Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Há coisas na vida que tem um prazo de validade muito curto, e por mais que se tente prolongar por mais um ou dois dias, não dá certo,o melhor a se fazer é jogar fora. Afinal pra quer colecionar entulhos , eles só servem pra pesar na bagagem e puxar sua vida para trás.
Quando a alma chora
"Há dias em que minha alma só enxerga escuridão, tudo parece estar nebuloso, sem nenhum raio de luz.
São dias como esse que a alma chora, não há palavras ou gestos que possa modificar a dor que sinto.
Nesses momentos busco por alguma força que me ajude a passar por esse sofrimento.
Tento me fazer de forte, mas por dentro minha alma chora desconsolada, só se sabe a essência dessa dor quem já passou.
É uma dor sem tamanho, é ferida que sangra lentamente drenando a alegria, injetando na alma uma saudade sei lá do que ou de quem.
A alma chora tentando sobreviver as lembranças esquecidas de algo que ficou no passado.
Tenho a sensação de estar sempre recomeçando, parece que algo foi arrancado de mim bruscamente sem nenhuma explicação.
Minha alma chora solitária, sem que ninguém me ouça.
São nessas horas sombrias e tristes que minha alma espera por um novo amanhecer, onde o choro possa ser amenizado dando trégua ao sofrimento."
(Roseane Rodrigues)
O Recreio
Na minha Alma há um balouço
Que está sempre a balouçar ---
Balouço à beira dum poço,
Bem difícil de montar...
--- E um menino de bibe
Sobre ele sempre a brincar...
Se a corda se parte um dia
(E já vai estando esgarçada),
Era uma vez a folia:
Morre a criança afogada...
--- Cá por mim não mudo a corda,
Seria grande estopada...
Se o indez morre, deixá-lo...
Mais vale morrer de bibe
Que de casaca... Deixá-lo
Balouçar-se enquanto vive...
--- Mudar a corda era fácil...
Tal ideia nunca tive...
Me perguntaram há alguns dias por que o término de um relacionamento é tão complicado e doloroso. Respondi que quando você ama alguém, não é só a pessoa, mas o sonho de construir algo com esta pessoa. Aí, quando ela decide ir embora, você vê seu sonho acabado. É por isso que é doloroso, mas nada impede que você encontre uma outra pessoa e construa um novo sonho.
° ೋ ❀ ° Há tanta beleza na magnitude da vida ... Ainda que poucos sejam os olhos que conseguem transpor as limitações e enxergar com a alma toda glória divina que nos cerca ! ° ೋ ❀ °
Para os trabalhadores de muitos países permanecem válidas as observações feitas por Schulz há um século e meio: "Milhões de homens conseguem obter os meios de subsistência estritamente necessários somente por meio de um trabalho cansativo, fisicamente desgastante, moral e espiritualmente deturpante. Eles são obrigados até a considerar como uma sorte a desgraça de ter achado um tal trabalho."
Há dois meses aprendendo que a vida é muito mais do que eu imaginava. Que o seu sorriso é sinônimo de dia bom. E que o seu beijo é a resposta para todas as minhas dúvidas. Te amo!
ESPAÇO VAZIO (soneto)
Há ilusão seca tão desfolhada
No apertado do amor ignorado
Nas lágrimas no olho chorado
No vento de uma dor soprada
Assim, tão só e tão esgotado
Com a alma ao vento, levada
A revelia, e sem mais nada
O olhar vai ao chão, atado
Só se vê silêncio no peito
Sem rima, sem poesia, leito
Apenas o ritmo com arrepio
E neste tal suspiro tão sujeito
Que fala, respira, tira proveito
A emoção é um espaço vazio...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Ser livre mesmo é assimilar que "O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há quem diga que a caminhada da vida é como um barco à vela.
Acho legal esta comparação, entretanto, devemos lembrar que:
"O que fará o barco (a vida) andar jamais será a vela (o conhecimento) armada, ainda que seja nova, mas sim o vento (Deus) que bate nela e que não se vê.
"Do admirável ao ridículo há apenas um passo, o problema é que quase sempre eu avanço dez passos." ⊙﹏⊙
Versos Bocage
Veja quanta coragem
Há nestes versos enfurecidos
Versos de Bocage
Um tanto convencidos
Versos boêmios que se perdem
Sem se deixarem encontrar
Sonetos que transferem
O sentido de amar
O amor é como um verso
Mesmo sendo confesso
Deixa-se levar
Á um lugar no universo
Onde somente os amantes
Podem entrar
O que há de comum entre o pensamento judaico-cristão e o pensamento zen-budista é a consciência de que preciso abdicar da minha 'vontade' (no sentido do meu desejo de forçar, dirigir, estrangular o mundo fora de mim e dentro de mim) a fim de ser completamente aberto, receptivo, desperto, vivo. Na terminologia de Zen chama-se a isto, frequentemente, de 'esvaziar-se' - o que não tem nenhum significado negativo, mas de receptividade para receber. Na terminologia cristã isto se denomina, amiúde, 'anular-se e aceitar a vontade de Deus' (...) [Mas numa interpretação paternalista da fé cristã, também muito explorada pelas tiranias laicas do século XX, que jogam com o nosso 'medo à liberdade' que Fromm estudou num de seus clássicos de psicanálise política] em lugar de tomar suas decisões, o homem as deixa a cargo de um pai onisciente e onipotente, que vela por ele e sabe o que lhe convém. Claro está que, nessa experiência, o homem não se torna aberto e receptivo, senão obediente e submisso. A obediência à vontade de Deus se processa melhor quando inexiste o conceito de Deus. Paradoxalmente, obedeço realmente à vontade de Deus quando dele me esqueço. O conceito do vazio Zen implica o verdadeiro significado da renúncia à própria vontade, sem, todavia, o perigo de regressar ao conceito idólatra de um pai ajudador.
Erich Fromm, "Psicanálise e Zen-Budismo"
Há beijos que pronunciam por si mesmos
a sentença do amor condenatório,
há beijos que são dados com o olhar,
há beijos que são dados com a lembrança.
Há beijos silenciosos, beijos nobres
há beijos enigmáticos, sinceros
há beijos que são dados apenas almas
há beijos proibidos, verdadeiros.
Há beijos que queimam e doem,
há beijos que arrebatam os sentidos,
há beijos misteriosos que deixaram
mil sonhos errantes e perdidos.
Há beijos problemáticos que contêm
uma chave que ninguém decifrou,
há beijos que geram tragédias, já que
muitas rosas em um broche não têm folhas.
Há beijos perfumados, beijos quentes
que palpitam em desejos íntimos,
há beijos que nos lábios deixam vestígios
como um campo de sol entre dois gelo.
Há beijos que se parecem com lírios
, sublimes, ingênuos e puros, beijos
traiçoeiros e covardes,
beijos amaldiçoados e perjuros.
Judas beija Jesus e deixa impressa
no rosto de Deus, o crime,
enquanto a Madalena com seus beijos
piedosos fortalece sua agonia.
Desde então, em beijos,
amor, traição e dores pulsam,
em casamentos humanos se assemelham
à brisa que brinca com as flores.
Há beijos que produzem delírios
de paixão amorosa ardente e louca,
você os conhece bem, eles são meus beijos,
inventados por mim, para sua boca.
Beijos de chamas que em uma trilha impressa
carregam os sulcos de um amor proibido,
beijos de tempestade, beijos selvagens
que só nossos lábios provaram.
Você se lembra do primeiro...? Indefinido
cobriu seu rosto com rubores
e nos espasmos de emoção terrível,
seus olhos se encheram de lágrimas.
Você se lembra que uma tarde em excesso louco
eu vi você ciumento imaginando mágoas,
eu te suspendi em meus braços... um beijo vibrou,
e o que você viu depois...? Sangue nos meus lábios.
Eu te ensinei a beijar: os beijos frios
são do coração do rock impassível,
Ensinei-te a beijar com os meus beijos
inventados por mim, pela tua boca.
Mas há a espera. A espera é sentir-me voraz em relação ao futuro. Um dia disseste que me amavas. Finjo acreditar e vivo, de ontem pra hoje, em amor alegre. Mas lembrar-se com saudade é como se despedir de novo.
Há sempre um perigo no amor que tem utilidade ...No dia em que deixa de ser (útil), mandamos embora, dispensamos.
