Incentivo a Leitura Lingua Portuguesa

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Nunca é tarde para nada.
Nem para uma graduação, um doutorado, aprender uma língua nova, abrir um novo negócio, uma mudança de rota, uma nova família ou filhos.
Começar/Recomeçar aos 20, aos 40 ou aos 60 diz menos sobre o tempo e mais sobre a coragem de finalmente escolher a si mesmo.
A vida não acontece de forma linear.
Ela acontece quando você para de pedir permissão para existir.
Sufocar a própria existência não deve ser uma opção. Jamais.

Não sei um pouco de kimbundu, mas sim eu sei um pouco de uma língua parecida, o fiote, uma língua de um dos municípios de Cabinda e em Cabinda, todos conhecem.

Tenho palavras tortas para encher a boca faminta e versos a perder a hora no infinito da língua. Sei que às vezes uso palavras repetidas. Mas quais são as palavras nunca foram comidas? E posso rimar palavras contidas onde tardam as margaridas. Nosso amor se demora e já se perdeu outrora, mas a criação é farta e a cria vira criador da própria vida. Abunda o roçado de nossas mãos que ignoram os calos e conversamos calados se há no céu sonhos alados. Ainda hei de ser a colheita de sua plantação se fartam poemas no chão, se mesmo distantes te levo no coração, onde perpassam todas as estações de nossa amizade frondosa, que pagam as tardes onerosas. E somos frutos evidentes de poesias que não mentem, pois que são nossas todas as sementes. E se faz ausente meu ser indiferente se na terra vermelha sou como uma vidente, e posso ler seus pensamentos e me sentar com eles. E conversamos longamente. De palavra em palavra se faz uma corrente e escrevemos convincentes que melhor se farta a mesa se compartilhamos nossa certeza. Será só imaginação? E eu diria que não, se os versos pegam meu dedo e mais palavras acrescentam à sua canção. Eis nossa inefável comunhão que fala abundante na sala. Vamos fazer um filme? Nossa vida já é um cinema, que lembra os dias presentes. Eu sei bem quando eu te vi pela primeira vez e desde então se escreve uma longa história, de fragmentos de memória. Somos elegantes se paramos um instante ao deixar a criação fazer novos razantes. Multiplicam-se as vozes se te fala Maria e me fala João. Dançamos quadrilha nas linhas de nossa mão. A vida e suas voltas que partem e nosso amor vira arte a encantar outros corações. Eis que há abundância no chão de nossa contemplação. Ainda que eu falasse a língua dos anjos e falasse a língua dos homens. Sem amor eu nada seria. E te dou meu mar e nossos oceanos bailam com ardor, no poema que não esconde a importância do amor. Livre se faz quando volta ao se abrir a gaiola. São nossos olhos gaivota que não querem deixar partir, pois juntos somos mais que dois e nossa conjunção alcança novos ares, no mar que te dei sagrado a levar sem dor as ondas do nosso amor.

⁠Pela determinação,
se consegue muitas vitórias,
mas pela língua,
se perde até o que ia conquistar!

Moramos todos na mesma rua
Só que em esquinas diferentes
Falamos todos a mesma língua
Mas tem ⁠"Gente" que acha que é mais "Gente" do que a "Gente".

Se eu gosto que a minha língua roce a língua de Luís de Camões
Não lhe diz respeito, não lhe explico os autos do processo
O que há na minha boca, há de ficar na cabeça dos outros
Do meu corpo, eu posso dizer que só me espanta as emoções
Apesar de que tudo, tudo nessa sociedade está em aberto


Não sou carioca
A minha voz não ressoa se eu gritar "Alô Mangueira"
Eu sou da terra de Juscelino,
Nascida pela desorganização da riqueza
Mas ninguém nunca ousou organizar a pobreza




60 anos de Tropicália, outros 80 de Velô
16 anos que eu reclamo, reclamo, mas reconhecendo o poder do amor
O poder que nos segurara há tão pouco tempo
Contra ódio, um precedente tão bárbaro, um presente que não nos encanta
Um sistema em vertigem, 8 milhões de quilômetros quadrados andando em corda bamba


Se eu posso cantar, se eu posso escrever
Estarei expressando o meu Quereres
Mas sempre ao final do dia
Me lembrarei de que os homens estão exercendo seus podres poderes


Tudo o que eu faço
Eu faço com medo de perder
Dispensaria a Rua, a chuva e a Fazenda
Para ter somente a casinha de Sapê⁠

“A língua, o pulso, o sono, a digestão e a dor são páginas de um livro que o corpo escreve todos os dias.”
Do livro Medicina Tradicional Chinesa — História, Filosofia e Prática da Medicina do Imperador Amarelo, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O pulso é a vida batendo na superfície; a língua é o espelho silencioso das profundezas do corpo.”
Do livro Medicina Tradicional Chinesa — História, Filosofia e Prática da Medicina do Imperador Amarelo, da autora Nina Lee Magalhães de Sá

“Cuidar de alguém com Alzheimer é aprender uma nova língua: a língua do gesto, da paciência, da presença e do amor sem exigência.”
Do livro Alzheimer — Se Eu Não Lembrar, Me Abrace Mesmo Assim. Eu Ainda Estou Aqui, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Eu não sou difícil, eu sou uma edição limitada e o manual de instruções veio em outra língua.


SerLucia Reflexoes

Eu até tentaria te entender, mas não falo fluentemente a língua da hipocrisia.


SerLucia Reflexoes

Dizem que sou fechada, mas a verdade é que sou um livro escrito em uma língua que só quem tem alma atenta consegue ler. Conhecer a si mesmo é ganhar o mundo, mesmo que você escolha ficar em silêncio no seu próprio canto.


SerLucia Reflexoes

"Reflexão de vida: O poder da língua.




"Somos bons em adestrar bichos, ensinar pessoas. Mas a língua, tão pequena quem pode adestrar?


@Suednaa_Santos

E na língua do amor, alguns são analfabetos funcionais.

Beijo de língua é tão gostoso que um casal de idosos se beijaram tanto, que trocaram de dentadura (chapas).

A palavra é magia. A língua, um cajado de feiticeiro. E o som — ah, o som — é a matéria-prima da realidade ainda informe. Quando cantamos com o coração, vibramos o campo. Quando dizemos a verdade, limpamos o espaço. Quando silenciamos com sabedoria, preservamos o templo.

ENSAIO POÉTICO
POEMA DE FÉLIX DI LÁSCIO


LÍNGUA PÁTRIA


Um homem branco
Pergunta ao nativo, às margens
Do rio:
— Fala tua língua fluente?
Aquele cidadão de origem das terras
das matas respondeu:
— Buá!!! buá!!! buá!!!
"Só o afluente do Rio Sanhauá."
— Ah!!! ah!!! ah!!!


Félix di Láscio, Poeta e Letrista Brasileiro.
Postado em 10/06/2019 às 10:05h
Repostado no dia 02/07/2026 às 20:30h

Do que adianta seguir uma doutrina se a língua caminha na contramão do coração?


De nada vale o discurso bonito se as atitudes denunciam o vazio da fé. A fofoca é uma oração invertida: em vez de elevar, destrói; em vez de curar, fere. Muitos se dizem religiosos, mas usam a boca como arma, julgando, espalhando veneno e chamando isso de “verdade”.


Os ímpios não são apenas os que estão fora do templo, mas também aqueles que, mesmo dentro, escolheram a maldade disfarçada de zelo. A Bíblia já diz: “pelos frutos conhecereis”. Quem vive de intriga, vive distante de Deus, ainda que carregue um rótulo de santidade.


A verdadeira fé não faz barulho, faz diferença. Ela cala quando poderia ferir, ora quando poderia acusar e ama quando seria mais fácil apontar. Porque no fim, não é a doutrina que salva — é o coração transformado.

E os sentimentos vorazes que gritam em meu tórax, se defendem do mulambo da língua paralítica que julga sem princípios e sentidos;
Mas com tudo os sentimentos são imensamente maiores do que a agonia da perigosa língua... Ah! Sei que inconsciente leio o obsoleto e ainda sim me assombro em pensar em perder os meus sentimentos;
Mas reconheço a substância dos sentimentos que nasce em meu coração...

Cana bis


Vou te enrolar
Passar minha língua em você
Depois sentir teu cheiro e te fazer pegar fogo


Tu faz eu me sentir tão bem
Quero te sentir entre meus lábios
Já disse que tú me faz delirar?


Quero mais, mais e mais...


Eu te sugo e te prendo até perder o fôlego
É difícil seguir sem ti
Confesso que és meu motivo pra sorrir
Mas não é o único.