Horizonte
A felicidade é uma jornada pessoal, não um destino predeterminado; descobrimo-la nas pequenas alegrias do percurso, não apenas no horizonte distante.
Efervescências líricas
Um raio gigante de encantos
No coração jorrando o sangue do amor
Do mais profundo belo horizonte
Gente feliz, de plena ternura, sorriso largo
No rosto e na alma
Aflora a plenitude da felicidade
De desfrutar a harmonia humana
De deliciar bons momentos
Amizades entre desconhecidos
No cardápio a mais pura essência
De nossa terra querida
Esquecer a pompa de insígnias
Despojar-se dos brasões e honrarias
Viver a sabedoria de outrora
Voltar às origens do interior
Afinal de contas estar no
Mineirinho e reviver a infância
A inocência de um menino
Da terra do amor fraterno
E viver as boas reminiscências
Do menino do Mucuri
Feliz por saudosas lembranças
De belos sentimentos e candura
De crianças puras nas ruas
Vivendo a inocência de amores
Verdadeiros como néctar de pureza pueril
O ZERO
Podem pensar que sou um zero, podem até dizer que o sou um zero à esquerda...
O vazio na margem,
O sussurro que se perde no deságue do tempo,
Silêncio sem forma,
A gota que cai sem ter o mar para se embalar.
Mas e se eu me mover?
Se deslizar mesmo que seja ao de leve?
Sou o cosmos que se expande,
Posso ser o nada que de repente vira tudo,
Sou o fogo que devora a noite,
Sou a estrela que rasga a escuridão.
Quantos de nós somos ou fomos chamados de zeros à esquerda, em algum momento de nossas vidas?
Ou pior... Nos fizeram sentir isso mesmo, um bem redondo zero à esquerda, como se a nossa presença ou ausência fosse ainda menor que o próprio zero...
Como se fossemos apenas sombras nascidas da dúvida, muitas vezes da rejeição, um ser que não chegou ao fim da sua gestação, fantasmas de nós mesmos, podridão.
No entanto, basta um gesto,
Um pequeno desvio, um pequeno salto mais para a direita...
E o que nem um grão de poeira era, vira horizonte, vira crepúsculo ou aurora...
O que era ausência, torna-se imensidão...
Torna-se o infinito!
O ser humano
é feito de terra e de sonhos,
É árvore cujas raízes não se vêem,
mas sustentam céus.
É a imensidão do icebergue que se encontra submerso.
E o que é a dor senão alegria?
O que é o fruto senão raiz?
O que é o nada, senão o tudo?
Este é o grito que nos lembra
que até no nada há espaço
para crescer, para florescer e ser tudo.
Zero, não é o que a maioria pensa,
O zero, não é nada, não!
É potência que dorme,
É a explosão que se esconde no silêncio.
É na ausência que nascemos,
Tal como o universo, que do vazio se fez imensidão, se fez luz.
Move-te, então,
deixa a margem,
pois o mundo espera-te, bem lá no centro...
Mas também pode ser à margem, acima ou abaixo, dentro ou fora, não interessa.
O que interessa é que haja um movimento.
Mesmo que te pareça impercetível.
Todos nós somos tudo e somos nada, ao mesmo tempo.
Somos a brisa que vira tempestade.
E quem sabe...
Talvez o segredo esteja na dor,
não como castigo, mas como semente e flor.
Pois viver, sim viver, é somar zeros,
É multiplicar silêncios,
É dançar com o que não se vê
E descobrir no vazio o universo em expansão.
Não interessa se os demais pensam que somos um zero à esquerda, muito menos que o digam, porque o valor do teu zero, és tu que o dás, és tu que o colocas onde estrategicamente e num dado momento, te der mais jeito.
Nunca te esqueças...
Quando te sentires um zero, um nada,
Tens a oportunidade de te transformar em tudo,
Todos somos zeros que, ao mover-nos, tornamo-nos milhões, e milhões tornam-se estrelas, que iluminam a via láctea...
Em biliões de vias lácteas, que de tantos zeros no lugar certo...
Não há ninguém que os consiga contar...
T. M. GRACE
O homem de um livro só é como um cavalo arreado com antolhos: está limitado apenas a enxergar a estrada do destino de quem o monta; é incapaz de vislumbrar o sol, as montanhas e os pastos verdejantes no horizonte.
Às vezes, é preciso coragem para deixar ir o que não mais lhe serve. Confie que novas oportunidades de amor estão no horizonte, esperando para entrar em sua vida.
Aquela manhã era derramada de azul, sem o excesso desgosto onde na noite um querer fatigado se esconde. Era uma garça ou simplesmente o divino manifestando de maneira diferente uma chegança, anunciando outra saída para a vida aqui de dentro?! O que escapava era a loucura silenciosa, entrelaçada às nuvens de sal que ornamentavam toda passagem transformada. O pequeno graveto calculava a distância de onde seria noite àquelas horas e dos olhos que adormeciam alinhados à grande lanterna dourada que ia desbotando as cores do amanhecer. Como um espichar barbante e tocar eloquente qualquer inutilidade que naquele momento crescia também em qualquer quintal... Qualquer azul que derramava sol ou caía púrpura num minuto que existia o mundo inteiro.
Acordei na Ásia, longe dos que amo,
e a manhã já se estendia pelo céu,
enquanto eles, na Europa, ainda dormiam.
Pedi ao sol que seguisse suave,
como quem leva um segredo entre luz e sombra,
que ao chegar ao outro lado do mundo,
pousasse no rosto deles o meu desejo,
um beijo lento a acordá-los por mim.
E ao vê-lo partir, já me parecia certo:
eles despertariam, envoltos em luz,
como quem desperta num abraço.
A vida vale a pena por existir um lugar que a gente nunca foi, mas pode ir. Vale a pena pelas pessoas que podemos conhecer. Vale a pena por nos sentirmos parte de algo muito maior do que o horizonte que podemos ver. A vida vale pelo tempo que ganhamos ao nos dedicarmos aos filhos. A vida vale por cada amanhecer, por cada lágrima ou sorriso. Vale pelo ombro amigo, pela caminhada difícil, pelos sonhos que realizamos no caminho.
Há quem suba a montanha não para ver mais longe, mas para ser visto — e isso é a mais triste forma de cegueira. Porque o que importa, faz-se em silêncio, sem palco, sem luzes, sem aplauso.
"Sobre o Tempo"
Por: Gilvann Olliveira
Naquela infância,
Acreditava-se que tudo era felicidade.
A tristeza se resumia a eventos breves.
Mas nada dura para sempre, nem mesmo a infância.
De forma sorrateira, o que é criança se torna algo que não é adulto.
E se perde no tempo e no espaço.
Buscando de forma fragmentada, uma identidade que se confunde com as transformações físicas e mentais, com a obrigatoriedade da definição de papéis sociais.
O tempo deixou de ser presente, e o que nos resta é futuro.
Tão incerto quanto a travessia do Saara a pé.
Tão provável quanto a escalada do Evereste, usando apenas camiseta e jeans.
Agora, um ser adulto trava uma luta incessante com sede de sobrevivência.
E o tempo deixou de ser passado.
Tornando-se apenas um presente bem próximo.
Nessa hora, não se sabe onde ficou o passado.
Nada é mais como era hoje.
Só nos restam as expectativas do ontem.
Que se esqueceram nas lembranças do amanhã.
E o tempo já não é mais tempo.
Pois ele se perdeu no meio do caminho.
No horizonte sozinho,
Pensativo,
Contemplativo,
Buscando respostas,
Seguindo as horas que nunca passam.
E o tempo parou.
Nos dias seguintes,
Com o gostinho de não quero mais.
E já não há mais tempo.
FIM DA ESTRADA!!!
O tempo não determina nada
É apenas uma pedra no meio da caminhada.
Tudo termina, tudo começa.
Num ciclo vicioso de eterno viver.
É começo,
É fim,
É recomeço,
É o eterno advir.
Já foi-se o tempo em que o hoje se tornou.
Mas ele, o tempo, ele volta.
Há tempo pra nada ou quase nada
Há tempo pra tudo.
Em todo dia,
A toda hora
Em cada minuto.
Só nos resta concluir que a ETERNIDADE é a morada do tempo...
A ponte
Não é estranho quando o caminho em que andamos tao florido que podemos até ver o colorido no horizonte
De repente se transforma em uma ponte, móvel, opaca e desestabilizante?
Não é estranho como nosso riso e gargalhadas em dias que parecem deslumbrantes
Transforma-se em um piscar de olhos, e este derruba lágrimas sufocantes?
Sim, é realmente estranho.
Mas após secar este líquido dolorido que está encobrindo sua visão
Você descobre que é nesta ponte móvel e temerosa que aprendemos a ter equilíbrio, avançar os medos e conhecer a superação.
o pôr do sol é a prova que não importa como o nosso dia termina. o raiar vibrante e sereno no horizonte fala sempre sobre um amanhã otimista.
"O que dás de ti ao mundo?
Ouves a sinfonia dos céus?
Vês algo de feio ou injusto
Nos raios do sol augusto
Quando rompem noturnos véus?
O que dás de ti ao mundo?
A doçura do vento que passa
Ou o trovejar iracundo
A insânia de tua raiva
Ou o o teu amor mais profundo?
Ouve minha voz que te alerta
Não deixe em vala aberta
O que o passado enterrou.
O horizonte hoje se abre
Em leque sublime aos teus pés
Saúda a aurora tão perto
E no alvorecer pleno e certo
Ilumina quem tu és!"
Tenho um ticket só de ida na mochila.
Um sonho de ainda ser feliz e uma esperança no bolso que sobrou de troco da última desilusão.
É a hora de esconder do mundo a dor e deixa-lo no próximo ponto, sem permitir que torne a pegar carona.
Ir de encontro ao horizonte, tomar chuva, pisar na lama e dançar no meio da estrada.
Abrir minhas asas, voar, tocar o céu, ver o mundo lá do alto.
O meu destino já está aí e de mãos dadas descemos juntos, sem pensar em um desfecho, somente na próxima parada.
Bailes, conversas e madrugadas (Poeta Brasileiro Sidarta Martins)
Falemos um pouco de saudade, saudade infinita dos bailes, das conversas e das madrugadas. Eram madrugadas de risos, de cantorias, de danças na calçada, madrugadas alegres, tocando a alma
Deixemos nossa alma se embalar na saudade infinita de um tempo que se foi, das conversas que se foram, das voltas, dos passos, dos compassos, dos abraços, saudade de um tempo dourado, de amor, de calor, de amizade.
Os famosos bailes do Ituano Clube, do Comerciários, do São Pedro, do Independente, da URCA, com os famosos bailes do “Zinho do Violão”, e os inúmeros bailinhos de garagem (as famosas “Brincadeiras Dançantes”), nos proporcionavam conversas e encontros encantadores que, não raras vezes, terminavam em casamentos.
Que saudade gostosa da espera, da espera pelas sextas, aquelas sextas de amor, de calor, de apoio, de conselhos, de aconchego, de amizade gostosa.
Saudades!
Ah! A doce espera pelos bailes encantados, pelos encontros...os afagos e a dança na rua.
Tudo se foi!
Se foram os bailes, aqueles bailes, se foram as sextas, aquelas sextas, se foram as conversas, tão profundas, nas idas e nas voltas...Tudo se foi, como tudo se vai, se foi o tempo dourado, a amizade tão pura, singela
Até o café se foi, o café na casa das amigas ou dos amigos, preparado com carinho pela mãe zelosa,
Aquele charmoso café com pão e manteiga. Pão quentinho, comprado em uma das inúmeras padarias ituanas, já abertas ao romper da aurora.
E a espera...Até a espera se foi, como tudo precisa ir, para que venha o novo, para que venham outros bailes, outros salões, outras conversas, outras padarias na madrugada, outros encontros
Tudo se foi, mas ficou a saudade, saudade infinita de um tempo encantado, encantando nossa alma. Um tempo tão doce, doce como mel, um tempo dourado, dourado como a luz do sol que nos esperava a cada madrugada, dando as boas-vindas a um novo dia.
Tudo se foi, mas ficou a esperança, a esperança de um novo baile que novamente nos encante a alma, de um novo tempo, que nos mostre o futuro, de novos lugares, que nos mostrem o novo, de novos pares, que nos ensinem novos passos, de novas conversas , que nos mostrem outros horizontes e nos guiem por novos caminhos, para novos cafés, com outros aromas, com outros perfumes e outros sabores
Ficou a esperança!
Sim, ficou a esperança, mas ficou também a saudade, uma imensa saudade!
— Escancaro a janela pra criança que existe dentro de mim!
— E vejo histórias, melodias
risos, alegrias, corretivos “SINS & NÃOS”
— Ela floresceu, sorrindo, brincando, dançando, se divertindo.
— O rio evoluiu, sua rota seguiu, cresceu!
— A Jovem, estudou,
outros idiomas aprendeu,
agora ela quer encontrar o verdadeiro amor.
•Ela sonha.
•Ela viaja.
•Outros países, conhece.
Mas não se esquece...
Esta sempre em busca daquele tão sonhado amor.
— Ela passa pela vida,
deixando suas pegadas, suas marcas
às vezes profundas,
outras bem delicadas!
— De quando em quando ela fica impaciente.
Querendo logo encontrar, aquele amor ardente, surpreendente.
Desses que fazem acelerar o coração da gente.
Hoje, já adulta, bem sucedida, bem resolvida, ela caminha a beira-mar, e começa consigo mesmo a falar.
A se questionar;
Meu amor, por onde andas?
Onde você esta?
(Te buscarei além do horizonte)
Rosely Meirelles
🌹
Ainda tenho alma
- acredite –
é calma
Tem horizontes poéticos
como os tempos velhos de mim
Quanto vale a idade?
Minhas estrelas ainda
são doces pregados no céu.
Às vezes somos tão ingênuos nessa caminhada por aqui, nos apegamos a tantas coisas bobas, pequenas, diria que insignificantes... Olhe para o alto e veja o que você ainda pode conquistar.
Quantas vezes nos deparamos com situações e vivências que nos atormentaram, nos tiraram o sono... e, na maioria das vezes, esquecemos de parar e refletir sobre tudo o que está a nossa volta, seja por falta de maturidade ou também porque ainda não aprendemos a lidar com as vivências dessa caminhada.
Passamos por momentos difíceis, delicados e bastante turbulentos. Isso acontece muito nessa caminhada. Só que esquecemos que tudo isso é uma gota no oceano de tudo aquilo que ainda temos para viver.
Temos que olhar para o horizonte
Temos que olhar para a imensidão do mar
Temos que olhar para o infinito de possibilidades que nos apresenta
Temos que olhar para o nosso interior e perceber o quão grande somos
Temos que olhar com ternura para a situação que vivemos, e pensar que tudo isso é pequeno diante da imensidão de possibilidades do que nos espera lá fora.
A nossa capacidade de vencer é muito maior do que tudo que isso que passamos. Viver é preciso. E se jogar para as possibilidades que o universo nos apresenta, é mais preciso ainda.
"A leitura é a academia da mente, onde exercitamos nossos pensamentos, fortalecemos nossa imaginação e expandimos os horizontes do conhecimento."
