Inconsciente
Ópera inconsciente
Num minueto inconstante, me desfaço de essências e pensamentos de essências.
Mais próximo da visão opaca,
Distante mesmo da lucidez do Direito Civil,
Encontro minhas vãs filosofias.
Me deturpo em falácias corajosas,
Me sinto nelas como que num axioma de pensamento absoluto.
Eu e o quê do mundo?
Eu e o quê disso que chamam poesia?
Eu e tudo como essência que preenche o nada.
Me sento à margem dos olhos que confiam sua verdade intocável a qualquer um que respire,
Que me dizem qualquer coisa que seja sincera e mesquinha.
Mistura de archés que causam o mundo este cataclisma que é,
Archés e Religiões e Sociologias perdidas na ilusão e filosofias do cume de uma ágora moderna e demagoga.
Minueto tocado e dançado como Funk que é,
Como Funk e como toda esta boa música que se faz hoje em dia.
Minuetos e Sinfonias do destino e do aquém.
Minimamente se encontra um retrato de jovens leitores pelos criados-mudos das vielas urbanas de hoje, encontra-se vestígios da demência.
Eu que não me escuto, estou me escutando.
Eu que não me curto, estou me encurtando.
Eu que não me gosto me amo me adoro, estou me exaltando.
Num narciso de Vênus eu me vejo nu e molhado, jogado às ruas esperando Afrodite vir me buscar para n'alto mar me crucificar e depois de minha morte eu vir a ser lavado e remido de vinho por Dionisio.
Me olho de longe como quem olha moça bonita passar pela rua e a cobiça endeuzando-a.
Não há nada que possa me pisar, senão eu mesmo.
E os que se sabem próximos a mim, nada sabem de mim.
Aqueles que de longe me vêem num intervalo de uma piscada de olhos, sabem mais que eu mesmo sobre mim.
Ó, mácula!
Morri ontem e hoje estou podre por ter nascido.
Que Consciência inconsciente é essa?...
Que Consciência inconsciente é essa? Que escolhe um dia pra representar o sofrimento de uma gente que lutou pra ser gente, e quanto mais tenta ser gente, menos gente parece ser!
Qual a cor da consciência, do sofrer da inocência genocídio inconsequência? Será a cor da dor ou doença? Negra, preta, vermelha amarela, cor de negro da favela que entre becos e vielas desenvolve coisas belas: capoeira, samba, hip hop e candomblé. Toque de tambor, repique de afoxé "moreno" lindo mostra o que tu tens, não tenho nada só tenho garra luta diária mas digo o que convém. Negro do gueto, também sou preto, muito supeito, cabelo duro, pele da noite molhada de sereno, posso ser tudo, mas consciente não chame de "moreno".
Pedindo esmola, jogando bola, ou na capoeira, um dia eu vou crescer, mas la na escola que eu estudava o que me sobrava era o sací Pererê.
Que Consciência mais consciente desse lugar que encontrei aprender, foi la na escola que me ensinaram uma tal de Isabel agradecer, fique sabendo soberania, que pra você Isabel, eu não tiro o meu chapéu. Família real é minha que eu que está perto, que anda comigo, lado a lado e fortalece me ajuda a crescer.
Sou consciente agora eu vou provar, pois eu não quero um dia apenas, para me impressionar. Sou capoeira o ano inteiro minha pele é negra, tem o brilho do luar, forte como a palha que cobre peito e forra o meu patuá, corpo fechado mas mente aberta, sempre alerta pois não me esqueco, sei muito bem o meu lugar. Preto suspeito, dona segura a bolsa, aperta o passo, deixe o negão passar, calma minha tia uma boa noite, só vou pra casa descansar, cabelo black! Bata africana, no braço esquerdo carrego patuá, na boca trago a força do grito, que pra mundo ouçam o que vou falar: Sou preto, suspeito, maa consciente, não tente me escravisar.
Sandro Capoeira.
A ilusão do que somos é só o reflexo de nosso desejo inconsciente travestido de vaidade, PORQUE NÃO SOMOS SENÃO esse reflexo de nossos desejos incrustados em nós em forma de vaidade de sermos melhores que os outros para suprir um ego enfraquecido
Em tempos de Coronavírus Saiba:
Decisão consciente não fere o inconsciente.
Na verdade leva-o a prática da plasticidade cerebral.
É que o inconsciente é lugar estranho. Suas ruas são estreitas, à penumbra.
Nem todo mundo tem a disposição de andar por lá...
Você foi meu ego
Revelou meu inconsciente
A fera, o ser ardente que habita em mim
Trouxe a tona o evidente
O sentimento mais que obvio
Carnal, fugaz, em paz, meu ódio
Catarses minha, luz nossa, mas
O coração é teu, tu, ópio meu.
Você
Se pudesse, perderia-me em vidas passadas
Vidas que pernoitam no inconsciente de quem ama
Histórias trajadas em um doce mel
Luzes nascentes que anseio percorrer
Alcançar algo que ninguém concebeu
De mim e por mim, um coração que jamais desejou
Algo adverso como a mágoa que não anseia o amor
Daqueles que oprimem a valiosa vida
Posso me perder em tantos aspectos
Posso no hoje me deitar e lhe comparar com estrelas
Acordar amanhã e saber que nunca foi um sonho
Saber que onde passeio, são tapetes monarcas do teu interior
No qual caminho e guardo dentro de mim cada detalhe
Pequenas afeições de um coração imperial
No qual desejo reinar sobre campos de tulipa
Amaciar o âmago palpitar dos teus sonhos
Envolver-me consigo sobre lençóis de seda
Percorrer sobre suas mechas os meus dedos apaixonados
Sentir o perfume cálido ao transitar em tuas curvas
Contornar em meus braços o intocável conquistar de seu afeto
Saber que em teus lábios acalmarei o meu amanhã
Ouvir o seu respirar em minhas concepções distintas
Sobre lhe gravar em um quadro artístico
Sobre quem sabe virar um poeta perdido
Em suas manias
Em suas partidas tão breves
Em modos no qual você sorri
Em delicados detalhes que o teu olhar insinua.
O amor é um ciclo escrito em caracteres dispostos em nosso inconsciente,sua compreensão depende de atitudes emocionais conectadas a razão de viver
Existem conscientes memórias, guardadas pelo subconsciente, no inconsciente da alma! Déjà vu!
(Edileine Priscila Hypoliti)
(Página: Edí escritora)
O cavalo perdido
Uma história de Milton Erickson sobre a relação consciente-inconsciente:
Um dia, depois de Milton ter regressado da escola, um cavalo perdido, com rédeas e tudo, entrou pelo terreno. Suado, à procura de água. Ninguém conhecia aquele cavalo e os camponeses conheciam muito bem as redondezas.
Milton dominou-o, saltou para cima do cavalo e, desde logo, tinha uma certeza absoluta…
Levou-o para a estrada. E o cavalo começou a galopar numa certa direção. Milton Erickson, estava absolutamente seguro de si. De vez em quando, o cavalo desviava a atenção do caminho e começava a divagar lentamente por uma ou outra propriedade. Milton Erickson fazia-o voltar ao caminho. Uns seis quilómetros mais longe o cavalo entrou decidido numa propriedade. O camponês correu para o cavalo, e entusiasmado disse: – Ah, estás de volta!
E perguntou a Milton onde tinha encontrado o cavalo e como é que soube o caminho. Milton respondeu que o cavalo é que sabia o caminho, a única coisa que fez foi manter a atenção do cavalo no caminho.
"O inconsciente é semelhante a uma caixa de ferramentas completa onde o indivíduo tem todas as ferramentas necessárias para consertar todo e qualquer objeto que necessite de reparos ou consertos." Milton Erickson
"A mente inconsciente é decididamente simples, não afetada, direta e honesta. Não tem toda essa fachada, esse verniz do que chamamos de cultura adulta. É bastante simples, bastante infantil. É direto e livre. ”
Milton Erickson
"O inconsciente é muito mais inteligente, sábio e rápido. Ele entende melhor. Sua mente inconsciente sabe o que é certo e o que é bom.
Quando você precisar de proteção, ele o protegerá. " Milton Erickson
"A mente inconsciente atua como um vasto depósito de memórias; esses aprendizados precisam estar presentes porque você não consegue manter conscientemente em mente todas as coisas que sabes. " Milton H. Erickson
"Quando você for dormir você pode sonhar, e ao sonhar a tua mente inconsciente pode cedo ou tarde te revelar a solução mais adequada, em algum dia desses, no futuro." Arcélio Alberto Preissler
