Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
INĂPTO AMOR
NĂŁo suporto mais o barulho na mente,
Por querer encontrar respostas
para coisas que nĂŁo entendo;
Mais ainda, daquelas que nĂŁo me dizem nada;
Das causas de amor que ardem no peito.
Prefiro o silĂȘncio ao barulho...
De querer adivinhar em trocos:
O que se passa ali, o que se passa cĂĄ;
No coração dos outros.
Falo do coração do meu grande amor!
Prefiro no mudo papel deixar em segredo
as minhas questÔes de amor;
Ă correr o risco de julgar
nas minhas insanas vontades,
nas minhas interpretaçÔes que podem estå erradas,
nas minhas necessidades impor as realidades alheias
o meu modo de sentir e pensar.
O que posso fazer? Nas questÔes amorosas,
quase nada posso mudar;
Quem garante que estou com a razĂŁo?
Do coração dos outros nada sei...
De suas intençÔes, das causas de seu coração...
Dos seus segredos;
Nem pensar me atrevo;
Sei de mim, do meu resignado coração;
EntĂŁo, prefiro o silĂȘncio...
E assim no meu canto emudeço.
Ăs vezes, que quis saber, errei...
Ainda que ache ser o certo, posso estĂĄ errado;
Se muita coisa nĂŁo fizer, sou um inĂștil;
E se nada faço, fico como um ingrato;
Percebi mesmo, Ă© que nunca se Ă© o bastante;
O amor Ă© cego?
O amor Ă© lerdo?
O amor Ă© jogo?
Nunca Ă© do jeito que quero!
Assim sendo prefiro o silĂȘncio!
LIĂĂES DE AMOR
A vida me ensinou que em matéria de amar,
se deve sorrir quando se deveria chorar;
E chorar quando deveria sorrir;
Pois, o caminho para amar
Ă© como andar na contra mĂŁo.
Ă o amor uma arte de guerra:
Surpreender Ă© necessĂĄrio...
Confundir para ser diferente...
E se deve impactar para conquistar.
A vida me ensinou que em matéria de amar
Deve-se contradizer o tempo:
Que se deve ir devagar, se exigir pressa...
E correr quando se pedir para caminhar;
Afinal, o tempo dirĂĄ que: o que tiver de ser serĂĄ.
No modo de pensar: as coisas passam e repassam;
SĂł no incidente e acidente a vontade ultrapassa;
E no amor o que tem que ser, sĂł o tempo dirĂĄ.
Alguma mudança se pode fazer,
Outras nada podem dizer;
A maioria fica ao deus-darĂĄ...
Deixa- se para o tempo mudar;
à a esperança que resta,
Ă© o que diz a experiĂȘncia:
Tudo se repete, tudo se reitera.
Que adianta a agonia de querem impor o amor?
Deve-se respeitar as escolhas...
Considerar-se os descabidos palpites.
Ăs favas, jĂĄ que eu mesmo os permito,
Que estes dardos, muitas vezes venham ricochetear.
Sou eu quem sofre as mĂĄgoas.
Afinal, sou eu quem enxuga as minhas lĂĄgrimas;
A CERTEZA QUE TE AMO
Em mim mora a certeza
de que és meu verdadeiro amor.
Impregnado na tåbua do meu coração
estĂĄ escrito em relevo o teu nome...
E o teu jeito de ser que tanto admiro.
Que me faz acreditar que sĂł se ama
e se apaixona de verdade uma Ășnica vez;
Das outras vezes, sĂł se apaixona...
Confunde-se que se ama.
Na tåbua do meu coração deve estå teu nome...
Tua foto, ainda que em negativo;
Teu caminho, talvez sĂł um trieiro;
Tuas palavras, ĂĄs vezes inaudĂveis;
Teu cheiro, esse que Ă© inconfundĂvel...
Pois em momento algum te esqueço.
Consigo na sinceridade do meu coração apreciar:
Tua beleza, sobressalente;
Tua delicadeza, sem esmero;
Teus dons, talentos e sagacidade.
Teus inĂșmeros defeitos, mas os aceito...
Se trocasse o meu coração
e removesse as lembranças de sua existĂȘncia,
por ter te amado de verdade uma vez,
Seria certo que te procuraria...
Enquanto nĂŁo se encontra o verdadeiro amor
é permanente no peito uma dor de esperança
e saudade do nada...
E quando se perde Ă© eterna a saudade de tudo.
- O RISO DO AMOR
VocĂȘ sorrir?
SĂŁo dĂșvidas? Quando falo que te amo?
Ă alegria? Quando juro meu amor por ti?
Talvez, por impulso em ironia...
Que se misture tudo, mas o meu amor sempre juraria.
VocĂȘ sorrir por duvidar...
Pois ignoras que te levo comigo
todas as noites para o travesseiro;
Esse amor verdadeiro, rouba- me o sono
e tenho o medo de perde-la.
VocĂȘ sorrir?
Do meu medo de perdĂȘ-la?
Acha ser sem razĂŁo esse medo?
Ă que desconhece a dor dessa perda;
Pois para essa uma dor nĂŁo se encontra
nem um só alento que alivie o coração.
VocĂȘ sorrir?
Sorrir das coisas que o meu coração sente?
Queria que este sorriso fosse por estar contente;
Pois fico por causa deste sentimento
como um demente;
Que por ti, que insistes em ficar no meu coração
e nĂŁo desisto por te amar. E vocĂȘ sorrir..
- GOTAS DE AMOR
A alegria e a tristeza, a celebração
e a decepção de quem ama são gotas;
Gotas de qualquer coisa...
Gotas de veneno ou de uma droga forte;
Pois, quando se ama de verdade,
se faz coisas que em normalidade de alma nĂŁo se faria.
Suporta-se ser chamado de tolo,
Se Ă© censurado de insano...
Sentenciado por viver em bestialidade;
NĂŁo dar para esconder que estĂĄ amando.
Para que se importar?
Se todos se fazem a mesma pergunta;
Se todos nĂłs caĂmos nos mesmos laços;
E ninguém se importa para o embaraço?
Ăs sincero aos sentimentos?
Atendes aos desejos do coração?
Amar Ă© tudo que a alma de todos busca.
Se por amar Ă© roubado o sono,
Se este Ă© o maior de todos os danos;
Ă gente de sorte...
Amar Ă© ensaiar em vida mergulhar numa gota dÂŽĂĄgua
e emergir num oceano.
LAGO DE AMOR
O amor amado,
Aquele amor para o qual se entrega, entregado...
Ă como as ĂĄguas tranquilas de um lago;
Ainda que se atirem pedrinhas...
Que se joguem pedras grandes e pesadas,
Que se criem as ondas e se fiquem revoltados;
Que se admirem e se fiquem espantados;
Logo tudo se acalma...
Isso Ă© enigma do amor!.
O amor explorado, o amor forçado é:
Viver em um leito de um rio corrente...
Em cada curva se encontra embaraços, pedras;
Se Ă© surpreendido e se vive assustado.
NĂŁo vale a pena viver um amor assim;
Viver estas coisas acaba com a gente;
Coisa sem nome, neutra...
Coisa sem jeito, sempre uma treta.
Ă viver em pressuposta solidĂŁo... PreferĂvel
é ter ainda a esperança no peito.
POEMAS SEM NOMES
NĂŁo sei que nome daria,
ao meu Ășltimo poema de amor.
Talvez daria o seu apelido...
Ou seu nome distorcido?
Quem sabe usaria um pseudĂŽnimo?
Nomes de trĂĄs para frente seria um mimo;
Se fosse o teu nome, e usaria como apelido, Sineos!
Ao invés de amor, eu escreveria roma;
Trocaria meu, por uem;
De eu, redigiria ue.
Meu Ășltimo poema...
Que pena, nĂŁo rima!
Pois, um nome nĂŁo teria.
Amo-te em segredo...
De te perder tenho medo;
Por isso, nĂŁo importa o tema;
NĂŁo importa a rima...
Amar-te Ă© o que queria para sempre.
Quem pensa que quero saber:
A data de escrever...
E que nome daria ao meu poema sem nome,
do meu Ășltimo poema ,se engana!
O que quero mesmo Ă© usar a pena todos os dias;
Escrever muitos poemas:
Poemas sem nomes, poemas de amor.
Na linha do tempo:
Sem seu amor, sou como o poeta triste na vaga madrugada.
Sem a sintonia, sou o poema sem a rima.
Mas com vocĂȘ, sou o verso, sou verbo do amar, sĂł por te querer cada dia muito mais.
Cada verso contado, exponho o meu desejo.
SĂŁo sentimentos da minh'alma, que saem em desespero.
Pois nĂŁo posso nem sussurrar ao vento,
para nĂŁo espalhar meu segredo.
Que eu nasci para te amar e vocĂȘ nasceu para brilhar, dentro do meu peito.
Um amor eternizado no olhar, nem mesmo o tempo, Ă© capaz de apagar.
Poema de autoria #Andrea_Domingues
Todos os direitos autorais reservados 22/10/2019 Ă s 14:00 horas
Manter créditos para autora original #Andrea_Domingues
NĂŁo faz o menor sentido alegarmos amor a Cristo acima de tudo e nĂŁo desejarmos nos encontrar com Ele. A figura que Jesus usa para ilustrar nossa relação com ele Ă© a de um noivo e sua noiva. Se uma moça diz amar o noivo profundamente, mas se recusa a se encontrar com ele face a face, posso afirmar que ela, na realidade, nĂŁo o ama. AlguĂ©m que se diz cristĂŁo mas tem medo da morte na verdade ainda duvida da eternidade e, provavelmente, nĂŁo teve um encontro genuĂno com o Cristo vivo â pois ver Jesus muda tudo!
Meu palpite sobre o amor, o amor nĂŁo Ă© aquilo que todo mundo diz que Ă©, Ă s pessoas nĂŁo conhecem realmente o amor, o amor Ă© simplesmente inexplicĂĄvel, sĂł quem realmente conhece o amor sĂŁo aqueles que acreditam em Deus, porque Deus Ă© o amor.
As pessoas sofrem
Elas sofrem por amor
Sofrem por simplesmente amar
Sofrem por nĂŁo ser amadas
Elas sofrem por estarem apaixonadas
Elas sofrem pela falta de reciprocidade
As pessoas sofrem
E se dispÔe a chorar
Eu sofri, e sei um pouco
... de como Ă© amar
Tem pessoas que aprendem com o amor,e tem pessoas que precisam aprender com a dor,e quem precisa aprender com a dor, o despertar Ă© mais doloroso e a caminhada Ă© mais longa.
Para a semente brotar e preciso o coração fĂ©rtil de amor,e para a flor desabrochar Ă© preciso que a alma esteja na paz da consciĂȘncia tranquila e do dever cumprido.
Acontece
Acontece de alguém te machucar
De te iludir com falso amor
Mas nĂŁo deixe de amar
A vida Ă© momentĂąnea
EntĂŁo nĂŁo se culpe por ser amor
As pessoas hoje em dia
EstĂŁo anestesiadas, de tanta monotonia
Elas nĂŁo se permitem ser amadas
E nem a amar alguém
Pois, existe tanta gente ferida
Que não ama, se abstém
Mas ousa, nĂŁo se culpe por amar
VocĂȘ merece todo amor do mundo
Que alguém um dia vai lhe dar
A vida Ă© curta pra ser menos
EntĂŁo, seja sempre mais
O amor Ă© uma dĂĄdiva
Que deve ser plantada em cada peito
E regada constantemente com gestos, atitudes e carinho
Acredito nessa nossa geração
Que Ă© tida como problemĂĄtica e mimizenta
Mas nĂŁo isso
A gente sĂł nĂŁo aguenta
Ter que ser refém de uma sociedade doentia e covarde
Onde nĂŁo podemos ser nĂłs mesmo e nem dizer o que sentimos
Que somos tidos como dramĂĄticos,
Em falar-te de amor, empatia e felicidade
Mas kakakaka isso sempre existiu
à que nossa geração tå cansada
De ver tanta gente com dor acumulada
Morrendo engasgada
Por ter medo de ser julgada
Por vocĂȘ, sociedade
EntĂŁo, pare
Seja vocĂȘ, a vida Ă© um sopro pra vc ficar se escondendo por medo do que vĂŁo pensar
Seja amor
Seja livre
Vai voar
NĂŁo fique preso ao passado
Seu amor futuro nĂŁo tem culpa do que de foi
NĂŁo deixe seu amor abstrato
Coloque a dor de lado
E faça do amor seu principal prato
Vivendo uma vida super saudĂĄvel
Onde vc se ama, se respeita
Onde vc se quer bem
Onde vc se rega feito uma flor
E novamente, ousa
NĂŁo se culpe por ser amor.
A noite Ă© o amor,
diante a madrugada hĂĄ paixĂŁo,
notando a vejo como anjo nas sombras
anjos cantam no clima a luz te ama...
virtuosa e abrangente nos da vida
e transcende no além que queremos existir...
Nosso amor Ă© pleno, Ă© alma, Ă© presente.
Pensamento, presença, ligação, onisciente...
Nossa paixĂŁo Ă© quĂmica, Ă© corpo, Ă© mente.
Ă fogo, Ă© fĂșria, desejo ardente...
SONETO SEM SORTE
Amor, quantos espinhos hĂĄ na tua haste
Arranhando a solidĂŁo aqui no meu peito
Errante nos sĂłis e chuvas, sem ser eleito
Entre estaçÔes sós, num triste contraste
Saudades passam, e nĂŁo passa o efeito
Porém, tu e eu, amor, no mesmo engaste
O fado faz que a desventura nos arraste
Por outonos, num desfolhamento do leito
Pensar que custa tanto, tanto desgaste
Quando poderia ser diferente, ser feito
Com companhia, desde que chegaste
Mas tu e eu simplesmente sem preceito
Ali onde o passado no remorso choraste
Semeamos a sorte sem nenhum proveito
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2016
Cerrado goiano
