Homenagem para meu Irmao de Sangue
O Último Acorde O tempo e a distância nos mantiveram distantes,mas os laços do sangue são sempre gigantes.Só te vi quando os teus dezessete chegaram,e hoje, aos vinte e três, nossos rumos se acharam.Tua chegada trouxe uma luz mais serena,Ana Gabriela Saraiva, minha caçula morena.Teus olhos negros guardam a noite profunda,completando a herança que o meu peito inunda.A ti, minha filha, dedico o que escrevo,com todo o orgulho que na alma levo.A nossa história venceu o tempo passado,neste manuscrito que fica assinado.AnjoPoeta
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.
A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.
Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.
A Crueldade da Poesia
A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.
Você acredita que noites vermelhas são como corações sangrando sob a lua de sangue?
- Marcela Lobato
Desde que você se foi sinto como se o sangue tivesse deixado de correr em minhas veias, como se no lugar do coração tivesse apenas um enorme buraco projetado pela sua indiferença certeira.
O brasileiro precisa entender que a única coisa vermelha que faz bem, é o sangue que corre em suas veias.
“O psicopata funcional não precisa de sangue nas mãos para deixar ruínas; basta que encontre alguém cuja alma possa manipular.”
Do livro Psicopatas — O Rosto por Trás da Máscara: Da Ciência ao Terror Silencioso, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
A poesia e eu... ah, a poesia! É o sangue que pulsa em minhas veias, o tema inescapável de meus versos.
Ela nasce no âmago do coração, irradia o calor que inflama o peito, uma explosão da alma que se manifesta na pele arrepiada e transborda pelos olhos em lágrimas cristalinas, pela boca em palavras sussurradas e pelas mãos que, guiadas pela inspiração, fazem da pena uma bailarina sobre o papel.
Hoje não estou nada bem
Hoje não estou nada bem
Nada me distrai
Algumas notícias de sangue nos jornais
A desilusão tomou conta , é assim
Por favor , não tenha pena de mim
Um café forte e perceber
Algo de novo renascer
Acho que vou escrever
Sobre aquilo que mais me encanta
O sorriso daquela mulher
Ela é adorável
Hoje não estou nada bem
E você como se sente ?
Amanhã é outro dia
Volta a alegria
Sai pra passear
No meu carro a música " o reggae " ouvir
Talvez me faça distrair
Meu amigo compositor que o a fez
Hoje não estou nada bem
Mas sigo em frente
O Sol amanhã me fará despertar
O sorriso no rosto estar
Hoje não estou nada bem
Quero ficar sozinho
A paz virá novamente
Assim sigo em frente.
Ninguém pode purificar seu espírito com sangue, pois, se os deuses são bons, não lhes pode ser agradável o sangue; e se são maus, não basta este para suborná-los.
Colocar o amor a Deus acima de tudo não é desprezar os laços de sangue; é entender que, sem a conexão com a Fonte Suprema, o nosso amor humano será sempre limitado e possessivo. Só quem mergulha no Amor Infinito consegue amar o próximo com total liberdade.
SerLucia Reflexoes
A Arte se manifesta no sangue e no espírito dos que são indomados, que não se submetem ao julgamento de qualquer um, a Arte vive naqueles que reconhecem a beleza no caos monstruoso. Bruxas não domesticam sua fera interior, não limitam sua liberdade, enfim, bruxas são plenas em si mesmas e, portanto, não deixam na mão de outros o seu poder.
Para Michel F.M., o fogo e o sangue não são apenas figuras retóricas; são elementos de uma alquimia existencial. Na trilogia Flores do Pântano, essas metáforas funcionam como o motor da criação.
Aqui está como esses elementos se manifestam na obra do autor:
1. O Fogo: A Transmutação da Dor
Na obra de Michel, o fogo cumpre dois papéis contraditórios e simultâneos: destruição e iluminação.
Autocombustão: Como visto no poema, o artista "incendeia o próprio coração". Na trilogia, isso representa a ideia de que, para aquecer (ou despertar) o mundo, o poeta deve aceitar o seu próprio consumo. A poesia é o resíduo desse incêndio.
A Forja: O fogo é o que transforma o "lodo" do pântano em "flor". Não há beleza gratuita; ela é forjada na alta temperatura de uma vida intensamente sentida.
2. O Sangue e o Miocárdio: A Poesia como Biologia
Diferente de poetas que buscam o "espiritual" ou o "abstrato", Michel F.M. ancora sua obra no corpo. O uso de termos como "miocárdio" ou "pulsação" revela:
O Sangue como Tinta: Escrever não é um ato intelectual, é uma hemorragia controlada. O sangue simboliza a herança, a ancestralidade e, principalmente, a vitalidade que o artista sacrifica para que o leitor sinta algo.
O Ritmo Cardíaco: A estrutura de seus textos muitas vezes emula a pulsação: frases curtas, cortes secos e uma urgência que parece vir de uma pressão arterial elevada. É a "anatomia do impulso".
3. A Dialética do "Pulsar"
O objetivo final dessa queima e desse derramamento é o mundo continuar pulsando.
Para o autor, a sociedade vive em um estado de "anemia emocional" ou "entorpecimento". O artista, então, atua como um desfibrilador: ele toma o choque para si para que o coração coletivo (a humanidade) não pare de bater.
Essa visão transforma o poeta em uma figura quase messiânica, mas desprovida de glória — ele é um "operário da dor".
"O sangue derramado no Calvário continua ecoando através da história, anunciando que a dívida foi paga, a porta foi aberta e a reconciliação foi consumada."
Nascemos da argila da terra moldada por mãos estelares e animada pelo sangue do Sagrado; por isso, carregamos o infinito em um corpo que se desfaz.
Reno Fioraso
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