Ideia de Estado
Se a paixão é um estado de demência temporária que um indivíduo alcança quando se apaixona, suponho que serei um eterno demente.
Em estado de espirito, o homem preguiçoso no pensamento e com falta de bravura não se diferencia dos homens afligidos por outros males.
A Magnitude da Gratidão: Uma Jornada de Reconhecimento e Consciência…
A gratidão é um estado de espírito que transcende o simples ato de agradecer. É um exercício profundo de percepção, uma lente que nos permite enxergar o extraordinário escondido nas trivialidades do cotidiano. Ser grato não é apenas um dever moral, mas uma forma de conexão com o mistério da existência, com o Criador que, em sua infinita sabedoria, nos presenteia com dádivas muitas vezes imperceptíveis. Quando olhamos ao nosso redor – para o céu que muda de cor ao longo do dia, para o vento que dança entre as árvores, para o som do mar que nunca se repete – percebemos que a vida, em sua essência, é um presente contínuo. A gratidão, portanto, não é passiva; é ativa, transformadora, uma força que nos eleva para além das circunstâncias.
Reconhecer o valor de cada detalhe é um ato de reverência. O simples fato de respirarmos, sem esforço consciente, é um milagre que passa despercebido. O ar, invisível e onipresente, sustenta nossa existência em silêncio, enquanto o céu, com suas nuances infinitas, nos lembra da impermanência e da beleza de cada instante. O clima, em suas variações imprevisíveis, nos ensina a aceitar a vida como ela é: ora ensolarada, ora tempestuosa, mas sempre necessária para o equilíbrio. A natureza, em sua complexidade impecável, nos oferece lições de resiliência, adaptação e abundância. Cada folha que cai, cada gota de chuva que toca o solo, cada flor que desabrocha, nos convida a refletir sobre a perfeição inerente ao ciclo da vida.
Mas a gratidão não se limita ao que nos é dado; ela também se estende ao que nos é tirado. Muitas vezes, é no vazio deixado por algo ou alguém que encontramos espaço para crescer. O Criador, em sua sabedoria insondável, fecha portas para abrir caminhos mais vastos. Cada perda, por mais dolorosa que pareça, carrega consigo a semente de um novo começo. As oportunidades que surgem, muitas vezes disfarçadas de desafios, são convites para que nos reinventemos. As pessoas que cruzam nosso caminho, seja por instantes ou por anos, deixam marcas indeléveis em nossas almas. Algumas nos ensinam pelo amor, outras pela dor, mas todas contribuem para a nossa evolução.
Há também os sinais que nos chegam de forma sutil, quase imperceptível, como sussurros do universo. Uma coincidência inesperada, uma palavra que ressoa no momento certo, uma sensação inexplicável de paz – são lembretes de que nunca estamos sozinhos, de que há uma força maior guiando nossos passos. Mesmo nos momentos de dificuldade, há uma razão para sermos gratos. Os altos nos ensinam a celebrar a vida, enquanto os baixos nos ensinam a valorizar o que temos e a buscar força em nós mesmos.
A gratidão, porém, não é uma prática que se limita a reconhecer o externo; é também um ato de autocompaixão. Precisamos aprender a ser gratos por quem somos, com todas as nossas imperfeições e conquistas. Cada cicatriz conta uma história de superação, cada erro aponta um caminho de aprendizado, e cada vitória, por menor que seja, é um lembrete de nossa capacidade de seguir adiante. Ser grato por si mesmo é um gesto de amor próprio, uma declaração de que somos, em nossa essência, dignos de tudo o que a vida nos oferece.
É uma força que nos transforma de dentro para fora. Ela nos ensina a enxergar o mundo com olhos de reverência, a aceitar o que não podemos mudar, a valorizar o que temos e a confiar no que está por vir. Quando somos gratos, nos conectamos com o Criador, com o universo, com a natureza e com nós mesmos. É um gesto simples, mas de impacto profundo, que tem o poder de mudar nossa perspectiva e, consequentemente, nossa vida. Que possamos cultivar a gratidão em cada pensamento, em cada palavra, em cada ação, reconhecendo que tudo – absolutamente tudo – é parte de um plano maior, perfeito em sua complexidade.
Tenho estado tão cansado ...
Em meu sortilégio
Amanhã estarei aqui
Meus sonhos não ...
Ou quem sabe chova
Recorrentemente escrevo
Antes nem entendia
Foco em mim
Fuga de mim
Agora, penso morrendo suave
Estava tão frio antes
Luzes brilhavam
As primeiras letras revelam
Meu estado emocional encontra-se cansado. Desculpas se não estou entregando o melhor de mim. Sei que precisava, assim como eu mesmo precisei de mim e abandonei, porque não estava dando conta dos meus próprios problemas.
O Estado do Rio, no geral, é um Estado sem memória. Chega, às vezes, a ser ingrato com os que aqui viveram e ajudaram a progredir e projetar seu valor cultural. Não fosse o trabalho de um pequeno grupo de escritores com acesso aos jornais locais e alguns destes repórteres, muito dos homens notáveis que aqui viveram já estariam esquecidos. E quando me refiro aos notáveis, não quero falar dos que foram importantes para fortuna que souberam amealhar, graças aos bons negócios realizados, ou aos bem-sucedidos na política, que são os dois caminhos mais curtos para projeção social e a glória atreladas às homenagens póstumas consequentes. Não. Embora reconheça que muito dos nossos homens bem sucedidos em atividades lucrativas fossem merecedores de homenagens pelos atributos pessoais que possuíram e apesar de não fazer qualquer restrição aos políticos que se destacaram por seus méritos pessoais, não são eles, repito, o alvo dessa observação. Com o que não me conformo é com o esquecimento habitual dos prefeitos, deputados, e especialmente dos vereadores, com relação aos que se destacaram pela cultura, pela inteligência e, sobretudo, pelo amor que demonstraram ao Rio, seja transitando pela Serra, pela região dos Lagos, por Niterói ou na própria capital. Não quero citar muitos exemplos pois faltaria espaço para tanto. Porém, gostaria de chamar atenção para alguns nomes que encontrei nos escritos do meu avô, bilhetes recebidos de amigos de escrita e trabalho, fiquei bem curioso e descobri nomes hoje que praticamente não existem, se contrapondo com o que eles representaram, cada um à sua época para o nosso estado. Vou citar apenas as coisas que encontrei e que me deixaram mais acesos, pois não quero incorrer em falta quando tento apontar os amnésicos homens de bem. Encontrei nessa caixinha obras e bilhetes trocados com Lacerda Nogueira, quase esquecido Lacerda. Lembro quando era pequeno que meu avô sempre falava do amigo Lacerda. Agora, lendo os papéis que encontrei no seu antigo quarto, esse Lacerda merecia uma alantada biografia pelo muito que fez pelas letras fluminenses, com seus primorosos livros, artigos e conferências, sempre tendo em mira divulgar as preciosidades histórias do estado, principalmente no Rio e em Niterói. Num dos bilhetes, meu avô o chamava de paciente e meticuloso, quando escreveu (também achei esse livro aqui - e fico triste que quase nada está na internet) "A escola normal mais antiga do Brasil". Na época, recebeu da crítica os melhores elogios. Nesta obra, além de interessante e notável descoberta, demonstrou, também, seu cuidado em apontar os homens ilustres que preparavam os excelentes professores para cursos mais doutrinários. Outro livro dele que achei nas coisas do vô e que tem um nome gigante foi "A Força Militar do Estado e as origens da corporação. Serviços somente para paz e heroísmo para sociedade". Sobre este livro, achei uma troca de cartas entre meu avô e Levi Carneiro, que dizia ao meu avô: "Li, com real prazer o pequeno em benfeito histórico da força militar no Rio. O trabalho do nosso colega é um novo documento pela paz, um novo documento da sua operosidade profunda e do seu devotamento esclarecido às coisas do nosso Estado". Descobri nesta caixa Oliveira Viana, outro fluminense ilustre na sua época, que eu nunca havia escutado na faculdade. Grande sociólogo, assim manifestou ao meu avô com relação ao mesmo livro que meu avô indicava: "Li-o com o prazer, o proveito e a simpatia intelectual que me suscitam sempre os labores da sua inteligência e cultura.. Eu já estou de há muito reconhecer e admirar a força do seu talento; não me surpreendem mais as amizades que faz indicando os livros dos seus novos amigos da academia; não surpreendem mais as demonstrações frequentes da capacidade de trabalho de vocês e, especificamente, do seu senso de investigador. Este ensaio é tão excelente pela sua probidade histórica e pela invocação artística, que não me dispenso de dizer nesta minha impressão cheia de admiração e aplausos". E, mais adiante: "Não basta estudar a história do seu grupo, meu amigo, vocês mostram que faz-se preciso estudar as instituições; só assim será possível grande serviço às letras do nosso grupo fluminense e também às letras históricas do nosso belo País." Mas Lacerda não ficou só nesses valiosos livros, publicou mais: Bibliografia Pitorescas; Elogios de Saldanha da Gama; História Literária dos Fluminenses; A Província Fluminense; Os Fluminenses na História do Brasil. Infelizmente, pelo que sei do material do meu avô, só divulgados em comunhão às mesas dos concursos de trovas e poesias que promoviam no Clube da Literatura e na Academia Brasileira de Letras. Encontrei poucos destes resumidos em arquivos do jornal O Globo. A origem da própria da Academia Brasileira de Letras, da qual foi secretário, foi por ele divulgada em artigos que achei pela internet num Volume 10 da Revista AFL. E como pude notar, sempre apregoando, de forma brilhante, Niterói, Friburgo, o Rio, e por aí vai. Encontrei bilhetes que trocou com meu avô e Armando Gonçalves, outro grande talento, e demonstrou sua capacidade de historiador quando contestou Nilo Bruzi na questão do local do nascimento de Casimiro de Abreu, quando escreveu artigos sobre o tema em parceria com meu velho. A par disso tudo não posso deixar de incluir neste pequeno perfil do Lacerda Nogueira a sua excelente qualidade de narrador quando proporcionava, aos amigos (a melhor parte que encontrei) bilhetes escritos em mesas de bar que mandava o garçom entregar para os próprios amigos boêmios que com ele estavam sentados à mesa, na Lapa. Eram interessantes ocorrências da vida, entremeando, aqui e ali, amostras do seu talento e iniciando debates, prelecionando em todas as oportunidades. Paro por aqui. Deixo para quem tiver o engenho e a arte que me falta, a tarefa de explorar outras facetas da sua cativante personalidade. Me avisem sem algum de vocês descobrir algo! Prefiro, agora, apontar a falta de memória das cidades e dos seus vereadores do Rio, de Niterói, de Friburgo, deste Estado. Esse homem ilustre, esse escritor notável que perpetuou, principalmente em três trabalhos as histórias da Academia Brasileira de Letras, da Escola Normal mais Antiga do Brasil, e da nossa gloriosa força pública indiscutivelmente - três motivos de orgulho para qualquer escritor dessas cidades - não mereceu até hoje sequer uma sala com seu nome em qualquer destas cidades. É possível até que da biblioteca da própria Academia Brasileira de Letras conste seus livros e sua história. Mas, de resto, ingratidão, amnésia e ignorância; qualifique a gosto quem quiser; apenas lamento. Nome em ruas seria pedir muito. Nós, friburguenses, niteroienses, cariocas, já nos habituamos a denominar ruas com nome de pais desconhecidos de pessoas influentes; de filhos desconhecidos de pais importantes, de negociantes estrangeiros sem qualquer expressão e que só fizeram enriquecer nestas cidades, mas que em nada contribuíram para a coletividade, enfim, homenagens encomendadas por gente orgulhosa e bajulável. Isso tudo me fez lembrar a Bíblia, em Gênesis, 11,4 (outra obra prima da literatura), que diz: "Celebremus nomen nostrum", ou seja, "Façamos célebre nosso nome." Só que lá a narração termina com um castigo; aqui a história se repete infinitamente.
Estado de alma: o jeito que cada um fica interpretando e assimilando sua existência no contexto em que vivemos.
Esse é mais um post em estado agatológico, brindando com este post e, dentro dele, vários posts não publicados isoladamente, como antologias de posts, onde nos fazemos porta-vozes de nós mesmos, nos louvando no emérito post, revelando por meio deles um retrato da nossa terra e da nossa gente, que reparando bem é mais ou menos como Schoppenhauer testemunharia as misérias e as dores do mundo. Milhões de posts inspirados nos saraus das nossas vidas, ou do que pensamos dela. Em dado momento o post já não cabe dentro desta janelinha, já quer romper as peias dos versos. E "público" como o post deve ser para também ser livre, canta também as saudades das coisas futuras. Um desfile de posts santos da nossa corte celestial particular. Se pudéssemos definir os posts, subtraindo do internauta o prazer de fazê-lo, diríamos ser este um repositório de censura. Os posts são de todos os tipos. Bons são os não laboratoriais. Ao contrário da afirmação do internauta, são posts espontâneos e coloridos, trazendo uns o crepe da dor, outros o violáceo das recordações saudosas, outros o róseo das primaveras saboreadas vida afora, sem nos esquecermos dos posts verdes, chamados espiritualistas (pensei nisso agora mas lembrei do meio ambiente, vai dar confusão). Indo mais longe, faremos dos posts, no fundo, retratos de nós mesmos, uma encarnação de posts, a materialização do colóquio, a história viva do nosso tempo, dos nossos contemporâneos, incluindo os pregões das nossas ruas, dos lugares onde vivemos, das coisas vistas e dos fatos testemunhados como um memorialista digno dos tempos atuais. Que tenham pena quando sumirem os posts, que sejam removidos ou aplacados em saudades que pese qualquer processo, por serem eles os meios que utilizamos para buscarmos, na profundeza dos nossos eus, aqueles tesouros lá escondidos. Posts que fazem aflorar aqueles complexos filosóficos e princípios religiosos que nem nossos posts têm consciência possuir. Basta ficar um mês sem internet, uma semana, um dia, para a maioria sentir a perda física da tecnologia e da comunicação para experimentar em seu espírito o efeito dessa mutilação e buscar, no próximo acesso ao Facebook, rsrs, o novo post à libertação digital, dando arras aos seus pendores de memorialista, de historiador, psicólogo, advogado, médico, jornalista, tem de tudo. Aqui cantam posts e despertam deuses, em pleno facebook... Sim, em pleno Facebook...
Você deixou nosso amor entrar em estado vegetativo, no respirador sofrendo e esperando uma força que seja, que pudesse de fato fazer ele viver. Aqui ele ainda nao morreu, mais logo eu tiro o oxigênio e mato ele de vez!
Vai, vai embora! Muda de Estado, que seja de País. Só que não importa para onde vá você vai sempre me levar, na cabeça, no peito, na alma e no olhar.
Viver é trilhar, é caminhar, e quando o amor floresce, ficamos bobos, entramos em estado de euforia. A alegria e os sorrisos transbordam, e ninguém precisa questionar onde vive o amor, pois ele se manifesta de sorriso em sorriso, mergulhando nos corações, abraçando almas, voando até as estrelas e retornando. E assim, tudo recomeça, em traços enlouquecidos e descompassados, em um eterno looping extasiante e gratificante.
Nesses momentos, percebo que, quando o coração sente, ele busca a boca e as mãos para o abraço. No entanto, temo que essa emoção quase estonteante nem sempre seja segura, tenho medo das sequelas quando tudo acabar, porque nada é para sempre. Mas quer saber? O amor, claro e transparente, revela-se como a cura das almas.
A miséria não se trata de um estado de viver no mundo. A miséria é um capital cultural do fascismo, uma expansão de Auchiwitz a céu aberto assistido por todos que, acostumados com a tortura alheia, ignoram essa experiência política e fingem que nada acontece.
SOU ANIMADOR CULTURAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sou animador cultural do Estado do Rio de Janeiro. Muitos colegas têm vergonha de anunciar publicamente sua função, mas esse nunca foi meu caso. Em meu entender, o governo do estado é que tem de sentir vergonha do descaso com que trata profissionais da cultura e da cidadania que atuam na educação. O governo sonega os nossos direitos naturais e adquiridos em quase três décadas de atuação nas escolas públicas estaduais, e nos anula dentro do sistema. É um descaso que passa pela remuneração extremamente defasada, uma constante ameaça de nossa extinção e a falta de recursos básicos, mínimos, para o desenvolvimento de projetos e ações nas unidades de lotação.
Temos uma história bonita. Cheia de realizações culturais e de cidadania dentro e fora dos ambientes formais de trabalho. São testemunhas os alunos, pais de alunos, professores e demais funcionários. Também são testemunhas as estações de metrô e os arcos da Lapa. Os festejos tradicionais do interior do estado e milhares de outros espaços, ambientes e manifestações. A Secretaria Estadual de Educação sempre contou conosco para deixar sua marca - digo; nossa marca - nos eventos de massa, como diariamente nas escolas, promovendo arte; cultura; cidadania entre os alunos.
Parece que agora, tudo o que o governo do estado quer é que apaguemos a luz e saiamos em silêncio, para não comprometê-lo politicamente. Muitos de nós fizeram isso, vencidos pelo cansaço, mas como tantos outros insistem em ficar - como é meu caso -, sonhando com a volta dos velhos tempos, são muitas as armadilhas oficiais - via setor jurídico - para forjar ilegalidade à nossa existência e nos expulsar de uma vez por todas.
Já não há no sistema, um setor que responda por nós. Não temos mais coordenador regional nem articuladores. Nenhum recurso chega de qualquer canto, para desenvolvermos projetos, e parece até que as direções escolares são orientadas a dificultar nossos trabalho, não oferecendo as mínimas condições materiais, e nos deixando sem endereço dentro das unidades escolares, uma vez que, na maioria dos casos, tiraram nossas salas de planejamento e nos puseram para rodar pelos prédios, sem direção nem destino. Não temos acesso a quase nada, incluindo computador e internet, e querem sempre que atuemos como animadores de festinhas pontuais ou ensaiadores de alunos para seus professores, quando esses promovem pequenas comemorações em sala de aula.
Enfim, sãos várias as tentativas de tirar nossa identidade, anular ou desqualificar nosso trabalho e acabar com o sentido de nossa presença no sistema e nas escolas. Ainda bem que alguns de nós mantiveram a autoestima, insistiram até aqui e sabem perfeitamente o porquê do que fazem e do que não conseguem fazer em suas escolas e comunidades. Se depender de mim, por exemplo, esse "osso" não será enterrado, porque acredito em tempos melhores, e repito: sou animador cultural. Nasci para ser animador cultural, e sonhava com isso desde menino, quando nem existia animador cultural.
Até entendo a razão da vergonha que alguns colegas têm de se anunciar com tais, mas em minha opinião, o governo do estado é que tem de sentir vergonha dessa vergonha que ele causa.
CO-SENTIMENTOS
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Alegria é o estado
instintivo; emocional...
felicidade, a capital.
TÃO NINGUÉM
Demétrio Sena - Magé
Minhas forças são fracas pra minhas fraquezas,
meu estado é de coma na cama da alma;
tenho tantas certezas, mas todas incertas,
numa calma nervosa que me fantasia...
Faço todas as poses de pouso seguro,
porque vivo de fugas da morte precoce,
há um porto inseguro que ancora meus medos
e dá posse aos assombros das noites eternas...
A fraqueza tem força que me faz dobrar
feito galho delgado e fibroso no vento,
mas o meu pensamento resiste à pressão...
Eu me venço e me perco derrotado em mim,
sou alguém tão ninguém para tantos estágios
de vertigens, presságios e contradições...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
