Histórias com Moral da História
Tenho um carretel de memórias afetivas e sempre que possível, solto a linha para que elas possam voar livremente no céu como uma dança, inspirando-me. Ainda sou o menino que fazia pipas.
Nessa vida eu tive o prazer de conhecer o mundo, junto a ele pessoas, culturas e me aprofundei no conhecimento de coisas que jamais um ser humano comum se interessaria. Vivi grandes paixões e amores, alguns dolorosos e outros marcantes, vi flores nascerem, amores morrerem. Passei por situações e cenários inimagináveis de medo e euforia. Nunca foi aventura ou má sorte do destino. foram apenas a construção do que eu sou hoje. Tive que conhecer a dor pra entender o que é o prazer, tive que perder pra saber cativar, pois agora eu tenho a plena certeza do que serei amanhã.
Hoje sou um homem, um homem forte e vivo, não sobrevivo. Sigo vivo!
A nossa história de vida, muitas vezes se confunde com a nossa existência, mas, o certo mesmo é que nem sempre vivemos fazendo história.
Escrevemos a nossa história de vida com tintas de ouro, mesmo não tendo a certeza de que irá ser lida pelos reis da terra.
A história é um diário com as crônicas de homens que foram considerados grandes, por não serem mortos antes de se tornarem conhecidos.
O destino é escrito nas linhas tênues do livro da vida e nos leva a um mundo que criamos e o fazemos realizáveis à medida que compomos a nossa própria história.
O tempo tem uma história de vida o qual nos mostra a sua capacidade de entendermos o intervalo entre o antes e o depois. Este, é a medida exata que precisávamos para a tomada de uma decisão precisa.
Vivemos de perdas e ganhos. De lutas e experiências. De caminhada e perseverança. De buscas e expectativas. De amores de desamores. Que nossa escolha seja para melhorar de fato a nossa história.
Escrever é colocar no papel o momento que se faz presente. É deixar a história ser contada pelas mãos que foram escolhidas.
A vida é como um fio enrolado num carretel. À medida que vamos desenrolando, os mistérios ocultos entre os metros e metros de fio vão se desvendando e tudo passa a ter uma nova história.
No amor, não há dor. Apenas a leveza de entender que ele é a parte mais sensível de toda a história.
