Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Acorde enquanto há tempo: a fama depravada é um caminho de ida que raramente oferece volta para a mesma inocência.
"A semente da prosperidade só germina em solo de boa conduta. Onde há maldade, nada que é bom cria raiz."
"Há quem sinta um prazer sombrio em semear a discórdia, agindo como um carrasco das emoções alheias. Mas a contenda é um bumerangue: ela sempre volta para as mãos de quem a lançou."
Deve haver repreensão de qualquer acção que pode criar corrupção ao coração.
Se há maior risco de contaminação do público, então a repreensão pode ser feita em público.
Há quem esteja constantemente feliz, e isso sempre desperta críticas; mas a paz alcançada exigiu muito esforço e muito sofrimento contido — justamente aquilo de que ninguém quer saber.
O Eco do Punhal de Vidro
Há perguntas que nascem com dentes,
Criaturas pálidas trancadas no sótão da mente.
Não as soltamos porque o silêncio é um cobertor,
E a verdade, nua, tem o hálito podre do terror.
Pois saber o "porquê" é, muitas vezes, aceitar
Que o castelo de cartas nunca foi feito para habitar.
Vale a pena o risco?
Questionar o destino é como polir o fio da navalha;
Se o corte mudar a vida, o que resta na batalha?
Uma alma nova, talvez, mas banhada em sangue e frio,
Pois certas respostas transformam o oceano em um rio vazio.
É o luxo da ignorância combatendo o vício de ver,
Enquanto o relógio mastiga o que nos resta de ser.
Temer a morte é o maior dos contrassensos,
Um ensaio fúnebre em nossos dias mais densos.
Se o fim é o ponto final já posto pela mão do tempo,
Por que tremer diante do sopro de um vento atento?
A resposta final já está escrita na pele e no osso:
Ela virá nos buscar, quer o abismo seja raso ou fosso.
Mas escute o sussurro que você insiste em abafar,
Aquela verdade que o peito não ousa confessar.
E se a resposta que você guarda, trancada e sombria,
For a única chave que encerra essa agonia?
Talvez o horror não seja o fim que a morte traz,
Mas viver uma mentira e chamar o cárcere de paz.
"A verdade é um monstro que preferimos manter faminto, sem perceber que, ao final, somos nós o seu único alimento."
O respeito se mantém até onde há limite; ao ser ultrapassado, transforma-se em imposição do ego e da vontade.
A vida é assim, nem todo o dia é um mar de rosas, sempre há um obstáculo aqui, outro ali, mas o que importa mesmo é não perder a esperança, é andar sempre em busca do melhor... o melhor em mim, o melhor nos outros, um sorriso aqui, um gesto de carinho ali, enfim, cada dia é um aprendizado. Ainda que não se tenha o conhecimento do todo, que possamos sempre confiar no poder do universo que nos guia, que nos protege e nos leva sempre pelo melhor caminho...
A questão é, há amor nas cinzas?
Para quem sofreu, há mas lhe interessa procurar.
Para quem perdeu, as cinzas são o próprio amor.
Para o cientista, as cinzas são o resumo de tudo.
Para o matemático, há uma probabilidade apenas.
Para o poeta, há um livro a se dissertar.
AINDA HÁ ESPERANÇA
Na Amazônia, coração da Terra,
Agora impera, a seca e o silêncio,
onde havia vida sem fim.
Árvores secas, rios vazios,
Um eco de desolação, um sonho ruim.
O homem, cruel e implacável,
Queima a floresta, sem piedade,
O verde desparece,
Deixando cinzas e tristeza.
Os animais buscam refúgio,
Em áreas remotas, sem abrigo.
Os indígenas choram,
Porque sua terra corre grande perigo.
Mas ainda há esperança,
Na chuva que volta, na vida que renasce.
A Amazônia, resiliente,
Se recompõem e se renova.
Nossa responsabilidade,
É proteger e preservar,
Para as gerações futuras deixar,
Um legado para uma vida nova.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Talvez só você compreenda a tristeza nos meus olhos.
Te ver, talvez fosse um alento, para quem há muito já perdeu o rumo.
Eu luto contra minha própria alma e a natureza humana que há em mim minha mente luta para entender que voltar ao criador é natural, e é onde a luta começa porque os meus olhos te vê onde não estás , os meus ouvidos te escutam onde não estás, é tão surreal e triste quando noto que são saudades tuas, e a realidade é que já não tem o teu barulho na cozinha, aquela cadeira na sala está sempre vazia, do nada ecoa tua voz na minha cabeça e ainda te escuto gritando me chamando pra comer quando chego em casa, as vezes me perco quando volto tarde e tenho de mudar de janela pra alguém abrir as portas , dói porque entendo com a cabeça mas sangro com o peito.
Há em cada ser humano um mecanismo interno, quase sempre silencioso, que tenta orientar nossas escolhas. Chamamos isso de consciência. Muitos imaginam que ela funciona como uma estrela polar constante, infalível, autossuficiente. Mas não é assim. A consciência é um instrumento sensível, influenciável pelo meio, pelos hábitos e, sobretudo, pelas ideias às quais decidimos dar autoridade.
Paulo é um exemplo claro. Não lhe faltavam convicção ou disciplina; faltavam-lhe mapas adequados. Ele caminhava com segurança por caminhos errados, não por negligência, mas porque sua bússola moral havia sido calibrada por informações imprecisas. Somente quando uma luz maior confrontou seu modo de ver o mundo sua orientação interna pôde ser corrigida.
O mesmo ocorre conosco. Vivemos cercados por opiniões, ruídos e costumes que se impõem com a força da repetição. A consciência, submetida a isso continuamente, pode perder a precisão. Aquilo que fere passa a parecer normal; aquilo que é erro se confunde com tradição; aquilo que obscurece se disfarça de clareza. E, quando a consciência finalmente adormece, o erro deixa de incomodar não porque se tornou certo, mas porque deixamos de percebê-lo.
Por isso, não busco apenas a aprovação imediata ou a moral variável do momento. Essas coisas mudam depressa demais para servir de referência confiável. Procuro, antes, alinhar minha consciência com aquilo que não se altera o permanente, o que merece ser chamado de verdadeiro por resistir ao tempo e às circunstâncias.
Se minha consciência puder ser afinada por essa luz constante, então ela poderá funcionar como deve: um instrumento claro, um fio íntegro, um espelho que reflete sem distorcer. E assim viverei não segundo o bem que invento, mas segundo o bem que é o único capaz de orientar, de fato, quem deseja caminhar sem se perder.
Entre os muitos homens que atravessam silenciosamente as estruturas da sociedade, há aqueles que observam mais do que falam. Aerton Luiz Lopes Lima é um desses indivíduos.
Enquanto alguns se perdem na superficialidade do cotidiano, ele se volta à reflexão — escrevendo sobre os conflitos da alma humana, questionando a moralidade e investigando os labirintos da consciência.
Mas não se trata apenas de pensamento abstrato. Há também o homem da disciplina, formado no ambiente rigoroso da segurança e da ordem, onde a responsabilidade e a vigilância são virtudes indispensáveis.
E assim surge uma curiosa síntese: o guardião prático das estruturas do mundo real e, ao mesmo tempo, o observador silencioso das estruturas invisíveis da mente humana.
Homens assim raramente são percebidos de imediato. Contudo, são eles que, no silêncio das ideias e na firmeza da ação, revelam que a verdadeira força não está no ruído das multidões, mas na lucidez do pensamento.
Há dias em que a tristeza me atravessa inteira,
como se ocupasse todos os espaços do meu ser.
E então, quase em silêncio,
o vento me toca — leve, discreto —
e algo dentro de mim se acalma.
Talvez eu não precise desaparecer,
talvez eu só precise aprender
que até a dor respira…
e também passa.
