Ilha
Que os sonhos nos impulsionem a construir uma jangada de fé que nos leve para fora da nossa ilha interior.
A cidade na Ilha da "Utopia":
"A cidade compõe-se de famílias, que constituem, como acontece na maioria das vezes, agrupamentos unidos por laços de parentesco. As moças, depois que se casam, vão viver com os maridos. Filhos e netos do sexo masculino permanecem na família e devem obediência ao parente mais velho. Se este é atingido pela senilidade, seu lugar é ocupado pelo membro da família cuja idade vem logo abaixo da sua. Para evitar que a cidade se torne muito grande ou muito pequena, estabeleceu-se por decreto que não poderá haver mais do que seis mil famílias, sem contar aquelas que vivem no campo, em torno da cidade, devendo cada família ter entre dez e dezesseis membros adultos. Não se procura controlar o número de crianças numa família e o número de adultos é controlado por meio da transferência de uma casa, onde há adultos de mais para outra onde os há de menos." Utopia -
Você que mora numa ilha, olhe ao redor e veja o oceano a sua volta. Oportunidades não lhe faltam. Agarre-se a esperança e vença seus medos em busca de novos horizontes.
A ilha Grande não merecia ser um presídio. Desde as casas brancas dos pescadores que foram ficando para trás, lá embaixo, no Abraão, até os caminhos sinuosos que vão cortando as montanhas, tudo parece um cenário de liberdade. (...) Teria sido um requinte de crueldade deixar que os punidos se lembrem diariamente da água, da areia, da brisa e do mato?
Como já diria Napolonga, essa ilha aqui ta uma bananeira sem nada pra fazer, qualquer hora tamo junto.
A infância de Herberto Helder
No princípio era a ilha
embora se diga
o Espírito de Deus
abraçava as águas
Nesse tempo
estendia-me na terra
para olhar as estrelas
e não pensava
que esses corpos de fogo
pudessem ser perigosos
Nesse tempo
marcava a latitude das estrelas
ordenando berlindes
sobre a erva
Não sabia que todo o poema
é um tumulto
que pode abalar
a ordem do universo agora
acredito
Eu era quase um anjo
e escrevia relatórios
precisos
acerca do silêncio
Nesse tempo
ainda era possível
encontrar Deus
pelos baldios
Isto foi antes
de aprender a álgebra
Luiz Lauro... Luiz Lauro era um colega de trabalho. Fazia parte do centro comunitário da Ilha de Joaneiro, uma favela próxima, onde morava. PT doente, entusiasta do velho Arraes, ativista. Pensava até que ele era ateu, parecia. Entre uma de suas façanhas, Luiz Lauro passou no vestibular e resolveu fazer o curso de Assistente Social na católica, universidade paga. Paga é paga, e ele descobriu, feita as contas, que o salário não daria, ou já sabia, mas, preferia fazer numa faculdade particular, se possivel. Ai ele simplesmente fez uma carta ao reitor pedindo que isentasse das mensalidades, já que era uma pessoa pobre, coisa e tal, morador da Ilha de Joaneiro, tinha 3 filhos, coisa e tal e anexou copia do contra-cheque. E é assim, é? Ele é de doido, porque não procura uma publica? Se fosse assim era bom, a faculdade ia a falência. Mas... Não é que colou, não sei como, o reitor se sensibilizou, deu um jeito. Outra vez ligaram pra ele, uma operadora de um conhecido cartão de credito, e com toda educação disse que ele estava devendo, não havia pago a fatura tal de um mês tal. Ele, oxi... Procurou em casa, encontrou, devidamente paga e esperou que o importunasse, digo, ligasse novamente. Quando ligaram, disse que já haver pago. Eles polidamente, pediram desculpas e solicitaram apenas que ele levasse uma copia pra darem baixa, ele disse não, se vocês quiserem que venham buscar aqui, eu tiro uma copia e dou, não foi eu quem perdi. Nos dias que sucederam recebeu ameaça pelos correios de SPC, ação judicial, e essas medidas cabíveis nesse caso. E ele desconsiderou, como eles mesmo recomendam, jogando no lixo. Mas, cargas dágua, teve um dia que ele foi comprar na C&A com a esposa e na hora de passar no caixa as compras, não pode levar, foi informado que tava sujo na praça, devido ao não pagamento de determinada fatura. Lauro nem pestanejou, acionou um advogado conhecido do partido e foi atrás do seus direitos, no final, o conhecido cartão de credito foi condenado a lhe pagar 5.000,00 mil reais, isso a mais de vinte anos, o advogado dos poderoso ameaçou levar pra frente, recorrer, chamou pra um acordo, fecharam em 3.000,00 mil reais, mais o nome dele excluído do cadastro.Lauro era um desenrolado mesmo! Teve outra que eu lembro o filho pequeno, numa redação besta de escola disse que desejava ver um avião de perto. Poxa, pedido de filho... E logo o filho de Lauro, no final de semana foi ao aeroporto Guararapes com o filho e procurou o escritório da antiga VASP, e foi barrado no portão pelo vigilante. Ele disse que o filho só queria ver o avião de perto, o pneuzão, alisar o bicho e sairia, somente, custava nada. Sem acordo, não pode! Quem ele pensa quem é! (deve ter rolado um preconceito basico, com certeza, além, Lauro um mulatinho enxerido, da ilha de Joaneiro). Lauro ficou do lado de fora bestando, como quem não quer nada, a rua é publica, lá ninguém manda, por ali... e aproveitando que o vigilante deu uma saidinha pra ir no banheiro entrou e foi procurar a assistente social da empresa. Quando o vigilante descobriu... Minha nossa! Entrou na sala e pegou-o pelo braço juntamente com o filho e saiu arrastando, enquanto ele gritava: Vou denunciar na Globo! Eita! Traz Lauro de volta! E foi informado que a VASP já tinha um convenio com as escolas, quer dizer, pra um monte de alunos, uma classe inteira de cada vez, não um aluno só, mas, quebraria o protocolo e o filho de Lauro juntamente com ele, fizeram uma viagem de ida e volta a Fortaleza com tudo grátis com direito a filmagem e tudo, feito só acontece no programa do Luciano Hulk. Super Lauro, um arretado, desenrolado todo! A ultima vez que eu o vi, havia se convertido, era evangélico com a Bíblia embaixo do braço e tudo.
ÓDIO NÃO!
AMOR! AMOR! AMOR!
Ilha de inveja e de ingratidão,
no oceano do desamor ignorado,
o ódio isola e cerca o coração
de dor e mágoa por todos os lados.
Demoramos a perceber que o amor nada mais é que a ilha onde tentamos no aguaritar do continuo bradar das ondas do mar da solidão!
Só queria levar você
Pra uma ilha perdida
Onde podemos ser feliz
E viver nossa vida
E quando chegar a
tarde ver O sol se por
Depois de um dia inteiro
De calor
Ter uma casinha pra
Chamar de nossa
Tomar banho em cachoeiras
E vestir roupas de folhas
E quando chegar a noite
Ver as estrelas e o mar
Somos um lindo conto inacabado
como um meigo nascer de sol
Você era minha ilha indivisível
Eu te abraçava,te envolvia,te oceanava
sem fim
Eramos paraíso...
Hoje, somo apenas fragmentos da linda poesia que fomos,guardados em meus pensamentos
Me deixartes em uma ilha solitária e repleta de momentos "felizes" nossos meu amor, prá quê isso? Não estou entendendo?!
Porquê deixou este aparelho de comunicação em minhas mãos? É prá eu ligar para você e para as pessoas? Se for como que vou ligar? Aqui não tem sinal, as árvores nem são altas.
Se for um teste venha logo me tirá daqui amor, eu não vou suportá ficar longe de você, eu não suportarei e não serei feliz vivendo aqui sozinho, eu gosto dás pessoas, eu gosto como elas se tocam, gosto de vê-las trocando afetos.
Este aparelho é sem muita importância pôr aqui.. Ele só está me mostrando alguns de nossos momentos, eu não me contentarei ficá aqui com isso "tipo me atormentado, me deixando inquieto" eu quero andá,correr com você nas ruas para que as pessoas olhem e sintam nosso amor na brisa do vento, tocando-lhes seus corações e os incentivando à praticá com intensidade o verdadeiro amor.
ilha
substantivo feminino
1.
geoextensão de terra firme cercada de modo durável por água doce ou salgada em toda a sua periferia; ínsula, ipuã.
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Pessoa ilha
Substantivo feminino
1.
Aquela que por definição é cercado por pessoas, mas está isolada. As vezes um náufrago aporta na Pessoa Ilha, mas tudo nela e temporário, seu interior é assustador e afasta qualquer um, alguns fazem bagunça dentro da Pessoa Ilha e isso a torna mais isolada...
A ilha as vezes deseja alguém habitando seu interior, mas ela é isolada no meio do mar de gente.
A pessoa ilha é o melhor do mundo para quem compreende o valor da solidão"
Ilha de Bras
Com as suas belas curvas
Em formato de avião
Minha rima é toda sua
Cidade do meu coração
A senhora dos mistérios
Do poder e da magia
Tem lá os seus privilégios
Emana muita energia
Em torno de seu concreto
Procuro por minha paz
Meu esconderijo secreto
Santuários naturais
Sou calango, sou cerrado
Raiz de tua geração
Nascido e também criado
Onde o céu quase beija o chão
