Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Nem sempre a melhor cura vem atravĂ©s do alĂvio da dor. Ela pode chegar tambĂ©m durante o agravamento momentĂąneo dos sintomas. Isso porque cada pedra ou cada tropeço, cada desafio Ă© uma oportunidade pra gente limpar e organizar mais ainda nosso caminho,observando melhor o que nele se apresenta âš đ¶ââïž
â E em cada vida hĂĄ de haver, em algum lugar, o encontro de olhares que se reconhecerĂŁo e farĂŁo coraçÔes baterem mais fortes. Assim serĂĄ atĂ© que, pelo resgate de carmas pendentes, ambos possam, sob as bençÔes dos cĂ©us, darem-se as mĂŁos e seguirem o mesmo caminho, assinalando, assim, que tudo estĂĄ escrito no universo âš
Sem sombra de dĂșvida, nĂŁo hĂĄ oportunidade ou escola melhor do quea vivĂȘncia na matĂ©ria. Ă onde a gente precisa conciliar responsabilidade, humildade e aceitação. Pra alguns, Ă© impossĂvel. Pra outros, insuportĂĄvel. E pra poucos, um degrau a mais pela
busca de algo maiorâš
Ă preciso, sim, investir na reforma de atos e pensamentos, diariamente. Revidar o mal Ă© se atrelar a eleâš
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Em caminhos diferentes, pelas veredas da vida, encontramo-nos seguidamente com algumas almas amigas em vĂĄrios momentos; vamos assim, em tempos quase nĂŁo percebidos atando laços, desatando laços, e refazendo laços. O tempo Ă© cruel e faz doer porque mata uma linha de histĂłria. Mas, entre essas pessoas, entre verdadeiros amigos, mesmo que o tempo perdure milĂȘnios, quando o reencontro acontece Ă© sempre como um novo renascer que nunca envelhece. Ser amigo de alma ultrapassa a barreira do espaço tempo.
â Nossos sentimentos emitem ondas reais que irradiam dos nossos cĂ©rebros, formando uma atmosfera mental e que serĂĄ peculiar a nĂłs, a cada pessoa. De acordo com o seu pensamento, vocĂȘ atrai uma solução, mesmo que sofra agora com as consequĂȘncias disso. Mas saiba que qualquer consequĂȘncia sofrida por uma atitude sua de auto-amor serĂĄ vĂĄlida.
Entregar nas mĂŁos de alguĂ©m seu futuro Ă© deixar de ser responsĂĄvel. Nem a Deus devemos âentregarâ o futuro. Devemos sim âcontarâcom ele no futuro, sempre. SĂŁo duas coisas completamente diferentes đ
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â Se vocĂȘ quer receber leveza da vida, retire o excesso de Ăłdio que mora dentro de ti e descubra o essencial para sua alma. Jogue fora toda sobrecarga de rancor e mĂĄgoa que se tornaram revolta e carregue em seu coração somente o amor que ele precisa. đ
â A Ășnica forma de escutar o que Deus te fala, Ă© escutando o que diz a sua prĂłpria consciĂȘncia âš
VocĂȘ tem duas opçÔes na vida em relação aos seus sonhos: acreditar neles, ou nĂŁo acreditar. Se vai dar certo ou nĂŁo, isso vai de encontro ao que vocĂȘ toma como possĂvel e impossĂvel em sua existĂȘncia. E isso estĂĄ diretamente ligado ao que vocĂȘ sabe sobre a vida, e tambĂ©m ao que vocĂȘ ainda nĂŁo sabe sobre ela.
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â NĂŁo desanime da vida pela sua dor. NĂŁo sĂł Ă© impossĂvel fugir da experiĂȘncia da dor, como ador em si Ă© a prĂłpria experiĂȘncia da vida.
Dedico este livro a minha linda filha, Valentina. A cada palavra, um balanço pelas franjas da sua sabedoria que, ao longo do seu crescimento, serå como ventos a trocar estação pelas cortinas das suas janelas. Todo o meu amor.
VALENTINA
Esses milĂȘnios todos que vivi tentando corrigir imperfeiçÔes, foram tempos preciosos que perdi; sĂł fiz por merecer mais provaçÔes. Encarnei rico e vi na caridade o meio de exibir a minha riqueza. Depois, vim pobre, e por sagacidade, tirei um bom proveito da pobreza. Alma fechada, oposta Ă evolução, visando a carne, indiferente Ă morte, jamais cuidei da minha salvação. O hedonismo sempre foi meu norte. Fui cego, surdo, mudo e mutilado. TambĂ©m jĂĄ vim com a forma de Narciso; matei por vĂcio, e apĂłs fui trucidado. Sofrendo o taliĂŁo tĂŁo justo e preciso porĂ©m nesses milĂȘnios que passei atravessando a terra ou atravessando espaços uma coisa eu conservei, qual chama viva a iluminar meus passos. Começou nesta encarnação, quando Valentina nasceu, enfim. E pelo tempo afora desde entĂŁo, nĂŁo sei se vivo nela ou ela em mim. Essa paixĂŁo que a cada dia aumenta, de beijos e carinhos se alimenta na terra e ficarĂĄ pelo espaço eternamente. Ela fez tornar-me ao Carma indiferente, transformou o averno em mundo de magia, e a Terra triste em Ăden de alegria. Por isso, morrerei, quando for a hora, sabe lĂĄ o dia, com alegria; mas mal conterei em frente Ă Deus a minha rebeldia, que tĂŁo logo na famĂlia dela quero reencarnar. Ao que presumo, a aprovação, com base no livre arbĂtrio, consiste apenas em me acompanhar. E temo que ao findar aqui a minha missĂŁo, pelo umbral eu fique um tempo a gravitar. E se por lĂĄ ficar, ao ver-me ĂłrfĂŁo deste amor bendito, sentir-me-ei, entĂŁo como um proscrito, sem luz, sem guia, e longe da verdade. Mas hoje, com dias e horĂĄrios marcados para buscĂĄ-la jĂĄ fico aflito, enlouquecido, Ă©brio de amor, carpindo no infinito o Carma doloroso da saudade...
