Incentivo a Leitura Lingua Portuguesa
Não sei um pouco de kimbundu, mas sim eu sei um pouco de uma língua parecida, o fiote, uma língua de um dos municípios de Cabinda e em Cabinda, todos conhecem.
Tenho palavras tortas para encher a boca faminta e versos a perder a hora no infinito da língua. Sei que às vezes uso palavras repetidas. Mas quais são as palavras nunca foram comidas? E posso rimar palavras contidas onde tardam as margaridas. Nosso amor se demora e já se perdeu outrora, mas a criação é farta e a cria vira criador da própria vida. Abunda o roçado de nossas mãos que ignoram os calos e conversamos calados se há no céu sonhos alados. Ainda hei de ser a colheita de sua plantação se fartam poemas no chão, se mesmo distantes te levo no coração, onde perpassam todas as estações de nossa amizade frondosa, que pagam as tardes onerosas. E somos frutos evidentes de poesias que não mentem, pois que são nossas todas as sementes. E se faz ausente meu ser indiferente se na terra vermelha sou como uma vidente, e posso ler seus pensamentos e me sentar com eles. E conversamos longamente. De palavra em palavra se faz uma corrente e escrevemos convincentes que melhor se farta a mesa se compartilhamos nossa certeza. Será só imaginação? E eu diria que não, se os versos pegam meu dedo e mais palavras acrescentam à sua canção. Eis nossa inefável comunhão que fala abundante na sala. Vamos fazer um filme? Nossa vida já é um cinema, que lembra os dias presentes. Eu sei bem quando eu te vi pela primeira vez e desde então se escreve uma longa história, de fragmentos de memória. Somos elegantes se paramos um instante ao deixar a criação fazer novos razantes. Multiplicam-se as vozes se te fala Maria e me fala João. Dançamos quadrilha nas linhas de nossa mão. A vida e suas voltas que partem e nosso amor vira arte a encantar outros corações. Eis que há abundância no chão de nossa contemplação. Ainda que eu falasse a língua dos anjos e falasse a língua dos homens. Sem amor eu nada seria. E te dou meu mar e nossos oceanos bailam com ardor, no poema que não esconde a importância do amor. Livre se faz quando volta ao se abrir a gaiola. São nossos olhos gaivota que não querem deixar partir, pois juntos somos mais que dois e nossa conjunção alcança novos ares, no mar que te dei sagrado a levar sem dor as ondas do nosso amor.
Eu não sou difícil, eu sou uma edição limitada e o manual de instruções veio em outra língua.
SerLucia Reflexoes
Dizem que sou fechada, mas a verdade é que sou um livro escrito em uma língua que só quem tem alma atenta consegue ler. Conhecer a si mesmo é ganhar o mundo, mesmo que você escolha ficar em silêncio no seu próprio canto.
SerLucia Reflexoes
Moramos todos na mesma rua
Só que em esquinas diferentes
Falamos todos a mesma língua
Mas tem "Gente" que acha que é mais "Gente" do que a "Gente".
Se eu gosto que a minha língua roce a língua de Luís de Camões
Não lhe diz respeito, não lhe explico os autos do processo
O que há na minha boca, há de ficar na cabeça dos outros
Do meu corpo, eu posso dizer que só me espanta as emoções
Apesar de que tudo, tudo nessa sociedade está em aberto
Não sou carioca
A minha voz não ressoa se eu gritar "Alô Mangueira"
Eu sou da terra de Juscelino,
Nascida pela desorganização da riqueza
Mas ninguém nunca ousou organizar a pobreza
60 anos de Tropicália, outros 80 de Velô
16 anos que eu reclamo, reclamo, mas reconhecendo o poder do amor
O poder que nos segurara há tão pouco tempo
Contra ódio, um precedente tão bárbaro, um presente que não nos encanta
Um sistema em vertigem, 8 milhões de quilômetros quadrados andando em corda bamba
Se eu posso cantar, se eu posso escrever
Estarei expressando o meu Quereres
Mas sempre ao final do dia
Me lembrarei de que os homens estão exercendo seus podres poderes
Tudo o que eu faço
Eu faço com medo de perder
Dispensaria a Rua, a chuva e a Fazenda
Para ter somente a casinha de Sapê
Sufocou a língua para não lê as palavras
que entende que não lhe possa chegar por
tal coração, o mugango mudo do orgulho
rouba seu rosto do assunto e as palavras
encontra tal língua sempre de porta fechada...
Se a língua não conversa com os olhos
palavras não entram na casa e o ouvir não
se arruma para a festa do coração...
O rosto de quem ama reflete à presença
do amado. Ouvir é um lugar onde a
língua encontra sempre aberta a porta
do coração então palavras cumprem sua
função — beber da realidade do lê
que desce do monte.
(Leonardo Mesquita)
Rio
Os olhos do leitor são dois barcos remados pela língua na imaginação do autor. Cada palavra lida o impulsiona no vocabulário possibilitando-o a experiências fantásticas (com a profundidade) de duas palavras pegas do dicionário. E molha-las na correnteza da poesia: ao sol da imaginação — faz a alegria brilha no texto gerando emoção. E abordo dos dois barcos o leitor capricha no remo rumo a novos vocábulos frases acima.
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