Inconsciência
Alexandra ergueu as pálpebras pesadas pelas gotas sedativas do clonazepam e me olhou involuntariamente como se contemplasse apenas o vazio.
- Pai, cadê a Flora?
- Hã?
- A Flora?
- Hã?
- A Flora
- Hã?
- A Flora?
Só então caí na real de sua semiconsciência.
- Dorme, querida, dorme.
Ela voltou ao mundo dos sonhos. Era apenas um daqueles pequenos delírios que temos enquanto dormimos e que por alguma razão agimos
como se estivéssemos acordados, mas na verdade estamos apenas devaneando numa subconsciência que beira a razão.
No fim das contas não nos lembraremos de nadica de nada ao despertar de fato. Mas aí fiquei eu com a inquietante pergunta:
Com o que ou com quem ela estava sonhando? Quem é Flora? Seria o amigo [ou amiga] imaginário de quem ela já me falou várias vezes,
mas que eu nunca levei a sério?
A pouco estava estudando e me deparei com algo que me levantou os cabelos, ou seja, me espantou! Sugiro que pesquisem a palavra RODEIO em LATIM. Ao pesquisa descobri que significa VESTIBULUM. No mínimo inusitado não é mesmo. Somos tratados como gado de rodeio até no processo seletivo para as faculdades e universidades. Um rodeio que nos seleciona. Somos desconhecedores precisamos reconhecer. Ao reconhecer quem sabe acordemos desse sono de chumbo. Ao despertamos ou seguiremos sendo desrespeitados. O circo, melhor dizendo a sociedade subestima a todos. Poucos percebem. Falta-nos consciência. Falta-nos consciência. Essa consciência não depende do governo, depende de nós de nosso nível de comprometimento e responsabilidade para conosco.
precisamos conversar com alguém quando s escuta apenas a voz vazia da solidão e nada mais de psicodélico atinge a inconsciência
