Humanidade
O sonho do programador era substituir a humanidade por robôs, ele só esqueceu que também era humano, e acabou substituído por sua própria criação.
Haverá um dia em que a homofobia tenha sido apenas uma longa e dura pandemia que a humanidade enfrentou e venceu.
O mundo nunca foi o que quer dizer com isso, a humanidade sempre entende como o que funciona isso; Juntos, somam umas conexões da base da ideia.
Vivemos em uma era de extraordinária capacidade técnica. A humanidade aprendeu a manipular a matéria com precisão, a transmitir informações instantaneamente e a conectar continentes inteiros por meio de redes invisíveis de comunicação. Nunca foi tão fácil falar. Nunca foi tão rápido opinar.
Contudo, esse cenário de progresso material revela um contraste que merece reflexão. Enquanto os instrumentos de comunicação se multiplicam, a qualidade da compreensão humana parece, em muitos casos, diminuir. A facilidade de expressar pensamentos não tem sido necessariamente acompanhada pela disposição de compreender o pensamento alheio.
A civilização humana sempre foi construída sobre um equilíbrio delicado. Divergências de opinião, disputas de interesse e conflitos de ideias sempre existiram. O que permitiu à sociedade continuar avançando foi a presença de um princípio simples, porém essencial: a capacidade de reconhecer no outro um semelhante.
Esse reconhecimento é o que chamamos de empatia.
Empatia não significa concordar com tudo. Também não significa abandonar convicções ou abrir mão da própria razão. Significa algo mais fundamental: admitir que cada pessoa carrega uma história, uma experiência e um conjunto de circunstâncias que moldam sua forma de ver o mundo.
Quando esse princípio se enfraquece, o debate deixa de ser um exercício de compreensão e passa a ser apenas uma disputa de vozes. Julga-se rapidamente, escuta-se pouco e compreende-se ainda menos.
Uma sociedade que perde a capacidade de escutar corre o risco de perder também a capacidade de conviver.
Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja apenas desenvolver novas tecnologias ou produzir mais conhecimento. O verdadeiro desafio pode estar em preservar algo muito mais básico e, ao mesmo tempo, mais difícil: a disposição de tratar o outro com dignidade, mesmo quando discordamos dele.
Porque no momento em que a empatia desaparece, a própria ideia de humanidade começa a se enfraquecer.
E nenhuma civilização se sustenta por muito tempo quando esquece aquilo que a torna, de fato, humana.
"A ganância precede a decadência da humanidade quando as riquezas se tornam a maior prioridade na vida deles."
Se o autoconhecimento foi uma grande conquista da humanidade, o heteroconhecimento pode ser o próximo passo da nossa evolução relacional!
Molhar o jardim do vizinho é uma humanidade que poucos seres humanos fazem por fazer.
Alguns sentem até prazer em ver as plantas morrerem!
🥀
É pela vida das mulheres!
É pela dignidade das mulheres!
É pela humanidade!
É pela justiça!
É sobre um melhor para todas as pessoas!
É um passo muito importante de uma longa luta que ainda temos pela frente!
MISOGINIA É CRIME!
NENHUMA MULHER A MENOS!
NENHUM ABUSO A MAIS!
- Marcela Lobato
Tempestade pela Justiça
Quem contribuiu para o mal da humanidade aparenta permanecer ileso à justiça, e esses desumanos, ao que tudo indica, são os mais favorecidos. Fica evidente que a justiça não foi feita neste caso — ou será que ela mudou o seu próprio conceito?
Dizem que, após a chuva, o sol sempre surge radiante, enxugando tudo aquilo que foi molhado. Então, que assim seja:
“Que a tempestade da justiça se levante e seque o mal que há entre nós, neste mundo chamado Terra.”
E que assim seja!
A humanidade desfila na beira do precipício,
Não que seja novidade, para nós é quase um vício.
A mesma ciência que ajuda salvar vidas
É a que estuda formas mais eficientes de atirar para a tirar.
É fato que o conhecimento não tem lado,
Mas o que fazemos é acelerar com o freio de mão puxado.
É fato que amamos odiar, a guerra nos motiva a avançar.
O caos é uma festa em que adoramos dançar;
Somos atraídos por ele, à meia-noite uma bomba nuclear.
O tempo passa e buscamos motivos para nos isolar.
Povo diferente? Mais um souvenir.
Pouco importa discernir,
Troca de presentes — às vezes nem é isso,
Só consumismo barato, disfarçando xenofobia e racismo. No fim turismo,
Aproveitando a feira do outro lado da fronteira.
Um mesmo ser, detalhes nos impedem de conviver.
Assim que as bombas estourarem, não haverá mais divisão,
Finalmente a igualdade: o fim de toda a civilização.
Não é o ideal, mas é a sentença do tribunal
Onde somos réus, carrascos e vítimas.
O lobo correndo atrás do próprio rabo,
Pois, bem como disse Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.
No fim todos morrem.
Sou apenas uma consciência individual tentando se entender enquanto observa uma humanidade que ainda não se entendeu.
Respeitar a dor alheia reconhecer a humanidade que nos une...Não julgue a lágrima que você não derramou. Amor Incondicional
Monstros que nascem na humanidade
Não merecem ser felizes
(Sequer se importam com a própria felicidade)
Merecem o sofrimento diante das suas crueldades
Que vivem a fazer
(Coração maldito cheio de maldade).
Não me venha com essa de ser bonzinho
Àqueles que nasceram para fazer o mal:
- São cruéis a ponto de matar sem um pingo de remorso
Esquecem que fazem parte da própria humanidade
A quem tanto abatem
Em nome do poder, do autoritarismo,
Do que acreditam que está escrito no sagrado
Em nome do altíssimo
Impostores, são desumanos - verdadeiros carrascos!
Há quem seja pior que psicopata - sanguinário!
Há quem brinque com a nossa fé - oportunista!
Há quem nos engane e nos manipule - sanguessuga!
Há quem nos engane e nos faça de marionetes
Brinca com a nossa inocência,
Pensa que jamais abriremos os olhos
- Que lavagem cerebral
Vive nos fazendo o tempo todo.
E a gente se impressiona com as estatísticas
Enquanto não viramos uma -
É racismo, homofobia, xenofobia, misoginia...
E a gente se impressiona com o bombardeio
Tem gente fazendo até pipoca,
Tem gente que não se importa com as crianças
Assassinadas, não se importa com o sofrimento
De todo um povo e cria a guerra
Há quem faça da desgraça alheia uma festa!
