Hoje me Vi Sozinho
Eu fuide moto, meu cavalo de ferro,
e no meio da estrada, vi o impossível nascer.
Um olhar tímido, um gesto pequeno,
um toque que fez o mundo desaparecer.
A Sombra me acompanhava em silêncio,
meu coração batia como nunca antes,
foi a primeira vez de tantas coisas,
foi a única vez em que acreditei de verdade.
Ela me envolveu em promessas suaves,
em carícias que pareciam eternas,
me pediu que não desistisse,
e eu, cega, me entreguei inteira.
No ponto médio de uma fazenda distante,
a Sombra se fez real diante de mim,
e naquele instante pensei:
"talvez seja aqui que eu finalmente existo".
Mas a Sombra nunca pertenceu à luz.
Ela sempre esteve fadada a desaparecer
quando o sol da verdade surgisse
e revelasse o vazio que escondia.
Hoje caminho entre ruínas,
abraçada ao silêncio que grita.
A Sombra que amei se desfez,
restou apenas a ausência fria.
Me apaixonei por uma Sombra.
E como toda Sombra,
ela partiu antes que eu pudesse segurá-la,
deixando em mim apenas a noite eterna.
Na escuridão que ele deixou,
eu também deixei de existir.
Acho que te perdi
Me pergunto: quando te vi
Em meio à minha confusão
Me confundi e nem te percebi
Qual seria sua reação?
Ao descobrir que não o reconheci.
Não foi que não correspondi.
Com toda minha emoção,
Quando te vi, sorri
Mas por ironia ou não,
Não reparei
Que justo quando me abstraí
Você passou e com pretensão,
Me viu em meu piti
Se tivesse parado e dado atenção,
Quem sabe não estaria aqui?
Mas não mais te vi, acho que te perdi.
Te vi com meus olhos
Te li em meus pensamentos
Te criei a meu querer
Te moldei para mim
Te quis essa imagem
Me perdi na minha ilusão
Me fiz crer que eras meu
Me vendi a Ideia de ter-te
Me doí a incorrespondência
Me senti vazio sem ti
Nos imaginei como quis
Nos refleti no espelho do desejo
Nos flori sem fluir
Nos supri nas falácias mentais
Nos esvaí em gritos de debilidade
Longos anos passaram
E eu vi amigos casarem
E eu fiquei aqui, contigo
Te amando
Mudou-se as estações
Vi amigos te deixarem
E ficarem irreconhecíveis
E eu fiquei aqui, contigo
Completamente apaixonado
Tanta coisa foi mudando
Amigos tornaram-se desconhecidos
E desconhecidos se tornaram amigos
E eu fiquei aqui, contigo
Te desejando
Cada um seguiu sua vida
Alguns se tornaram
E estão trabalhando
E eu fiquei aqui, contigo
Permutando que tua mão me movesse
E esse “aqui, contigo”
Me levou por muitas lugares
Agora, especialmente
Para uma escada que leva para o rio trombetas
O sol nasce a minha direita
Uma canoa flutua a minha frente
Pássaros cantam a minha esquerda
E amanhã pode está nublado demais para que o sol apareça
E pode não haver nenhuma canoa ou até mesmo escada
E os pássaros podem parar de cantar
Até o rio pode secar
Mas eu continuarei aqui, contigo
Porque te amo
O universo inteiro "fluvidece", sente e pensa em formas que escapam à compreensão; cada vibração, cada instinto, cada partícula — de préons a quarks, de átomos a fótons, de cordas vibrantes a consciências — participa de mundos imprevisíveis, onde linearidade e não-linearidade se entrelaçam e nada é separado.
PARA VOCÊ QUE NUNCA VI, MORTO DESCONHECIDO
Ouço os gritos da família em meus ouvidos...
... ... ...
Acenderam-se as luzes, pois se fez noite.
Mas o corpo que repousa, morto, na calçada
Não vê luz, não a sente e nem a toca.
A noite cristalizou-se no eterno
E as cores, longe de seu cérebro,
Esqueceram-se de voltar!
Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu bem sinto!
Mas onde está o ser que há minutos nos sorria?
Corpo é corpo...
Mas a alma, meu Deus – se ele existe –
Por onde anda?
Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu sinto!
Sinto?
A alma bateu à minha porta.
Atendi.
Penetrou-me um sopro
E passos invisíveis perderam-se no horizonte!
1975 (retornando da faculdade)
Estive em abraço que já quis muito ficar, mas não fui aceita.
Vi sorriso que me trouxe paz e alegria, desejei muito ser só pra mim, ser único, mas não fui aceita.
Senti toques que fizeram a minha alma desejar numa voracidade tão grande aquela pessoa, mas não fui aceita.
Foram momentos tão intensos e únicos, que se eu tivesse sido aceita, seria de uma reciprocidade tão real que outros se inspirariam em nós.
Voz: Purificação
Eu sei o quer eu vir,
Eu sei.
Eu vi a conspiração.
Pessoas próximas.
Pessoas que eu acreditava carregar meu nome com carinho.
E mesmo assim…
Mesmo assim, eu não deixei que a maldade tocasse meu coração.
Você vai me perguntar:
“Mas você sabia?”
Eu sabia.
Cada gesto. Cada sombra. Cada olhar.
Eu sabia.
E por que eu não me traí?
Porque minha consciência…
Minha consciência não é refém.
Não é refém da maldade alheia.
O que o outro faz — cada mentira, cada golpe —
É a conta que ele terá que pagar.
Não minha.
Então… o que resta quando tudo conspira contra você?
Quando o coração se rasga?
Quando a alma parece não caber mais dentro do peito?
No estoicismo…
O ser humano vive pelos próprios valores.
Vive pelas próprias virtudes.
Vive pela sabedoria conquistada no sangue das experiências.
Valores:
Saber o que é certo. Saber o que é errado.
Virtude:
Praticar, mesmo quando dói.
Mesmo quando o mundo quer esmagar você.
Saber sem agir…
Não é nada.
O psicopata também sabe.
Mas ele não pratica.
O ser humano verdadeiro…
Carrega isso na pele. Carrega isso no coração.
Valores que se transformam em ação.
Ação que se transforma em sabedoria.
Sabedoria para saber quando agir,
Com quem agir,
Ou simplesmente quando se proteger.
É o cargo mais alto que alguém pode ocupar:
Ser esse ser humano… íntegro…
Mesmo quando a alma é rasgada…
Mesmo quando o coração sangra…
Mesmo quando tudo desmorona.
Coração puro.
Troquei o que podia enfraquecer por força.
Fragilidade por consciência.
Expectativa por clareza.
Um pedaço de mim se despedaçou.
Minha alma se deslacerou.
Mas não me tornei amarga.
Me tornei consciente.
Me tornei invencível no terreno da própria consciência.
O soco no estômago…
Não é para destruir você.
É para você sentir.
Sentir o que é carregar sua alma intacta,
Mesmo quando todos ao redor conspirano para esmagá-la.
E isso…
Isso ninguém, nunca, pode roubar.
Purificação
Lábios teus
Magnetismo em em abdicação suave.
Tua íris?
Distorção óptica condensada.
Ilha viva onde a luz repousa
Vi tantas coisas nesta vida,
Pessoas se formando,
Coisas se transformando.
Acredito em ideais próprios,
Vou em busca do meu sucesso,
Tenho paz constante por Deus..
Sou iluminado, mantenho o anonimato,
Consigo dizer o que sinto,
Mas não o que pressinto.
@GustavoFerrari
Fé
Eu não vi a luz.
Mas caminhei.
Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.
A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.
Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.
O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.
E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.
Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.
E mesmo assim, eu disse: amém.
Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.
É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.
E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.
Mas o que pulsa dentro, não se apaga.
Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.
E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.
No céu há três Marias e na terra três rainhas.
No céu há três estrelas e na terra três sinetes.
Vitória a mais desejada
Haru , como o bradar de grandes exércitos.
Amaya que é a combinação de duas palavras "Ya que pode ser mãe e Ama que é amar ou seja a mãe que ama"
Reis, governantes e autoridades se curvam...
Estrelas, rainhas e princesas entre milhares as três são as mais perfeitas.
Termino esses versos e somente uma coisa peço.
Aos exércitos apontem suas armas aos céus e fazem eles tremer.
Vitória!
Haru!
Amaya!
As estrelas de Santa Cruz
Dom Romanov
Pseudônimo de Gustavo de Paula em OneState
Será que sente o mesmo?
Desde que te vi, algo em mim mudou,
teus olhinhos puxadinhos castanhos me prenderam,
teu cabelo curtinho balançando ao vento,
teu sorriso… aaah, teu sorriso me desarmou.
E sem perceber, meu coração se perdeu em ti.
Tentei fingir que era só amizade,
mas cada palavra tua me fazia sonhar.
Será que você sente o mesmo?
Ou sou eu que insisto em acreditar?
Te vejo e o mundo desacelera,
meu peito aperta, minha mente congela.
Talvez eu seja só mais um,
mas pra mim… você já é aquela. 💔✨
Eternidade do Nada
(Letra original por Maycon Oliveira dos Santos)
Eu vi o tempo se curvar diante dos meus pensamentos,
Transformei o silêncio em direção.
Há mil verdades presas no vento,
E eu aprendi a ouvir a contradição.
Eu sei o que é cair em ruínas e erguer castelos com o olhar,
Sei quando o mundo cala, é hora de falar.
Porque eu faço da ausência, presença,
Da dor, uma promessa que ascende.
Eu crio eternidade do nada,
E transformo o vazio em chama ardente.
Eu faço da sombra, luz,
E do fim, um novo início — consciente.
Aprendi a amar o caos como um velho amigo,
Ele me ensina onde a ordem se esconde.
Há beleza no perigo,
Quando a alma não se rende ao que não responde.
Eu sei quando o medo tenta se disfarçar de paz,
Mas minha mente é o fogo que jamais se desfaz.
Porque eu faço da ausência, presença,
Da dor, uma promessa que ascende.
Eu crio eternidade do nada,
E transformo o vazio em chama ardente.
Eu faço da sombra, luz,
E do fim, um novo início — consciente.
Se o tempo apagar meus rastros,
Que apague tudo, menos minha intenção.
Pois quem ama com lucidez,
Transforma o destino em criação.
Eu faço da ausência, presença,
Da dor, o mapa da existência.
Crio eternidade do nada,
Sou o eco da própria consciência.
E no fim, quando tudo silencia,
É lá que minha alma começa.
— Por Maycon Oliveira Dos Santos
Acho que nunca vi um sorriso lindo assim, seu sorriso é doce! Sua presença. Me faz querer ser sempre o melhor para você.
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