Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

E as paixÔes que Pascal condenava, em primeiro lugar o amor-próprio, não são no homem simples aberraçÔes porque o movem a agir, visto que o homem é feito para a ação.

O amor é a força mais poderosa que existe. O amor é a fruta de todas as estaçÔes.

Se vocĂȘ manda um pensamento de amor ou Ăłdio a alguĂ©m, este irĂĄ atĂ© a pessoa e lhe estimularĂĄ um pensamento semelhante, depois voltarĂĄ a vocĂȘ com força redobrada.

Sou cheio de muito amor e Ă© isso o que certamente me dĂĄ uma grandeza.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

A vida sem amor nĂŁo tem razĂŁo.

Ela tem medo da Noite medo de que nunca acabe, Ela costuma fazer amor em pé de dia.

O Amor faz cair por terra todas as maldiçÔes.

Parece-me que podemos, com maior razão, distinguir o amor em função da estima que temos pelo que amamos, em comparação com nós mesmos. Pois quando estimamos o objecto do nosso amor menos que a nós mesmos, temos por ele apenas uma simples afeição; quando o estimamos tanto quanto a nós mesmos, a isso se chama amizade; e quando o estimamos mais, a paixão que temos pode ser denominada como devoção.
A diferença que hĂĄ entre esses trĂȘs tipos de amor manifesta-se principalmente pelos seus efeitos; pois, como em todos nos consideramos juntos e unidos Ă  coisa amada, estamos sempre dispostos a abandonar a menor parte do todo que compomos com ela, para conservar a outra.
Isto leva-nos, na simples afeição, a sempre nos preferirmos ao que amamos; e, na devoção, ao contrårio, a preferirmos a coisa amada e não a nós mesmos, de tal forma que não hesitamos em morrer para a conservar.

dar nĂŁo Ă© fazer amor

O ser busca o outro ser, e ao conhecĂȘ-lo acha a razĂŁo de ser, jĂĄ dividido. SĂŁo dois em um: amor, sublime selo que Ă  vida imprime cor, graça e sentido.

Um amor como o nosso estĂĄ fadado a acabar. E eu jĂĄ nĂŁo tenho mais fĂŽlego para soprar a fogueira.

VĂȘ, meu amor, vĂȘ como por medo jĂĄ estou organizando, vĂȘ como ainda nĂŁo consigo mexer nesses elementos primĂĄrios do laboratĂłrio sem logo querer organizar a esperança. É que por enquanto a metamorfose de mim em mim mesma nĂŁo faz nenhum sentido. É uma metamorfose em que perco tudo o que eu tinha, e o que eu tinha era eu – sĂł tenho o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pĂ© diante de um susto. Sou: o que vi. NĂŁo entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com os seus planetas e baratas. Eu, que antes vivera de palavras de caridade ou orgulho ou de qualquer coisa. Mas que abismo entre a palavra e o que ela tentava, que abismo entre a palavra amor e o amor que nĂŁo tem sequer sentido humano – porque – porque amor Ă© a matĂ©ria viva. Amor Ă© a matĂ©ria viva?

Clarice Lispector
A paixĂŁo segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

"O amor que move o Sol,
como as estrelas"

" ser busca outro ser, ao conhecĂȘ - lo
acha a razĂŁo de ser, jĂĄ dividido.
SĂŁo dois em um:, sublime selo
que à vida imprime cor, graça e sentido.

"Amor - eu deisse - e floriu uma rosa
embalsamando a tarde melodiosa
no canto mais ocluto do jardim, mas seu perfume nĂŁo chegou a mim"

Ouvi falar de amor como de um crime...

NĂŁo consigo aceitar nenhum tipo de amor porque nenhum tipo de amor me parece do tamanho do buraco que eu me tornei.
Se alguém me abraçar ou me der as mãos, vai cair solitårio do outro lado de mim.

Um amor-susto. Um amor raio-trovão, fazendo barulho. Me bagunça. E chove em mim, todos os dias.

“Mas ninguĂ©m consegue ser do jeito do amor da sua vida!”

O amor é covarde, nos ilude até nos fazer acreditar que ele é verdadeiro. Depois, quando ele de repente se cansa, nos deixa sofrendo. E como recompensa, ele nos presenteia com um novo amor, que a princípio nos engana com uma felicidade temporåria... até ele se cansar de novo. E assim vai nos levando, sempre com falsas esperanças de felicidade. Nos deixando cada vez mais frågeis, mais iludidas. Mas o coração da gente é bobo, hipócrita, cego, imaturo... e estå sempre disposto a amar novamente, mesmo sabendo que corre o risco de sofrer, mais uma vez.

UM DIA VOCÊ PERCEBE

Um dia vocĂȘ percebe
Que o amor é algo que se encontra muito além de um belo sorriso...
Percebe que as coisas simples da vida são também as mais importantes
Percebe que o impossĂ­vel, na verdade, Ă© sĂł uma questĂŁo de opiniĂŁo
E que o teu fracasso ou o teu sucesso dependem exclusivamente de suas escolhas.

Um dia vocĂȘ percebe
Que muitos erros cometidos tĂȘm a intenção de acertar
E que nas pessoas, assim como em um bom perfume, o que vale nĂŁo Ă© o frasco
Mas a essĂȘncia.

Um dia vocĂȘ percebe
Que cada um oferece aquilo que tem e o que transborda de dentro de si.
Percebe que nĂŁo nos cabe julgar nem punir nada aqui, mas apenas compreender
E que o silĂȘncio muitas vezes Ă© a maior sabedoria que podemos expressar.

Em um lindo dia vocĂȘ percebe
O quanto Ă© bom acordar cedinho para ver o Sol nascer!
Que sempre se Ă© feliz quando se tem bons amigos,
E que quem realmente te merece nĂŁo faz vocĂȘ sofrer.

Um dia vocĂȘ percebe
Que a felicidade nĂŁo tem muito a ver com dinheiro ou status
Percebe que, de certo modo, o amor Ă© apenas uma maneira de olhar
E que as pessoas mais valiosas em sua vida
SĂŁo justamente aquelas que sempre estiveram ao seu lado.

Um dia vocĂȘ percebe tambĂ©m
Que a tua felicidade nĂŁo deve depender dos outros
Mas exclusivamente de vocĂȘ
E que o mais importante na vida
NĂŁo Ă© que vocĂȘ encontre alguĂ©m que te ame de verdade
Mas que vocĂȘ se ame sempre
Imensamente!

E agora estĂĄ vocĂȘ aĂ­, com esse amor que nĂŁo estava nos planos. Um amor que nĂŁo Ă© a sua cara, que nĂŁo lembra em nada um amor idealizado. E, por isso mesmo, um amor que deixa vocĂȘ em pĂąnico e em ĂȘxtase. Tudo diferente do que vocĂȘ um dia supĂŽs, um amor que te perturba e te exige, que nĂŁo aceita as regras que vocĂȘ estipulou. Um amor que a cada manhĂŁ faz vocĂȘ pensar que de hoje nĂŁo passa, mas a noite chega e esse amor perdura, um amor movido por discussĂ”es que vocĂȘ nĂŁo esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fĂŽlego. Um amor errado como aqueles que dizem que devemos aproveitar enquanto nĂŁo encontramos o certo, e o certo era aquele outro que vocĂȘ havia solicitado, mas a vida, que Ă© pĂ©ssima em atender pedidos, lhe trouxe esse e conforme-se, saboreie esse presente, esse suspense, esse nonsense, esse amor que vocĂȘ desconfia que nĂŁo lhe pertence. Aquele amor em formato de coração, amor com licor, amor de caixinha, nĂŁo apareceu. Olhe pra vocĂȘ vivendo esse amor a granel, esse amor escarcĂ©u, nĂŁo era bem isso que vocĂȘ desejava, mas Ă© o amor que lhe foi destinado, o amor que começou por telefone, o amor que começou pela internet, que esbarrou em vocĂȘ no elevador, o amor que era pra nĂŁo vingar e virou compromisso, olha vocĂȘ tendo que explicar o que nĂŁo se explica, vocĂȘ nunca havia se dado conta de que amor nĂŁo se pede, nĂŁo se especifica, nĂŁo se experimenta em loja – ah, este me serviu direitinho!