Incerteza
Incerteza
A vida, é como um pesqueiro no aberto mar,
Sua rotina é marcada por surpresas,
Do vai e vem nas ondas a flutuar,
Nos causando oscilações no emocional,
Que precisamos realmente repensar,
São transformadas em sentimentos,
Onde as emoções fogem do controle,
Ultrapassando limites de velocidades,
Jamais alcançadas pelo pensamento,
Acelerando o preciosíssimo tempo,
Nos tirando a condição de acompanhar,
Onde as vezes nos preparamos para a partida,
Sem a esperança de conseguirmos retornar,
Criamos saídas arrojadas para condições,
Que na verdade não podemos suportar,
Nos causando sofrimento e dor,
Por transformar expectativas em amor,
Guiadas por rotas mau projetadas,
Imaginando romances que não tem,
Construindo pontes para quem não vem,
Alimentando sonhos acordados,
Que estão ausentes e bem distantes,
Demonstrando apenas vagos sinais,
Nos mais incertos semblantes,
De quem nunca nos deu certeza,
Nem tampouco nos fez confiante,
Tentando assimilar agora,
Mas peço que não se ofenda pela demora,
Diante da inexpressiva vontade,
De um dia estar por perto.
José Romildo Duarte 13 / 05 / 2018
Que a vida não seja sempre amarga
Focada em Incertezas, em auto sabotagem,
em Tristezas ou maldades
que maltratam, que invadem
Que ela seja frequentemente Adoçada
Por Bons Sentimentos, Sábias Palavras
Prazerosos Momentos que muito agradam,
Que tenha mais valor
com sorrisos compartilhados,
Companhias agradáveis
Que o amor não seja escasso
E assim terá
mais Sabor Agregado,
Adoce.
Quando estamos diante de um Mar de Incertezas,
Uma brisa de conforto pode vir ao nosso encontro,
Soprando as tristezas e, aos poucos vamos recuperando o fôlego,
Sem calmaria, é mais fácil desistir,
mas qualquer sinal de alegria nos fará persistir.
Um Novo Desafio pode ser como uma grande montanha que surge
Causando-nos Calafrio pela a Incerteza de alcançar o Cume
Até que a Vontade de Vencer nos faz querer Subir
Mesmo sem sabermos se iremos Conseguir,
Aos poucos, vamos nos aproximando
ainda mais do Topo
E após um ou outro arranhão e de todo desgaste,
Vem o Sentimento de Superação diante de uma Bela Paisagem.
A incerteza é uma constante na gestão pública e na vida. Muitas vezes, somos levados a acreditar que só podemos agir quando estivermos completamente preparados, mas a realidade demonstra o contrário: é no próprio processo que adquirimos a experiência e o conhecimento necessários para lidar com desafios. A frase "uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo" ilustra bem essa dinâmica e se alinha diretamente ao conceito de planejamento situacional, desenvolvido por Carlos Matus.
Matus, um dos principais teóricos da administração pública na América Latina, argumentava que o planejamento tradicional, rígido e baseado na previsibilidade, falha diante da complexidade e da constante mudança dos cenários sociais e políticos. Em contrapartida, seu modelo de planejamento situacional propõe uma abordagem flexível, na qual a tomada de decisões ocorre de forma contínua e ajustável, à medida que a realidade se transforma.
Este texto explora como essa perspectiva pode ser aplicada à gestão pública, destacando a importância da aprendizagem em movimento, da adaptação constante e da necessidade de gestores que compreendam que a prontidão não é um estado prévio à ação, mas sim um resultado dela.
Portanto a frase “uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo” reflete uma perspectiva que ressoa profundamente com o planejamento situacional proposto por Carlos Matus, em sua análise da gestão pública, particularmente no contexto da incerteza, da dinamicidade e da complexidade dos processos administrativos e sociais. Essa ideia pode ser entendida como um convite à flexibilidade e à adaptação contínua, elementos centrais no pensamento de Matus e na prática da gestão pública.
Planejamento Situacional de Carlos Matus
Carlos Matus, um dos principais teóricos latino-americanos em gestão pública, argumenta que o planejamento tradicional muitas vezes falha ao tentar ser rígido e previsível, em um ambiente social e político marcado pela incerteza e pela dinamicidade. Ele propõe, portanto, o planejamento situacional, que se caracteriza pela adaptabilidade e pela flexibilidade do planejamento, permitindo que ele seja moldado conforme as circunstâncias e o contexto que vão se desenrolando ao longo do tempo.
O planejamento situacional de Matus coloca em primeiro plano o aprendizado contínuo, a tomada de decisões descentralizada e o reconhecimento de que, enquanto a ação acontece, a realidade vai se alterando, e isso demanda ajustes constantes. A frase citada está intrinsecamente ligada a esse conceito, uma vez que sugere que a "prontidão" não é algo a ser alcançado antes de iniciar a ação, mas, ao contrário, é um processo contínuo de aprendizado e adaptação.
Análise Comparativa com o Planejamento Situacional
Incerteza e Flexibilidade
Planejamento Tradicional: Muitas vezes, o planejamento tradicional parte da ideia de que é possível e necessário prever e controlar todos os fatores possíveis antes de agir. Esse enfoque tende a ser rígido e, portanto, falha em lidar com a imprevisibilidade dos processos sociais e administrativos.
Planejamento Situacional: A frase pode ser vista como uma metáfora para o próprio planejamento situacional, onde a prontidão não é um pré-requisito para começar, mas sim algo que se conquista ao longo do processo, através da interação contínua com a realidade que está sendo gerida. O planejamento se ajusta e evolui com a dinâmica do ambiente, o que reflete uma visão mais aberta e adaptativa da gestão pública.
Descentralização e Processos Iterativos
Planejamento Tradicional: Muitas vezes é centralizado, com decisões tomadas de forma hierárquica e linear, sem espaço para reavaliações contínuas ou ajustes no caminho.
Planejamento Situacional: O conceito de que a pessoa se torna "pronta durante o processo" se alinha com a ideia de que os gestores públicos aprendem e se adaptam ao longo do tempo. Não é preciso esperar um momento de perfeição ou "prontidão", mas sim agir de forma iterativa, ajustando-se conforme novas informações e desafios se apresentam. Este processo de aprendizado constante é fundamental para o planejamento situacional.
Processo de Ação
Planejamento Tradicional: Ação é vista muitas vezes como algo que deve ser conduzido conforme uma estratégia previamente estabelecida, com pouca margem para improvisação ou mudanças durante a execução.
Planejamento Situacional: Em contraste, no planejamento situacional, a ação e o planejamento se misturam. O planejamento é simultâneo ao fazer, e as decisões não são rigidamente preestabelecidas. Em vez de uma visão linear, a realidade vai sendo adaptada à medida que a ação acontece. A frase exemplifica essa visão, pois sugere que a pessoa adquire o conhecimento necessário para estar "pronta" ao agir e aprender no caminho.
Gestão Pública
Planejamento Tradicional: Em muitas administrações públicas tradicionais, a ênfase é colocada em estabelecer metas e controle rigidamente definido, com um foco na previsibilidade e no cumprimento de prazos de forma rígida. A gestão pública tradicionalmente busca criar um sistema em que os gestores sejam “prontos” antes de começar, com planos bem definidos e objetivos específicos.
Planejamento Situacional em Gestão Pública: Matus, por outro lado, advoga que o processo de gestão pública deve ser mais flexível e dinâmico. A frase citada reflete a natureza interativa e evolutiva da gestão pública no modelo de Matus, onde os gestores não estão “prontos” antes de agir, mas se tornam prontos ao enfrentar os desafios e aprender com eles ao longo do processo. Isso se aplica diretamente à gestão pública em contextos onde as condições sociais, políticas e econômicas são imprevisíveis e em constante mudança. Matus argumenta que um bom gestor público deve estar sempre aberto ao aprendizado, ajustando suas estratégias conforme o processo avança.
Sistemas Adaptativos
Planejamento Tradicional: A visão tradicional tende a adotar uma abordagem rígida e fixa, com etapas de planejamento seguidas de execução de forma linear e sequencial.
Planejamento Situacional: Matus vê o processo de gestão pública como um sistema adaptativo, no qual as decisões se ajustam às situações emergentes. A frase se encaixa aqui, pois sugere que a pessoa se torna “pronta” enquanto faz, ou seja, o processo de gestão pública deve ser um processo de adaptação contínua, onde a compreensão das realidades administrativas vai se aprofundando à medida que o trabalho é realizado.
Conclusão
Em suma, a frase "uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo" serve como uma excelente metáfora para o planejamento situacional de Carlos Matus na gestão pública. A ideia de que a prontidão não é algo que se alcança antes de iniciar, mas sim um produto do próprio processo, é uma chamada para a adaptação contínua e o aprendizado constante no contexto da administração pública. Em vez de buscar um planejamento rígido e inflexível, o planejamento situacional defende que a gestão pública deve ser conduzida de forma dinâmica, com ajustes constantes, à medida que o contexto e os desafios se desenrolam.
Esse modelo contrasta com o planejamento tradicional, que muitas vezes busca um estado de “prontidão” ou controle absoluto antes de qualquer ação, algo que, no contexto da complexidade e da incerteza da gestão pública, pode ser irrealista e contraproducente. A gestão pública, portanto, deve ser vista não como um processo de aplicação de um plano pré-existente, mas como uma experiência contínua de aprendizado e adaptação às necessidades e desafios emergentes.
Eu sei que nestes dias de incertezas que estamos vivendo, seu coração anda inquieto, com medo do que será o amanhã, tenha calma, Deus é contigo e jamais vai soltar da sua mão, mesmo que a tempestade seja forte. Confie o melhor está por vir.
Na incerteza do destino
ofertada pela travessia:
as letras são as pernas
que me levam mais rápido
para aonde eu achar
tremendo e necessário,
porque com elas alcançarei
o seu pensamento,
e o seu coração há
de se encarregar
do que há virar
sentimento sublime.
Em missão poética
o quê me cabe
neste momento
é estar reunida
em diáspora
e ao mesmo
tempo presa
com cada
um de vocês,
enquanto eu não
devolver cada filho
para a sua casa,
e cada amado
para a sua amada.
O silêncio é a resposta das nossas incertezas, quando nos deparamos com o caminho incerto; nele encontramos nossa verdadeira identidade.
Imaginar é deixar o pensamento voar entre as encostas das incertezas e aterrizar na planície da certeza.
O raio que ultrapassa as nuvens do céu coberto alimenta o infinito mar de incertezas, aquecendo o interior da alma adormecida.
Vivi por anos a fio nas incertezas. Hoje continuo vivendo e sabendo menos do que eu gostaria. Porém, é no mundo das incertezas que encontramos o limite das buscas para se chegar aonde teremos certeza.
Vivemos em busca de sonhos. Queremos sempre ganhar sem se importar com as incertezas. Mas, a vida segue seu curso. Nada é para sempre. Nada é eterno. Precisamos saber lidar com as situações inesperadas. Nem que para isto tenhamos que engolir seco e sorrir.
Vivemos momentos de incertezas. Talvez, esqueçamos de viver o presente. Talvez, o hoje não seja o suficiente. Talvez, o amanhã esteja nos nossos planos e não nos damos conta de que é no agora que precisamos estar. É no agora que a vida desabrocha. É no agora que todos os nossos sonhos serão realizados. É no agora que tudo acontece. São tantos porquês. Tantas indecisões que esquecemos de viver o presente e passamos a viver um futuro que não nos pertence.
