Impulso
Às vezes, o impulso que nos mantém de pé é apenas o reflexo automático da sobrevivência, um coração que seguramos firme, como se temêssemos deixá-lo bater livremente. Entre a insônia que grita e o sono que seduz ao infinito, entre o desejo e a ausência dele, entre a letargia e a dor, travamos uma guerra silenciosa entre mente e corpo, razão e cansaço, presença e vazio. E, ainda assim, a vida nos enxerga, mesmo quando nossas pernas vacilam à beira do abismo, prontas para se entregar ao desconhecido. Mas por quê? O que me prende ao agora? O que, no âmago desse caos, ainda me move a estar aqui?
"...e em tua viagem, pergunto: onde vais?
se sou o mar calmo e respondo teu impulso,
se em marés respeito teu instante convulso,
porque precisas ir em busca de outro cais?".
Desenhou ondas em meu pensar, como uma pérola
sem sua ostra
Entre o querer e o amar existe um abismo. Quem quer, toma. Quem ama, cuida. O querer é impulso, o amor é presença. É fácil desejar uma flor e arrancá-la; difícil é amá-la o suficiente para deixá-la crescer, mesmo que não seja no seu jardim. Quem entende isso, não apenas entende o amor… entende a essência da vida.
Sou um ser movida pela emoção e sigo apenas o impulso do meu coração! Trago dentro de mim, muitos sentimentos e algumas decepções, mas nem por isso eu desisto, eu persisto! Posso desaminar e deixar a tristeza me dominar por certo tempo, mas não me calo, eu falo, eu grito e eu choro! E quando penso que a tristeza não tem mais fim, aos poucos as mágoas e angústias se diluem no esquecimento, eu me pego novamente a sorrir!!
O orgulho é um veneno sutil que envolve o coração e detona nossa humildade. É o impulso que nos torna insensíveis, impedindo a ampliação do nosso conhecimento e compreensão. É um perigo que nos separa de nós mesmos e dos outros.
Brisa é aquele pequeno vento que serve de impulso para um movimento. A partir desse movimento inicial, tomamos força para nos deslocarmos na direção de nossos objetivos. Muitas vezes deixamos a brisa passar e desperdiçamos a oportunidade de entrar em movimento.
Meu sentimento tornou-se vento, impulso encarcerado no gesto imperfeito, no sentimento que vira pó... Havia muito pra ser vivido, mas em um faz de conta insistente que não sobrevive, que há começo e não chega ao fim! Como se vive algo que se desmancha a cada palavra impensada, a cada silêncio de abismo, a cada fuga de si mesmo? E como se mata o que é tão vivo no lado de dentro e só poeira no lado de fora? E nessa busca incessantemente, inerte vou ensaiando sonhos de não te lembrar, vou treinando fantasias de te esquecer...
Saudades!!!!!
"Meu sentimento tornou-se como o vento, um impulso encarcerado em gestos imperfeitos. É um sentimento que se desfaz em pó... Havia tanto para ser vivido, mas em um faz-de-conta persistente que não encontra sobrevivência; que começa, mas nunca alcança o fim! Como podemos viver algo que se desfaz a cada palavra impensada, a cada silêncio profundo, a cada fuga de si mesmo? E como se pode extinguir o que é tão vivo por dentro e se transforma em apenas poeira por fora? Nessa busca incessante e inerte, continuo ensaiando sonhos para não te recordar, treinando fantasias para te esquecer... Saudades!"
O medo faz você perder antes mesmo de iniciar.
Encontre internamente o impulso necessário e faça
o que tem que ser feito.
A hora é agora.
Viva intensamente.
Coragem coração!
Na dúvida siga os atalhos que a vida te mostra, porque se agir pelo impulso, lá na frente quando olhar para trás esses atalhos já estarão cobertos de ervas daninhas, pois se tivesse passado por eles, quem sabe agora não seria um jardim?
Te vejo em meus sonhos
Te realizo em mim
Me encontro em voce
Sublime impulso
De uma ardente paixão
Escrita em poesia
Para que só assim
Se torne imortal
O impulso da minha saudade
importuna tua tranquilidade,
Sem perturbar-te ao menos querendo,
incomodo tua gentil serenidade.
Livre de toda maldade,
mas com requintes de safadeza
Cutuco tua beleza,
Poetizo tuas proezas,
Mendigo teu sorriso,
Pretendendo ficar contigo!
Mergulhar em teus segredos,
Afagar os teus desejos,
me bagunçar nas tuas coxas,
te ver ficando louca...
mas tudo termina com tua doutrina,
volto correndo pra minha latrina
Expurgo sem graça o meu embaraço,
te vejo vivendo em outros regaços
D'alguem que não viu as tuas manias,
a quem te entregas sem cerimônias
deixando teu cheiro, gosto e abraços,
deixando-o invadir todo espaço
ocupando o lugar que tanto desejo
marcando-me com brasas
dentro do peito
teu nome, teu rosto, e toda desgraça.
