Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
É bom ter alguém pra chamar de meu. Maseu gosto mais de me chamar de minha. Necessito de uma liberdade que outra pessoas não conseguiria compreender. Necessito de um espaço que os outros não. Necessito estar sozinha com grande frequência. Gosto da minha companhia.
A BÊNÇÃO
Quando eu era bem menina,
Minha vó vinha me visitar,
Trazia na mala dela,
Brinquedos e balas de canela.
Minha vó vinha de longe,
Mais de hora de viagem,
Ela vinha olhando a paisagem,
Esperando logo chegar,
Para a saudade matar.
Assim que Vovó chegava,
Na porta assobiava,
E quando eu a escutava,
Corria e lhe abraçava.
Saudades eu carrego comigo,
Saudades do seu sorriso,
Saudades da sua voz rouca,
E do seu jeito de dizer sem falar,
Que me amava
E sempre iria me amar.
Minha dor que me dói
Me conte, querido leitor, você já amou de verdade? Não me refiro as suas paixões adolescentes. Conte-me sobre aqueles amores que invadiram as suas entranhas e dominaram todo o seu corpo, como um vírus.
Me diga, doeu? Doeu quando foi arrancado de ti esse amor de raras aparições? Cá entre nós, eu gritei e chorei sem querer tantas vezes que nem me lembro quantas.
Não sei se sabes, mas os elementos químicos nunca somem. Em suas meias vidas, se decompõem até se tornarem imperceptíveis, penso ser assim o amor - eterno. Cuidado para não se contaminar.
Não existe outro alguém
Que meu coração consiga amar
Não existe outra mão
Que minha mão queira segurar
Não existe outro corpo
Onde meu corpo queira se abrigar
Não há ninguém
Que ocupe o teu lugar.
Maldita é a vida
Rancor é o sentimento
É com propósito que toco a minha lira
Que entoa o quão nada e sozinha
É a minha alma em meros fragmentos
Traiçoeiros são os pensamentos da minha cabeça
De ódio e tristeza é a maio parte
Minha força se esvaiu e está sobre a mesa
Juntando tudo com minha perdição e abandono
Dá-se a escuridão que é a mais bela e pura arte
ESCURIDÃO
Perdido na escuridão da minha própria mente
perambulo entre meus infinitos pensamentos.
Nada vejo e nada ouço, mas sinto a presença.
E assim vagueio, desprovido de sofrimento.
Mesmo que inerte em tal febril momento
anseio um alento para esta travessia.
Em vão, procuro sua cálida alegria.
Sequer uma centelha de esperança.
Nada alcança ou acalma esta alma.
Caminho sem destino certo
e desconheço se está perto.
Tudo parece assim distante
e ainda foge num instante.
As palavras se consomem.
Os versos somem.
Chego, enfim
a este fim.
Sempre fui apaixonada por alguém em alguma etapa da minha vida, acostumada em nunca ter o que eu quero.
É só mais uma fase normal pra mim e a tristeza vai passar, o sentimento demora um pouco mas a gente acostuma, até lá é só fazer o que eu continuei fazendo a vida toda; vivendo.
Eu e minha constante vontade de cada vez mais estar perto de você, mas eu não quero te ter e nem ser sua, embora apenas sua presença não me baste. Eu não tenho a necessidade de te tocar, mas eu quero sentir seu abraço.
Como posso não te querer mas te sentir tão inteira em meu interior? E ainda assim te fazer parte de mim mesmo sem sermos parte uma da outra?
Eu não sei o que é, mas não é vontade carnal. Não é vontade de rótulos vazios e finitos. Mas eu gostaria muito de ter uma certeza, a certeza de que nosso amanhã vai ser sempre lado a lado, mesmo que de longe. É questão de cumplicidade mesmo, de sentimentos infinitos, daquele sempre que não é da boca pra fora. Entende?
Relacionamentos destroem laços, rótulos acabam, relações de alma não.
Seria uma relação de alma que temos, que teremos ou eu apenas gostaria que tivéssemos?
Apenas eu?
Como não percebemos o quanto nos afeta? É que na hora não se nota, mas quando me vou, a minha felicidade de início aos poucos começa a se esvair.
Do seu lado as horas se passam tão lentamente, mas ao olhar o relógio foi tão rápido que chega a assustar. Eu não quero que acabe, só que percebo que tudo vai se renovar, que vou sentir esses sentimentos novamente e é tão bom senti-los. Mas porque o tempo precisa passar tão depressa conosco? Porque não mais lento?
Queria viver mais outra vez cada momento contigo, só pra estarmos juntas novamente, sem precisar mudar nada. Só pra não sentir o vazio que da quando olho pro lado e não vejo seu olhar, aquele que do nada me encontra e depressa se desvia toda vez que te olho também, é como se não quisesse que o dia acabasse e eu tivesse que partir.
E quando vou, quem nos tornamos? E o nós?
Pode-se dizer que mudamos constantemente, mas o que sou quando tô com você é parte de mim que nem eu mesma conhecia e não muda, nem quero que mude.
Quando vou, só sei que de mim a solidão se apossa, e o vazio chega bem perto de me conseguir outra vez, mas você já preencheu tudo que um dia foi apenas ar e ainda que anteriormente tivera sido real essa solidão, nossa ela não mais será. Temos uma a outra e o sentimento ainda não identificado, ele preenche tudo que de vazio já foi. Não seremos vazio.
Tão longe do mundo e tão perto de tudo minha alma a desfilar entre enormes rochas. Escrevo para viver não vivo para escrever. Navego no mar da minha própria solidão individual.
“O dono do tempo me disse que minha hora vai chegar, que a pressa é inimiga da perfeição, a paciência é virtude para os sábios. Cansei de procurar aonde não tem amor, agora vou regar meu jardim para atrair a mais bela das borboletas. Mas quando ela chegar vai mudar toda a minha história, e dessa vez será minha hora de ser feliz!”
Deilson Ferreira
No Mar da Lua
Navegar no mar de minha
deusa.
Flutuar no luar da lua.
Destilar entre areias com
a voz dela de sereia.
Te quero tanto minha
deusa... muito mais do
quer tudo.
No universo dos teus
olhos fazer do meu sonho
realidade.
Te amo tanto sereia que
na imensidão do universo...
te vejo sempre como uma
estrela... linda!
Traços as estrelas e vejo
o teu rosto.
E fico mais apaixonado.
Te desejo tanto sereia
que na saudade fico
pensando só em você.
Meu pequeno talismã.
Te amo tanto meu amor.
Que de saudade fico só
por você morena.
Você sente orgulho da minha sinceridade? Eu sou fluente quando se trata de escrever, porque eu não tenho medo de ser julgada e posso me criticar o quanto eu quiser, posso deixar a bom em palavras explodir. E eu não gostaria de estar na sua pele, leitor. Pois sentirá a ira de uma pessoa que não fala, mas quando escreve, pode fazer um vulcão entrar em erupção.
Minha vida já se foi só ficou o resto,
Minha mente já se foi só ficou o resto...
Só consigo andar já que em mim só sobrou o resto.
Os teus beijos já não ferem minha boca
Tua dança não desmonta o meu quadril
Me sinto de Janeiro á Março, tristonha
Amor próprio desembarca em Abril
