Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

É possĂ­vel amar muito alguĂ©m, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser pĂĄreo para o tamanho da saudade que vocĂȘ vai sentir dela.

Eu te amo, homem, hoje como toda vida quis e não sabia, eu que já amava de extremoso amor o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos de bordado, onde tem o desenho cîmico de um peixe — os lábios carnudos como os de uma negra.

Divago, quando o que quero Ă© sĂł dizer te amo.

Teço as curvas, as mistas e as quebradas, industriosa como abelha, alegrinha como florinha amarela, desejando as finuras, violoncelo, violino, menestrel e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito pra escutar o que bate. Eu te amo, homem, amo o teu coração, o que é, a carne de que é feito, amo sua matéria, fauna e flora, seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas perdidas nas casas que habitamos, os fios de tua barba.

Esmero. Pego tua mĂŁo, me afasto, viajo pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu gosto:

"Dize-me, Ăł amado da minha alma, onde apascentas o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu nĂŁo ande vagueando atrĂĄs dos rebanhos de teus companheiros".

Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memĂłria ama fica eterno. Te amo com a memĂłria, imperecĂ­vel.

Te alinho junto das coisas que falam uma coisa sĂł: Deus Ă© amor. VocĂȘ me espicaça como o desenho do peixe da guarnição de cozinha, vocĂȘ me guarnece, tira de mim o ar desnudo, me faz bonita de olhar-me, me dĂĄ uma tarefa, me emprega, me dĂĄ um filho, comida, enche minhas mĂŁos.

Eu te amo, homem, exatamente como amo o que acontece quando escuto oboé. Meu coração vai desdobrando os panos, se alargando aquecido, dando a volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.

Amo até a barata, quando descubro que assim te amo, o que não queria dizer amo também, o piolho.

Assim, te amo do modo mais natural, vero-romĂąntico, homem meu, particular homem universal.

Tudo que nĂŁo Ă© mulher estĂĄ em ti, maravilha.

Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos,a luz na cabeceira, o abajur de prata; como criada ama, vou te amar, o delicioso amor: com ågua tépida, toalha seca e sabonete cheiroso, me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta deles eu beijo.

Soneto XXII

Quantas vezes, amor, te amei sem ver-te e talvez
sem lembrança,
sem reconhecer teu olhar, sem fitar-te, centaura,
em regiÔes contrårias, num meio-dia queimante:
era sĂł o aroma dos cereais que amo.

Talvez te vi, te supus ao passar levantando uma taça
em Angola, Ă  luz da lua de junho,
ou eras tu a cintura daquela guitarra
que toquei nas trevas e ressoou como o mar desmedido.

Te amei sem que eu o soubesse, e busquei tua memĂłria.
Nas casas vazias entrei com lanterna a roubar teu retrato.
Mas eu jĂĄ nĂŁo sabia como eras. De repente

enquanto ias comigo te toquei e se deteve minha vida:
diante de meus olhos estavas, regendo-me, e reinas.
Como fogueira nos bosques o fogo Ă© teu reino.

Água Perrier

NĂŁo quero mudar vocĂȘ
nem mostrar novos mundos
pois eu, meu amor, acho graça atĂ© mesmo em clichĂȘs

Adoro esse olhar blasé
que nĂŁo sĂł jĂĄ viu quase tudo
mas acha tudo tão déjà-vu mesmo antes de ver.

SĂł proponho
alimentar meu tédio.
Para tanto, exponho
a minha admiração.
VocĂȘ em troca cede o
seu olhar sem sonhos
à minha contemplação

Antonio Cicero

Nota: Trecho da mĂșsica Água Perrier, em parceria com Adriana Calcanhotto.

É preciso ter um tempo longe daqui
Tempo de ficar sĂł
De andar na areia e sumir
O amor verdadeiro nĂŁo reage assim
Pode fazer melhor
Esconde o medo e sorri

Quem jĂĄ nadou contra a corrente
Sabe usar o vento a favor
SĂł o momento Ă© diferente
É a mesma ferramenta que usou

Eu nĂŁo preciso mais fazer o que vocĂȘ diz
Dei valor ao meu suor
Ninguém decide por mim
Se eu agi errado me perdoe porque eu nĂŁo quis
Amarrar outro nĂł
Que prende pra dividir

O que impede de andar pra frente
É a direção que escolheu
Se um abismo separa a gente
Quem fez a escavação não fui eu
Eu sei que gente que tem coragem nĂŁo finge
Que nada disso aconteceu

Quando eu acordei era fim de tarde
Meu lado claro escureceu
(Um novo sol sĂł de manhĂŁ)
Faz envelhecer tendo a mesma idade
De tanto que a alma sofreu
Eu sei que gente que tem coragem nĂŁo finge

Queria beijar teus lĂĄbios morenos
Sentir teu abraço apertar minh'alma
Sentir o gosto do teu amor nos braços meus
Olhar nos teus olhos sem dizer adeus.

Quase todo mundo pensa que sabe o que Ă© receber
 mas, a menos que vocĂȘ dĂȘ amor, vocĂȘ nĂŁo sabe o que Ă© dar, o mesmo Ă© verdadeiro sobre receber: a menos que vocĂȘ seja capaz de receber amor, vocĂȘ nĂŁo sabe o que Ă© receber. VocĂȘ quer ser amada, mas vocĂȘ nĂŁo pensou sobre isso: vocĂȘ Ă© capaz de receber amor?

HĂĄ tantas barreiras que nĂŁo lhe permitem recebĂȘ-lo! A primeira Ă© esta: vocĂȘ nĂŁo se respeita; daĂ­, quando o amor chega a vocĂȘ, vocĂȘ nĂŁo se sente bastante adequada para recebĂȘ-lo. Mas vocĂȘ fica em tal atribulação, que nĂŁo pode nem mesmo ver um fato simples: devido a vocĂȘ nunca ter se aceito como vocĂȘ Ă©, vocĂȘ jamais ter se amado
 como vocĂȘ pode conseguir receber o amor de alguĂ©m? VocĂȘ sabe que vocĂȘ nĂŁo Ă© digna dele, mas vocĂȘ nĂŁo quer aceitar e reconhecer essa ideia tĂŁo estĂșpida que a alimentou, de que vocĂȘ nĂŁo Ă© digna de amor. Assim, o que fazer? VocĂȘ simplesmente recusa o amor. E, para recusar o amor, vocĂȘ tem de encontrar desculpas. A primeira e a mais importante desculpa Ă© que “isso nĂŁo Ă© amor – eis por que nĂŁo o aceito”. VocĂȘ nĂŁo acredita que alguĂ©m a ame.

Quando vocĂȘ mesma nĂŁo se ama, quando vocĂȘ nĂŁo se viu – sua beleza, sua graça, sua grandiosidade –, como vocĂȘ pode acreditar nisso quando alguĂ©m lhe diz: “VocĂȘ Ă© bela. Vejo em seus olhos uma profundidade insondĂĄvel de tremenda graça. Vejo um ritmo em seu coração, em sintonia com o universo”. VocĂȘ nĂŁo pode acreditar em tudo isso – Ă© demais. VocĂȘ estĂĄ acostumada a ser condenada, vocĂȘ estĂĄ acostumada a ser punida, vocĂȘ estĂĄ acostumada a ser rejeitada, vocĂȘ estĂĄ acostumada a nĂŁo ser aceita como vocĂȘ Ă© – essas coisas vocĂȘ recebe muito facilmente. Mas vocĂȘ nĂŁo sabe que nĂŁo tem nada a dar. Todas essas coisas que vocĂȘ estĂĄ dizendo estĂŁo relacionadas ao que vocĂȘ quer ganhar. E o outro estĂĄ fazendo o mesmo. Uma vez casados, entĂŁo virĂŁo os problemas, porque ambos estĂŁo esperando as mil e uma noites e nem mesmo uma noite indiana estĂĄ acontecendo!

EntĂŁo vem uma raiva, uma fĂșria que, pouco a pouco, se torna venenosa. O amor se transformando em Ăłdio Ă© um fenĂŽmeno muito simples, porque todo mundo se sente traĂ­do. O relacionamento humano precisa de compreensĂŁo. Minha sugestĂŁo Ă©: medite. Torne-se mais e mais silenciosa, calma, tranquila. Deixe uma serenidade surgir em vocĂȘ. Isso lhe ajudarĂĄ de mil e uma maneiras, nĂŁo apenas no amor.

Vai por mim, amiga, se doer, nĂŁo Ă© amor!
Amor nĂŁo dĂłi, o que dĂłi Ă© desprezo!
EntĂŁo, desapega do que nĂŁo presta e se automedica de amor-prĂłprio, porque este, sim, te cura de qualquer praga que nĂŁo te merece!

SĂł existe um sentimento maior que o amor Ă  liberdade: o Ăłdio ao que a tira de vocĂȘ.

“É sĂł no silĂȘncio que o amor toma consciĂȘncia de sua essĂȘncia miraculosa, de sua liberdade e de sua potĂȘncia de intimidade. As palavras ditas destroem sua penugem e sua graça sempre nascente. Quem duvidaria que, no ParaĂ­so, os espĂ­ritos desfrutam de si mesmos comunicando-se com Deus e com os outros espĂ­ritos no fervor de um perfeito silĂȘncio?”

É tĂŁo difĂ­cil ficar sem vocĂȘ
O teu amor Ă© gostoso demais
Teu cheiro me dĂĄ prazer
Quando estou com vocĂȘ
Estou nos braços da paz

O amor

Somente ele pode resistir aos carnavais, Ă s distĂąncias, Ă s dificuldades, ao tempo.
Somente ele consegue viver de horas em feriados e de mensagens ou internet.
Somente ele pode me fazer tĂŁo feliz quanto me sinto ao seu lado.
Por esses e inĂșmeros outros motivos hoje tenho a certeza de que te amo!

Hoje o que se semeia é o medo, a paz foi esquecida, o amor abandonado e a manipulação defendida!

NĂŁo hĂĄ nada que nĂŁo se resolva ou se dissolva com uma boa dose de Amor, Humor e Vinho.

Poema. " Amo vocĂȘ"

Eu te amo...

Porque descobri em ti o verdadeiro amor.

Eu te amo...

Bem antes e depois de todos os acontecimentos do mundo.

Eu te amo...

Na imensidade do vazio dos meus pensamentos.

Eu te amo...

A cada lĂĄgrima que brota em meu olhar.

Eu te amo...

Em todos os ventos que sopra e murmura seu nome.

Em todas as sombras que se esconde na escuridĂŁo do meu ser.

Na extensĂŁo infinita do tempo.

AtĂ© a onde mora o silĂȘncio.

Eu te amo...

Em todas as transformaçÔes da vida...

Em todos os caminhos do medo...

Na angĂșstia da vontade perdida...

E na dor que se veste em segredo.

Eu te amo...

Em tudo que estĂĄs presente...

Em tudo que ainda estĂĄs ausente.

Eu te amo...

Desde a criação das åguas até ao nascer do fogo.

E antes do primeiro riso e depois da primeira mĂĄgoa.

Eu te amo...

Até mesmo depois de um adeus.

Eu te amo...

Até mesmo que o universo nos separa.

Eu te amo...

Tão suavemente como o voo das aves, que voam rumo céu azul.

Te amo...

Com grande amor que me faz o coração parar no primeiro olhar...

Um grande amor que, me faz sentir especial...

Um grande amor que, até tenho medo e a insegurança de o perder.

Te amo...

Mesmo que vocĂȘ nĂŁo se enxerga em mim um grande amor.

Te amo aponto de não conseguir mata a saudades que sufoca meu coração.

Uma saudade que me faz se sentir presa a uma agonia terrĂ­vel sĂł pelo fato de nĂŁo te ver a alguns instantes.

Te amo...

E basta me lembrar do seu sorriso para sentir sua presença...

Presença que involuntariamente vocĂȘ começa a sorrir.

Um grande amor Ă© aquele que faz nossos olhos se encherem de ĂĄgua sĂł de cogitar um adeus...

Um grande amor Ă© aquele que sequestra nossos pensamentos...

Invade nossa alma e mora no coração.

Um grande amor Ă© aquele pode nĂŁo ser perfeito, mas aos nossos olhos ele nĂŁo apresenta nenhum defeito.

O amor Ă© lindo do seu prĂłprio jeito de ser...

Amo vocĂȘ eternamente.

A BĂ­blia Ă© clara ao afirmar que nĂŁo se pode amar o mundo, caso contrĂĄrio, nĂŁo se terĂĄ o amor do Pai. A chave para entender isso estĂĄ na palavra amar. O que amamos tem prioridade em nossas vidas diĂĄrias. Logo, se o mundo Ă© prioridade, estĂĄ sendo amado. EntĂŁo, nĂŁo hĂĄ lugar pra Deus.

A DOR DE UM AMOR NÃO CORRESPONDIDO...

Uma frustração,
Um tormento...
Essa dor,
Esse sentimento.
Tento evitar...
Pois me causa,
Um grande sofrimento
Por quĂȘ?
Por que isso?
Por que comigo?
Qual o motivo?
NĂŁo pedi,
NĂŁo escolhi...
Mas aconteceu.
E o que faço?
Luto? Fujo?
Escondo? Espalho?
Sinto saudade,
Sinto vontade.
Sei que nĂŁo posso
Sei que nĂŁo devo
SerĂĄ que preciso me afastar?
SerĂĄ essa a saĂ­da?
SerĂĄ isso uma despedida?
Essa vontade...
Esse medo,
Esse insaciĂĄvel desejo...
Amo vocĂȘ.
Mais preciso entender,
Que esse Ă© um amor
Que nĂŁo pode acontecer.
Demonstrei, falei
Lutei, amei
Tudo ao meu
Alcance eu tentei,
Mas... Mas nĂŁo te ganhei.
HĂĄ amo muito,
E por isso
Abro mĂŁo de ti
Somente para, te ver feliz...
E eu? Eu... nesse sufoco
Vou seguindo
Todo iludido,
Correndo atrĂĄs,
Desse amor
Que nĂŁo...
NĂŁo pode ser correspondido...

Se alguma coisa nĂŁo deu certo pra vocĂȘ, nĂŁo jogue a culpa no amor. Ele nĂŁo tem nada a ver com isso. As coisas dĂŁo certo atĂ© onde tĂȘm que dar.

"Quem quer estudar o amor nunca deixarĂĄ de ser estudante."

Bonito Ă© quando o amor consegue superar o preconceito.