Homenagem para meu Irmao de Sangue

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"Sentir orgulho da mestiçagem é honrar o sangue e o suor de quem construiu esta nação"


(PERRONE FILHO, 2024)

Mas você não consegue ver o seu sangue.
Não é nada além de sentimentos
Que este velho cão despertou.
​Tem chovido desde que você me deixou,
Agora estou me afogando no dilúvio.
Sabe, eu sempre fui um lutador,
Mas sem você, eu desisto.
​E eu te amarei, querida, sempre,
*E eu estarei lá, para sempre e mais um dia, sempre.
Estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar,
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem.
Sei que quando eu morrer, você estará em minha mente,
*E eu te amarei, sempre. *
​Se você me dissesse para morrer por você, eu morreria.
Dê uma olhada no meu rosto,
Não há preço que eu não pague.

As pessoas entregam sua liberdade, seu sangue e seus anos a deuses construídos por homens, morrendo em nome de uma promessa enquanto seguram as mesmas chaves que poderiam libertá-las.

⁠Ninguém pode purificar seu espírito com sangue, pois, se os deuses são bons, não lhes pode ser agradável o sangue; e se são maus, não basta este para suborná-los.

O pecado não é uma questão leve; sua quitação exigiu o sangue do Justo.

Não há cristianismo sem sangue, pois não há salvação
sem a vida do Cordeiro entregue em nosso lugar.

Morte do Artista

Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.

Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.

E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.

Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.

⁠Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.


A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.


Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.

A Crueldade da Poesia


A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.

⁠E são aqueles de sangue-frio que têm o poder de aquecer a alma.

⁠Como que Jesus morreu por mim se eu nem havia nascido?

Cristo, na cruz, pagou o preço de sangue o valor dos nossos pecados; Ele não precisava esperar você nascer para fazer isso, assim como a Lei áurea assinada pela princesa Izabel serviu para os negros ainda não nascidos.

Nas veias deste povoado, o sangue corre misturado ao sumo da terra; não habitamos o lugar, o lugar é que nos habita por gerações.

O fato de termos laços de sangue
não me obriga a amá-lo.
Há pessoas que, se não fossem nossas parentes,
não seriam nada nossas.
Nem sempre perdoar
significa permanecer.
Cortar laços com quem te faz mal
não é frieza
é proteção.
Às vezes precisamos do distanciamento mínimo
para não ser feridos,
para não ser magoados de novo.

O fato de termos laços de sangue
não me obriga a amá-lo.
Há pessoas que, se não fossem nossas parentes,
não seriam nada nossas.

O que é o homem diante da efemeridade da vida?
Sangue e pó entre nervos e juntas
Água,
Chão


Pisa o abismo entre chamas e brasas
O vento sopra
A chuva cai
oscila o tempo, acalma o temporal [ ...]


Lena Azevedo

Toda contradição e toda tensão são carne, sangue e músculos que reforçam a paradoxalidade do universo.

Cabocla carrega a tribo no sangue; pedir pra largar isso por um amor terreno é pedir pra ela rasgar a própria raiz. Não se escolhe o que já te escolheu antes do nome.🏹🏹

Quando a Águia Romana tentou devorar o Cordeiro, ela engasgou com o Sangue

“Não faça tatuagens em seu corpo; sua pele e seu sangue agradecerão, e Deus ficará muito feliz com você.”
— Anderson Silva

O Testamento do Sangue
​Não houve papel, selo ou assinatura,
Nem bens de valor para se partilhar.
A herança veio em forma de amargura,
Num silêncio antigo, difícil de quebrar.
​É um eco que habita o corredor da alma,
Um medo herdado de quem já se foi,
Uma tempestade que rouba a calma,
Uma ferida velha que ainda dói.
​Levamos no sangue o que o tempo não apaga:
A fome de ontem, a dor do antepassado.
A linhagem segue, como uma onda, uma vaga,
Arrastando o presente pro peso do passado.
​Mas quem carrega o fardo também tem a mão
Que pode, enfim, soltar a velha corrente.
Para que o filho não herde a solidão,
E o futuro floresça, enfim, diferente.