Homem Perfeito Texto de Arnaldo Jabor
CARTA DE UM HOMEM INVISÍVEL
Eu acordo todo dia cedo.
Mesmo cansado, mesmo sem ânimo, eu levanto.
Porque tem conta pra pagar, tem boca pra alimentar, tem dignidade que eu não quero perder — mesmo que o mundo tente me arrancar ela à força.
Trabalho duro.
Engulo sapo de chefe, de patrão, de cliente.
Sou cobrado como máquina, pago como lixo.
E no fim do mês, mal consigo comprar uma roupa pra mim. Nem um carro pra chamar de meu.
Enquanto isso…
Vejo político que roubou, mentiu, destruiu famílias… sendo aplaudido.
Vejo gente falsa, interesseira, mentirosa — crescendo, rindo, viajando.
E eu aqui… tentando ser honesto.
Tentando ser bom.
Só que ninguém vê.
Ninguém reconhece.
Quando você é homem, sente demais, sofre calado…
te chamam de fraco.
Mas fraco é quem finge ser forte pra esconder o vazio.
A verdade é que eu cansei.
Cansei de ser invisível.
Cansei de confiar em quem me esconde a verdade.
Até da minha própria mãe…
Eu esperei apoio, e recebi silêncio.
Esse mundo tá todo do avesso.
O certo virou piada.
O errado virou exemplo.
Mas sabe o que mais me dói?
É ainda acreditar.
Ainda ter dentro de mim um fio de esperança…
de que alguém enxergue quem eu sou por dentro.
De que amar de verdade ainda valha a pena.
De que ser bom… não seja burrice.
Talvez eu só precise de um abraço.
Talvez eu só precise de paz.
Mas no fundo, o que eu queria mesmo…
era ser visto. De verdade.
Por alguém que não jogue fora tudo que eu carrego aqui dentro.
Assinado,
um homem que sente demais,
mas que aprendeu a não desistir —
nem quando o mundo tenta calar seu grito.
O ÚLTIMO HOMEM LÚCIDO
Há um homem que caminha
sem pressa, mas sem lugar.
Ele não tem casa, não tem templo,
nem tem vontade de rezar.
Carrega nos olhos o peso
de quem entendeu cedo demais
que viver é transitar entre enganos,
e amar, um luxo dos incapazes.
Recusou o conforto das crenças,
o colo das certezas vendidas,
preferiu o frio da dúvida,
a vertigem das palavras não ditas.
Enquanto o mundo se distrai
com espelhos e ilusões de poder,
ele sussurra perguntas antigas
que ninguém mais quer responder.
"Quem sou eu?" — ninguém responde.
"Pra onde vai o tempo?" — silêncio.
No teatro da existência,
ele é o ator sem texto, sem lenço.
Não é herói, nem mártir, nem vilão.
É só alguém que não dorme,
porque vê demais, sente demais
e já perdeu a fome.
Mas ainda canta, às vezes,
não por alegria ou fé.
Canta porque o som da própria voz
é tudo o que lhe resta em pé.
O Último Homem Desperta
Despertei tarde — não do sono, mas do mundo.
Acordei no exato instante em que já não havia o que fazer.
Tão lúcido quanto a lâmina da faca que corta o pão seco dos esquecidos.
Não há mais guerra: apenas consumo e propaganda.
Não há mais fé: apenas autoajuda e tutorial.
E eu, cansado de não ter lutas justas para lutar,
me arrasto como quem guarda o último fósforo aceso numa cidade sem luz.
Sou o último homem.
Não porque sou o último a morrer,
mas o último a perceber que estamos mortos há muito tempo.
"Excesso de religiosidade afasta o homem do verdadeiro evangelho que se resumir a Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a te mesmo"
uma obsessão por práticas religiosas e regras, pode afastar o indivíduo da essência do Evangelho, que se resume ao amor a Deus e ao próximo. A verdadeira religiosidade, ou espiritualidade, não se limita a rituais, mas sim a uma vivência interior de amor e compaixão, refletida em ações e relações.
Todo bom homem é ateu.
Não tem como ser diferente, obviamente pode ter bons homens* religiosos, sem dúvida, mas para ser racionalmente/consciente bom só sendo ateu
*Apesar que sempre haverá dúvidas, ele é bom por que a bondade é consciente e racional ou ele é bom porque ele acha que deus mandou ser bom, mas se deus mandar ele ser mal ele não seria mais um bom homem.
“Não perde teu tempo comigo, não.
Eu não sou o tipo de homem que tu tá acostumada.
Eu não sei fingir que tá tudo bem quando tá tudo errado.
Não sou teu chefe.
Não compro teu silêncio com salário.
Mas também…
não vou disputar atenção com quem te trata como opção.
Tu fez tuas escolhas.
Só lembra que conforto demais, às vezes, custa caro.
E quando ele te trair — e vai trair —
tu vai ter que calar.
Porque tua liberdade… tu vendeu.
E se um dia tu cair na real…
Pode ser que eu já tenha ido longe demais pra voltar.”
Perfeccionismo e medo de reprovação
O homem quer acertar o tempo todo porque tem medo de errar, e por consequência, ser rejeitado. Isso gera ansiedade constante por validação externa.
Frase para refletir:
"Quem vive para ser aprovado pelos outros, vive escravo da insegurança."
Havia um homem que carregava sempre uma vela para iluminar o caminho das outras pessoas. Um dia, após fazer mais uma vez esse trabalho, a vela dele se apagou ao chegar no destino da outra pessoa. Diante disso, ele se viu no escuro e sem um fósforo para acender sua vela. Ele teria que ficar no escuro até que outra pessoa aparecesse para acender sua vela.
Moral da história: o homem ficou na escuridão. Às vezes, nós iluminamos e cuidamos do caminho do outro e nos esquecemos de iluminar o nosso, de ter o fósforo do cuidado no bolso. O cuidado próprio não é egoísmo. Pelo contrário, é uma necessidade. Quando as situações ocorrerem e a nossa vela se apagar, precisamos ter o fósforo no bolso, que é o nosso cuidado, para sempre acendermos nossa vela e voltar a iluminar o nosso caminho.
5 Espantalhos calvinistas contra o Arminianismo:
1. O homem se salva sozinho. Respondo: A salvação é inteiramente pela Graça de Deus.
2. O livre-arbítrio está acima de Deus. Respondo: A liberdade é um dom dado soberanamente por Deus ao homem.
3. O Arminianismo nega a eleição. Respondo: Cremos na eleição bíblica e ortodoxa que é condicional á fé pré-conhecida por Deus.
4. Deus não é soberano no Arminianismo. Respondo: Deus é soberano ao conceder liberdade real. Não confundimos soberania com determinismo e paganismo pagão.
5. O Arminianismo é uma doutrina entrada no homem. Respondo: é centrada no amor, justiça e Graça de Deus.
na sombra da vida
onde tudo se faz,
a noite, um açoite,
engano voraz.
o homem se perde
em plano desfeito,
sem fé, sem direito
de tentar outra vez.
a vida é só uma,
sem chance de volta.
só há revolta
e um lutar no vão.
no palco do medo,
só culpa e segredo —
sussurro de morte
e retorno ao chão.
O Homem dos Sete Instrumentos
Chamam-me assim —
homem dos sete instrumentos —
mas não sabem:
não são sete,
nem instrumentos.
São cicatrizes.
São fomes.
São vozes que nunca couberam num só corpo.
Toco o violão como quem acaricia um amor perdido
que ainda respira na madeira.
O piano, como quem dialoga com espectros —
meus mortos têm teclas.
Canto como quem sangra acordes pela garganta.
Escrevo como quem rasga o próprio peito
à procura de um som
que ainda não nasceu.
Componho canções, poemas,
romances e vertigens.
Verso o que não sei nomear.
Não sou um, nem sou muitos.
Sou aquilo que sobra
quando o som se desfaz,
quando o aplauso se cala
e só resta o eco.
Sou o intervalo entre duas notas,
a pausa onde mora o abismo,
o silêncio que sustenta a beleza.
Cada instrumento em mim é um vazio domesticado,
uma ausência que aprendi a afinar.
Cada palavra, um grito soterrado.
Cada acorde, uma oração profana.
Sou feito de ecos e assombros,
de mãos que buscam o invisível,
de olhos que enxergam o que não se mostra.
Carrego um palco dentro do peito —
feito de memórias e ruínas —
onde cada noite,
sem que ninguém veja,
enceno minha última vez.
Se me chamam homem dos sete instrumentos,
é porque ainda não perceberam:
sou o que resta
quando a vida desaprende a dizer,
quando o mundo se recolhe
e só o humano
ainda insiste
em cantar.
Sou um homem multifacetado, alguém que se reinventa constantemente e se adapta com facilidade aos desafios da vida. Minha essência é uma combinação de curiosidade, determinação e criatividade, o que me permite transitar por diferentes áreas com confiança e entusiasmo.
Posso ser analítico e estratégico quando necessário, mas também sei explorar meu lado artístico e inovador. Tenho a habilidade de aprender rápido, absorver conhecimento e aplicá-lo em diversas situações, sempre buscando crescimento e evolução.
Minha capacidade de adaptação não é apenas uma característica digo que é um estilo de vida.
Posso ser líder, colaborador, mentor, aluno, criador ou solucionador de problemas, dependendo da necessidade do momento.
Nada me limita, porque sei que a vida é um constante aprendizado, e eu estou sempre pronto para novos desafios...
Se eu creio em Deus? Hah! Talvez eu devesse perguntar se eu creio em mim!
Todo homem arranja uma desculpa para seus problemas. Eu arranjo Deus para a minha vida, pois de problemas eu estou farto!
De muita aleatoriedade sem juízo ficou quem eu realmente pensava ser. Toda ordem produz um fruto; e a ordem divina produz a Paz de que toda alma carece.
Hoje, o homem despertou com a luz dentro.
Fez aliança com o pão e a terra,
com os irmãos de fé e o vinho da memória.
Ofertou palavras ao vento —
sementes lançadas na praça cega.
Caminhou como quem interroga o mundo com os pés.
Levava livros na bolsa como quem carrega feridas santas.
E encontrou portas fechadas para o verbo.
Mas ainda assim, cantou.
No espelho do cotidiano,
viu o riso fácil dos que nunca beberam da fonte.
E se perguntou:
vale a pena ser fonte num deserto de pressa?
Ao fim do dia, não teve respostas.
Mas teve o gesto.
E o gesto é o que fica
quando o mundo esquece o nome do poeta.
Só sabe a pedra preciosa que tem nas mãos o homem que tem olhar de garimpeiro e diga-se de passagem, encontrar homem com olhar de garimpeiro está cada vez mais raro, com tanto caco de vidro por aí, ostentando brilho de diamante.
É tanta mulher sendo passada pra trás, sendo humilhada e jogada fora porque são confundidas com uma pedra qualquer.
Tudo bem que num primeiro olhar é difícil distiguir o valor das pedras, ainda mais com tanto cascalho sendo exibido na vitrine de um corpo bonito e atraente. Claro que existem pedras de grande valor dentro de um corpo bonito, mas a questão é que os homens, às vezes, esquecem que existem verdadeiras joias escondidas atrás de um corpo distante do padrão que sociedade dita.
Antes de jogar uma mulher fora, apure o olhar, olhe-a com um pouco mais de cuidado porque tá cheio de homem por aí desperdiçando grandes riquezas para viver iludido na pobreza, de um corpo brilhante vazio.
Flauta doce
Em frente àquele shopping
Aquele homem tocava
A sua antiga flauta doce
E era gente que entrava
E era gente que saía…
E era gente que comprava
E era gente que vendia…
E em frente àquele shopping
Entre aquele vai-e-vem
Parecia que aquele homem
Não se importava com ninguém
Simplesmente ele tocava…
E tocando, encantava
Que bom se esta vida fosse
Como o fascinante som
Daquela antiga flauta doce.
SABIÁ-LARANJEIRA
Quão belas são as lembranças
Lá dos tempos de criança...
Sendo um bom homem do campo
Meu pai tinha antigos pios.
E tal como a brincar
Ficávamos a imitar
Dos pássaros, os assobios.
Qual era a nossa emoção
Quando os pássaros nos ouviam!
E, então, retribuíam
Com uma linda canção!
E ontem, ao entardecer,
Sem querer voltei no tempo...
Ouvi um doce assobio
Vindo de uma paineira.
E mal pude acreditar
Lá estava a cantarolar
Um sabiá-laranjeira.
Revivendo meu passado
Eu ouvi, maravilhado,
Seu impecável assobio.
Desta vez fiquei calado
E com os olhos marejados
Eu não dei sequer um pio.
Mesmo que não seja um homem de tantas vitórias, porém as que carregar lhe custaram tempo, esforço, sabedoria, sacrifício, foram difíceis, e aos olhos pareciam impossíveis bom está aí a sua diferença a sua marca no mundo.
Maioria dos grandes homens não foram donos de tantas vitórias ou reconhecidos por todas elas sem um propósito que as unisse, maís sim das que fizeram a diferença no mundo lembre-se disso.
Provérbios diz: “O homem pode planejar seus caminhos, mas Deus dirige seus passos”. Deus vai lhe dar os desejos certos, na hora certa, e levá-lo ao melhor caminho para sua vida.
Você tem o direito espiritual de pedir a Deus que ordene seus passos!
Ele fará com que você entre em paz!
Entre na alegria!
Passo a favor!
Entre no crescimento!
Entre na influência!
Passe por portas abertas!
“Ordena meus PASSOS em tua palavra:”
- Salmo 119:133
Seja abençoado!
Do período paleolítico
para o século XXI
O homem evoluiu consideravelmente,
entretanto, a possibilidade de ver
o nascer do sol a cada dia
continua sendo ainda
um motivo de agradecimento
que cada um de nós deveria fazer ao Deus
que acredita e ao mesmo tempo
encarar como insignificante
tudo que possa aparecer até
a próxima possibilidade de
uma nova visualização de
um novo amanhecer, mas infelizmente ainda não evoluímos a esse ponto.
