Hipopotamo com Alma de Anjo
Clama a alma em rogos e água flui em rios, lavando às correntes em repuxo, transportando as agruras em seus canais interior.
A Alma dos Vinte Anos
A alma dos meus vinte anos noutro dia
Senti volver-me ao peito, e pondo fora
A outra, a enferma, que lá dentro mora,
Ria em meus lábios, em meus olhos ria.
Achava-me ao teu lado então, Luzia,
E da idade que tens na mesma aurora;
A tudo o que já fui, tornava agora,
Tudo o que ora não sou, me renascia.
Ressenti da paixão primeira e ardente
A febre, ressurgiu-me o amor antigo
Com os seus desvarios e com os seus enganos...
Mas ah! quando te foste, novamente
A alma de hoje tornou a ser comigo,
E foi contigo a alma dos meus vinte anos.
Se o corpo é a prisão da alma, libertem-me os deuses para a vastidão do infinito. Por que não pode ser através da imaginação?
Para Epicteto Deus está dentro de nós através da alma. Deus é a alma que está em nós e portanto nunca estamos sós, pois Deus está conosco. Deus é nosso pai e como tal devemos obediência a Ele. Foi Ele que nos deu a dádiva de existirmos e devemos a ele o reconhecimento dessa dádiva. Mas não precisamos para isso da religião, pois dependemos de Deus e não de outros homens. Podemos e devemos atingir a moral e a virtude através da razão em uma busca independente, pois podemos nos governar por nossas próprias leis. (Da filosofia de Epicteto)
O Homem sem reflexo
Conta que há muitos anos atrás viveu um homem que um dia teve uma interessante passagem. A história foi contada e ganhou repercussão a centenas de quilômetros de onde morava.
Tudo começou quando o homem deparou-se frente ao espelho para barbear-se. Enxaguou sua face próximo a torneira e quando levantou o rosto para iniciar a apara percebeu algo incomum. Sua mão direita segurava o barbeador e deslizava de cima a baixo em movimentos suaves. Na terceira vez que realizou o movimento olhou para o espelho no instante e percebeu que seu reflexo não o seguia. Estava ali parado olhando lhe nos olhos. Ficou perplexo, nunca havia acontecido e jamais tivera conhecido alguém que tenha lhe falado de algo parecido. Continuou a barbear-se e a encarar sua imagem estática com metade da face ainda por fazer. Não era possível. Como poderia ser real uma coisa dessa.
Mexeu os ombros. Porém a sua imagem refletida no espelho parecia ter vida própria. Não o imitava. Simplesmente estava ali, congelado o fitando. Ficou muito confuso pensando estar com algum transtorno, tinha medo de contar aos amigos pois seria imediatamente diagnosticado como paranóico.
Passou alguns dias. Aquele acontecimento não lhe saia da cabeça.
Numa manhã de domingo parou de frente ao espelho e gesticulou. Não houve respostas, sua imagem estava lá mas não repetia seus movimentos.
Saiu de casa, contou aos amigos que riram. Mas convidou-os a ver com os próprios olhos. Já em casa com os amigos presentes provou lhes o que falará. Todos espantados saíram correndo do local.
Anos mais tarde disseram que o tal homem solucionou este problema. E nunca mais aconteceu de novo, pois retirou o espelho do banheiro.
Não sabemos porém, se o espelho não refletia corretamente ou se o homem não tinha reflexo.
A noite escura da alma é uma verdadeira “prova de fogo” para o “buscador de si”
Livro Fechamento de ciclo e renascimento
Somos à Exceção
Quando eu te reencontrar irei compensar todo esse tempo perdido,
Tivemos um começo especial, mas potencializamos as regras,
Nós somos a exceção no universo do amor, entre o pouco e o muito, entre o que é real e o que é luxo e entre o inexplicável e ser extraordinário, existe eu e você,
Uma alma com muita vontade se renova, reagi, ressurgi, quando ela escuta os conselhos do coração fica vibrante e brilha como a luz de uma tempestade re raios,
Vamos permanecer, vamos pertencer, vamos nos realizar, vamos ser abrigo e cuidar um do outro, tudo isso vai acontecer quando eu te reencontrar.
Se a desinformação é o analgésico do pobre e a alma da burocracia, logo a burocracia anestesia o pobre fazendo-o feliz. Sem falar que toda coisa complexa está fadada ao fracasso. Por isso alegria de pobre dura pouco.
Chorar não é fraqueza. Chorar é o grito da alma para ser lavada. Liberte-se, chore, grite e esperneie. Porém, não deixem calarem a sua alma, seja livre, seja feliz e abra a sua alma!
O mundo e a alma.
“Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”? (Mc 8.36). Nessa frase, Jesus fala de duas dimensões: “o mundo”, caracterizado principalmente pelas coisas materiais, e a “alma”, representando o aspecto espiritual do ser humano. É o visível em confronto com o invisível. São duas realidades concorrentes, com seus próprios valores e características. Não podemos anular nenhum dos dois, mas precisamos ter plena consciência de que, embora vivamos no mundo, não lhe pertencemos (João 17.16). O mundo é um sistema sob domínio de Satanás (1 João 5.19). Em todo o tempo, ele tenta nos seduzir e envolver. Duas palavras muito importantes na fala de Jesus são: ganhar e perder. O mundo se apresenta como fonte de satisfação para a nossa cobiça, oferecendo-nos muitos ganhos, mas, em contrapartida, existem perdas.
Qual é o preço pago por vantagens e prazeres aparentemente gratuitos? Que tipo de renúncia fazemos na busca insaciável por conquistas materiais? Em nome da aparência sacrificamos a essência? Qual será o proveito disso? De que vale um mundo sem alma? Seria como lâmpada sem luz, casa sem família, relações sem amor, riquezas sem valores. O resultado é o vazio e a angústia sentidos por Judas Iscariotes, embora tivesse nas mãos as 30 moedas de prata. Que a nossa dedicação ao mundo, relacionada às necessidades cotidianas, não seja tanta que nos impeça de investir no principal, que é o relacionamento com Deus. Além de tudo, é importante lembrar que o mundo passa (1 João 2.17), mas a alma é eterna. Quando Jesus fala de sua perda, Ele Se refere à perdição eterna de uma alma sem Deus. Nossas almas precisam de Cristo, pois Nele está o seu descanso, sua paz e plena realização (Mt 11.29).
Alma Gêmea
Alma gêmea de minha alma
Busco-te sedenta, ressequida.
De amor necessitada
Muita mais que de comida.
Muito sofro de saudade
Minha sina é padecer
E não tenho outra verdade
Senão te amar e querer.
A saudade do teu cheiro
Só aumenta o meu penar
Eu percorro o mundo inteiro
Somente pra te encontrar
Nos sonhos eu te vejo
Entre um abraço e beijo
Ouço chamar-me meu bem
E assim vou prosseguindo
Nas horas que vão caindo
No dia que nunca vem.
EU SONHADOR
Olho pelo retrovisor da minha alma
E revisito com estranha calma
Meus momentos saboreados
Quando ainda, eu cheirava
A tinta fresca da vida.
Tinha, então, apurado o senso da alegria
E meus dias transbordavam de ternura
Entornava meus sons de amor por onde percorria
Da própria aventura
De ser gente.
Minhas noites eram carregadas de magia
Postada à porta uma imagem luzidia
Talvez fosse meu Anjo,
E me servia.
De espelho ali na minha frente.
Indecifrável e inteligente.
Que me guardava de mim mesma.
Onde está agora aquele ser
Quando mais dele preciso?
Por onde anda, por que não está mais comigo?
Não volta mesmo que eu implore de joelhos
Morreu?
Creio que não, apenas desistiu dos risos.
E perambula por ai tonto à espera.
De um final senão feliz, ao menos
De um sofrer menor.
Quem era?
Era o meu outro Eu, o sonhador.
