Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Amor Virtual

Quem és tu, ó linda mulher,
Que só conheço do mundo virtual,
Mas que com seu encanto e magia,
Faz-me querer trazer-te para meu mundo,
Meu mundo real.
Quem és tu, ó linda mulher,
Que tanto quero amar,
Que com esse olhar faceiro, fascina-me,
Que com esse sorriso buliçoso, faz-me sonhar.
Quem és tu, ó linda mulher,
Que me faz no momento,
Encontrar-me de olhos fechados,
Pensando em vocĂȘ.
Sentindo o gosto gostoso de seus lĂĄbios,
Sentindo sua mĂŁo em meu corpo percorrer.
Quem és tu, ó linda mulher,
Que me deixas assim,
Mesmo sabendo que tudo isso Ă© um sonho,
Dele nĂŁo quero acordar
E por favor, te peço,
NĂŁo me acorde, deixe-me sonhar.
Quem és tu, ó linda mulher,
NĂŁo precisas mais me dizer,
JĂĄ sei que quem me fascina
É uma suntuosa e doce mulher,
Envolta em um sorriso de menina.
Uma bela e linda menina.
Não importa sua crença,
Seu credo, sua cor,
Pois tudo que mais quero no meu mundo real,
É contigo, linda mulher,
Viver um grande e eterno amor

Vem. Vem fazer parte do meu mundo. Vem?

Carta a um amor impossĂ­vel

Recebi tua carta, - e ainda sob o peso
da emoção que me trouxe, eu te escrevo, surpreso,
reavivando na minha lembrança esquecida
certos traços sem cor de uma história perdida:
- falo dos poucos dias que passamos juntos.

TĂŁo longe agora estas, quantos belos assuntos
a que eu nĂŁo quis, nem soube mesmo dar valor,
relembras com um estranho e desvelado amor.
Tua carta Ă© tĂŁo doce, e tĂŁo cheia de cores
que, dir-se-ia a escrever com o mel que hĂĄ nas flores,
sobre o azul de um papel tĂŁo azul, que o papel
faz a gente pensar num pedaço de céu!
Impregnado nas folhas chegou até mim,
um perfume sutil e agreste de jasmim
e um pouco do ar sadio e puro de montanha!

Estranha a tua carta, inesperada e estranha!

Deixas nas minhas mĂŁos a tua alma confiante,
ante a revelação desse amor deslumbrante
e abres teu coração, num gesto de ansiedade,
sob a opressĂŁo cruel de uma imensa saudade.
Dizes que sĂł por mim tu vives, - que a tristeza
Ă© a companheira fiel que tens por toda parte,
e me falas assim com tamanha franqueza
que eu nem sei que dizer receando magoar-te!
NĂŁo compreendo esse amor que revelas por mim
nem mereço a ternura e o enlevo sem fim
de um sĂł trecho sequer de tudo o que escreveste,
- por exemplo, - de um trecho belo e bom, como este:


"Teu olhar Ă© o meu sol! Vivo da sua luz!
- e mesmo que esse amor seja como uma cruz
eu o levarei comigo em meu itinerĂĄrio!
E o bendirei na dor ascendendo ao CalvĂĄrio!
Sem ele nĂŁo existo; e sem ti, meu destino
serĂĄ vazio, assim como o bronze de um sino
que ficou mutilado e emudeceu seus sons
na orquestra matinal dos outros carrilhÔes!
Quero ser tua sombra até, - e quando tudo
te abandonar na vida, e o frio, e quedo, e mudo,
encerrarem teu corpo em paz sob um lajedo,
eu ficarei contigo ao teu lado, sem medo,
e sozinha e sem medo eu descerei contigo
oh! Meu Ășnico amor! Oh! Meu querido amigo!
- para que os nossos corpos juntos, abraçados,
fiquem na mesma terra em terra transformados!"

Escreves tudo assim, - e eu nem sei que te diga
nesta amarga resposta, oh! Minha pobre amiga!

Tarde, tarde demais... Bem me arrependo agora
do amor que te inspirei, daquele amor de outrora
que eu julgava um brinquedo a mais em minha vida
e a quem davas tua alma inteira e irrefletida...
Releio a tua carta, e confesso que sinto
o ter-te que falar sobre esse amor extinto,
um prelĂșdio de amor que ficou sem enredo
e que sĂł tu tocaste em surdina, em segredo...

Dizes que o que eu mandar, farås... e que és tão minha
que mesmo que nĂŁo te ame e que fiques sozinha
bastarå para ti a lembrança feliz
dos dias de ilusĂŁo em que nunca te quis!
E escreves, continuando essa carta que eu leio
com uma vontade louca de parar no meio:


"Minha vontade Ă© a tua! E meu destino enredo
no teu!... És o meu Deus! Teu desejo Ă© o meu credo!
Creio na tua força e no teu pensamento,
e nem um sĂł segundo e nem um sĂł momento
deixarei de seguir-te aonde quer que tu fores,
seja a estrada coberta de espinhos ou flores,
te aureole a fronte a glĂłria e te sirva a riqueza
ou vivas no abandono e sofras na pobreza!
Serei outra Eleonora Duse, e te amarei
com um amor infinito, sem razĂŁo nem lei.
Tu serĂĄs o meu Poeta imortal, - meu Senhor,
a quem entregarei minha alma e o meu amor!

Creio na tua força e no teu pensamento!
- faço dela um arrimo, e tenho nele o alento
da Ășnica razĂŁo que dirige meus atos;
- Ă© a lĂłgica fatal das cousas e dos fatos!
Orgulho-me de ser a matéria plasmåvel
onde o teu gĂȘnio inquieto, e nervoso, e insaciĂĄvel,
hå de esculpir uma obra à tua semelhança!
Junto a ti sou feliz e me sinto criança
curiosa de te ouvir, fascinada e atraĂ­da
pela tua palavra alegre e colorida!
E se falas da vida ou se o mundo desvendas
os assuntos ressoam na alma como lendas
e tudo Ă© novo e Ă© belo, e tudo prende e atrai,
de um simples botĂŁo que se abre a um pingo d'ĂĄgua que caĂ­.

HĂĄ em tudo uma alma nova! HĂĄ em tudo um novo encanto!
Tantas vezes te ouvi! E sempre o mesmo espanto
quando tu me dizias, que era tarde, era a hora
em que eu ia dormir em que te ias embora...
Muitas vezes, deitada, - eu rezava baixinho
uma prece que fiz sĂł para o meu carinho:
com meus beijos de amor matarei tua sede,
com os meus cabelos tecerei a rede
onde adormecerĂĄs feliz, imaginado
que Ă© a noite que te envolve e te embala cantando;
formarei com os meus braços o ninho amoroso
onde terĂĄs na volta o almejado repouso;

minhas mĂŁos te darĂŁo o mais terno carinho
e julgarĂĄs que Ă© o vento a soprar de mansinho
sussurrando cançÔes e desfeito em desvelos
a desmanchar de leve os teus claros cabelos!
No meu seio, - que a uma onda talvez se pareça,
recostarei feliz, enfim, tua cabeça,
e nada, nenhum ruĂ­do hĂĄ de te perturbar!
- meu próprio coração mais baixo hå de pulsar...
Quando o sol castigar as frondes e as raĂ­zes
com o meu corpo farei a sombra que precises,
e se o inverno chegar, ou se sentir frio,
em mim hĂĄs de achar todo o calor do estio!

NĂŁo te rias, - bem sei que te digo tolices,
mas ah! Se compreendesses tudo, ou se sentisses
a alegria que sinto ao te falar assim,
talvez que nĂŁo te risses, meu amor, de mim...
Isto tudo, - Ă© obra apenas da fatalidade,
- quando o amor é uma doença e é uma febre a saudade."

Tua carta Ă© uma frase inteira de ternura,
como uma renda fina, cuja tessitura
trai a mĂŁo delicada e a alma de quem a fez
Ela Ă© bem a expressĂŁo da mulher, que uma vez...
(mas nĂŁo, nĂŁo recordemos estas cousas mais,
- para o teu bem, deixemos o passado em paz
se o nĂŁo posso trazer num augĂșrio feliz
para a prolongação de um sonho que desfiz...)

Tua carta Ă© o reflexo da tua beleza,
e hĂĄ no seu ofertĂłrio a singela pureza
desse amor que te empolga e te invade e domina!
(Uma alma de mulher num corpo de menina!)
Reli-a muito, a sĂłs... - Mais adiante tu dizes,
com esse mĂ­stico dom das criaturas felizes:

"Amo, para a alegria suprema e indizĂ­vel
de humilhar-me aos teus pés tanto quanto possível,
e viverei feliz, como a poeira da estrada
se erguer-me ao teu passar, numa nuvem dourada
cheia de sol e luz, - nessa glĂłria fugaz
de acompanhar-te os passos aonde quer que vĂĄs!
NĂŁo importa que eu role depois no caminho,
nĂŁo importa que eu fique abandonada e sĂł,
- quem nasceu para espinho hĂĄ de ser sempre espinho!...
- quem nasceu para pĂł, hĂĄ de sempre ser pĂł!"

Faz-me mal tua carta, muito mal... Receio
pelo amor infeliz que abrigaste em teu seio,
e uma angĂșstia mortal me oprime e me castiga,
deixa que te confesse, oh! Minha pobre amiga!


Não pensei... Não pensei que te afeiçoasses tanto,
nem desejava ver a tristeza do pranto
ensombrecer teus olhos... Quando tu partiste,
nĂŁo compreendia bem por que ficaste triste
nem quis acreditar no que estavas sentindo...
Hoje, - hoje eu descubro que o teu sonho lindo
era mais do que um sonho, - era mesmo, em verdade
uma grande esperança de felicidade!

Me perdoarĂĄs, no entanto... ah! NĂŁo fosses tĂŁo boa!
E eu insisto de joelhos a teus pés: - perdoa!
Se eu soubesse, ou se ao menos eu adivinhasse
o que não pude ver além de tua face
e o que nĂŁo soube ler velado em teu olhar,
nĂŁo teria deixado esse amor te empolgar...

Perdoa o involuntĂĄrio mal que te causei!
A carta que escreveste, e hĂĄ bem pouco guardei,
um grande mal também causou-me sem querer:
- Ă© bem rude e bem triste a gente perceber
que encontrou seu ideal, - o seu ideal mais belo,
- e o destruir, tal como eu, que agora o desmantelo!
É doloroso a gente em mil anos sonhá-lo
e inesperadamente ter que abandonĂĄ-lo!

Se algum amor eu quis, esse era igual ao teu
que tudo me ofertou e nada recebeu;
ingĂȘnuo e puro amor, simples, sem artifĂ­cios,
capaz como bem dizes "de mil sacrifĂ­cios,
e de mil concessÔes, chorando muito embora,
sĂł para ver feliz o ente que quer e adora!"

E pensar que isso tudo que tu me ofereces:
— teu raro e imenso amor, teus beijos, tuas preces,
a tua alma de criança ainda em primeiro anseio;
e o teu corpo, onde a forma ondulante do seio
nĂŁo atingiu sequer seu mĂĄximo esplendor;
tua boca, ainda pura aos contatos do amor;
- e dizer que isso tudo, isso tudo afinal
que era o meu velho sonho e o meu maior ideal,
abandono, desprezo, renuncio e largo
com um gesto vil como este, indiferente e amargo!

Enfim, jå estås vingada... Porque ainda és criança
hå de este falso amor te ficar na lembrança
como uma experiĂȘncia... (a primeira vencida
das muitas que talvez ainda encontres na vida... )

E um dia entĂŁo... - quem sabe se nĂŁo serĂĄ breve?
- descobrirĂĄs na vida aquele amor que deve
transformar teu destino e realizar teu sonho...
Antevendo esse dia de festa, risonho,
comporei, como um véu de noiva, para as bodas,
a mais bela poesia, a mais bela de todas...
(... Recebendo-a, dirĂĄs, esquecida e contente:
- "quem teria enviado este estranho presente?")

Sé feliz, minha amiga... eu me despeço aqui...
Lamento o meu destino, porque te perdi
e maldigo esta carta pelo que ela diz...
NĂŁo chores, - porque eu sei que ainda serĂĄs feliz...

E que as lĂĄgrimas de hoje, - enxuguem-se ao calor
de um verdadeiro, eterno e imorredouro amor!

P. S. - SĂȘ feliz. AmanhĂŁ tudo isto serĂĄ lenda...
E pede a Deus, por mim, - que eu nunca me arrependa...

(do livro" Eterno Motivo" - 1943)

Meu amor
Meu grande amor
Tudo que quero Ă© te ver bem
Desde quando te conheci tenho esse desejo de estar ao seu lado
Com vocĂȘ pra sempre
Tenho ciĂșmes
Penso que vocĂȘ vai estar com outras pessoas e nĂŁo comigo
Mas permaneço aqui
Sempre vou estar
Amo vocĂȘ e isso nunca vai mudar.

O amor Ă© eterno-as formas de manifestĂĄ-lo podem mudar,nĂŁo a essĂȘncia.

Nenhum amor é eterno. O amor é como uma gangorra. Ele vai para cima e para baixo como um balanço. O amor não foi feito para estar em um lugar só.

Eu sempre irei te amar...

VocĂȘ foi embora, mas, o amor decidiu ficar;
NĂŁo sei para quĂȘ, sĂł se foi para de saudade me matar!
Se nĂŁo sabe o que Ă© a saudade, um amor vocĂȘ nĂŁo tem;
Pois, a saudade Ă© a ausĂȘncia e um querer muito estar com este alguĂ©m...

Desculpe-me, mas, para sempre irei te amar;
NĂŁo sei te esquecer e todas as noites em meus sonhos vocĂȘ vem me abraçar...
Se hoje eu nĂŁo estou feliz Ă© por nĂŁo lhe ter aqui perto de mim,
Na verdade eu nem sei como consigo viver assim, longe de ti...

NĂŁo me entenda mal, nĂŁo quero dizer que tenha de me esperar;
VocĂȘ pode ficar a vida inteira a procura de alguĂ©m e sempre estarei a te amar,
Não sei mudar o que eu sinto, mas também não me lamento,
Foi em teus beijos que meu coração foi feliz e a minha alma encontrou contentamento...

NĂŁo quero presentear-te com a minha tristeza e nem lhe afogar com minhas lĂĄgrimas;
Quero lhe saudar com os meus versos e mesmo distante perceber o enlace de nossas almas,
Deste tempo até aqui eu aprendi que não é bom sentir saudades,
Descobri que o verdadeiro amor nĂŁo espera por um tempo e sim por toda a eternidade...


Por: Igor Barros

Amor Ă© um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura

William Shakespeare
Trecho do soneto 116

AMOR SOFREDOR

"JĂĄ amei rosas e flores
JĂĄ me espetei em espinhos
Eu me arranhei em amores
Para nĂŁo ficar sozinho.

Eu jĂĄ sofri por chorar
Eu jĂĄ chorei por sofrer
Depois de tudo, amor,
Ainda fiquei sem vocĂȘ."

Posso sempre morrer por amor, mas jamais poderei permitirei morrer um dia pela ausĂȘncia dele.

Ricardo Dih Ribeiro

Eu passei a vida procurando meu grande amor e ele se revelou em quem eu nunca imaginei.

❝... que hoje possamos estar de braços abertos para receber com amor e gratidão ... todas as bençãos lindas deste dia ... que seja este abençoado com sorrisos .. com amor ... e com intensos gestos de carinho ... que sejam abençoados todos aqueles que passarem pelo nosso caminho e que juntos possamos compartilhar os mais lindos sentimentos de amizade e afeto ... que nosso coração esteja plenamente em harmonia com a paz ... ❞

⁠Quando não acreditava mais no amor
Ele me faz uma surpresa
Coloca alguém na minha vida de onde eu menos imaginava
E me mostra o quanto posso ser feliz apenas por saber que vocĂȘ existe
Não nós tocamos, não nós beijamos, não sentimos ainda o calor do nosso abraço
Mas meu coração dispara apenas de imaginar esse momento tão mågico
Conto os dias, conto as horas..
Apenas para olhar nesses olhos lindos e dizer
EU AMO MUITO VOCÊ.

Carinho Ă© fonte de energia, Ă© amor mais-que-perfeito! E eu lhe trouxe o meu sĂł pra desejar uma tarde mega especial pra vocĂȘ!

O conhecimento deve conduzir ao amor. Quanto mais sabemos, mais devemos compartilhar do que sabemos com os outros e usar o nosso conhecimento em serviço a eles, seja na evangelização, seja no ministĂ©rio. Às vezes, porĂ©m, nosso amor poderĂĄ moderar o nosso conhecimento. Pois o conhecimento em si pode ser rĂ­spido; Ă©-lhe necessĂĄrio Ter a sensibilidade que o amor lhe pode dar. Foi isso o que Paulo quis dizer quando escreveu: “O saber ensoberbece, mas o amor edifica”. O “senhor do saber” de quem ele fala Ă© o cristĂŁo instruĂ­do, sabedor de que hĂĄ um sĂł Deus, de que os Ă­dolos nada sĂŁo, e que portanto nĂŁo hĂĄ razĂŁo teolĂłgica alguma pela qual nĂŁo deva comer uma comida que fora anteriormente oferecida a Ă­dolos. Entretanto, pode haver um motivo de ordem prĂĄtica para dela se abster. É que alguns cristĂŁos nĂŁo tĂȘm tal conhecimento e, em conseqĂŒĂȘncia, suas consciĂȘncias sĂŁo “fracas”, ou seja, nĂŁo instruĂ­das e excessivamente escrupulosas. Anteriormente eles prĂłprios haviam sido idĂłlatras. E, mesmo depois de sua conversĂŁo, acham que, em sĂŁ consciĂȘncia, nĂŁo podem comer tais carnes. Estando com eles, entĂŁo, Paulo argumenta: o cristĂŁo “forte” ou instruĂ­do deve abster-se para nĂŁo ofender a consciĂȘncia “fraca” de seus irmĂŁos. Ele mesmo tem a liberdade de consciĂȘncia para comer. PorĂ©m o seu amor limita a liberdade que o conhecimento lhe dĂĄ. Talvez seja contra tais circunstĂąncias que Paulo chega a dizer, em alguns capĂ­tulos adiante:
“Ainda que eu ... conheça todos os mistĂ©rios e toda a ciĂȘncia ... se nĂŁo tiver amor, nada serei”.

John Stott
Crer é também pensar

As melhores coisas da vida sĂŁo de graça... Amor, saĂșde, fĂ©, um olhar,um afago... Aproveitar o momento amando quem te ama,Ă© maravilhoso, senĂŁo vem outro alguĂ©m e pega o que tu tens.Quem nĂŁo dar valor, perde espaço.

Na ausĂȘncia de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda por meio das histĂłrias enredadas na histĂłria; experimentei a adolescĂȘncia por associação. Meu mundo Ă© uma teia entrelaçada de palavras amarrando membro a membro, osso a tendĂŁo, pensamentos e imagens todos juntos. Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção.

NĂŁo quero a ilusĂŁo de um amor perfeito, quero a felicidade de um amor verdadeiro.

⁠Eu nĂŁo sei o que o amor significa para vocĂȘ. Mas, para mim, nĂŁo se trata de estar feliz e de sussurrar palavras doces. Amor Ă© quando os dois suportam a dor juntos. Quando escolhem ficar em vez de fugir. Mesmo que o outro tenha uma dĂ­vida ou algo alĂ©m disso, vocĂȘs ainda permanecem juntos. Isso Ă© amor.

Se o amor é uma flor roxa, que då no coração dos trouxas.
Eu não ligo, desde que esse coração seja o meu.

Se vocĂȘ tem amor, atĂ© mesmo a simples ĂĄgua fria Ă© doce.