Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Ela: TĂĄ triste por quĂȘ?
Ele: TĂŽ quase desistindo de algumas coisas...
Ela: Posso te dar um conselho?
Ele: Claro...
Ela: Nunca desistas de nada que te faça feliz...
Ele: É por isso que eu ainda nĂŁo desisti de vocĂȘ...

Imagino cada coisa
enquanto te escrevo,
que nem te conto...
e nem te conto,
cada coisa que
nem te escrevo,
enquanto te imagino.

Às vezes, Ă© bom sair de cena. Sentar na plateia. Ser o espectador de todos os que nos rodeiam. Foi o que eu fiz. Observei, com cuidado, os que mereciam minha empatia. Os que mereciam minha amizade. Meu respeito. Meu escĂąndalo, quando necessĂĄrio. E, com ainda mais cautela, observei os que sĂł mereciam o meu silĂȘncio.
E foram muitos.
NĂŁo Ă© o desprezo,
nem o mau desejo.
Muito menos vingança.
Mas o silĂȘncio.
Apenas.

Errante

Sou como a ave
errante

sem ninho,
sem morada.
Meu caminho
liga ao nada,
e do distante
venho e vou,
pois sei que sou
errante

nada tenho,
nada guardo,
nem espero.
Venho e vou

distante.
Hoje, eu chego,
como cheguei um dia,
igual,
como partirei,
sem mais nada
que a dor gritante
de ir e vir,
errante.

A verdade machuca na hora,
a mentira apenas adia a dor
com a verdade permanece a CONFIANÇA
com a mentira se termina um grande amor.

Quero-te assim
Quero-te assim...
As paredes tão quentes como a tua ofegante respiração
E a mĂșsica teceu-nos no seu tear padronizado
Valente vibração de amor ardente
EstĂĄvamos no quarto
Quando lancei o meu olhar sobre ti
Lembras?
As tuas mĂŁos movem se sobre o meu rosto
Fluindo docemente
Mudei-me entre os teus dedos
Por dentro da tua roupa
Dos teus dedos senti-me conhecido
E naquele desesperado momento
Eu ouvi dizeres o meu nome
A tua voz encontra o caminho do meu ouvido
Soltando os cabelos como um vento de inverno
Os teus lĂĄbios e os meus caĂ­ram na sombra
A tua vida foi derramando
Sobre a minha alma entre os beijos e sussurros
E eu estava desolado e doente de paixĂŁo
Um distĂșrbio no teu doce olhar
Um entrelaçar de dedos que erra
Vou passar meus dias negligente
Enquanto cada vez mais enfeitiçado
Imortalizei-te na minha arte
Enquanto preciso de ti
Em todas as partes
E ainda assim se chega de alguma forma.
Quero te assim toda dengosa
As ĂĄgeis mĂŁos mais quentes do que o fogo
O maravilhoso olhar de luz intensa
EsplĂȘndidas coxas flexĂ­veis dançando
Fonte de todo o meu prazer
Meu Ășnico querer
Brilhante desejo da minha alma
Como posso nĂŁo querer?
Todas as noites no meu coração
Eu sentia o teu coração batendo
Noites idas com o vento
OrquĂ­dea distante
Perdida da minha mente
Engrossa a noite em torno de nĂłs
Na escuridĂŁo aprofundada da tua intimidade
As nossas mentes que se encontram
Bebo do teu fĂŽlego
Que doce veneno
Uma musa nos meus braços
O meu comprimento pressionando
Confiando encantamentos
E todo o teu corpo Ă© mel para a minha boca
Quero-te assim toda impiedosa
E todo o teu corpo Ă© pasto para os meus olhos.
As tuas carĂ­cias em ĂȘxtase
O calor dos teus seios no meu peito
O espaço profundo da tua escuridão se afundando
MurmĂșrios do teu amor em mim
Eu quero que assim seja para toda a eternidade.

_______Anjo da MadrugadaÂź

Maturidade é saber a hora de ir embora da vida de alguém.

Sem vocĂȘ eu era apenas um poeta sem poesia
Um rap que nĂŁo tinha rima
Um Da Vinci sem Monalisa
Um pintor sem obra-prima
Um escritor que nunca escrevia
Um sorriso que nunca se ria
Sem vocĂȘ, amor, nada eu era, nada eu tinha.

Se um dia eu morrer, lembre-se que eu te prometi que te amaria em qualquer lugar e a qualquer momento.

Quando eu aprendi a viver - ou nĂŁo
“Na verdade, eu não sei quem eu sou"e blá blá blá

Sim, uma frase clichĂȘ, que ninguĂ©m consegue responder com tanta certeza.
Ou vocĂȘ consegue?

Quem Ă© vocĂȘ? Fico me perguntando isso hĂĄ 21 anos e alguns meses e nunca tive a real certeza de quem eu sou, do que eu quero, do que vivo, qual a minha meta, qual meu desafio, o que eu quero, onde quero chegar, entre tantas perguntas... Acabo respondendo a mais fĂĄcil: apenas vou vivendo.

Confesso, jĂĄ culpei vĂĄrias pessoas inocentes apenas pela minha indecisĂŁo de saber quem eu realmente era, jĂĄ briguei com pessoas que eu amo pela desconfiança em seu sentimento por nĂŁo ser igual, ou melhor, que o meu, jĂĄ fiquei perdido em uma tarde de domingo no silĂȘncio apenas para tentar meditar sobre esta questĂŁo. Afinal, quem eu sou?

É mais fĂĄcil ficar com o Ăłbvio e responder apenas as coisas que eu acho ser, digo, apenas minhas qualidades. Às vezes eu sei, Ă s vezes nem sempre. Hoje Ă© um dia que nĂŁo sei quais sĂŁo minhas qualidades, mas tambĂ©m nĂŁo sei meus defeitos. É um turbilhĂŁo de sensaçÔes dentro de mim, vĂĄrios pontos a se colocar na balança sĂŁo como se eu vivesse de acordo com a vida dos outros, dos conselhos das pessoas, das dicas e opiniĂŁo, como se eu nĂŁo tivesse a minha prĂłpria opiniĂŁo para mim mesmo, mesmo sabendo de tudo. É como se estivesse brincando de esconde-esconde, mas nĂŁo conseguindo me encontrar. Nestes estados de crise tudo estava imperfeito, por mais que todos Ă  minha volta tentava fazer perfeito. Me pergunto, como uma pessoa pode se perder de vocĂȘ mesmo? Quais sĂŁo os verdadeiros sintomas para esta angĂșstia ou insegurança que me prende?

As perguntas ficam me atormentando hĂĄ tempos. Em uma determinada noite consegui as respostas que o mundo me perguntava, descobri que ser sincero para mim mesmo Ă© a melhor forma de sinceridade que eu poderia ter, descobri que nĂŁo adianta quanta beleza uma flor tem se ela nĂŁo consegue amadurecer a raiz, que nĂŁo adianta a liberdade de um pĂĄssaro se ele nĂŁo possa voar, que nĂŁo se brinca com sentimentos alheios e, principalmente, com o meu prĂłprio.

Naquela noite descobri tantas, mas tantas coisas, que acordei em uma terça-feira diferente, determinado a encontrar minha raiz e resumi minha vida em uma flor. Ela é bela, tem suas estaçÔes: às vezes caem pétalas, às vezes nascem pétalas, às vezes fica seca e se não tiver uma raiz fixa e eståvel pode chegar à morte. Preciso encontrar minhas raízes antes de querer ver o mundo florido, preciso me amadurecer se quero ser reconhecido.

Fazer minha vida rimar com tantos versos soltos pelo mundo, aprender em quem se deve confiar e por que motivo confiar nĂŁo Ă© que eu esteja desconfiado com o mundo. Mas apenas quero para o meu jardim, o verdadeiro, o enraizado, o florido e o sincero. Neste meio-tempo vivi muito sem me ‘amar’ e dar-me o valor que eu sei que eu mereço, mas estou de boa, as coisas Ă s vezes nĂŁo dĂŁo certo e pronto, sem motivo nem maiores consequĂȘncias, pois nĂŁo adianta gastar todo o dinheiro que se tem e dizer que ganha pouco e assim quero viver: economizando saliva para um amanhĂŁ enraizado ou nĂŁo.

Respostas

Por que buscar a lucidez
Fria e linear do raciocĂ­nio puro?
HaverĂĄ lucidez na brisa que sopra
E castiga meu corpo cansado?
E, por que foste, assim como a brisa,
Me fustigar, morna e terna,
A esperança de meus sonhos?
Por que ser lĂșcido se a lucidez
EstĂĄ em tudo que nos cerca?
No vento,nas ĂĄrvores, no sol
Que desce agora atrĂĄs da linha
Do horizonte que nos separa.
Quero ficar assim, embriagado
Na sensação de estar contigo,
Nos caminhos que nunca percorri.
Olhar com teus olhos e ver dentro
Dos meus as mesmas paisagens
Que jamais notei ou senti.
Percorrer com teus sentidos
Toda a certeza da felicidade.
Pela primeira vez me reconheço
Tranquilo, a olhar em frente
O caminho aberto para a vida.
Todos os fantasmas que criei
E me atormentavam nas sombras
NĂŁo mais habitam meus castelos.
Como te dizer tudo isso?
Como te conduzir pela mĂŁo
E por ti ser conduzido?
Como reacender das cinzas
Tudo o que deixei apagar?
Nessa busca, agora eu sei,
Que sĂł em ti estĂĄ minha resposta.

TREVAS

Como Ă© triste a noite sem luar,
tudo imerso nas trevas, sem cor
e como é triste também ficar
na vida desiludido do amor

Procurando sempre sem achar
alguém, um só carinho que for.
Sentir na vida um vazio, amar
e sĂł, da solidĂŁo sentir horror.

Ainda sigo procurando a minha lua
que posso achar aqui ou talvez na rua,
ou nunca achar e continuar no escuro.

Porque faz tanto tempo que procuro
e nessa busca infeliz eu nĂŁo me curo
nem consigo esquecer aquela imagem tua

VOZ DO CORAÇÃO
(09/10/2007)

Eu tentei nĂŁo falar,
Juro que eu tentei.
Fiquei tentando me conter...
Imagina, logo eu, que sou toda exagero ficar comedida?
Foi difĂ­cil, mas juro que eu tentei,
Mas agora explodiu,
Disse tudo o que eu sentia
E também o que eu não devia.
Eu te disse:
“Eu amo muito vocĂȘ!”
Se isso vai mudar alguma coisa entre nĂłs?
Gostaria que sim,
Mas nĂŁo se sinta pressionado por isso,
É que eu precisava mesmo te dizer.
Se isso vai te espantar de vez?
Espero que nĂŁo,
Porque adoro a tua companhia e a tua amizade.
SĂł sei que disse, mesmo que virtualmente, eu disse,
E, espero, em breve, muito em breve,
Ter coragem de dizer pessoalmente,
Olhando nos teus olhos que tanto adoro,
E na esperança de ganhar um beijo teu.
E que beijo!
O Ășnico beijo que gosto.
A Ășnica boca que desejo.
Pois, Ă© fato que eu nunca havia gostado de beijar antes de beijar vocĂȘ.
E que cheiro!
O homem mais cheiroso que jĂĄ conheci,
E do pescoço mais tentador que jå vi.
Eu nĂŁo resisto a vocĂȘ, vocĂȘ sabe disso!
E tudo isso cabe em vocĂȘ que Ă© tĂŁo pequenininho por fora,
Mas que Ă© enorme, para mim, por dentro.
Nunca me senti tĂŁo a vontade com alguĂ©m como eu me sinto com vocĂȘ.
Eu jĂĄ te disse isso.
E Ă© por tudo isso e muito mais do que isso
Que eu te quero,
Com todos os seus defeitos e manias.
Eu te quero,
Ainda que eu tenha que brigar com o mundo inteiro.
Eu te quero,
Porque a gente se dĂĄ muito bem.
Porque vocĂȘ Ă© tudo que quero num homem.
Porque acredito em nĂłs dois,
Porque acredito no que sinto,
Porque acredito no amor.
E, novamente eu digo: eu amo vocĂȘ!
Tentei, por muito tempo, calar,
Mas, nĂŁo consegui.
Receba todo o meu amor sincero por vocĂȘ.

A colheita

Um relĂąmpago
Azul de ilusĂŁo
Riscou, no negro
De um cĂ©u de dĂșvidas,
O branco de seu nome

Afago
De nuvens,
CarĂ­cias,
Derramadas
Em grandes gotas,
Que cresceram
E inundaram a vida.
Onda de ternura
TĂŁo pura
TĂŁo querida!
Mas, quando o sol
Brilhou no horizonte
As ĂĄguas
Tinham lavado a terra,
E nĂŁo mais vinham
Do alto rolando,
Os risos das mĂŁos
Que plantaram as sementes
Das juras
Do amor eterno.
E a terra lavada
Secou ao sol,
Partiu-se,
Pedaço por pedaço,
Desfazendo-se
A ilusĂŁo engano,
Passo a passo
No caminho
De um outro ano.

A espera

Fiquei sentado,
esperando
a campainha
(que nĂŁo tocou).

Afinal o que sou?
Um pobre coitado,
um incompreendido,
um mal amado?
Olho figuras que passam,
cavalgando na mente
estĂłrias nĂŁo realizadas.
De repente,
estou sĂł,
a ruminar
em meu estĂĄbulo
dourado,
sentado,
esperando a campainha
(que nĂŁo tocou).

Por que nĂŁo grita,
meu Deus,
esta mĂĄquina infernal
que me revela
a triste lembrança
de um nada?

Brinquedo de criança
em ruas desertas
de minha meninice,
em desabaladas carreiras,
liberto.
Risos apertados,
traquinices,
de um – quem Ă©?
perdido no vazio.

Mas, eu agora
jĂĄ nĂŁo rio,
sentado,
esperando,
esperando,
no meu estĂĄbulo dourado,
ruminando,
a dor,
a descrença,
a solidĂŁo.

Seja o que for,
que me faz alheio,
apartado de tudo
e de todos,
sentado,
esperando a campainha
(que nĂŁo tocou).
(1968)

Estranho, sim. As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados. Aproximam-se deles, dizem coisas amåveis, mas guardam certa distùncia, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um terreno minado, muita cautela ao pisar nesse terreno. Com sua disciplina indisciplinada, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça. Se o amor na sua doação absoluta os faz mais frågeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura. Os apaixonados voltaram ao Jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem.

Lygia Fagundes Telles
A disciplina do amor. SĂŁo Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Nota: Conto Os amantes.

...Mais

Homem de verdade, Ă© aquele que troca uma cerveja com os amigos pra ficar com ela. Homem de verdade, Ă© esse que vocĂȘ tem mulher, sabendo tĂȘ-lo. Homem de verdade, Ă© aquele que mostra pra todos que ele a ama, mostra pra todas que o rodeia, que ele Ă© dela. Esse homem, nĂŁo quer ter todas que o quer, esse cara quer apenas a dele, nĂŁo por posse, mas de possuir sentimentos. Esse homem sabe, que vale a pena ter uma mulher, que vĂĄrias meninas.

Eu queria que vocĂȘ soubesse o que se passa aqui dentro, mas atĂ© eu mesmo me sinto confusa muitas vezes. Mas saiba, que ninguĂ©m nunca ocupou o espaço que vocĂȘ ocupa, eu tento fugir do que sinto, mas sĂł basta vocĂȘ se aproximar e tudo muda. VocĂȘ tem um poder inegĂĄvel sobre mim.

Sabe o porquĂȘ tem muita gente odiando? Simples, odiar Ă© fĂĄcil e nĂŁo exige força. Agora, tente amar! Amar, nĂŁo raramente, Ă© dar as mĂŁos ao sofrimento

NĂŁo desiste de mim por favor. Por trĂĄs de tanta frieza e indecisĂŁo hĂĄ uma pessoa insegura e que precisa de companhia. Mesmo nĂŁo parecendo.