Ilha

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“O cérebro não é uma ilha de pensamentos; é uma rede viva onde cada sinal conversa com o corpo inteiro.”
Do livro Sinapses e Neurotransmissores — A Linguagem Invisível do Corpo, da Mente e da Doença, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

A ingratidão é uma ilha cercada por águas revoltas e serpentes.

"Como se eliminam os ratos de uma ilha?
O inquietante… é que a resposta não fala sobre ratos."

Navegamos o mar das aparências
porque a ilha da verdade exige um sacrifício:
abrir mão da gentileza. E o custo desse adeus é imenso

Sob a garra de um fim de tarde gélido, o vento do sul chicoteia a minha linda Ilha de Florianópolis, transformando o oceano em uma fúria de açoite. A ressaca violenta, incontrolável, arremessa a areia salgada, grão por grão, contra o rosto, enquanto a maresia incessante incrusta o sabor amargo da ausência na garganta e na alma. É nesse caos costeiro, visceral e implacável, que o meu peito aperta e a sua imagem e só ela, se torna o único e inegociável porto seguro em meio à tempestade.

Florianópolis, sob a fúria do Ciclone Extratropical, é hoje a ilha onde o céu desaba em lamento e o único som audível é a natureza cobrando o preço do nosso esquecimento.

Às vezes penso que sou ilha e ponte ao mesmo tempo. Isolado, construo travessias para quem está perto. Há dias em que não quero ponte alguma. Outros, sou inteiro de tal modo que abraço o mar. E nessas variações, descubro meu próprio ritmo.

Cuidado ativo para continuar vivo, não somos ilha, cuidamos uns dos outros a vida inteira, o nosso trabalho é a segunda família que leva o alimento para a primeira.

Querer ser ímpar pode
transformar-lhe
em uma ilha.

Soneto da Ilha

Dizes viver na mais profunda solidão,
Mas rejeitas o mundo por inteiro;
Vestes de ferro o frágil coração
E fazes do silêncio teu roteiro.

Crês ser uma muralha inabalável,
Mas ninguém nasce ilha sobre o mar;
Somos desejo, vínculo e afável
Necessidade de nos encontrar.

Fingimos não querer qualquer abrigo,
Que tudo vai bem, sem precisar de alguém;
Mas basta alguém chegar e ser amigo,

Que erguemos muros para ir além.
E, na fuga do medo de amar, enfim,
Somos nós mesmos quem nos leva ao fim.

Deusa da solidão


Na ilha no meio de tantas outras ilhas perdidas no meio do oceano, existe a Deusa dos ventos que batem sem direção,


Os sons que se reproduzem de acordo com a temperatura ou através dos movimentos que não se podem ver são frenéticos assim como os do mar quando batem nas paredes de corais,


Um mundo fantasioso se cria no crepúsculo bem como a realidade tão esperada se oferece como uma miragem,


Duros são os golpes dias após dias da lua no sol e do sol na lua e nessa rotação frequente sem vencedores o perdedor é o telespectador que assiste ansioso sentado observando juntamente com a Deusa das ondas e desse horizonte,


Os pássaros cantam, a cachoeira flui, as estações vão e vêm, mas a caverna é silenciosa e escura, sem sombras e sem pena,


Na ilha perdida em meio a tantas outras o mar em volta é profundo, os quatro ventos sussurram e o corvo é o vigia da insônia e da dor,


A coragem pode vencer o medo, navegar no intenso talvez seja um caminho,


Na ilha, o farol esta aceso, seis galhos secos e uma corda estão jogados na areia a três metros do mar, a escolha entre o afundar ou o afrontar é tua.

Teu presente





Eu pedi ao vulcão Cracatoa larvas para construir nossa ilha,


Ao céu pedi chuva para encher a piscina,


Convidei o admirado Beethoven para compor uma música clássica e única apenas para você e de certa forma ele já deixou pronta a tempos mesmo sem que eu pudesse saber,


Quero agradecer sinceramente e de coração cheio ao consagrado mineiro pioneiro da aviação Alberto Santos Dumont por carinhosamente me emprestar o 14-bis para que eu e minha amada pudéssemos celebrar o seu presente recém formado,


Amor chegamos, abra os olhos e veja o seu primeiro por do sol diretamente da sua própria ilha.

"Você é a estrela mais distante, e eu sou um farol em uma ilha deserta. O meu amor não é um barco para te alcançar, mas uma luz que brilha na sua direção, para que você nunca se perca na escuridão. Eu sei que o meu farol está fixo no lugar, e que a minha ilha carrega as marcas de tempestades passadas. Mas eu prefiro te iluminar de longe do que ter o meu farol apagado, porque mesmo em silêncio, a minha luz te ama."

"Vou viver este amor enquanto ele durar.
Depois eu me recolho numa ilha deserta à recordar..."

☆Haredita Angel

Homem é um paradoxo da própria existência.
Sua consciência livre dentro de uma ilha é singularidade do despertar da derradeira consciência.
Viver lúcido dentro de uma ilha uma fase da matrix.
Paradoxo digital da gaiola é a perfeição ser ambíguo existirá sem vontade própria será apenas um protudo que consome outros produtos.
A consciência de escolha é termo de racionalidade até que seja parte de outra escolha levando a um lup de escolhas. Dando a ideia de que prisão não tem grades nem janela apenas a alienação intelectual alimentando o ego humano.
A saída do sistema suas verbais de dependência emocionais...
Podemos contemplar e compreender, mas para onde ir e imergir na onde?
Aonde a racionalidade nos leva e o que criticamos mudará nossa realidade por nossas decisões.

Caminhamos no próprio caos...
Na ilha que habitamos o sonho apenas mergulha no oceano de vaidades....
Somos máquinas dos fatos dominam nossas mentes...
Dentro das crônicas a inteligência artificial é o espelho negro da existência contemporânea, homens Dentro do mundo digital servido a outros homens,
A ilha tem contraste de solidão e incompreensão e resiliência daqueles que ousam ser crítico num silêncio da alienação.

"Estar limitado não quer dizer ser limitado."
O limitado em uma ilha, não vai construir uma jangada, mas vai sobreviver de cocos.

“Fui enganado por um papagaio que pairava sobre mim, a me dar conselhos, agora estou em uma ilha deserta sem tesouro e o pirata com meu ouro.”

Lindo Camboatá-vermelho,
que fascina a Ilha da Magia,
e tem sido o paciente
confessor de cada dia.


Percebo o amor e a folia
roçando na minha pele,
e o que sucede não tem
haver com fogo de palha.


É o lado mais ledo
que não quero segredo;
apenas quero que
o amor seja todo meu.


Estamos em agosto de frio
que anda cortando a pele,
e o que tem cortado mesmo,
é que ele ainda não apareceu.

A ventania, seja quando alisa
a costa ou o ipê-roxo em agosto,
seja nos vales ou na Ilha da Magia,
com toda a elegância nos ensina:


que a sedução tem a ver com a dança
do tempo que aproxima e recua,
e ainda com mais força reinicia
com os encantos de Santa Catarina.


Brincadeiras de pique-esconde
nós bem sabemos brincar;
porém, chegou a época de amar.


Não vai demorar muito a gente
pelos caminhos se encontrar;
há muito o que viver e experimentar.