Incentivo a Leitura Lingua Portuguesa

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O Eco do Coração




​A vida dita o ritmo em sua língua bruta,
Entre o passo no chão e o silêncio da luta.
Mas quando a música toca, o mundo desperta,
E a alma, que era muda, se faz porta aberta.
​O que era cansaço, o verso traduz,
Onde havia sombra, a melodia faz luz.
É o impulso que vibra, o compasso que aquece,
A força que faz o que era dor virar prece.
​A música é o laço, o amor em estado puro,
A ponte que cruza o nosso momento mais duro.
Ela empresta o fôlego, o desejo, o sentido,
E traz de volta ao peito o que estava perdido.
​Somos partitura de uma obra invisível,
Escrevendo o destino de forma sensível.
Pois viver é o rascunho de uma letra sagrada,
Que só vira canção quando a alma é tocada.
​E nesse compasso de quem compõe e quem sente,
O amor se faz som e se planta na gente.
A vida é o palco, a canção é o caminho,
Pois ninguém faz poesia ou ama sozinho.


Com amor ISA SILVA

Quem aprende a controlar a língua aprende a controlar o próprio destino.

O verdadeiro crescimento aparece no comportamento: controlar a língua para não ferir, controlar o orgulho para aprender e controlar a raiva para não destruir.

"Quem usa a língua para ferir e o riso para desmerecer, assina um atestado de pobreza de espírito."

"A sua dúvida é o combustível da minha determinação. No futuro, a mesma língua que hoje zomba será a que vai contar a minha história."

"Enquanto alguns usam a língua para caluniar, Isaque Ramon usa as mãos para trabalhar com suplementos e cosméticos, ajudando pessoas a viverem melhor. Respeite o suor de um homem honesto."

Nunca é tarde para nada.
Nem para uma graduação, um doutorado, aprender uma língua nova, abrir um novo negócio, uma mudança de rota, uma nova família ou filhos.
Começar/Recomeçar aos 20, aos 40 ou aos 60 diz menos sobre o tempo e mais sobre a coragem de finalmente escolher a si mesmo.
A vida não acontece de forma linear.
Ela acontece quando você para de pedir permissão para existir.
Sufocar a própria existência não deve ser uma opção. Jamais.

Não sei um pouco de kimbundu, mas sim eu sei um pouco de uma língua parecida, o fiote, uma língua de um dos municípios de Cabinda e em Cabinda, todos conhecem.

Tenho palavras tortas para encher a boca faminta e versos a perder a hora no infinito da língua. Sei que às vezes uso palavras repetidas. Mas quais são as palavras nunca foram comidas? E posso rimar palavras contidas onde tardam as margaridas. Nosso amor se demora e já se perdeu outrora, mas a criação é farta e a cria vira criador da própria vida. Abunda o roçado de nossas mãos que ignoram os calos e conversamos calados se há no céu sonhos alados. Ainda hei de ser a colheita de sua plantação se fartam poemas no chão, se mesmo distantes te levo no coração, onde perpassam todas as estações de nossa amizade frondosa, que pagam as tardes onerosas. E somos frutos evidentes de poesias que não mentem, pois que são nossas todas as sementes. E se faz ausente meu ser indiferente se na terra vermelha sou como uma vidente, e posso ler seus pensamentos e me sentar com eles. E conversamos longamente. De palavra em palavra se faz uma corrente e escrevemos convincentes que melhor se farta a mesa se compartilhamos nossa certeza. Será só imaginação? E eu diria que não, se os versos pegam meu dedo e mais palavras acrescentam à sua canção. Eis nossa inefável comunhão que fala abundante na sala. Vamos fazer um filme? Nossa vida já é um cinema, que lembra os dias presentes. Eu sei bem quando eu te vi pela primeira vez e desde então se escreve uma longa história, de fragmentos de memória. Somos elegantes se paramos um instante ao deixar a criação fazer novos razantes. Multiplicam-se as vozes se te fala Maria e me fala João. Dançamos quadrilha nas linhas de nossa mão. A vida e suas voltas que partem e nosso amor vira arte a encantar outros corações. Eis que há abundância no chão de nossa contemplação. Ainda que eu falasse a língua dos anjos e falasse a língua dos homens. Sem amor eu nada seria. E te dou meu mar e nossos oceanos bailam com ardor, no poema que não esconde a importância do amor. Livre se faz quando volta ao se abrir a gaiola. São nossos olhos gaivota que não querem deixar partir, pois juntos somos mais que dois e nossa conjunção alcança novos ares, no mar que te dei sagrado a levar sem dor as ondas do nosso amor.

⁠Pela determinação,
se consegue muitas vitórias,
mas pela língua,
se perde até o que ia conquistar!

A hipocrisia é a língua mais falada no mundo.

O Amor é a língua menos falada no Mundo; contudo, é a linguagem que mais ensina ao mundo!

Moramos todos na mesma rua
Só que em esquinas diferentes
Falamos todos a mesma língua
Mas tem ⁠"Gente" que acha que é mais "Gente" do que a "Gente".

Se eu gosto que a minha língua roce a língua de Luís de Camões
Não lhe diz respeito, não lhe explico os autos do processo
O que há na minha boca, há de ficar na cabeça dos outros
Do meu corpo, eu posso dizer que só me espanta as emoções
Apesar de que tudo, tudo nessa sociedade está em aberto


Não sou carioca
A minha voz não ressoa se eu gritar "Alô Mangueira"
Eu sou da terra de Juscelino,
Nascida pela desorganização da riqueza
Mas ninguém nunca ousou organizar a pobreza




60 anos de Tropicália, outros 80 de Velô
16 anos que eu reclamo, reclamo, mas reconhecendo o poder do amor
O poder que nos segurara há tão pouco tempo
Contra ódio, um precedente tão bárbaro, um presente que não nos encanta
Um sistema em vertigem, 8 milhões de quilômetros quadrados andando em corda bamba


Se eu posso cantar, se eu posso escrever
Estarei expressando o meu Quereres
Mas sempre ao final do dia
Me lembrarei de que os homens estão exercendo seus podres poderes


Tudo o que eu faço
Eu faço com medo de perder
Dispensaria a Rua, a chuva e a Fazenda
Para ter somente a casinha de Sapê⁠

Adoro sua língua mesmo na ausência de palavras.

Quero ser a língua que a tua boca procura quando o fogo te queima por dentro.

Quem demasiado fala, cedo ou tarde acaba por morder a própria língua.

A língua
indisciplinada
é uma lâmina que
corta o próprio dono.

A língua dominada
é sinal de espírito
fortalecido.

“A língua, o pulso, o sono, a digestão e a dor são páginas de um livro que o corpo escreve todos os dias.”
Do livro Medicina Tradicional Chinesa — História, Filosofia e Prática da Medicina do Imperador Amarelo, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.