Homenagem para meu Irmao de Sangue

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Quantos dias faltam?

Para o sangue pulsar;
O ar em meu peito faltar;
Minhas mãos trêmulas, suar...

Quantos dias faltam?
Pouco importa, esse dia há de chegar;
As lágrimas secarão;
Quando depararme com a imensidão;
D'estes olhos da cor do mar;

Quantos dias faltam?
Até lá, vez ou outra, num de repente distraído;
Sua imagem e seu cheiro se fará presente;
E meu juizo é quase consumido;

Quantos dias faltam?
Pouco importa, esse é meu instinto;
Fechar os olhos e te ver num dia lindo;
Quando a contagem cessar e esse dia chegar;
Segurando sua mão, ao seu lado por todos os dias quero estar.

Meu corpo é feito de espadas.
Meu sangue é de ferro, e meu coração é de vidro.
Superei inúmeros campos de batalha sem derrotas.
Sem jamais recuar,
E sem jamais ter sido compreendido.
Sempre sozinho, na colina de espadas intoxicado com a vitória.
Assim, essa vida não possui um sentido.
Este corpo não é nada além de uma espada.

Sangue nordestino.

Sou do nordeste e não perco a esperança
o meu orgulho tem um jeito diferente
se de um povo sofredor que fala oxente
que vê na terra o seu pedaço de herança
nosso trabalho já começa de criança
para que possa florescer no nosso chão
somos irmãos, filhos do mesmo destino
em minha veia passa sangue nordestino
e dos meus olhos correm águas pro sertão.

- Vou em busca da grana Limpa, sem derramar sangue.
Da Grana limpa vou em busca sem pisar no meu semelhante.

meu sangue cobre suas marcas,
nas janelas do céus,
palavras desdenha o terror em silencio
gritos fazem pensar que vida acabou...
entre as visões da loucura te amo...
nada tem um sentido para que sentir?

Se o meu coração parar de bater, o meu sangue parar de correr em minhas veias, meu cérebro parar de funcionar, meus olhos perderem a cor, não se esqueça eu ainda estarei aqui com você de uma maneira que eu não escolhi, mas farei de tudo para que sinta a minha presença.

gostas de sangue espalhadas pelos seus olhos,
são infindáveis no terror do meu ser,
nos templos escuros e sinuosos,
por dentro das barreiras que queimam fogo da alma.

Posso ser Pagu ou a doce Ruth.
Pouso de Merilyn, mas escondo a Joana D'arc em meu sangue.
Fui Capitu um dia, e vivo como Loreley.
Mexo e arrumo a casa como Isaura e
sou Clarice quando tomo um café e acendo um cigarro.
Quando quero exigir sou Cleópatra.
E quando danço sou apenas Mata Hari.
Evita Peron habita-me na luta diária.
No trabalho artesanal sou Frida Kahlo e
quando me encanto, sou Alice perdida nas maravilhas.
Quando amo sou uma Bruxa encantada e
quando peco sou Fada perdida no mundo.
Sinto vontade de voar, Amélia voaria comigo.
Já nem escrevo mais para Agatha, pois ela se tornou
personagem policial dos livros de Coralina.
Ponho um vestido preto, pinto os olhos e vejo no
espelho a doce e fatal Theda quando a sétima
arte é Bara.
Minhas amiga Thelma e Louise me aconselham
Afrodite acorda e volta para o Olímpo.

Vou me afogar na escuridão enquanto meu sangue escorre sobre meu pulso e todos me deixam por eu ser diferente

Me resta agora apenas a dor.
Meu coração está retorcido, espremido.
Como se cada gota de sangue antes bombeada, houvesse se esgotado.
O ar que entra em meus pulmões torna-se pesado. Um fardo.
Apenas respiro. Esperando ansiosamente o dia em que não o farei mais.

Minha mãe é como vértebras da minha coluna, mantendo-me ereta e verdadeira. Está em meu sangue garantindo que ele flua oxigenado e forte. Não posso imaginar minha vida sem ela. Uma mulher sem sua mãe é uma mulher partida.

Tela

Comecei a pintar teu rosto
Na tela do meu pensamento
Meu sangue servia de tinta
Porém o tom vermelho forte
Não conseguiu esconder
A maldade que nele existia.
Cada traço teu pintado
Mostrava a imaturidade na testa
A traição nos olhos
A mentira na boca...
Depois da tela pronta
Olhei de outro ângulo
Sorri...
Ele não foi suficientemente amado.
Riso Neves

As lágrimas correm o meu pulso e o que eu vejo são gotas de sangue, pedaços da dor que restou em seu lugar.
Não acredito que não é pra sempre.
Quando eu estava deitada em seu coração sentia, havia parte de mim.
Mas como ficar se eu nem sei mais quem sou.
perdida por lá, e você sempre será parte de mim.

Jamie: Meu pai. Ele construiu este lugar. O sangue e o suor dele estão nestas pedras. Nesta terra.

Eu sei que o meu sangue é da mesma cor que o dos negros.

Meus filhos, não são atletas, nem artistas;
Sangue do meu sangue, carne da minha carne. Sãoos melhores do mundo.

joanarodrigues.com.br

Calvário de saudades

E eu sangue Catolé
Quero jogar o meu Balde
No cacimbão da saudade
Em fumaças do café
Minha lata remendada
E o cacimbão tão distante
Lembrança arame farpante
Outras vezes cafuné

Memória que aprisiona
Desejo estaca fincada
Semente em peito plantada
Alçapão de passarinho
Imbira , tramela e espinho
Noites frientas as claras
Corte taio de navalha
Palhas, gravetos e ninho.

Saudade tum tum pilão
Desejo casco de boi
Memórias doce de leite
De sonhos baião de dois
Fiz guerra no peito meu
Pra findar esse desgosto
Um dos três vai sair morto
A saudade, o desejo ou eu.

De chicote lapiante
Imbiras de amarra cruz
Lembrança coroa espiante
Vinagre e lança cortante
Calvariante sem luz
Sem túmulo e ressurreição
Lembrar de alguém que se quer
E não se ter como quer
Calvário deste cristão.

Meu corpo percebe sua presença antes dos meus olhos chegarem até você. Sei disso porque meu sangue ferve sob a minha pele de uma forma absurdamente assustadora quando você esta por perto, queimando demasiadamente cada centímetro do meu corpo. e não é só mais o coração que eu sinto bater nesse momento. Por mais inteligente que eu possa parecer ser, não me vem nada à cabeça que possa fazer você mostrar aquele seu sorriso tão lindo e rasgado, resplandecente ao sol, que me deixa incondicionalmente retardada a ponto de te olhar tão boba como se nada mais existisse naquele instante.

Bastam algumas doses desse seu amor confuso pra fazer o sangue percorrer meu corpo em velocidade absurda.

Eu destilei meu sangue em algo forte pra que eu pudesse me sentir melhor. Mas do contrário eu me senti pior. E usei deste artifício pra ocultar a dor, por ter perdido um quase amor.