Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
É na madrugada que os sentimentos mais obscuros e dolorosos aparecem. O pior é que eles não te deixam em paz.
Não brincar o tempo todo.
Quem vive brincando não é visto como um homem de respeito. São igualados aos mentirosos, e nunca lhes dão crédito. De um tememos a trapaça, do outro a zombaria. Nunca se sabe quando os gaiatos estão exercitando o discernimento, o que equivale a não tê-lo.
(A Arte da Prudência)
Pedem que ensinemos respeito,
Mas não respeitamos nem nossos colegas de trabalho.
Pedem que ensinemos paz,
Mas não temos paz nem no local de trabalho.
Pedem que ensinemos valores,
Mas não temos nem nossos próprios valores formados.
Pedem que ensinemos justiça,
Mas não assumimos nossas falhas diante dos erros.
Pedem que ensinemos a verdade,
Mas não a enunciamos quando mentimos.
Pedem que ensinemos a ser “HUMANO”,
Mas esquecemos de que às vezes nem “HUMANOS SOMOS”.
São relações de poder exacerbadas,
Perseguições desnecessárias,
Vistas deturbadas,
Mentes inteiras perturbadas,
Muitas pessoas alienadas.
São brigas doentias,
Que há muito tempo pressentia,
Mas fingia que não existia,
Pois pensava que era fantasia.
Mas ao perceber a podridão,
Calou-se meu coração,
Pois é muita escuridão,
Quando na verdade deveríamos pensar em “EDUCAÇÃO”.
Se Versálio não tivesse tido coragem, talvez até hoje não soubéssemos anatomia, porque ele roubava cadáveres para dissecá-los. É necessário coragem, como teve, por exemplo, o primeiro homem que pôs um cateter na veia e foi até à sala de raios X para ver o cateter no coração. (…) É fundamental ter esmero, dedicação e obstinação — sem isso não se anda —, em qualquer atividade.
Não sou de demonstrar sentimentos, sou totalmente tímida para me expressar olhando no olho. Sou melhor escrevendo do que falando, quando tento falar as palavras fogem da minha mente. Não é que eu não tenha sentimentos, é que eu não tenho controle sobre a minha timidez!😕✍
A fortuna declarou-me guerra. Eu não obedeço às suas ordens, não aceito o seu jugo, mais, pretendo mantê-la a distância, o que implica ainda maior coragem. Não posso deixar que minha alma amoleça.
Não, eu não tenho mais medo de ser largada, trocada, deixada no canto da sala quando o trabalho dele o impedir de vir me ver. Eu não tenho mais medo de ser aquela a qual ele busca conforto nas horas vagas. Aquela a qual ele olha nos olhos buscando olhos alheios. Meus medos mudaram. São medos novos eu diria. É isso o que me aterroriza, afinal. Tenho medo porque meus olhos acompanham as palavras por ele escritas. Medo porque eu tenho mudado sem ele sequer ter me feito algum pedido. Medo porque eu nunca quis me sentir tão próxima de alguém como quero me sentir dele. Na verdade, eu nunca quis estar na vida de alguém como eu desejo permanecer na dele. Medo porque no final das contas eu o amo, e sinto que ele me ama também. Medo pela dificuldade em usar a palavra “amor” face a face com ele. Medo pela dificuldade em citá-la quando estamos ao telefone. Medo pela distância oceânica em que nos encontramos após tantas conversas. Medo por me entregar para ele da forma que nunca quis me entregar a ninguém. Medo por querer ele grudado em mim, embora eu abomine essa prática insuportável dos casais. Medo por dizer e fazer coisas as quais eu repudiaria em pessoas apaixonadas. Medo por estar escrevendo esse texto. Medo porque ele derreteu o gelo que protegia meu coração, fazendo com que a água transbordasse pelos meus olhos. Medo porque quanto mais eu estou dentro, mais o sinto fora. Medo porque eu nunca senti por alguém essa imensidão que sinto por ele. Mais medo ainda de me perder dentro dela.
Fazer nada com os amigos nunca é fazer nada, não é?
Ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é querer que o outro não tenha.
Se você não se ama, eu me amo e tu fica aí com sua inveja de mim e solta essa língua dependurada na sua face de insatisfação consigo mesmo e com os outros, vê se, se enxerga urubu!
As pessoas não são nem más nem nobres. Eles são como saladas, com coisas boas e coisas ruins picadas e misturadas em um molho de confusão e conflitos.
Quem não trabalha não come.
Nota: A ideia original vem de um versículo bíblico e também foi utilizada anteriormente por John Smith.
...MaisLuto pela Bondade
Quero viver num mundo sem excomungados. Não excomungarei ninguém. Não diria, amanhã, a esse sacerdote: «Você não pode baptizar ninguém porque é anticomunista.» Não diria ao outro: «Não publicarei o seu poema, o seu trabalho, porque você é anticomunista.» Quero viver num mundo em que os seres sejam simplesmente humanos, sem mais títulos além desse, sem trazerem na cabeça uma regra-, uma palavra rígida, um rótulo. Quero que se possa entrar em todas as igrejas, em todas as tipografias. Quero que não esperem ninguém, nunca mais, à porta do município para o deter e expulsar. Quero que todos entrem e saiam sorridentes da Câmara Municipal. Não quero que ninguém fuja em gôndola, que ninguém seja perseguido de motocicleta. Quero que a grande maioria, a única maioria, todos, possam falar, ler, ouvir, florescer. Nunca compreendi a luta senão como um meio de acabar com ela. Nunca aceitei o rigor senão como meio para deixar de existir o rigor. Tomei um caminho porque creio que esse caminho nos leva, a todos, a essa amabilidade duradoura. Luto pela bondade ubíqua, extensa, inexaurível. De tantos encontros entre a minha poesia e a polícia, de todos esses episódios e de outros que não contarei porque repetidos, e de outros que não aconteceram comigo, mas com muitos que já não poderão contá-los, resta-me no entanto uma fé absoluta no destino humano, uma convicção cada vez mais consciente de que nos aproximamos de uma grande ternura. Escrevo sabendo que sobre as nossas cabeças, sobre todas as cabeças, existe o perigo da bomba, da catástrofe nuclear, que não deixaria ninguém nem nada sobre a Terra. Pois bem: nem isso altera a minha esperança. Neste momento crítico, neste sobressalto de agonia, sabemos que entrará a luz definitiva pelos olhos entreabertos. Entender-nos-emos todos. Progrediremos juntos. E esta esperança é irrevogável.
Pablo Neruda, in "Confesso que Vivi"
