Humanidade

Cerca de 7558 frases e pensamentos: Humanidade

Já passei da fase de me decepcionar com o ser humano. Deus é perfeito, e Ele fez o Mundo, logo, é um contrassenso achar que a humanidade está perdida. Na savana, a zebra passa por perigos o dia todo. Se falhar, é devorada pelo inimigo. Vigora a lei do mais forte, e os fracos sucumbem. Tentam nos iludir de que vivemos numa redoma, mas a cidade é a selva de pedra, e o ser humano devora um ao outro, porque é a lei de Deus. Difícil de entender, mas é assim que é! E mesmo assim, acredito numa Legião de anjos que Deus colocou na Terra para manter o equilíbrio. Todos os dias me esforço para fazer o bem e o certo, para fazer parte da Legião. Erro muitas vezes, mas continuo na busca de ser cada vez melhor. É um desafio crer na humanidade, mesmo sendo grandemente corrupta, grandemente egoísta, grandemente violenta, mas o dia que eu deixar de acreditar, a vida "me perderá" o sentido. Até porque, o Mundo não pode ser como eu quero, porque eu não sou Deus!
Sim sou crente, mas tenho muitos momentos de incrédula; sou fervorosa, embora tantas vezes me veja cética, sou profundamente racional, de uma forma que chega a ser romântica. Nunca me fecho para quem se aproxima quando minha intuição diz que é pessoa da Legião de Anjos. Mas os anjos também atraem os lobos em pele de cordeiro. Eles veem nos anjos uma ameaça, e os atraem para se alimentarem de sua energia. Por isso Anjos, estejam sempre alerta! O grande desafio da Legião é ser bom sem ser fraco. A Legião é a exceção da Lei da Natureza, mas o é o vértice do plano de Deus.

Inserida por linamarano

Hoje quase no fim da minha jornada, vejo que DIPLOMA é apenas um pedaço de papel.
O que conta de verdade num Ser Humano é seu caráter, sua dignidade e sua humanidade, o resto é resto.

Inserida por ronaperr

⁠A natureza não é um recurso infinito. Ela é um reflexo das nossas escolhas. Quando permitimos o retrocesso ambiental, estamos escolhendo o desequilíbrio, não só do planeta, mas da nossa própria humanidade.

Inserida por felipe_mateus_alessi

Ninguém é perfeito, só mais humano.

Inserida por TinhoAires

As pessoas vivem preocupados em saber quem é a besta, sem perceber que sempre foi o ser humano.

Inserida por TinhoAires

Não adianta ir visitar os mortos, se nem os
visitávamos, enquanto eram vivos.

Inserida por TinhoAires

A pior consequência da guerra é que muitas histórias incríveis nunca serão contadas.

Inserida por TinhoAires

Onde foi que perdemos o que realmente importa: SER HUMANO?

Inserida por TinhoAires

As mãos foram feitas para erguer os outros, e não para derrubar.

Inserida por TinhoAires

⁠"Os açucarados nunca foram da guerra. Nem covardes. Ao contrário, os pedaços que restavam dessa desumanidade eram reconstruídos por eles. Dando a mão amiga, curando, ensinando e levando o calor humano tão necessário."

Inserida por Zuccarato

MEU CÃO - A FIDELIDADE QUE SOBREVIVE AO TEMPO E À RUÍNA DOS CORPOS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

* “Prefiro confiar em meu cão São Bernardo do que confiar na criatura humana.”
Dr. Axel. Munthe, autor do best-seller: O Livro De San Michele. Escrito originalmente em 1929.

A história de Argos, o cão que aguardou por vinte anos o retorno de seu senhor, permanece como uma das mais elevadas expressões éticas legadas pela tradição clássica. Mais do que um episódio secundário da epopeia homérica, ela constitui um testemunho silencioso acerca da natureza da fidelidade, da memória e da lealdade que resiste ao desgaste do tempo, à corrosão da matéria e à falência moral dos homens. Nessa narrativa, a condição animal não se apresenta como inferior, mas como depositária de uma virtude que a civilização, em sua complexidade, gradualmente perdeu.
O retorno de Odisseu a Ítaca não se dá sob o brilho do triunfo, mas sob o véu da decadência. Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos em errâncias e provações, o herói regressa envelhecido, marcado pela dor, pela fadiga e pela experiência. Aquele que outrora fora símbolo de engenho e vigor já não possuía o corpo que o consagrara, mas carregava em si a memória viva de tudo o que fora perdido. A própria astúcia, outrora instrumento de glória, agora servia apenas à ocultação de sua identidade.
Atena, expressão da prudência e da razão estratégica, aconselha-o a ocultar-se sob a aparência de um mendigo. A pátria que deveria acolhê-lo transformara-se em território hostil. Os pretendentes haviam tomado sua casa, dissipado seus bens e ameaçado a integridade de sua linhagem. Nem mesmo Penélope, símbolo da fidelidade conjugal, foi capaz de reconhecê-lo sob o véu da decrepitude. A visão humana, condicionada pelas aparências, falhou. O olhar viu, mas não reconheceu.
Foi então que a fidelidade se manifestou onde menos se esperava. Argos, o velho cão abandonado à margem do palácio, esquecido entre a poeira e os detritos, conservava intacta a memória do seu senhor. O corpo exausto já não sustentava a vida com vigor, mas a essência permanecia desperta. Ao ouvir a voz e sentir o odor daquele que amara, ergueu-se como pôde, moveu a cauda e reconheceu. Nenhuma máscara, nenhum disfarce, nenhuma degradação física foi capaz de enganá-lo. O reconhecimento foi imediato, absoluto e silencioso.
O gesto de Argos possui uma força simbólica que transcende a narrativa. Ele não exige palavras, recompensas ou reconhecimento. Sua fidelidade não depende de promessas nem de reciprocidade. É fidelidade ontológica, inscrita na própria natureza do ser. Odisseu, impedido de revelar-se, contém as lágrimas, pois compreende que ali, naquele instante, se manifesta uma verdade mais profunda do que qualquer triunfo humano. Logo após cumprir sua última função, Argos morre. Não por abandono, mas por consumação. Sua existência encontra sentido no ato final de reconhecer aquele a quem sempre pertenceu.
Esse episódio, narrado no Canto XVII da Odisseia, ultrapassa o campo da épica para inserir-se no domínio da reflexão ética. Ele revela que a fidelidade não é produto da razão discursiva, mas da constância do ser. Enquanto os homens se perdem em interesses, disfarces e conveniências, o animal permanece fiel àquilo que reconhece como verdadeiro. A memória afetiva, nesse contexto, revela-se mais poderosa do que qualquer construção racional.
É nesse ponto que a reflexão de Axel Munthe se insere com notável precisão. Ao afirmar que * " Prefere confiar em seu cão a confiar no ser humano " , o médico e pensador não profere um juízo de misantropia, mas uma constatação ética fundada na observação da realidade. Sua experiência com o sofrimento humano ensinou-lhe que a razão, quando desvinculada da integridade moral, converte-se em instrumento de dissimulação. O cão, ao contrário, desconhece a duplicidade. Sua fidelidade não é estratégica, mas essencial.

A frase de Munthe revela uma crítica severa à condição humana moderna. O homem, dotado de linguagem, inteligência e consciência, frequentemente utiliza tais atributos para justificar a traição, disfarçar interesses e legitimar a ruptura dos vínculos. O animal, desprovido dessas faculdades, conserva uma coerência ética que o eleva moralmente. Ele não promete, mas cumpre. Não calcula, mas permanece. Não racionaliza, mas é fiel.
Há, portanto, uma convergência profunda entre a figura de Argos e a reflexão de Munthe. Ambos denunciam a fragilidade moral do homem civilizado e exaltam uma fidelidade que não depende de convenções sociais, mas de uma adesão silenciosa ao outro. Essa fidelidade não se anuncia, não se exibe, não se justifica. Ela simplesmente é.
Assim, a história de Argos e a sentença de Munthe convergem para uma mesma verdade essencial: a de que a grandeza moral não reside na eloquência, no poder ou na razão instrumental, mas na capacidade de permanecer fiel quando tudo convida ao abandono. Nesse sentido, o cão torna-se espelho daquilo que a humanidade perdeu ao longo de sua história. E ao contemplar esse espelho, resta ao homem reconhecer que, por vezes, a mais elevada forma de humanidade habita silenciosamente no coração de um animal.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Pobre daquele que da vida ganha tudo, porém perde a sua paz.

Inserida por marachan

⁠O homem é o ser trágico final, porque ele aprendeu o suficiente sobre o mundo para perceber que o mundo estaria melhor sem a presença da humanidade.

Inserida por IntoTheVoid

⁠A perfeição é um mito, um ideal inalcançável que nunca pertenceu à essência humana. Ela não é perfeita, e é exatamente isso que a torna tão linda. Suas imperfeições revelam sua autenticidade, sua humanidade e a beleza de ser única em um mundo que insiste em moldar formas iguais.

Inserida por italo0140

Insensibilidade, ganância, egoísmo, inveja, tirania, incompetência, falta de projectos, analfabetismo, obscurantismo, tribalismo, regionalismo, corrupção e péssimas lideranças; tem sido a má sorte da Mãe África.
O continente berço da humanidade é também o continente da desumanidade.

Inserida por NSabino

⁠HOJE - Você é 1 entre os 8 bilhões.

Inserida por meirinhopensa1949

⁠SOMOS HUMANAMENTE IGUAIS.
O que causa a divisão, o preconceito e o ódio são as ideologias.
O Universo é multicolorido, mas Deus e a alma humana são incolores.

Inserida por meirinhopensa1949

⁠O q está acontecendo no Rio Grande do Sul e em outras regiões do mundo; se existe culpado é a própria humanidade, que em busca de melhor acomodação, abandonou a vida natural infringindo as leis que regem a natureza.

Inserida por meirinhopensa1949

⁠Época infantil, sei tão pouco sobre tudo, hoje. Que as vezes me parece que tenho que reaprender tudo de novo.

Inserida por ricardovbarradas

⁠O respeito e a educação na chegada e na partida devem ser os mesmo por uma questão de civilidade universal.

Inserida por ricardovbarradas