. Ă preciso afeição, apego, fraternidade, paixĂŁo. Ă preciso simpatia, respeito, atração, desejo. Ă preciso atenção, cuidado, dedicação. Ă preciso ter ternura, paciĂȘncia, harmonia, disposição, tolerĂąncia, consideração. Ă preciso ter doçura, cuidar, zelar, preservar e cultivar as boas coisas, os bons sentimentos, as boas sensaçÔes. Ă desenvolver, crescer, fortalecer, multiplicar e estimular o amor. NĂŁo basta sĂł conquistar uma vez, tem que conquistar, reconquistar e prosperar mais, todos os dias.
Meu amor
Meu grande amor
Tudo que quero Ă© te ver bem
Desde quando te conheci tenho esse desejo de estar ao seu lado
Com vocĂȘ pra sempre
Tenho ciĂșmes
Penso que vocĂȘ vai estar com outras pessoas e nĂŁo comigo
Mas permaneço aqui
Sempre vou estar
Amo vocĂȘ e isso nunca vai mudar.
Nenhum amor é eterno. O amor é como uma gangorra. Ele vai para cima e para baixo como um balanço. O amor não foi feito para estar em um lugar só.
Carta a um amor impossĂvel
Recebi tua carta, - e ainda sob o peso
da emoção que me trouxe, eu te escrevo, surpreso,
reavivando na minha lembrança esquecida
certos traços sem cor de uma história perdida:
- falo dos poucos dias que passamos juntos.
TĂŁo longe agora estas, quantos belos assuntos
a que eu nĂŁo quis, nem soube mesmo dar valor,
relembras com um estranho e desvelado amor.
Tua carta Ă© tĂŁo doce, e tĂŁo cheia de cores
que, dir-se-ia a escrever com o mel que hĂĄ nas flores,
sobre o azul de um papel tĂŁo azul, que o papel
faz a gente pensar num pedaço de céu!
Impregnado nas folhas chegou até mim,
um perfume sutil e agreste de jasmim
e um pouco do ar sadio e puro de montanha!
Estranha a tua carta, inesperada e estranha!
Deixas nas minhas mĂŁos a tua alma confiante,
ante a revelação desse amor deslumbrante
e abres teu coração, num gesto de ansiedade,
sob a opressĂŁo cruel de uma imensa saudade.
Dizes que sĂł por mim tu vives, - que a tristeza
Ă© a companheira fiel que tens por toda parte,
e me falas assim com tamanha franqueza
que eu nem sei que dizer receando magoar-te!
NĂŁo compreendo esse amor que revelas por mim
nem mereço a ternura e o enlevo sem fim
de um sĂł trecho sequer de tudo o que escreveste,
- por exemplo, - de um trecho belo e bom, como este:
"Teu olhar Ă© o meu sol! Vivo da sua luz!
- e mesmo que esse amor seja como uma cruz
eu o levarei comigo em meu itinerĂĄrio!
E o bendirei na dor ascendendo ao CalvĂĄrio!
Sem ele nĂŁo existo; e sem ti, meu destino
serĂĄ vazio, assim como o bronze de um sino
que ficou mutilado e emudeceu seus sons
na orquestra matinal dos outros carrilhÔes!
Quero ser tua sombra até, - e quando tudo
te abandonar na vida, e o frio, e quedo, e mudo,
encerrarem teu corpo em paz sob um lajedo,
eu ficarei contigo ao teu lado, sem medo,
e sozinha e sem medo eu descerei contigo
oh! Meu Ășnico amor! Oh! Meu querido amigo!
- para que os nossos corpos juntos, abraçados,
fiquem na mesma terra em terra transformados!"
Escreves tudo assim, - e eu nem sei que te diga
nesta amarga resposta, oh! Minha pobre amiga!
Tarde, tarde demais... Bem me arrependo agora
do amor que te inspirei, daquele amor de outrora
que eu julgava um brinquedo a mais em minha vida
e a quem davas tua alma inteira e irrefletida...
Releio a tua carta, e confesso que sinto
o ter-te que falar sobre esse amor extinto,
um prelĂșdio de amor que ficou sem enredo
e que sĂł tu tocaste em surdina, em segredo...
Dizes que o que eu mandar, farås... e que és tão minha
que mesmo que nĂŁo te ame e que fiques sozinha
bastarå para ti a lembrança feliz
dos dias de ilusĂŁo em que nunca te quis!
E escreves, continuando essa carta que eu leio
com uma vontade louca de parar no meio:
"Minha vontade Ă© a tua! E meu destino enredo
no teu!... Ăs o meu Deus! Teu desejo Ă© o meu credo!
Creio na tua força e no teu pensamento,
e nem um sĂł segundo e nem um sĂł momento
deixarei de seguir-te aonde quer que tu fores,
seja a estrada coberta de espinhos ou flores,
te aureole a fronte a glĂłria e te sirva a riqueza
ou vivas no abandono e sofras na pobreza!
Serei outra Eleonora Duse, e te amarei
com um amor infinito, sem razĂŁo nem lei.
Tu serĂĄs o meu Poeta imortal, - meu Senhor,
a quem entregarei minha alma e o meu amor!
Creio na tua força e no teu pensamento!
- faço dela um arrimo, e tenho nele o alento
da Ășnica razĂŁo que dirige meus atos;
- Ă© a lĂłgica fatal das cousas e dos fatos!
Orgulho-me de ser a matéria plasmåvel
onde o teu gĂȘnio inquieto, e nervoso, e insaciĂĄvel,
hå de esculpir uma obra à tua semelhança!
Junto a ti sou feliz e me sinto criança
curiosa de te ouvir, fascinada e atraĂda
pela tua palavra alegre e colorida!
E se falas da vida ou se o mundo desvendas
os assuntos ressoam na alma como lendas
e tudo Ă© novo e Ă© belo, e tudo prende e atrai,
de um simples botĂŁo que se abre a um pingo d'ĂĄgua que caĂ.
HĂĄ em tudo uma alma nova! HĂĄ em tudo um novo encanto!
Tantas vezes te ouvi! E sempre o mesmo espanto
quando tu me dizias, que era tarde, era a hora
em que eu ia dormir em que te ias embora...
Muitas vezes, deitada, - eu rezava baixinho
uma prece que fiz sĂł para o meu carinho:
com meus beijos de amor matarei tua sede,
com os meus cabelos tecerei a rede
onde adormecerĂĄs feliz, imaginado
que Ă© a noite que te envolve e te embala cantando;
formarei com os meus braços o ninho amoroso
onde terĂĄs na volta o almejado repouso;
minhas mĂŁos te darĂŁo o mais terno carinho
e julgarĂĄs que Ă© o vento a soprar de mansinho
sussurrando cançÔes e desfeito em desvelos
a desmanchar de leve os teus claros cabelos!
No meu seio, - que a uma onda talvez se pareça,
recostarei feliz, enfim, tua cabeça,
e nada, nenhum ruĂdo hĂĄ de te perturbar!
- meu próprio coração mais baixo hå de pulsar...
Quando o sol castigar as frondes e as raĂzes
com o meu corpo farei a sombra que precises,
e se o inverno chegar, ou se sentir frio,
em mim hĂĄs de achar todo o calor do estio!
NĂŁo te rias, - bem sei que te digo tolices,
mas ah! Se compreendesses tudo, ou se sentisses
a alegria que sinto ao te falar assim,
talvez que nĂŁo te risses, meu amor, de mim...
Isto tudo, - Ă© obra apenas da fatalidade,
- quando o amor é uma doença e é uma febre a saudade."
Tua carta Ă© uma frase inteira de ternura,
como uma renda fina, cuja tessitura
trai a mĂŁo delicada e a alma de quem a fez
Ela Ă© bem a expressĂŁo da mulher, que uma vez...
(mas nĂŁo, nĂŁo recordemos estas cousas mais,
- para o teu bem, deixemos o passado em paz
se o nĂŁo posso trazer num augĂșrio feliz
para a prolongação de um sonho que desfiz...)
Tua carta Ă© o reflexo da tua beleza,
e hĂĄ no seu ofertĂłrio a singela pureza
desse amor que te empolga e te invade e domina!
(Uma alma de mulher num corpo de menina!)
Reli-a muito, a sĂłs... - Mais adiante tu dizes,
com esse mĂstico dom das criaturas felizes:
"Amo, para a alegria suprema e indizĂvel
de humilhar-me aos teus pĂ©s tanto quanto possĂvel,
e viverei feliz, como a poeira da estrada
se erguer-me ao teu passar, numa nuvem dourada
cheia de sol e luz, - nessa glĂłria fugaz
de acompanhar-te os passos aonde quer que vĂĄs!
NĂŁo importa que eu role depois no caminho,
nĂŁo importa que eu fique abandonada e sĂł,
- quem nasceu para espinho hĂĄ de ser sempre espinho!...
- quem nasceu para pĂł, hĂĄ de sempre ser pĂł!"
Faz-me mal tua carta, muito mal... Receio
pelo amor infeliz que abrigaste em teu seio,
e uma angĂșstia mortal me oprime e me castiga,
deixa que te confesse, oh! Minha pobre amiga!
Não pensei... Não pensei que te afeiçoasses tanto,
nem desejava ver a tristeza do pranto
ensombrecer teus olhos... Quando tu partiste,
nĂŁo compreendia bem por que ficaste triste
nem quis acreditar no que estavas sentindo...
Hoje, - hoje eu descubro que o teu sonho lindo
era mais do que um sonho, - era mesmo, em verdade
uma grande esperança de felicidade!
Me perdoarĂĄs, no entanto... ah! NĂŁo fosses tĂŁo boa!
E eu insisto de joelhos a teus pés: - perdoa!
Se eu soubesse, ou se ao menos eu adivinhasse
o que não pude ver além de tua face
e o que nĂŁo soube ler velado em teu olhar,
nĂŁo teria deixado esse amor te empolgar...
Perdoa o involuntĂĄrio mal que te causei!
A carta que escreveste, e hĂĄ bem pouco guardei,
um grande mal também causou-me sem querer:
- Ă© bem rude e bem triste a gente perceber
que encontrou seu ideal, - o seu ideal mais belo,
- e o destruir, tal como eu, que agora o desmantelo!
Ă doloroso a gente em mil anos sonhĂĄ-lo
e inesperadamente ter que abandonĂĄ-lo!
Se algum amor eu quis, esse era igual ao teu
que tudo me ofertou e nada recebeu;
ingĂȘnuo e puro amor, simples, sem artifĂcios,
capaz como bem dizes "de mil sacrifĂcios,
e de mil concessÔes, chorando muito embora,
sĂł para ver feliz o ente que quer e adora!"
E pensar que isso tudo que tu me ofereces:
â teu raro e imenso amor, teus beijos, tuas preces,
a tua alma de criança ainda em primeiro anseio;
e o teu corpo, onde a forma ondulante do seio
nĂŁo atingiu sequer seu mĂĄximo esplendor;
tua boca, ainda pura aos contatos do amor;
- e dizer que isso tudo, isso tudo afinal
que era o meu velho sonho e o meu maior ideal,
abandono, desprezo, renuncio e largo
com um gesto vil como este, indiferente e amargo!
Enfim, jå estås vingada... Porque ainda és criança
hå de este falso amor te ficar na lembrança
como uma experiĂȘncia... (a primeira vencida
das muitas que talvez ainda encontres na vida... )
E um dia entĂŁo... - quem sabe se nĂŁo serĂĄ breve?
- descobrirĂĄs na vida aquele amor que deve
transformar teu destino e realizar teu sonho...
Antevendo esse dia de festa, risonho,
comporei, como um véu de noiva, para as bodas,
a mais bela poesia, a mais bela de todas...
(... Recebendo-a, dirĂĄs, esquecida e contente:
- "quem teria enviado este estranho presente?")
Sé feliz, minha amiga... eu me despeço aqui...
Lamento o meu destino, porque te perdi
e maldigo esta carta pelo que ela diz...
NĂŁo chores, - porque eu sei que ainda serĂĄs feliz...
E que as lĂĄgrimas de hoje, - enxuguem-se ao calor
de um verdadeiro, eterno e imorredouro amor!
P. S. - SĂȘ feliz. AmanhĂŁ tudo isto serĂĄ lenda...
E pede a Deus, por mim, - que eu nunca me arrependa...
(do livro" Eterno Motivo" - 1943)
O amor Ă© horrĂvel. Ă doloroso, assustador. Faz vocĂȘ duvidar de si prĂłprio. Faz com que vocĂȘ diga e faça coisas que nunca pensou que faria! Ă o que todos queremos e Ă© um inferno quando conseguimos! DĂĄ pra imaginar por que nĂŁo queremos passar por isso sozinhos.
O lindo do amor é quando encontramos em alguém a capacidade de nos transformar em tudo de melhor que podemos ser.
Encarando a outra de maneira real e sincera, aceitando suas qualidades sabendo também dos seus defeitos.
O lindo do amor nĂŁo Ă© se envolver com a pessoa perfeita, e sim com quem nos completa e nos transforma sempre naquilo que hĂĄ de melhor eternamente.
Mas pensando demais chego naquele medo do amor nĂŁo correspondido. SerĂĄ que vocĂȘ pensa em mim tanto quando diz? SerĂĄ que todas aquelas palavras que foram ditas ainda continuam sendo a Ășnica verdade? Novamente sĂł o tempo tem essas respostas. Hoje me deixo apaixonar e me sinto tĂŁo bem.
sou nova nesse papo de amor , mais jĂĄ ÂŽpassei por muita coisa nesse meio tempo para saber q aquilo q vc ama vai embora ...
vou dizer q amo meus problemas para ver se eles também vão .
â Por onde passares deixa um sorriso, uma palavra amiga e um bom sentimento. Deixa leveza, amor e alegria.
â Seja luz e amor na vida de alguĂ©m.
LUZ para iluminar e guiar para o caminho da fé.
E AMOR para preencher e acolher trazendo a paz e felicidade.
Saiba que, numa amizade firmada em fĂ©, amor, respeito, carinho, verdade, sinceridade, vocĂȘ pode falar, contar, opinar, dizer ou perguntar qualquer coisa, qualquer assunto, porque hĂĄ espaço para a confiança.
