Humanidade
Quando a humanidade entregar às máquinas o poder de decidir, sua maior invenção será descobrir se ainda sabe dizer não.
“O Direito nasce da necessidade de conviver justamente com aquilo que a humanidade jamais conseguirá explicar completamente.”
“A justiça é o esforço da humanidade para impedir que o poder de uma vida determine arbitrariamente o destino de outra.”
“O Direito nasceu quando a humanidade compreendeu que nenhuma vida deveria depender exclusivamente da misericórdia de outra.”
“O abandono transforma um animal em problema urbano depois que a humanidade já o transformou em vítima.”
“A verdadeira justiça não pergunta apenas o que alguém fez, mas quanto de humanidade ainda devemos preservar em quem fez.”
O Direito começa a perder sua humanidade quando considera a pessoa apenas como titular de obrigações.
Talvez os deuses sejam apenas espelhos antigos nos quais a humanidade contemplou, com assombro, a própria imagem.
Deus pode ser a resposta que a humanidade inventou para uma pergunta que talvez o universo nunca tenha feito.
A humanidade ergueu templos diante do desconhecido; talvez a ciência tenha aprendido a entrar neles sem precisar ajoelhar-se.
A humanidade inventou respostas para suportar o mistério muito antes de aprender a conviver com ele.
Talvez a humanidade tenha inventado tantas explicações para a existência apenas porque admitir que não sabe seria intelectualmente constrangedor.
Talvez a humanidade não esteja perdida; talvez apenas esteja ocupada demais para perceber onde está indo.
