Humanidade
Cada vez mais percebo que a humanidade caminha a passos largos em direção ao caos da própria humanidade.
A Educação é aessência primordialda
humanidade,é o que distingueo ser civilizadodo homem em seu
estado natural.
O problema da humanidade é sempre o mesmo:
gente que sabe pouco, fala demais, faz quase nada e quando faz, faz muita merda.
O TEMPO COMO ESPELHO
A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.
Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.
Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.
Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.
Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?
Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.
#israelsoler
#filosofia
#cronicas
#presença
#amorfati
Ysrael Soler
A Analogia do Tecelão e a Tapeçaria:
Imagine a história da humanidade como uma imensa tapeçaria. O passado forneceu os fios de ferro do patriarcado rígidos, pesados e impostos.
O presente é o momento em que as mãos femininas, antes forçadas apenas a fiar, agora decidiram redesenhar o padrão.
O futuro é o tecido que ainda não existe, mas cuja suavidade e resistência dependem da coragem de quem corta os nós do preconceito hoje.
O sonho do programador era substituir a humanidade por robôs, ele só esqueceu que também era humano, e acabou substituído por sua própria criação.
Haverá um dia em que a homofobia tenha sido apenas uma longa e dura pandemia que a humanidade enfrentou e venceu.
"A ganância precede a decadência da humanidade quando as riquezas se tornam a maior prioridade na vida deles."
