Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
A saudade, para mim, é tipo uma sombra. Ela existe, mesmo quando nem a noto ou lembro dela, mas há dias em que ela faz questão de se mostrar
Há pessoas que nascem para amarem e serem amadas. E também há aquelas que vivem uma ou outra coisa. E há ainda, seres encantados que veem ao mundo para cuidar dos corações dos que amam... Mesmo que isso possa custar seu próprio coração.
A vida é uma interpretação, e no meio desta interpretação há experiências muito fortes que devem ser testemunhadas para o crescimento mútuo.
Há momentos que a distância é como uma ferida invisível que fere de forma sutil, mas fere. Pior que isso é estarmos juntos e ao mesmo tempo mais que distantes.
Surgiu uma vontade de ocupar todas as noites aquele lado da cama que está vazio, há um bom tempo. Dividir o armario, reorganizar o outro lado do guarda-roupa de um jeito diferente do meu.
Uma vontade de ter a mesma companhia no café da manhã antes de ir para o trabalho, e nos jantares das sexta depois de um dia corrido. Vontade de curtir os feriados em lugares diferentes com o barulho da cachoeira, cheiro das folhas, ou sentir aquela brisa passar enquanto estamos parados na frente do mar. Sentir você presente em tudo.
Essa vontade só aumenta. De que mais precisamos? Eu tenho você, você tem a mim e nós temos amor. Fui ter certeza disso quando vi que não suportaria ficar sem você, quando vi que era mais que saudade .
Não sei se essa é minha mania de sofre por antecipação entrando em vigor ou é apenas uma maneira de pedir para você ficar de vez . Ou apenas minha vontade de juntar.
A objetividade, então, surge porque há uma percepção de que os fatos são subjetivos, ou seja, construídos a partir da mediação de um indivíduo, que tem preconceitos, ideologias, carências, interesses pessoais ou organizacionais e outras idiossincrasias. E como elas não deixarão de existir, vamos tratar de amenizar sua influência no relato dos acontecimentos. Vamos criar uma metodologia de trabalho.
PADRINHOS
Há uma fé enorme
na rebelião dos justos
e a glória será sempre
dos que na arena sangram,
enquanto os omissos se escondem
na latrina dos favores políticos.
Quem há de nós avisar em uma noite de chuva que é preciso ter um pouco mais de esperança que o sol sim virá?
Porque ela está vazia… Todo o a redor, o meio, o fim, o começo, o errado, o certo, o nosso, o avesso, o de ninguém, o que ninguém quer, o que eu nem mesmo sei se quero. Estou vazia…
Todas as certezas, as dúvidas, os medos, as inseguranças, as esquinas, os travesseiros, as noites, os dias, as tardes, a sensação de enfim sentir-se completa. Tudo as pedaços, só o vazio restou.
E eu estou acabada, exaustivamente cansada, chorei, pela primeira vez chorei, por um fim que há muito tempo já havia sido fim e só a tonta aqui não aceitava…
Foi aquele cara maluco, com manhias estúpidas que tanto amor dei, me deixou assim. E eu tento encher todas as minhas partes vazias de pessoas que inflam o suficiente para me fazer mais macia, tentativas inúteis, tudo ilusão. Além do vazio e essa dor que não passa, ando seca. Ressecada de tanto vazar por um dia ter pensado que as escolhas já haviam sido todas feitas e que a minha parada final era bem ali em seus braços…
Todas as coisas que eu planejei fazer com você, a cama bagunçada, os filhos que íamos ter, o pra sempre juntos, as palavras, promessas e carinhos…. Estamos vazios!
E ele foi embora sem ao menos olhar pra trás, e entre os seus passos, ainda tento entender onde das esquinas foi que tudo se perdeu, onde foi parar aquele nosso amor maluco um pelo outro, onde foi parar o meu sorriso, porque agora ando sem ele…
Há momento em que necessito recolhimento...mergulho vertiginoso no seio das minhas angustias...uma busca constante entre o que fui e o que pretendo ser...de onde vim e para onde vou...desembaraço-me do maquineísmo...apenas...porque prefiro o caminho do meio...rasgo-me com as mãos vorazes da dúvida e guardo as incertezas em caixinhas de sândalo...só pelo prazer de quando em vez...sentar-me a beira do caminho e aspirar seu perfume...
Há uma loucura absurda que me alimenta,
Um desejo que persiste, me atormenta.
Um tipo de mistura de sensações,
Misto de dor, tristezas e emoções.
Tudo por causa de um tal amor
Que está aqui, mas não o tenho;
Está ao meu lado, mas está longe;
Vou até ele, não me contento.
Se aproximo dele, ele se esconde.
Esconde o sorriso
E torna-se sério,
Mas seus olhos reluzem de alegria.
