Homenagem para meu Irmao de Sangue

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⁠Ida

Talvez eu fique por aí
Só talvez eu me negue a ir ,
Sinto o gosto do sangue morno na boca
O ferrugem do travar dos dentes.

Aquela porta escura que não deve ser aberta
Aquele fio de angústia
Que sai do peito esvaindo pelas costelas
A sensação do assoviar da morte .

Alguém puxa o fio
Eu sinto na minha carne
Palavras ,infinitas palavras despedida
Pobre alma ,vagante atormentada.

Inserida por Ariane28

⁠Matam-se cães à míngua, comam outras coisas. O sangue de um cão gera outros cães vingativos. E milhares deles dominarão o mundo.

Inserida por Kllawdessy

⁠PORQUÊ

Por que é que as acácias de repente
floriram flores de sangue?
Por que é que as noites já não são calmas e doces,
por que são agora carregadas de electricidade
e longas, longas?
Ah, por que é que os negros já não gemem,
noite fora,
Por que é que os negros gritam,
gritam à luz do dia?

Noémia de Sousa
Sangue negro: poesia (2011).
Inserida por pensador

⁠Há algo de similar entre vampiros e poetas. Enquanto os vampiros sugam o sangue que corre nas carnes vivas, os poetas sugam versos que pulsam no sangue da vida

Inserida por joaquimcesario

⁠⁠O que verdadeiramente une uma família não são os laços de sangue, e sim os laços espirituais.

Inserida por Valdecir

⁠O valor de uma alma não tem como avaliar,
pois vale muito, custou o sangue de Jesus.

Inserida por IsmaelLisboa

⁠orfão
e se o sangue que corre
enviesado e esdrúxulo
por entre as minhas veias
imperceptíveis e silenciosas
não for o mesmo que o teu
é porque a memória
póstuma do pai
tão eloquente e imbecil
precisa e irredutível
acendeu a suspeita
brilhante e nítida
de que a névoa
impulsiva desvelou
a verdade de termos sido
na mentira sangrenta
irmãos.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “orfão”)

Inserida por PoesiaPRM

Há homens e mulheres que são verdadeiros reis e rainhas, não tem sangue real, mas suas grandezas os enobrecem por onde quer que vão.

Inserida por RosanaVelho

O coração é como um rádio que recebe e envia frequências, além de bombear sangue para o resto do corpo é lógico... ele percebe tudo que os olhos não veem, tudo que a pele não sente e tudo que os ouvidos não ouvem!

Inserida por TIOCRIS15999

O coração é como um rádio que recebe e envia frequências, além de bombear sangue para o resto do corpo é lógico... ele percebe tudo que os olhos não podem e os ouvidos não conseguem... ;-) !

Inserida por TIOCRIS15999

Se soubesse escrever na água como sei escrever na areia,escreveria o teu nome no sangue da minha veia.

Inserida por Brunnynhaa

Uma das piores dores de uma mãe, é saber que, muitas vezes, sangue não define irmãos!

Inserida por lourdes_de_paiva

Sangue define genética, nem sempre irmãos!⁠

Inserida por lourdes_de_paiva

⁠Se a liberdade exigir sangue, estaremos realmente livres ou só estaremos nos mudando para uma outra prisão?

Inserida por Edgar1009

⁠Não importa a matiz que ostenta a pele, todo sangue é vermelho e o leite materno branco. O grande artífice autor da vida em sua arte infinda nos coloriu com as mais lindas nuances. O ser humano é que complica as coisas com seus caprichos individuais, quando na verdade, somos todos iguais.

Inserida por Claudiokoda

Alba

⁠Alba, no canteiro dos lírios estão caídas as pétalas de uma rosa cor de sangue
Que tristeza esta vida, minha amiga…
Lembras-te quando vínhamos na tarde roxa e eles jaziam puros
E houve um grande amor no nosso coração pela morte distante?
Ontem, Alba, sofri porque vi subitamente a nódoa rubra entre a carne pálida ferida
Eu vinha passando tão calmo, Alba, tão longe da angústia, tão suavizado
Quando a visão daquela flor gloriosa matando a serenidade dos lírios entrou em mim
E eu senti correr em meu corpo palpitações desordenadas de luxúria.
Eu sofri, minha amiga, porque aquela rosa me trouxe a lembrança do teu sexo que eu não via
Sob a lívida pureza da tua pele aveludada e calma
Eu sofri porque de repente senti o vento e vi que estava nu e ardente
E porque era teu corpo dormindo que existia diante de meus olhos.
Como poderias me perdoar, minha amiga, se soubesses que me aproximei da flor como um perdido
E a tive desfolhada entre minhas mãos nervosas e senti escorrer de mim o sêmen da minha volúpia?
Ela está lá, Alba, sobre o canteiro dos lírios, desfeita e cor de sangue
Que destino nas coisas, minha amiga!
Lembras-te, quando eram só os lírios altos e puros?
Hoje eles continuam misteriosamente vivendo, altos e trêmulos
Mas a pureza fugiu dos lírios como o último suspiro dos moribundos
Ficaram apenas as pétalas da rosa, vivas e rubras como a tua lembrança
Ficou o vento que soprou nas minhas faces e a terra que eu segurei nas minhas mãos.

Rio de Janeiro, 1935

Inserida por igor_cabral

⁠Mergulho no sangue que sai dos meus olhos já mutilados
Uma dor que já não cabe mais na alma e me afoga, me sufoca
Como a mão do próprio diabo espremendo meu pescoço para a sua limonada matinal.
A cura está dentro de mim? Talvez estivesse, antes dessa lâmina me dilacerar por dentro.
Se o inferno existe... é o respirar, é o levantar, é o falar, é o ouvir, é o viver. É acordar e querer dormir de novo. É esse grito enjaulado que NUNCA vai sair. São os pensamentos esmagando o meu cérebro Esse é o inferno

Inserida por Zuzuh

⁠CHORAR PELOS PECADOS DO MUNDO

Tantas lágrimas escorriam,
Como sangue fluindo, se esvaíam
Dos olhos dum puto sentado à beira de uma estrada
Na minha aldeia nordestina industrial safada.

Não, não era África, nem outro continente, nada...

Era no Portugal presente, pretérito e escuro.

Havia ali uma fronteira, sem muro.

Ah, nessa minha triste caminhada,
Vi também um velho a acariciar a estrada
Há tanto tempo por ele estudada
Para fugir a um presente sem futuro.

Cansado, sentei-me numa pedra da berma
Dessa estrada também minha de estaferma,
Para sentir as lágrimas do puto a chorar.

Quando meti o choro dele dentro de mim,
Inferi e senti com total e mística emoção,
Que quanto mais aquele puto chorava,
Mais eu, em dobro sentia enfim
Que o meu pobre e louco coração,
De ardor, de compaixão, rebentava.

(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 21-08-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠SANGUES

Sangue, o puro, nem sempre é verdade
E até pode ser nada no conceito da idade.

Por vezes, pancadas tantas,
Nas espancas,
Que a gente leva,
No rosto,
De um mosto
Que quer renascer no vinho
Aguado,
Porque não foi pisado.

O sangue falso,
É como uma bola
Que não rola,
Uma gaveta fechada,
Ou um rico a pedir esmola
Às putas tristes da estrada .

Ou uma prisão sem grade,
Um amigo, só de metade,
Um rei, a limpar retretes
E ovos sem omeletes.

Triste mundo de falsidade,
Onde só impera a vaidade
Nos ditos tão instruídos,
Que esquecem os amigos
De verdade,
Por troca de outros fluídos.

Estão na moda os deletes
Que trincam erva e chicletes
E já não há mãos de fada,
Só línguas de alfinetada,
Enfim: Não há amizade,
De verdade,
Nem nada!...

(Carlos De Castro, in Há Um Triste Livro Por Escrever, em 25-03-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

O Amor, uma raiz

Um vício, ou uma contaminação no sangue,
Uma cura para as cicatrizes ou um calor no frio das noites congelantes,
Um raiz com muitas ramificações nos pensamentos ou um sentimento filtrado constantemente pelas veias do coração,
Em pouca quantidade o amor trás alívio, por vezes empolgação, em muita quantidade tonifica a alma e solidifica o coração.

Inserida por Ricardossouza