Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Eu preciso ter certeza de que vocĂȘ estĂĄ morto,
de que vocĂȘ nĂŁo respira mais,
de que acabou esse amor torto,
e que contivemos nossos animais,
pois,
jĂĄ nĂŁo aguento mais,
nĂŁo aguento
te ver se escondendo em panos de conforto.
Prefiro te ver morto.
Te quis mesmo torto,
e nĂŁo suporto,
nĂŁo suporto
fingir que nĂŁo me importo
de te ver desistir de tudo,
depois de chegar tĂŁo prĂłximo ao porto.
E em teu coração eu me perdi,
pois ele era deserto,
e eu,
tempestade,
e mesmo em toda minha intensidade
nĂŁo consegui te arrastar,
ou mesmo carregar um pouco
desse amor torto.
SĂł que nĂŁo
Sonhei
Acordei assustado
O cheiro da sua presença
Presente ao lado
Interrompi o sono
Rasguei a razĂŁo
O sonho colocou
Teu corpo Ă mĂŁo
Percorri cada curva
Como que anda em
Estrada desconhecida
Com Cuidado
Na cama
Eu me perdia
O que era real?
O que era fantasia?
E naquele lugar
Da inconsciĂȘncia humana
Onde se misturam todos
Os sentidos
VocĂȘ bagunçou o ambiente
Um delĂrio consciente
PlatĂŽnico
Um encontro na fuga
Uma sensação de déjà vu
Imaginar seu corpo nu
O despertar é engraçado
Um choque
Do ĂȘxtase
Do sonho
Uma constatação
Que sĂł o meu sorriso
E meu olhar ainda distante
Sabem definir
Tudo começou com um sonho
E num instante
O que nĂŁo se deve
Se revela
Com uma rara clareza
Um sopro como uma brisa
Toca meu rosto
VocĂȘ estĂĄ aqui
No Ăntimo
Sei que nĂŁo vou resistir
VocĂȘ descobriu
Quanto te quero
NĂŁo preciso mais dizer nada
Meu coração fala por si
E o que vocĂȘ vai fazer com isso?
Jå não domino as emoçÔes
Se nĂŁo me quer
Seus olhos dizem o oposto
Te fiz sonhar também
Embora seja conveniente
Deixar pra lĂĄ
Sentir a paixĂŁo
Ă inevitĂĄvel
HĂĄ um certo prazer
Em ser desejada
A libido aumenta
Todos os sentidos se aguçam
Vontade sua
Perder o controle
JĂĄ nĂŁo quer acordar
O sonho jĂĄ Ă© nosso
Antes de despertar
A resposta vem
Sim
Bem a tempo
Acordamos
O amor nos descobriu
Bem a calhar
VocĂȘ vem me escutar
Se aproxima mansa
Do meu coração
Sabe bem o que quer
Sabe bem conquistar
NĂŁo faz por mal
Seduzir Ă© um dom natural
Ou sĂł comigo isso Ă© normal?
Resisto
Pra que?
Se o que quero
Ă me entregar a vocĂȘ
Silenciosa
Ocupa os espaços
JĂĄ nĂŁo insisto em resistir
Aos seus abraços
Bem a calhar
Eu cedo a esse capricho
Sem vocĂȘ notar
Quem ocupa o espaço sou eu
Agora o jogo se inverte
A brincadeira nĂŁo tem hora
Pra acabar
Um jogo de xadrez
Dom de seduzir
Começo a perceber
Um quĂȘ de disputa no ar
Quem resiste ao que?
Jogo de poder
Ă nesse jogo
Onde nĂŁo hĂĄ vencidos
Que se entregar nĂŁo Ă© derrota
Ă delĂrio
Bem a calhar
Voltamos ao normal
Na boca um gosto
Da cor do açaĂ
Como provar do seu corpo
E invadir seus pensamentos
Ainda que por um breve momento
Um pequeno tempo
Um dentro do outro
Nesse jogo se o prazer der as cartas
Bem a calhar
A estratégia vai pro espaço
Luz na escuridĂŁo
Esperança tĂȘnue
Em um fio de brilho
Madrugada longa
Seria bom
Segurar tua mĂŁo
Navegar sobre os problemas
Mar revolto
Sou como um barco
De velas arriadas
Seja meu leme
Viaje comigo
Vejo sua imagem
Me apego nela
A insegurança se desfaz
Traço minha rota
A tempestade chega ao fim
Nunca desisto
Iço as velas do destino
O vento estĂĄ a meu favor
Nessa aventura
Ăvida pela vida
Compreendo ser o teu amor
Muito mais que uma viagem
Teu amor Ă© minha bĂșssola
O farol que me guia
Para longe do caos
Para perto do cais
Sem ressentimentos
A emoção estå aqui
Mas a caneta na mĂŁo
NĂŁo quer escrever mais
Como se roubassem vocĂȘ de mim
Sem poesia
Sem sentido
Inspiração roubada
Me inspirei
No que nĂŁo me pertencia
NĂŁo hĂĄ roubo
Nem eu te pertenço
Como se a carne
Desprendesse dos ossos
A energia dos versos se esvai
Sinto muito
Se me deixei levar
Se ignorei os avisos
NĂŁo parei no sinal
NĂŁo observei o silĂȘncio
Fui além
Fui paixĂŁo
Puro eu egoĂsta
PaixĂŁo sĂł minha
NĂŁo espero que entenda
NĂŁo quero nada em troca
Sejamos felizes
SĂł o que importa
Perdoa por sentir
Perdoa sem julgar
HĂĄ muito mais pra se ver
Dentro de um olhar
A vida Ă© feita de escolhas
Escolhi escrever
Me despi nos versos
Devo me cobrir na razĂŁo
Te deixar em paz
Com suas preferĂȘncias
Deixar de sentir em vĂŁo
Sem ressentimentos
Versos de dor
Os versos apaixonados
TĂŁo vidrados e esquecidos
Amaçados e rasgados
Me jogaram no lixo
Lidos por ninguém
Desprezado com carinho
Embaixo assinado
Querida, minha dor
Logo digo, jĂĄ na basta
Chega desse horror
Por que desprezam tanto?
Os versos do amor
O que te faz querer
Provar do gosto
O que te instiga
O que te faz sair da redoma?
Construiu muros a vida toda
Querendo proteção
Evitando a desilusĂŁo
Mas sempre tem algo
Um calcanhar de Aquiles
AĂ as defesas caem
E com a guarda baixa
O amor entra novamente
Derruba as paredes
O controle foge das mĂŁos
Mas o que te move
Porque mudar a direção?
O que faz o amor vencer a razĂŁo?
Talvez eu saiba a resposta
O racional Ă© chato
PrevisĂvel demais
Se aquela fagulha de curiosidade
Te visita toda noite
De que adianta saber o prĂłximo ato?
Matar o medo
Seguir ao sabor dos instintos
Romper as amarras
Deliciar-se
Refrescar-se
Basta apenas ceder
Dizer sim pra nĂłs
E aĂ vamos descobrir juntos
Que o coração não tem paredes
Agora parecemos crianças
A brincar na chuva
A sensação é a mesma
A resposta Ă© uma sĂł
Liberdade
E se
E se
No apagar das luzes
O filme terminando
A gente conseguisse
Alterar o final?
Nada Ă© definitivo
Quando se trata de destino
Quando se mexe
Com as emoçÔes
E se
VocĂȘ percebesse que
Estarmos perto
Mexesse com sua imaginação
Tanto quanto vocĂȘ mexe com a minha?
E se
Não pudéssemos
NĂŁo existisse?
VocĂȘ se entregaria a paixĂŁo?
Ou sucumbirĂamos nĂłs
Nos nós das relaçÔes?
SĂșbito
A realidade vem Ă tona
Entendo assim que dois mundos
Duas realidades
DĂŁo voz a razĂŁo
Dois mundos atraĂdos como um ĂmĂŁ
Dois corpos
Melhor evitar
Mas o que Ă© a certeza
Quando se trata de amar?
VocĂȘ passou por mim
E sem me tocar
Fez estremecer
Na imaginação do prazer
Que tu podes proporcionar
Segue a vida
Vamos nos encontrar
E a cada olhar
A pergunta no ar
E se?
O silĂȘncio diz tudo
Mas dĂĄ margem pra pensar
O silĂȘncio revelador
NĂŁo impede de sonhar
Consegue captar o som
Das batidas de um coração
Que estĂĄ Ă espera
Deixa sentidos em alerta
Ă espera de acontecimentos
Com nada pra dizer
Com tudo pra viver
Ă espera de vocĂȘ
SilĂȘncio...
Esse teu ar de reprovação
Faz calar a voz da emoção
Em uma boca com vontade de gritar
Cautelosa prudĂȘncia
Inquietude constante
Estudo das reaçÔes
Sonho distante
SilĂȘncio...
Olhe para estrelas
Posso ver vocĂȘ
Todo desejo
A noite ganha vida
Em silĂȘncio imagino vocĂȘ
Diga que pensa em mim
Angustiante conflito
Sinto seu toque
Cheiro seu corpo
Um beijo doce
Invade meus pensamentos
Cabeça a mil
Uma certeza
VocĂȘ vai lembrar de mim
DesnecessĂĄrio silĂȘncio
Nada foi em vĂŁo
Quero me deitar numa cama de rosas com voce esta noite.
Estou construindo uma fortaleza para guardar seu coração
Se eu pudesse eu envolveria estas palavras para vocĂȘ
Eu não quero ter as estrelas do céu.
Eu não atirei em direção a lua.
Eu gosto de ver eles bem no lugar onde estĂŁo
Tudo o que eu quero Ă© vocĂȘ
Porque nĂŁo consigo encarar a realidade, que Ă© nĂŁo estar ai com vocĂȘ agora.
Tudo o que estou tentando dizer, Ă© que tudo o que quero Ă© estar com vocĂȘ. Tudo que quero Ă© vocĂȘ
Eu quero construir com vocĂȘ uma casa dos sonhos.
Eu te quero como as rosas querem a chuva
VocĂȘ sabe que eu te quero! Eu preciso de vocĂȘ,
Como um poeta precisa da dor.
Preciso de vocĂȘ, como flores precisam do orvalho.
Eu daria tudo
Meu sangue, meu amor, minha vida
Se vocĂȘ estivesse nos meus braços esta noite.
O luto Ă© um umbigo.
Tudo que existe, existe dentro de nĂłs.
Pois quando nomeamos, deciframos, identificamos, absorvemos o mundo.
E quando o mundo se parte, nós partimos também. Pois o desencaixe é sempre sem nome.
E quando alguém parte, nos parte, e assim parimos. Parimos uma dor que não se identifica, que não possui código a ser transcrito, é apenas dor.
E nossa tentativa de manter vivo esta parte que se foi, Ă© um cordĂŁo que se rompe, e aquele furinho Ă© o luto, o registro do amor.
A gente se parece com um muro impenetråvel, até nos apaixonarmos pelo que estå além do nosso muro.
âșPela minha timidez, te perdi
Com tantos arrependimentos convivo
E mais alguns outros, eu crio
Pensativo sobre eles, eu vivo
De um alĂvio, preciso
Afinal, quem nĂŁo sente isso?
A necessidade de ter um abrigo
"Ă preciso viver, entĂŁo sigo"
Mas mesmo que isso eu fale
Nada vai mudar, melhor que me cale
Um passado de erros me lembro
A contar sobre eles, eu venho
TirĂĄ-los da mente eu tenho
Oportunidades desperdiçadas pela timidez
Escrevo isso lembrando daquela vez
A mentalidade de uma criança
A malĂcia nĂŁo constava na lembrança
Essa memĂłria hoje em meus pensamentos, descansa
Gostaria de voltar no tempo
Poderia ter aproveitado aquele momento
Das decisÔes feitas no passado, eu lamento
E agora, com papel e caneta, me sento.
NĂŁo deveria ter sido daquela maneira
Hoje porém, percebo que era uma bobeira
NĂŁo tive coragem de expressar, que besteira
Vejo que, do meu coração, fora uma hospedeira
Me aquecia como o calor de uma fogueira
O vento te levou, onde estĂĄ?
JĂĄ nĂŁo a vejo caminhar
"SerĂĄ que no mesmo lugar estas a morar?"
As vezes penso no ocorrido
As vezes penso em como eu lido
"SerĂĄ que teu amor eu devo ter tido?"
Isso me deixa um pouco abatido
Se sim, devo ter te ofendido
Aquela lição jå devo ter aprendido
E confesso, apesar de tudo, estou arrependido
Relembrando minhas chances, fico constrangido
Lamento por nĂŁo ter lhe dito
Talvez pela espera, seu coração ficou partido
Mas digo, parar mim foi sofrido
De ouvir tu dizer:"SĂł amigo" para mim era temido.
A primeira nĂŁo dĂĄ para esquecer
Dou meu melhor, sobre ela, a escrever
NĂŁo consegui teu amor ter
Mas agora começo a entender
Os fatos e acontecimentos, compreender
Eu ainda nĂŁo estava preparado
Seu coração à mim não era destinado
Eu sei que por ti era amado
Ao passar do tempo, aprendi
E entendi o que por ti senti
Quero que saiba que foras importante
Quero que saiba que nĂŁo fui um farsante
NĂŁo importa, nĂŁo lerĂĄs estes versos
Mas deixo aqui meus gestos
Quem diria que eu estaria assim
Quem diria que por ti estaria afim
Os versos estĂŁo chegando ao seu fim
E termino dizendo que sim
Gostaria de ter vocĂȘ perto de mim
Bem ali no jardim
Deitados sobre o capim
Obrigado J, sentirei falta de ti.
Onde uma pitada de luz resulta em um brilho intenso;
Tal escuridĂŁo se torna clara como o dia,
A prova de que o nada se torna tudo por consequĂȘncia do pouco;
Tal que muda o mundo ao seu redor e nem percebe,
Tal que começa com palavras e termina com beijos,
Tal que desperta a primeira faĂsca de uma grande fogueira de sentimentos,
Esta que se acende em meio Ă grande nevasca, com facilidade inigualĂĄvel.
as vezes na vida temos pessoas que ajudam nĂłs a construir pontes e outras que sĂł estĂŁo ali para embarga-las
A garota com um coração de porcelana.
Ela era uma menina com um coração magoado e cheia de dĂșvidas sobre os sentimentos das pessoas.
Ele era um garoto alegre e amigåvel com todos, porém não sabia como amar.
Eles se encontraram, seus olhares se cruzaram e enquanto isso seus anjos da guarda lutavam para que esses coraçÔes não se encontrassem, pois não era seguro para eles mesmos.
Ele a amou... Ele amou alguém pela primeira vez.
Ela o amou... Ela confiou em alguém pela primeira vez e se declarou.
Ele mesmo desconfiado disse que estava com seu coração entregue a ela.
Ela era uma explosão de alegria por onde passava, porém ele nunca tinha amado então não sabia a sensação e achou que o melhor a ser feito era se afastar.
Ela se entristeceu e voltou a ser a menina com um coração magoado que tinha antes.
Ele pensou, pensou, pensou... e acordou, viu que nĂŁo importava seus pensamentos idiotas... Ele gostava dela e pronto.
Mas ela, é rancorosa e por mais que ela o ame incondicionalmente agora a garota é incapaz de perdoar alguém. A garota é incapaz de colar seu coração de porcelana de novo, pois tem medo de ser quebrado mais uma vez.
