Hora
Eu e minha mania de resolver os problemas dos outros e guardar os meus no bolso de trás; uma hora esse bolso rasga.
Sempre é muito tarde
"Eu sei, amor,
Já é muito tarde,
Não é hora de ligar.
Não posso na madrugada,
Depois do trabalho,
Te amar.
Talvez depois...
Já é muito tarde.
Talvez amanhã.
Nunca há tempo
Pra nós dois.
Na porta de um bar,
Meu carro parei.
Pedi uma cerveja.
Eu sei, já é tarde,
e junto a mesa
Me sentei.
Passam as horas
E já é muito tarde,
Bebo mais uma dose,
E não posso te querer.
E como é tarde...
Entre um copo e outro,
Embriagada pela noite,
Apenas espero amanhecer.
Meu corpo de desejo arde...
E queria nesta noite
Fazer amor...
Não podemos!
Eu sei!
Sempre é muito tarde..."
Quem escreve, faz.
Faz amor com a poesia.
Faz pausas de alegria,
Faz hora, implora e até chora.
Mas não demora. O amor tem pressa.
Quem escreve, tem.
Tem um amor reprimido
Talvez o coração partido
Tem um porto seguro escondido
Tem medo. Ora, o medo superlativo.
Quem escreve, passa.
Passa fome de veneno
Passa horas olhando o vento
Desmancha-se, fragmenta-se, perde-se.
E precisa de apenas dois versos para encontrar seu caminho de volta.
Quem escreve, procura.
Procura uma nota musical na melodia daquele sorriso.
Procura sussurros em apuros de prazer, e urros.
Procura a paz de um abraço que pede pra se eternizar.
Quem escreve apenas está a se verbalizar.
[Pra se verbalizar]
se liga ai parçeiro é 3 da manha,
e hora de dobrar seus joelhos e começar a suplicar,
pedi ao Deus todo poderoso, sua proteção,
pois satanas está ai pra roubar e te matar...
pensamentos impuros haha vem toda hora,
se eu não pedir ao pai sabedoria;
me perco de dia noite,
noite dia....
Você percebe, quando a pessoa é tua amiga, na hora de te dar um conselho ela diz o que você precisa ouvir e não o que quer ouvir...
Irmãos! irmãos! amemo-nos! é a hora...
É de noite que os tristes se procuram,
E paz e união entre si juram...
Estou parado.
Nada mais faz sentido.
Cheguei em frente a porta e vou partir.
Agora é a hora que me despeço, lá fora traz saudade por isso estou aqui dentro de mim, parado e querendo que o sentido existisse, mas não, mas não.
Estou sem destino, sem sentido, sem me encontrar em movimento. Adeus.
Agora é a hora que me despeço, pois não consegui fugir de mim, do meu triste orgulho virtuoso e aguerrido.
Adeus, por tudo agradeço, por mim padeço, por nós pereço, entretanto digo: - Agora é hora de partir. Sem fingir, omitir e se despir de mim. Adeus por tempos eternos. É tudo, é a última frase que diz: adeus, agora é a hora de dizer adeus.
É hora de deletar algumas lembranças e ganhar espaço na memória pras experiências que estão por vir.
Se você não tem uma válvula de escape uma hora você acaba explodindo, algumas pessoas desabafam,outras usam (drogas) ... independente do que for. Somos uma bomba ambulante sem controle.
E agora esse silêncio.. e hoje é tudo que eu tenho, mas foi tudo que eu menos tive na hora que mais precisei. Falei o que podia e o que não podia e assim, tudo se calou diante de mim, dando origem a esse silêncio... esse silêncio barulhento que apavora, que faz mais barulho do que todas as minhas falas e do que qualquer multidão. Esse sim faz o barulho que incomoda. Espero que alguém quebre esse silêncio.
"TUDO EM MIM"
Tudo, tudo em mim
É um abismo solitário que amedronta-me
São dias, horas, minutos de tempestades
Só me resta nestas alturas ou nesta madrugada
Entregar minha alma à poesia
Para embriagar, os meus dias a escrever
Levo os meus pensamentos
Para as águas intermináveis dos mares
Onde os marinheiros tomam conta do navio fantasma
De um caderno manchado de vinho
Rasgo e meto os poemas nas velhas garrafas de porto
Atiro-as ao mar, para que ele leve para longe toda a minha dor.
Entenda, que o meu amor é dor, tempos difíceis, acredite em mim...
Um dia melhor virá, e na hora certa vou te ligar, menina se arrume, o sol agora bilha, a tempestade já não faz parte da minha vida, e compartilharemos algo tão raro, que até esquecerei as cicatrizes.
Nordeste
As serras ao longe brilham em meu peito
E o tempo aqui é hora morta
Quando ao meio dia os pássaros adormecem
Debaixo das copas das poucas arvores
E uma carreta envelhecida com um jumento cansado
Que vai Murmurando e maneia a cabeça
De um sol agreste que o vai queimando.
As terras secas em vales profundos
E um povo amável do fim do mundo
Que Suspira e respira a poeira das fabricas
Do gesso absurdo.
Enfim no fim de tudo
Nem uma escultura gesso existe neste pequeno
Paraíso de um Adão e de uma Eva
Para que a memória dos seus antepassados
Deixe de ser escura.
Chega uma hora que a luz se apaga, a chama se esgota, uma vida vai embora, nada é para sempre e vejo o passado como o fim.
deus não salva e nem mata ninguém ele nos deu livre arbítrio Não escolhemos a hora de morre, mais escolhemos na hora de tirar uma vida
