Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Só somos uma vez e nunca mais:
não há repetições na Natureza.
Não se confunda o som com o seu eco.
Os fantasmas são ecos que assombram
os ouvidos sensíveis da saudade.
"Distração é a morfina do desespero.
Já que não há nada melhor do que uma mentira para acomodar a irracionalidade, e colher a alienação."
Eu queria poder te dar aquilo que você está procurando, mas não sei o que é. Há uma parte de você que se mantém fechada para todo mundo, inclusive para mim. É como se você não estivesse de verdade comigo. Tem outra pessoa no seu pensamento.
Às vezes me sinto bem por ser outra pessoa, uma pessoa totalmente diferente do que eu era, e nesse caso, o novo é algo magnífico, celestial. Não me sinto feia, muito menos bonita, me sinto apenas eu mesma, sei meus defeitos mas também sei do que sou capaz. Hoje me admiro de uma forma peculiar, algo quase inexplicável. Sinto-me diferente, como se tivesse acordado agora de um sono profundo.
O ocasional e o essencial - Martha Medeiros
Uma das razões que torna o escritor Ian McEwan um dos grandes nomes da literatura contemporânea é que ele escreve tão bem que consegue nos capturar para dentro de seus livros. Você não lê: você vive aquilo que está escrito. No seu mais recente lançamento, Na Praia, os personagens Edward e Florence, recém casados, travam uma conversa que definirá o futuro de cada um. É um diálogo difícil, delicado, forte, emocionante, verdadeiro, triste e nenhum destes adjetivos vêm em nosso socorro para ajudar a compreender a cena, não é preciso: a gente está ali com eles, ouvindo tudo, sofrendo junto. Enquanto eles conversavam, escutei não apenas suas vozes, mas o barulho das ondas, a interferência da brisa e a lenta batida do coração de cada um. Quase paramos todos de respirar - o casal e eu.
A questão dolorosa do livro é uma pergunta para a qual dificilmente encontramos resposta: a pessoa que você amou e perdeu no passado era essencial na sua vida?
Uns tiveram muitos amores entre os 16 e os 80 anos, outros tiveram poucos, mas todos nós possuímos um passado, não há quem tenha vivido com o coração desocupado. Os dias que correm, hoje, indicam que nossa vida amorosa irá se intensificar ainda mais, uma vez que as possibilidades de encontro se multiplicam (a Internet fazendo sua parte), os preconceitos diminuem (aumentando a oferta de "composições") e a necessidade de desejar e ser desejado tem se imposto à necessidade de casar e ter filhos. Na prática, estas mudanças já vêm acontecendo. Há diversas formas de se relacionar, e se o número de adeptos de formas menos tradicionais ainda não é volumoso, o respeito por todas elas está, ao menos, quase sedimentado.
Este entre-e-sai de homens e mulheres na vida uns dos outros dinamiza as relações, incrementa biografias, dá uma sensação de estarmos aproveitando bem o nosso tempo. E o amor não está excluído da festa, pode marcar presença forte em quaisquer dos novos padrões de comportamento. Mas este barulho todo não oculta nosso questionamento mais secreto: haverá alguém que, entre todos os que cruzaram nosso caminho, poderia ter nos transformado, nos acrescido, nos desviado desta eterna experimentação e justificado nossa existência de uma forma mais intensa? Terá esta pessoa cruzado por nós e a perdemos por causa de uma frase mal colocada, por uma palavra dita com agressividade, por uma precipitação, por um medo ou um equívoco?
Não é uma resposta que chegue cedo para todos. Sorte de quem já a tem. Em Na Praia, Ian McEwan não oferece um final infeliz a seus personagens, mas não os priva de uma dúvida comum a todos: que destino teríamos se um amor vivido errado tivesse sido vivido certo. Como assumir este amor sem sofrer as influências da época, da sociedade e da nossa própria imaturidade. Como valorizar o que se tem no momento em que se tem, e não depois. Como livrar-se do fantasma do "se eu tivesse dito, se eu tivesse feito, se eu...".
O maravilhoso mundo das relações amorosas progride, se reinventa, se liberta das convenções, se movimenta para um lado e para o outro, mas seguimos mantendo a íntima esperança de que, entre todos os "muitos" que nos fizeram felizes, possamos reconhecer aquele "um" que calaria todas as nossas perguntas.
Imagino que uma das razões para as pessoas se agarrarem a seus ódios tão teimosamente é porque percebem que, uma vez que o ódio é eliminado, serão forçadas a lidar com a dor.
Amor.
Uma palavra tão pura.
Com tantos significados e razões para existir, que surge do nada, nos dá um leve gosto e às vezes some sem motivo algum. Muitas vezes confundido com paixão, algo difícil de entender, embora nos esforcemos. Talvez para alguns, quebrar um coração seja mais fácil, do que mantê-lo vivo e aquecido.
Terminalidade
Uma das razões de estresse, é ter diversas tarefas a concluir ao mesmo tempo.
inadequadamente, interrompemos a tratativa de um problema, para nos engajar na tratativa de outro.
Tornando-se, por vezes uma bola de neve, uma situação favorável ao estresse.
Devido Mecanicidade, muitos acabam acumulando tarefas que se transformam em problemas, por não saberem distinguir o urgente do prioritário.
Tudo pode ser igualmente urgente, mas aquelas que, se não forem concluída a tempo lhe causarem maiores danos, desconfortos ou prejuízos, são as prioritárias.
Portanto Conclua as prioritárias e só depois passe para as urgentes e as demais.
As vezes, não se trata de volume de soluções encontradas, mas quantas prioritárias foram deixada pra trás, pois São essas que geram estresse.
O pessimista deve inventar cada dia novas razões de existir: é uma vítima do "sentido" da vida.
O DESCONCERTO QUE CONSERTA!
Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move. É claro que existem situações em que o ódio é ódio mesmo, mas, em outras, não.
Você já deve ter experimentado isso que estou dizendo. Sobretudo no momento em que foi traído, enganado e até mesmo abandonado. O sentimento foi de revolta e, nela, o amor muda de cor, configura-se diferente. É a mesma coisa que acontece com os animais que se camuflam para sobreviverem às ameaças dos inimigos. O camaleão é sempre camaleão, mesmo que não possamos identificá-lo no seu disfarce. Da mesma forma fazemos nós.
Quando temos o nosso amor traído, ameaçado pelo descaso do outro, nós nos revestimos de ódio e ressentimentos. Mas a fonte é sempre o amor. Ele é o referencial de onde parte a nossa reação. Nem sempre temos coragem de assumir isso. A traição nos trava para a misericórdia. E, então, sentimos necessidade de devolver a ofensa com a mesma moeda.
Por isso, dizemos que odiamos. Mas só o dizemos, porque o que nos falta é coragem para dizer que amamos.
Camuflados e infelizes
Camuflar é o recurso que usamos com o objetivo de nos justificarmos diante dos outros. É uma forma que temos de nos sentir menos humilhados. Não raras vezes, dizer que temos ódio é uma maneira de tentar dar a volta por cima. Estranho isso, mas acontece.
Talvez seja por isso que as pessoas andam tão distantes dos seus verdadeiros sentimentos. Tememos a fraqueza. Tememos que o outro nos flagre no sofrimento que a gratuidade do amor nos trouxe. Preferimos assumir uma postura marcada pela agressividade a outra que nos mostrasse em nossa fragilidade.
Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza. E amar é experimentar a fraqueza. É provar o doloroso campo da necessidade, da carência e da fragilidade.
Amar é uma forma de depender, de carecer e de implorar. É uma forma de preenchimento de lacunas, visto que o amor é a melhor forma de complementar os espaços.
Admirável desconcerto
Quem ama sabe disso. Quem é amado, também. A gratuidade do amor consiste nisso. Amar quando o outro não merece ser amado. Surpresa maior não há. Ser abraçado no momento em que sabemos não merecer ser perdoados. O amor verdadeiro desconcerta. O perdão e a reconciliação são a prova disso. Somente depois de dizermos infinitas vezes "Eu te perdôo" , é que temos o direito de dizer "Eu te amo". Porque, antes do perdão, o que existe é admiração. Esse último sentimento não é o mesmo que amar. Só amamos aqueles a quem perdoamos. E, geralmente, só odiamos aos que amamos, caso contrário seríamos indiferentes.
Pena que tem sido cada vez mais difícil declarar amor no momento em que o outro não merece. Não temos coragem de tomar essa atitude, porque ela é chamada de fraqueza, coração mole. E, por medo de sermos vistos assim, camuflamos o amor com as roupas do ódio.
Perdemos a oportunidade de atualizar a gratuidade do amor de Deus na precariedade do amor humano e de surpreender o outro com nosso gesto já transformado pela graça divina.
Na sua vida, não tenha medo de ser fraco, já que a fraqueza representa capacidade de amar. Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor.
Desconcerte-o e, assim, você ajudará a consertar o mundo.
Amar é uma mistura de alegria e medo; de paz por um lado e ameaça de guerra pelo outro. É pensar que a felicidade tem nome e endereço. É temer não estar à altura. É sofrer tanto quanto querer.
Amar é
Amar é chorar a dor de uma saudade, saudade de alguem que está tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Amigo, eu sinto muito em te dizer isso, eu sei que vai doer. Mas a verdade dói apenas uma vez, já a mentira dói cada vez que a gente lembra dela. Portanto eu prefiro ser sincero, e já adianto que estarei aqui para te consolar sempre que precisar. Antes de mais nada, eu quero te fazer um pedido: não desista do amor pelo que eu vou te dizer agora, tá bem? Entenda que nunca é idiota quem ama, mas aquele que não sabe amar. Eu percebo que você está amando, e isso é ótimo! Sempre vejo você tão dedicado, carinhoso e fazendo tantos planos… mas você entregou o seu coração para a pessoa errada. Me dói ver que ele não está nem perto de realizar todos os seus sonhos.
Não pense que você é muito exigente, não é nada disso! É ele que te dá apenas migalhas, e você está começando a se acostumar. Ele não te valoriza, sempre te deixa em segundo, terceiro plano. E você sabe, a gente não deve tratar como prioridade quem nos trata como opção. Eu já tentei dizer isso de outras formas, só que parece que você está na defensiva e sempre encontra uma desculpa para não me ouvir. Se eu te pergunto, você diz que está tudo bem. Mas eu te conheço, eu sei que você não está feliz. Eu sei também que ele te prende e não te deixa seguir em frente, mas você é mais forte que isso! Você vai superar, vamos correr no parque, ocupar a cabeça, vamos sair, viajar, e daqui um tempo estaremos dando risada de tudo isso! Amigo, você é lindo e seu sorriso conquista a todos à sua volta, o problema é todo dele se ele não é capaz de perceber que vai perder uma pessoa maravilhosa, muitos gostariam de ter a sorte que ele tem. Tenha a certeza que você vai se apaixonar novamente por alguém que te mereça, esta pessoa só está aguardando você deixar esta história que não te pertence para trás.
Não é fácil, eu sei. Se eu pudesse, eu tiraria a sua dor e passaria ela para mim. Mas já que eu não posso, eu quero que você saiba que você pode dividir esta angústia comigo. Eu não vou te julgar, nem dizer que você está errado. Você pode contar comigo, pode chorar, está tudo bem. Mas você precisa saber que ele não merece as suas lágrimas… Amigo, está na hora de você deixar de se contentar com tão pouco. Olhe-se no espelho e entenda de uma vez por todas: você merece muito mais!
Quando você gosta de uma flor, você a arranca. Quando você ama uma flor, você a cultiva.
uma chance negada por si mesmo
No fim de tudo, você evita sofrer, mas assim também evita as alegrias.
Evita amar, mas também evita ser amado.
Evita viver com o coração e procura a razão, mas acaba não vivendo aquilo que realmente queria e apenas vivendo um roteiro da sua própria vida criado pelos seus medos.
Sendo que o pior de tudo é que você evita gostar das pessoas e para isso você afasta o sentimento delas de você e quando se der conta, a única coisa que realmente conseguiu fazer foi fugir de ser amado por alguém de verdade, pois cada pessoa que você viu um bom coração e um olhar com sentimentos você também chorou por não ter se dado chance. Assim você teve uma chance negada por você mesmo, chamada medo.
Ainda te amo, e mesmo com mil anos seria capaz de te amar, sem imaginar, sem ao menos deixar que esse amor viesse parar, pois de você somente tenho uma parte que sou eu, a outra, se perdeu.
O tempo trouxe seu coração para mim
Eu te amei por mil anos
Eu vou te amar por mais mil
