Ímpar
QUAL É O CÚMULO?
...da burrice? Tirar par ou ímpar com o espelho.
...da rapidez?
Fechar uma gaveta com a chave dentro.
...da confiança?
Jogar palitinho pelo telefone.
...do egoísmo?
Não vou contar, só eu sei.
...da sorte?
Ser atropelado por uma ambulância.
...da tragédia?
Ser atropelado por um carro de funerária!
...da lerdeza?
Apostar corrida sozinho e chegar em segundo lugar.
...da rebeldia?
Morar sozinho e fugir de casa.
...da economia?
Usar o papel higiênico dos dois lados.
...do basquete?
Jogar uma bola na cesta e acertar no sábado.
...da concisão?
Escrever redação sobre futebol dizendo: "Partida adiada devido ao mau tempo".
...da força?
Dobrar a esquina.
...da paciência?
Encher uma piscina com conta-gotas.
...da ignorância?
Abrir a caneta para procurar as letrinhas!
Pode até ser
Que vá saber
Do teu amor
O dia que for
Que foi impar
No meu amar
Luciano Spagnol
Maio, 2016
Cerrado goiano
Em momentos de solidão e dificuldade, algumas pessoas nos torna importante, único, um elemento ímpar, isso é bom, ótimo e impressionante, nos sentir o porto seguro de alguém é sensacional, no entanto isso é momentâneo, algo passageiro, mera conveniência.
Olhando os barcos pequenos e as grandes embarcações, fiz uma alusão: há pessoas que são como os barcos, só precisam atracar no porto para reabastecer suprimentos, combustível e fazer alguns reparos. Quando reabastecidos e integros, não precisam mais do porto, nevegam na imensidão do oceano, até perderem o contato visual com o porto que os serviram e ampararam. Antes de partir, alguns ainda utilizam do sinal sonoro da insurdecedora buzina para avisar que estão de partida, outros sorrateiramente deixam o porto e partem se alarde algum.
Assim são algumas pessoas.
Minha flor, digníssima, pétala de rosa,
com tamanho e ofuscante brilho.
Ser inigualável, ímpar, insubstituível,
de alma pura e generosa, infinito é o seu amor,
de encantos mil e de canto afinado.
Ilumina o meu ser, dá sentido em minha vida
e envolve meu corpo com o
acalanto dos seus abraços.
Ser nobre, de valor incalculável, inexistente.
Habito em seu coração
e me alimento do seu amor,
pois sem você, eu nada sou.
Os sons dos ventos, melodia impar, e, melhor não há, entra nas veias, num êxtase paranormal, nos revela o tempo e nos relê o respirar...
Observar, sem avaliar, é uma ação preciosa de aprendizado – sapiência ímpar quando não havia internet nem um livro sequer. E o seu resgate é fundamental.
06/03/2021
Vou eu escrevendo, tecendo meu clamor, nessa minha forma ímpar em tentar diminuir os atritos do coração, me revelando ao senhor, meditando é claro sempre que é oportuna ocasião, e a cada reflexão uma maneira de praticar cada ação, nesse sentido até percebi que no crivo de uma jornada de devaneios, em que meu pensar e sentir flertou se muito no arrependimento, as minhas práticas corriqueiras ainda são vacilantes, já que não sou perfeito, talvez nem seria diferente, colidir com a condição da boa conduta, nesse sentido de minhas dificuldades e fraquezas eu chamo oh altíssimo pela tua presença, em nome amável de Jesus, a inesgotável benevolência dos céus, a infinita misericórdia que nos é concedida.
Vou insistir a suplicar, invocar o teu nome e implorar de forma a me humilhar a ti, pois meu peito sangra de dor e minhas pálpebras são tomadas de rio, isto quando sinto me rebelde e desobediente, muitas vezes incapaz de chamar a tua atenção, o mundo nos despreza, o inimigo tendenciosamente arma conflitos e desarmonia, e a natureza pecaminosa e carnal grita pelo erro, mas és tu Jesus, senhor que, nos coloca a condição do conserto diário, do arrepender, do insistir e não desistir, então estou a bater onde de fato posso ser atendido, se há possibilidade de me compactuar, de forma esta é me render diariamente aos teus pés, assim seja na vida da minha família e do meu próximo, oportunamente sentir e aderir teus conselhos e desígnios, é do céus que vem a esperança.
Giovane Silva Santos
Cada manhã que se levanta é impar, mas numa fotografia torna-se eternamente igual todos os dias!
Sednan Moura
O vento leva parte de nós
Nós vivemos intensamente
Nessa leveza ímpar
Consumimos tudo que passou e um dia foi.
ÍMPAR FUNERAL (soneto)
Fui vigilar as minhas ilusões
Torno, versado, e tão servis
No compor, duras sensações
Das versificações que eu fiz
Também, contentei, então sigo
No delírio de uma imaginação
Ah! e a tristura chorou comigo
Lagrimejando do meu coração
Criei trova tosca, árida, escura
Ali enterrei suspiros e loucura
E na saudade, aquela vastidão
É ventura deste ímpar funeral
Cheios de emoções nada igual
Pulsando sentimento e paixão.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/07/2025, 20’214” – Araguari, MG
