Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

⁠em tão pouco tempo
vc me deixou tĂŁo
encantado garota.
jĂĄ nĂŁo consigo passar
um dia sem ter sua alegria
contagiante demais.
te amo tanto, que a
nossa histĂłria continue sendo
assim, mil maravilhas.

Inserida por anderson_souto

O que eu tĂŽ vivendo nĂŁo Ă© apenas uma vida normal como qualquer outra, estou vivendo um sonho, um amor que eu sempre desejei.

Inserida por anderson_souto

Lembra com saudades gostosas, e no coração vai sentindo como se um pião estivesse a rodar, girando, girando e girando em torno da sua vida. Saudade daquela manhã, quando o amor nasceu na gente. Daquela porção de filhos brincando em volta da gente. De ver, depois, os noetos, crecendo aos olhos da gente. Como andou depressa a vida, deixando pra trås a gente...

Inserida por AlessandroLoBianco

A histĂłria Ă© semelhante a de uma rosa que reina em todo jardim. Perdido o viço Ă© cortada e Ă s folhas secas lançadas. É o seu destino e seu fim. HĂĄ muita gente vaidosa que vive assim como a rosa. Orvalhada de beleza, ao sol da fama e o som da beleza, sempre em capa de revistas, sem perder o cartaz. Mas, tal como tempo, Ă© fugaz. E ao perder a mocidade, vai sozinha com a saudade, pro retiro da idade.

Inserida por AlessandroLoBianco

Quem viu daquela pedra o luar... Quem escutou aquele acorde... Se nĂŁo voltar para ficar, marca encontro com a saudade. Do dividendo alegia, do divisor mocidade, resultou melancolia, que reduzida, tambĂ©m Ă© saudade. Pode o sol nascer ao poente e haver mulher sem vaidade? O que nĂŁo hĂĄ certamente, Ă© passar por lĂĄ e nĂŁo levar saudade. As parcelas de paixĂŁo sentidas naquelas calçadas ou resultam decepção, ou mais uma vez somam saudade. E quem nega sentir saudade, fingindo ser diferente, ou nunca curtiu a vida de verdade, ou nĂŁo diz bem o que sente. Constante nesta existĂȘncia, eu vejo sĂł em verdade a inevitĂĄvel sequĂȘncia: o moço, o velho e a saudade. SuplĂ­cio do meu fadĂĄrio, que me mata e me dĂĄ vida.

Inserida por AlessandroLoBianco

Sua vida vai passando despercebida pelas ruas do Catete. Diferente de nós, ninguém reza por ele, ninguém chora por ele, nem velas serão acesas para ele... Contudo, graças ao passaporte da bem-aventurança, irå logo logo para o céu, igual a todos nós!

Inserida por AlessandroLoBianco

Ainda sobre o Catete, comecei a ver um "cara de rua" direto... Vive nas imediaçÔes do Museu do Catete. Negro, boa complexĂŁo fĂ­sica, aparentando uns 50 anos. Usa, habitualmente, roupas rasgadas deixando Ă  mostra, por desgraça, vamos reforçar, o que os nudistas exibem por prazer. Seu corpo Ă© infestado de parasitas e por isso vive se coçando. Tem aquelas tromboses com lepra nos tornozelos e grita poemas a seu modo, ali em frente a lanchonete Big-Bi; xinga as crianças que saem do palĂĄcio e o provocam, ou pĂĄra em frente ao palĂĄcio e perde a compostura xingando o governo pelo que ele acusa de "roubalheira nas eleiçÔes". Dorme na calçada, ou, quando chove, se vĂȘ obrigado a dormir sob as coberturas da Rua do Catete, da Rua Pedro AmĂ©rico, ou adjacentes... NĂŁo dĂĄ pra deixar de reparar que ele Ă© extremamente admirador do palĂĄcio... Por vezes pĂĄra, e fica com uma cara de pĂŁo doce, imĂłvel, olhando o imĂłvel. Vive por isso fazendo versos em homenagem ao palĂĄcio. Versos gozadĂ­ssimos, cujas rimas param algumas pessoas mais perceptivas... O seu nome, ou apelido, nĂŁo consegui descobrir ainda. Sempre que tento, quando ele estĂĄ mais calmo, recitando os versos em frente ao palĂĄcio, Ă© sĂĄbado ou domingo, quando as crianças ficam provocando o pobre homem, que, ao perceber a gozação, inicia uma sĂ©rie decorada de palavrĂ”es impossibilitando-me de qualquer contato. Ainda lembro de alguns versos: "Tcham, tcham, tcham, ninguĂ©m faz nada por mim, tchan tchan tchan tambĂ©m quero casas". SĂŁo uns versos meios bizarros mesmo, no estado bruto. Esse "tcham", Ă© pra entender que ele canta seus versos. A melodia, se bem me lembro, Ă© quase igual ou semelhante em todos os versos, sobre tudo, sem estribilho. Ele bebe, vive de esmolas, e quando as recebe agradece com bons modos, os restos de comida de quem sai da lanchonete e mitiga sua fome. Mas, desde que nĂŁo discordem do que ele diz durante a aproximação. Se alguĂ©m der uma esmola, e ainda der um conselho, Ă© certo a descompustura e, de acordo com o grau do conselho ( "o senhor tem que parar de beber", "cadĂȘ a sua famĂ­lia, procure sua famĂ­lia", "procure um trabalho") ele chega, por vezes, a atirar no doador da esmola a prĂłpria esmola recebida. AtĂ© agora apurei que, assim como eu, ele tambĂ©m tem seus momentos de introversĂŁo. Reparei que Ă© sempre quando estĂĄ chovendo. Nessas ocasiĂ”es, quando passo por ele, estĂĄ sentando na calçada com uma parada tipo um pregador de varal, daqueles antiguinhos de madeira, e com ele inicia um rĂĄpido movimento entre os dedos, fazendo com que o pregador deslize ao longo do polegar atĂ© o indicador. Assim estĂĄ sempre quando chove. Parece que fica curtindo sua desgraça, ruminando o passado possivelmente melhor do que o presente, e certamente bem melhor do que o futuro sem esperanças. Sem esperanças porque nĂŁo podemos ser hipĂłcritas; um ser humano alheio a tudo e a todos. Sua figura marcante de miserĂĄvel de rua se apresenta bem nĂ­tida e ninguĂ©m liga. Sua vida vai passando despercebida pelas ruas do Catete. Diferente de nĂłs, ninguĂ©m reza por ele, ninguĂ©m chora por ele, nem velas serĂŁo acesas para ele... Contudo, graças ao passaporte da bem-aventurança, irĂĄ logo logo para o cĂ©u, igual a todos nĂłs!! Feliz Carnaval.

Inserida por AlessandroLoBianco

Experimentar e sentir tudo na vida, mesmo que sejam sentimentos e coisas que nĂŁo gostarĂ­amos de experimentar e sentir, tudo Ă© bom. É bom porque as coisas ruins nos ensinam a viver, enquanto as coisas boas nos mantĂ©m vivos e alegres. A vida Ă© assim mesmo; nesse jardim, algumas flores sĂŁo colhidas cedo demais e vĂŁo pra vitrine, outras nem tanto, e outras apodrecem no mesmo lugar, pĂ©tala por pĂ©tala; Aprende mais quem descobre logo que o mundo nĂŁo Ă© azul de bolinhas brancas; que papai noel nĂŁo existe; que nem todo mundo Ă© tĂŁo legal quanto parece ser; que amigos Ă s vezes sĂł aparecem, de fato, quando querem coisas; que as nuvens nĂŁo sĂŁo de algodĂŁo; que um sorriso nem sempre Ă© verdadeiro, que uma mĂĄ interpretação de vocĂȘ pode se tornar um problema eterno para alguĂ©m, sem que isso tenha o menor motivo ou faça qualquer sentido; que nĂŁo Ă© porque beijou que estĂĄ amando; que vocĂȘ nĂŁo pode voar; que nĂŁo Ă© chorando que se resolve; que vocĂȘ nunca terĂĄ como adivinhar as coisas com exatidĂŁo; que muitos sonhos sĂŁo ilusĂ”es; e que as Ășnicas pessoas que confiamos nĂŁo sĂŁo ou nĂŁo foram imortais. Receber com a mesma naturalidade a derrota e a vitĂłria, o acerto e o erro, a perda e os ganhos, o trinfo e a queda, deve ser a principal dica para saber, um dia, lidar com a morte. Deve ser isso, por aĂ­... Por isso, aprender agora a enxergar dias lindos mesmo com as nuvens carregadas Ă© essencial. Olhar no espelho e perceber que o espelho nĂŁo estĂĄ quebrado, pois um espelho quebrado nĂŁo reflete a mesma imagem. E aĂ­ se tocar e perceber quem Ă© vocĂȘ! Observar a sua volta, pelo reflexo desse mesmo espelho, e ser capaz de ver nĂŁo sĂł as paredes, mas tambĂ©m as pontes. Ou visualizar aquelas que vocĂȘ deseja e pode construir. E se for preciso, construa por cima dos viadutos que nĂŁo vĂŁo te levar onde vocĂȘ quer ir. VocĂȘ sĂł vai precisar de mais material e mais mĂŁo de obra. Pensar que de todas as suas grandes conquistas, algumas podem ter nascido da necessidade de se renovar e reinventar.... HĂĄ sempre uma maneira sublime de se levantar, mesmo com uma dor permanente. A pessoa que vive no mundo real nĂŁo carrega sĂł alegria, leva dor tambĂ©m. E quem nĂŁo sabe carregar a sua dor, deve aprender. Aprender e ter consciĂȘncia do fatalismo, para nĂŁo fazer do fatal um sofrimento eterno. VocĂȘ pode transformar a dor em lembrança. Vai estar sempre ali, mas sĂł enquanto vocĂȘ estiver pensando nela. HĂĄ sim, tambĂ©m, uma covardia dentro da gente, que devemos superar, para encarar mudanças. É medo do insucesso que faz vocĂȘ nĂŁo ir atrĂĄs dos seus sonhos. E medo gera sintoma fĂ­sico! A Ășltima vez que achei que tinha algum problema e fui no cardiologista, depois de algumas perguntas e respostas, o mĂ©dico riu pra caramba, e disse que eu nĂŁo tinha nada; me deu um talĂŁozinho azul pra comprar Rivotril... que eu joguei na primeira lixeira que vi do lado da porta do elevador, ainda no andar do consultĂłrio. Porque entendi que eu estava mesmo era preocupado, com medo... Joguei fora porque percebi que ninguĂ©m havia dito que o medo de perder nos impede de ganhar. Nos preocupar Ă© parte de um processo de melhora. Ter medo tambĂ©m. SerĂĄ que vai dar certo? O que realmente devemos fazer? O que Ă© preciso fazer para que dĂȘ certo? E eu achando que estava infartando em alguns momentos do dia, mas era sĂł preocupação... Mas, talvez, se a gente jĂĄ tivesse todas essas respostas, nĂŁo haveriam surpresas. O principal Ă© ter coragem, no momento das dificuldades, para tomar decisĂ”es. E tomar decisĂ”es rĂĄpidas para nĂŁo ficar Ă  deriva. Por que aĂ­ nĂŁo Ă© nada legal mesmo. Se serĂŁo decisĂ”es certas ou erradas, o importante Ă© tomĂĄ-las. E se nĂŁo forem, perceba que, Ă s vezes, Ă© preciso de mais tempo e espaço para cometer erros. Uma vez escutei uma mĂșsica que falava disso; uma pessoa que saĂ­a de casa para cometer mais erros, pois ali nĂŁo estava aprendendo o suficiente com eles. Era uma mĂșsica americana, country, mas a letra chamou a minha atenção por isso... Enfim, blĂĄ, blĂĄ, blĂĄ... Numa Ă©poca de crise em que todos choram, hĂĄ sempre alguĂ©m que se lembra de fabricar lençóis. Por que serĂĄ?

Inserida por AlessandroLoBianco

A simplicidade nĂŁo estĂĄ distante do significado estilĂ­stico do termo...

Inserida por AlessandroLoBianco

Assistir a Valentina dormir Ă© como mergulhar fundo num oceano de sensaçÔes. Fico parado do computador escutando a respiração e babo em detalhes a minha filha. Me perco, me encontro, me vejo hoje onde nĂŁo pensava estar ontem. Me disperso, me recolho, fico preocupado com a vida dela e busco forças. Respiro, expiro, penso em seguir, mudar tudo. Sigo no enigma mais claro e na sabedoria mais vulgar de tudo o que Ă©, sem nenhuma razĂŁo especial de ser quando a vejo dormir. NĂŁo hesito; me deixo levar nos pensamentos. Ela me traz essa reflexĂŁo e o que vem dela deixo fluir. Me deixo levar antes que seja tarde, antes que seja um poente finito. Ela me ensina tanto, sem falar nada, com quatro anos, dormindo, sĂł de olhar... Entendo e aprendo que o despedir de um dia lindo que nĂŁo se repetirĂĄ Ă©, na verdade, uma cortina aberta para a verdade. E que a linha do horizonte vista dessa janela e suas formas inalcançåveis sejam da força e da fonte para a noite que virĂĄ, pois lĂĄ, enquanto eu estiver vivo, vai dormir uma criança. E olhando bem, dentro do coração dela, dorme tambĂ©m a criança que eu fui um dia, com todos os meus sonhos. Olho, observo. Ela ameaça acordar, mas dorme de novo ao receber meu carinho. Que bom que ela ainda Ă© criança. A vida Ă© tĂŁo difĂ­cil, tĂŁo dura, tĂŁo injusta, tĂŁo cruel, tĂŁo desumana, que eu nĂŁo saberia como cobrar um conforto e um abraço de quem devo abraçar e confortar. Agradeço por ela existir. Penso em nossa histĂłria. Afinal, ela Ă© tudo para mim hoje, mais do que eu achava que fosse ontem. HĂĄ dois anos entĂŁo, nossa! O amor sĂł cresce. Em palavras nĂŁo ditas, escuto o ruidoso silĂȘncio da respiraçãozinha dela, que nĂŁo me deixa concentrar em outra coisa. Dizem que Deus sempre falarĂĄ para um pai que observa a filha dormir. É verdade. Se ele existe e algum dia falou comigo, nĂŁo seria em outra situação. Olho bem no centro do seu rostinho e penso disso tudo, que a mim fica a sensação de tudo ao mesmo tempo, do mais contraditĂłrio tipo: dos acertos na vida ao tempo perdido, do sonho errado, do passado que vocĂȘ nunca mudaria, do desĂąnimo diante de uma caminhada que no fundo vocĂȘ pensa que pode nĂŁo ser o melhor pra vida dela. NĂŁo dĂĄ para definir se Ă© tristeza, euforia, ansiedade, alegria, desilusĂŁo, esperança, razĂŁo, emoção, ou apenas angĂșstia e preocupação. Acho que Ă© um misto de tudo isso com uma grande pitada de nĂŁo saber nada sobre a vida. É um misto de tudo. Em que me despeço e peço, fico olhando atĂ© pegar no sono tambĂ©m, quando, aos poucos, vou apagando e esquecendo memĂłrias de um futuro que ainda nĂŁo foi. Aceito o que o passado tem sido, sem glĂłria, sem lamento. Tento dormir pensando bem sobre tudo isso, e aprendo sob escombros das lembranças, sem que eu e ela, sem que ninguĂ©m se aventure ao resgate, pois num coração de verdade, nĂŁo hĂĄ chance de resgate, sĂł remendos, apenas sangue estancado. E Ă© por isso que perceber toda inocĂȘncia de um filho perante o mundo nos emociona, nos faz chorar, nos orgulha em alegria, mas tambĂ©m nos rasga o peito de dor.

Inserida por AlessandroLoBianco

Sempre achei que uma palavra de elogio fizesse bem Ă  saĂșde. Que pequenos gestos mudassem situaçÔes atĂ© entĂŁo imutĂĄveis. Que o julgamento alheio nĂŁo Ă© importante. Que devemos ser adolescentes a vida inteira e, o mĂĄximo que der, regredir atĂ© a infĂąncia com nossos filhos novamente. Que isso Ă© a melhor maneira de renascer. Que amor nĂŁo se cobra que nĂŁo Ă© cobre. Que amor nĂŁo se pede que nĂŁo Ă© peça. Que amor se chama porque Ă© chama. E que tudo que Ă© muito diferente incomoda tudo que Ă© muito igual.

Inserida por AlessandroLoBianco

AĂ­ vocĂȘ diz que vai contar uma histĂłrinha pra sua filha sĂł 10 minutinhos antes de dormir e ela quer que vocĂȘ conte pra sempre..

Inserida por AlessandroLoBianco

Alguém aí me empresta uma britadeira? TÎ precisando quebrar algumas pedras pra chegar num coração...

Inserida por AlessandroLoBianco

Quanto mais escuro o mundo fica, mais pontos de luz irĂŁo surgir... mirem neles!

Inserida por AlessandroLoBianco

Meia hora de mĂșsica e um milhĂŁo de lembranças...

Inserida por AlessandroLoBianco

VocĂȘ sempre começa uma histĂłria pensando em alguĂ©m. PoderĂŁo considerĂĄ-las romĂąnticas demais ou exageradamente sentimental, considerando meus trinta e poucos anos. Sentimentos que, contados em histĂłrias, o bĂĄlsamo do tempo da escrita arrefece qualquer coisa. HistĂłrias como daqueles que casam depois de haver gozado e bem, a vida de solteiro. Se conhecem e percebem a reuniĂŁo, a um sĂł tempo, da beleza de corpo e alma. ApĂłs o encontro, fazem-se amantes, em qualquer sentido que se queira dar a palavra. Constroem um lar perfeito e geram uma prole de filhos. Vivem juntos, tipo uns 50 anos; nesse perĂ­odo, passam bons e maus momentos, amparando-nos reciprocamente. Observam a famĂ­lia aumentar com a chegada dos netos. De repente, em poucos dias, esse amor Ă© interrompido por uma doença insidiosa, inesperada, que arranca um dos braços do outro. Quem fica, sofre na alma a violĂȘncia de um coice. JĂĄ estavam beirando os 100 anos. A tristeza Ă© plenamente normal e justificĂĄvel. Durante um sĂ©culo, embriagaram-se com o amor um do outro. Com a perda, passa a sofrer uma depressĂŁo, sem dĂșvida, decorrente da saudade, e esta, a queria sempre bem latente para nunca esquecer. NĂŁo permitia que mĂ©dicos desbravadores da mente, com seus artifĂ­cios freudianos, expulsassem da sua memĂłria, ou, pelo menos, amenizassem a saudade, que em verdade era a razĂŁo da sua vida atual. Na concepção que faziam do termo, os quase 100 anos, um ao lado do outro, era a Ășnica histĂłria que haviam escrito juntos, movidos pela inspiração provocada por esse Ășnico, grande e insubstituĂ­vel amor. Durante todos os anos de felicidade, dedicavam-se as prĂłprias felicidades. Destas, algumas que encontrei em cartas e bilhetes que guardavam dentro de uma caixa de sapato, preferi protegĂȘ-las com o vĂ©u da privacidade que considero inviolĂĄvel, tĂŁo somente agora; mas um dia ainda escrevo um livro com essa histĂłria. Saudades.

Inserida por AlessandroLoBianco

SolidĂŁo; barco vazio que passa estacionado. Sozinho Ă  espera de... Com sentido e sem ninguĂ©m. SolidĂŁo. Vida lenta. Vive mais tempo e devagar. Finais de semana longos como semanas.TelevisĂŁo; lĂȘ; escreve; acesso Ă  rede. NĂŁo Ă© orgulho. RazĂŁo interior. ConsciĂȘncia. NĂŁo se vende. Pode se render. Se rende.Peso da dor. Tombou. Caiu no chĂŁo. NĂŁo levantou. Acordou. Ali, a pedra. Peso. Saiu dali. Rastejou. Passado. Presente na lembrança. Fora do futuro. SolidĂŁo.

Inserida por AlessandroLoBianco

A alma - nossa alma - sabe tudo que hĂĄ para saber o tempo todo. Nada Ă© misterioso ou desconhecido para ela. Contudo, saber nĂŁo Ă© o suficiente. A alma procura experimentar. VocĂȘ pode saber ser generoso, mas a menos que faça algo que demonstre sua generosidade, terĂĄ apenas um conceito. Pode saber ser bondoso, mas a menos que seja bondoso com alguĂ©m, sĂł terĂĄ uma ideia Ă  respeito de si mesmo. É desejo da nossa alma transformar o melhor conceito sobre nĂłs mesmos na melhor experiĂȘncia. Enquanto o conceito nĂŁo se tornar experiĂȘncia, Ă© tudo especulação. Eu especulo a respeito de mim mesmo hĂĄ muito tempo. HĂĄ mais tempo do que eu e nĂłs juntos poderĂ­amos nos lembrar, do que a idade deste universo multiplicada por dois. EntĂŁo vocĂȘ vĂȘ o quanto Ă© nova a minha experiĂȘncia de mim mesmo.

Inserida por AlessandroLoBianco

Comprei um jogo de tabuleiro pra minha filha porque ela ainda Ă© criança! Ela, gente boa como Ă©, desceu e levou pro play pra jogar com outras crianças. Elas foram aparecendo, fazendo a roda e um deles sentou com um iPad na mĂŁo. Valentina perguntou: “ei, vocĂȘ que tĂĄ tambĂ©m aqui com o tablet! Quer jogar meu jogo novo que meu pai me deu?!” E o garoto respondeu: “nĂŁo nĂŁo, sĂł estou sentado vendo, porque nĂŁo jogo jogo idiota, estou jogando no meu iPad!” Bom, percebi que Valentina ficou com o olho cheio de ĂĄgua olhando o iPad e o tabuleiro. Apesar da vontade de espatifar a cabeça dele no fundo da piscina e nĂŁo deixar nunca mais respirar, nĂŁo me meti porque o papel do pai Ă© preparar os filhos pro mundo. Hoje foi a primeira vez na vida que eu senti essa sensação como pai, e na hora que eu segurei pra nĂŁo me meter, entendi como era doloroso pro meu pai me falar lĂĄ atrĂĄs que a vida ia me machucar pra eu entender. Tudo fez sentido agora. Eu fiquei de longe observando como ela iria lidar com isso e pensando no meu pai. As outras crianças entraram no jogo do tabuleiro. Quando acabou eu sugeri brincar de monstro, eu seria o monstro, e correria atrĂĄs das crianças. Foi quando o menino levantou e gritou: “hei gente, eu corro muito mais rĂĄpido do que o monstro, eu vou participar.” Foi quando Valentina disse: “pai, ele nĂŁo pode participar”. Respondi: “ por qual motivo filha!?” E ela respondeu: porque a gente nĂŁo brinca com criança idiota pai”. E aĂ­ vem a vida: o menino gritou que ia brincar sim, e olhou pra mim, eu fiquei em silĂȘncio da mesma maneira que fiquei em silĂȘncio quando foi dele pra ela. NĂŁo me meti no fora que ele deu nela, sofri, e nĂŁo me meteria tambĂ©m no que ela deu nele. Ali pensei em acabar com isso e colocar ele na brincadeira a força pra ela aprender a ser superior. Mas ela talvez nĂŁo entenderia e seria muito injusto, nĂŁo gostaria que meu pai fizesse isso comigo. Resultado, mais uma vez observei calado, deixei que a vida e os dois resolvessem no meio da garotada todo impasse entre os dois. Resultado: o menino gritou que ia participar sim e me olhou mais uma vez, e eu fingi que nĂŁo era comigo; ele, por sua vez, saiu chorando, pois as outras crianças mandaram ele ficar com o iPad sem Valentina dizer mais nada e disseram que nĂŁo queriam brincar com ele. Raivoso e mimado como deve ser, foi embora chorando e tropeçou, o iPad caiu no chĂŁo e quebrou a tela, rachou! E aĂ­ vem Valentina e diz depois de cinco horas lanchando, quando eu nem mais lembrava disso: “Pai, estou muito feliz!” E eu: “Como assim filha!?” E ela: “vocĂȘ nĂŁo viu papai, Deus ficou do meu lado hoje.” Agora vem um desafio pro pai pra amanhĂŁ: ensinar que o senso de justiça traz felicidade, mas que o de vingança nĂŁo. E que amanhĂŁ os dois podem brincar normalmente. Que Ă© um novo dia. Nossa, ser pai Ă© um desafio incrĂ­vel! O mais difĂ­cil da minha vida. É muita responsabilidade. NĂŁo a financeira, mas a Ă©tica, cĂ­vica e moral. NĂŁo podemos falhar. Às vezes entro em crise de preocupação. A vida Ă© muito difĂ­cil, muito dura. E assim tambĂ©m serĂĄ com ela, que eu tanto amo. Que sentimento esse que a gente nĂŁo esquece um minuto do dia: preocupação eterna com os filhos. É real.

Inserida por AlessandroLoBianco

É muito difĂ­cil. Na verdade Ă© quase impossĂ­vel conseguir a felicidade sozinho.

Inserida por AlessandroLoBianco