Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Eu gostaria de ver alguém, profeta, rei ou deus. convencer mil gatos a fazerem qualquer coisa ao mesmo tempo.
"Só sei que nada sei...
Quando se trata de amor
O que falar ao coração?
Quando mil perguntas passam por minha mente...
O que dizer quando meus pensamentos são dominados por sua imagem?
O que responder se às vezes as perguntas são tão conturbadas?
Só sei que nada sei, por isso vivo sem saber como enganar meu coração.
Vivo a falsa ilusão que algum dia saberei o mistério tão envolvente que é ter você morando dentro de meu coração.
Não sei o que pensar, já desisti de tentar achar resposta pra tanto amor acumulado no peito.
Acostumei-me a viver com sua presença em meus pensamentos.
E a saudade então que vive me perturbando com lembranças suas.
A solidão e a dor são minhas companheiras, e nada sei responder quando ainda me perguntam sobre você.
Não sei o fazer pra acalmar meu coração quando o amor grita por seu nome... E você nunca me ouve."
(Roseane Rodrigues)
Dualidade
Por fora sou como me vês
Mil facetas de um caleidoscópio
Nuances de intensidade variada
dançando num bailado de cores
brilham e se transformam
Ilusão ótica, espetro da tua fantasia.
Por dentro sou como me imaginas…
Fujo quando penso que me adivinhas
Mostro-me quando sinto a tua sombra
Amordaçado, o interior nunca se mostrou
Sou Zeus e Hades. Mas não sabes
E nem eu sei o que sou!
Se Sapiens conquistou a Terra em menos de cinquenta mil anos, talvez tenha sido em parte por que seu irmão Neandertal o ajudou a encarar o frio.
Ainda é abril. Nenhuma folha tombou neste outono. Ainda. Já passamos longe daquele ano dois mil. E há tanto cansaço nos espíritos sensatos.
Devíamos ter avançado?
Mais uma vez teve arma química. E na rua, briga. Gente unida pelo egoísmo. Egoísmo coletivo. Dos meus companheiros contra os teus.
Não devíamos ter avançado?
Ainda é abril. Há sangue ofertado, escorrido aos pés dos ídolos. É abril. Nenhuma folha tombou, ainda. Os ídolos, agora, são todos feitos do metal mais vil. Todos!
Mas não devíamos ter avançado?
Ainda é abril. E não tombou nenhum espírito cansado. A sensatez lhes pesa nos ombros. Todos! Pesa, justamente ela, a lucidez que nos traz esperança. Ainda.
Faço tanto para chamar tua atenção
Escrevo mil versos
Grito, brigo, desconverso
... Pinto o rosto de gatinha
E o que ganho?
Nem um afago no meu pelo.
Desespero,
amar tão loucamente
e sem razão.
Mas acho que se o amor tivesse razão
não seria amor.
Seria um ensaio filosófico.
Meu amor por ti tem muita emoção
mas juízo nenhum!
Elisa Salles
Mil vezes já expliquei que, se a conduta de um filósofo pode ser explicada pela hipocrisia, pelo fingimento proposital ou por algum distúrbio mental, não faz sentido apelar ao conceito de 'paralaxe cognitiva'. É óbvio: se algo tem uma explicação psicológica banal, para quê recorrer a um conceito histórico-cultural ao descrevê-lo? [...]
Falei em paralaxe cognitiva mais especialmente a propósito de Kant e Marx. Nenhum dos dois era louco, nenhum dos dois era burro, nenhum dos dois era um farsante proposital. Nos casos de Maquiavel e Rousseau preferi explicações mais propriamente psicológicas: a inépcia, no primeiro caso, a autopersuasão histérica, no segundo. [...]
Paralaxe cognitiva é o deslocamento (estrutural, entenda-se) entre o eixo de uma construção intelectual e o eixo da experiência real à qual nominalmente ela se refere. É um fenômeno cultural que aparece na história da filosofia, endemicamente, a partir do século XVII, e que, por definição, nada tem a ver com hipocrisia, mentira ou loucura pessoal.
Em resumidas contas, a paralaxe cognitiva aparece quando o filósofo, no seu juízo perfeito e sem nenhum intuito de mentir, descreve como realidade aquilo que ele está pensando em vez do que está vendo.
O VERSO
O verso fechado entre as pernas
De mil chaves, de mil portas
No inferno em labaredas quem sabe
Ou nas mulheres da rua que sofrem
Com os clientes mal amados
Entre os nervos dos poetas em verso
Mulheres mal faladas da torre de babel
Pela poesia desgovernada de esferas
A poesia é uma casa de formada gente
Talvez seja quem sou eu para desmentir
Nos sonhos fatídicos de todos os poetas.
AMOR
Esperei mil anos
Mil anos de amor
Mil anos à tua espera
À tua procura, por isso
Quando sentires
Um sopro de vento
No teu rosto, não te assustes
Sou eu amor, que venho
Buscar o teu amor
Se me sentires tocar -te
No teu corpo, sou eu amor
Que venho, buscar o amor
Que tu me juraste um dia
Esperei mil anos sem dúvida
Esperaria mais mil por ti meu amor .
Fogueiras queimando, pessoas ainda vivas, se debatendo entre as chamas. São dois mil anos de crimes em nome de Deus
Me trancaram em um quarto escuro, dia e noite, noite e dia, pra matar mais de mil demônios, pra caçar mais de mil demônios, e então quando a luz do dia apareceu, contra o espelho eu percebi que o demônio era eu.
Eu poderia te encontrar em mil vidas, mas eu tenho certeza que em todas elas eu me apaixonaria pelo seu sorriso...
" Por mil caminhos andei...
Mil coisas conheci...
Dentre elas, ouvi falar
do amor.
Procurei fazer o que aprendi,
Mas pelos caminhos que trilhei,
Ouve quem não me entendeu.
Eu quis doar amor,
Houve quem me retribui só ingratidão
Eu venho tentando perdoar,
Quem busquei amar,
Quem só fere meu coração...
Eu procuro compreender...
Porque tentam destruir o amor
que foi gerado em mim,
Não compreendo porque há
tanta ingratidão a quem só
quis um dia ajudar."
_Roseane Rodrigues
Mil palavras saíram da minha boca e ninguém vai entender, Tenho que ligar o foda-se pra alguém me compreender.
