Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
SAUDADE ANTIGA
Há qualquer coisa de saudade antiga
na poesia que suspira e chora agora
alguma coisa tal uma sensação amiga
na trova o brilho de sol posto, outrora
Há a razão de toda a agonia, que diga:
pesar que estrangula e vai noite afora
no sentimento, pensamento, ó urtiga
que pinica, intriga e não vai embora
É dor com alma, é dor humana, dor...
ó Senhor, preenche este verso incolor
com mais agrado e agrado possa ter
Ah! aflijo sem nome, ah! aflijo infrator
que o fado verse com cuidado e amor
prosa suave e, assim, sossego no viver!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG – 24/07/2021, 18’58”
Há um caminho longo chamado vida entre o nascer e a eternidade,porém , tempo suficiente para fazer a escolha certa pra fazer valer a pena no final.
Há um tempo oculto para si. É necessário organizar o caminho da liberdade, varrendo arestas da própria vida.
A minha mente é igual o céu a noite, no meio da escuridão da minha ignorância ha pequenas ideias e pensamento destacados como estrelas.
Há casais que se perderam ao longo do tempo, ou talvez nunca tenham se completado.
Vencidos pela carência acabaram por se aceitar.
É doloroso o fim, mas eu sei que mereço algo melhor, assim como ele!
Há momentos em que a solução é paliativa. Mas em muitos trechos da jornada, é no paliativo que encontramos forças até encontrarmos condições de resolver a questão em definitivo. Salve também o paliativo. Ele entrega alívio a muitos corações.
Há vezes que me vem a mente, que o homem mais burro é aquele que pensa que se conhece. Me é tão difícil me conhecer, tudo por causa da maldita aprendizagem que me modifica a cada aprendizagem.
HÁ VIDA NA PODRIDÃO ("Gosto de lugares assim, com a podridão humana estampada no rosto das pessoas." — Raphael Montes)
Eu vivo e não entendo as palavra de Camilo Castelo Branco: "A torpeza, a ignomínia, a podridão das entranhas vivas, o nascer ou morrer infamado ou infame é só do homem." Ou não vivo, só vegeto? Ordinário neste mundo como uma árvore até clamo por suas sobras, as folhas que caem, como uma árvore faz, alimentando-se de folhas podres, seu adubo me interessa: Uso Chá de folha seca. Aprendi a aprender com seus erros que matam, falo do outro que é carnívoro e usa remédio da farmácia. E se o corpo é a prisão da alma, libertem minha alma doente os deuses, não quero mais viver de podridão. Mas, a alma sou eu todo, quem me livrará do corpo que apodrece? A morte leva tudo e todos para a sujeira da podridão. Todo nascer e renascer é fruto da podridão. O podre não é doença, doente é a alma que se efetiva com pensamentos e palavras sujas. Ou quero, sim, viver de verdade antes da estrutura ruir por contaminação. Quero um curandeiro com as mezinhas de ervas poderosas. Cifa
Há Tanta esperança em teus versos poéticos...nos teus avisos proféticos...até mesmo em teus contos mais patéticos...Há tanta esperança que às vezes são os doentes que curam os medicos(...)
(...)Há momentos em que eu sinto vontade de correr para bem longe...onde ninguém possa me ver. Para um lugar tão distante onde eu possa me esconder. Correr... Correr sem parar ...para um lugar onde não veja ninguém passar.(...)
CORES DO DIA
Se formos dividir o mundo, será:
as que enxergam e as que veem.
Há gente que vê com os olhos,
outros, impossibilitados, com o tato.
Mas há também os que enxergam,
estes podem usar os olhos ou tato,
mas todos usam o coração.
Pessoas que apenas veem
são cinzentos, tudo está como filme
em escala de cinza, é tedioso.
Pessoas que enxergam
são coloridas, brilham como filme
de animação infantil.
Ora, menina, seu coração
enxerga as cores do dia,
mas agora você apenas está vendo:
o dia passar, a noite chegar,
os sonhos ruirem e o tempo avançar.
Em que lugar está a menina
que não se esconde num sorriso falso,
onde está a menina que sonha
mesmo com os pés descalços?
Insisto que se responda,
a mim já respondi:
essa menina está no coração
que enxergava o azul das nuvens,
o cinza do asfalto, o verde da melancia,
o branco da igreja, o vermelho da vida.
Há sempre na velha estrada um novo proceder com Amor, encontrando e dando apoio a outro ser desejando sempre à todos Namastê!
Aproveitar enquanto ainda há missão, e ainda existe fôlego na alma.
Aproveitar enquanto "vida e viver", não se torna sinônimo de saudade e lembranças (...).
Aproveitar AGORA.
"O desapego reflete a generosidade. Há um momento na vida em que as coisas ficam em segundo plano, e queremos compartilhar o que temos e o que somos com os nossos. Buscar a felicidade do outro pode ser um bom atalho para a nossa felicidade."
Há um ponto em 7.000 RPM onde tudo desaparece. A máquina fica sem peso. Simplesmente desaparece. E tudo o que resta é um corpo se movendo no espaço e no tempo. 7.000 RPM. É aí que você o encontra. Você sente que está chegando. Ele se aproxima de você, fecha em seu ouvido. Faz uma pergunta a você. A única pergunta que importa. Quem é você?
