Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Os argumentos relativos ao problema da existência de Deus têm sido viciados, quando positivos, pela circunstância de frequentemente se querer demonstrar, não a simples existência de Deus, senão a existência de determinado Deus, isto é, de um Deus com determinados atributos.
O conceito de Deus, reduzido à sua abstração definidora, é o conceito de um criador inteligente do mundo. O ser interior ou exterior a esse mundo, o ser infinitamente inteligente ou não — são conceitos atributários. Com maior força o são os conceitos de bondade e outros assim, que, como já notamos, têm andado misturados com os fundamentais na discussão deste problema. Demonstrar a existência de Deus é, pois, demonstrar: (1) que o universo aparente tem uma causa que é externa a ele; e (2) que essa causa é inteligente, isto é, conscientemente ativa. Nada mais está substancialmente incluído na demonstração da existência de Deus, propriamente dita. Reduzido assim o conteúdo do problema às suas proporções racionais, resta saber se existe no raciocínio humano o poder de chegar até ali, e, chegando até ali, de ir mais além, ainda que esse além não seja já parte do problema em si, tal como o devemos pôr.
"Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada. E que para de onde veio volta depois quase à noitinha pela mesma estrada".
(Em O guardador de rebanhos)
We torture our brother men with hate, spite, evil, and then say “the world is bad”.
Torturamos os nossos irmãos homens com o ódio, o rancor, a maldade e depois dizemos «o mundo é mau».
(Aforismos e afins)
Can anything be filthier, dirtier than a pig?
If you speak of external things, no.
Pode alguma coisa ser mais imunda, mais suja do que um porco? Se estivermos a falar de coisas externas, não.
(Aforismos e afins)
Sonhos da Noite
Todas as noites antes de dormir
Algo me inquieta
Angústia.Saudade.Amor.Arrependimento.
Aquele receio de que Devia ter Amado mais
Abraçado mais
Não tem como voltar ao passado, infelizmente!
Deito-me no travesseiro
E logo lembro das palavras ditas
Palavras que me machucaram
Palavras que ficaram marcadas em mim
O local que foi tocado dói só de Lembrar
Não tem como voltar ao passado, infelizmente!
Mas ao invés de lembrar desse marco
Prefiro ficar com boas memórias
Sonho acordado todos os dias
Sonhos impossíveis
Mas não deixo de sonhar
Prefiro imaginar eu e você
Rindo
Se amando
Indo ao Jogo
Vivendo uma irmandade sem igual
Quero acordar desse pesadelo
Não tem como voltar ao passado, infelizmente!
EU ia
Havia um lugar, inabitado por longo tempo, onde de vez em quando eu ia.
Muitas vezes quando lá eu fui, levei comigo tudo que eu sentia, mal entrava e logo saia deixando para trás todo o sentimento que em mim fluía.
Estive por lá nos últimos dias, e esta porta que quase nunca se abria, fôra arrancada por uma forte Ventania, que espalhou tudo o que lá, eu escondia. Todo o sentimento que eu reprimia, em minha volta se consumia. Muita coisa feia se via! Muito mais feia do que já fôra um dia.
O que eu não sabia, era que em meio à tristeza e rebeldia estava também tudo aquilo que bem me fazia, amor e alegria, em total abandono e em plena agonia.
Com a porta escancarada a dor se esvaía, iam embora frustração e melancolia e tudo o que ali contia, estava em pura harmonia.
De lá, eu não mais saía! Não comia e nem dormia! De mim mesmo, me entorpecia. E transbordei de euforia! Eu existia!
Em 15 de Dezembro de 2015.
Insuportável Razão
AHHHH! Sai de mim, intenso sentimento!
Porque fui alimentar-te tanto?
Agora és poderoso, me domina e entorpece a razão, espezinha-me a alma sem nenhuma compaixão.
Óutrem Pessoa
17 de dezembro de 2015.
Espelho Meu
Foi eu mesmo que eu vi?
Por um instante o mundo parou. Girou lentamente, enquanto passava por mim o reflexo de mim mesmo. Meus ossos congelaram! Minha alma estremeceu! Continuei andando e quase olhei pra trás... Tive medo de me encontrar e perdi-me novamente.
Óutrem Pessoa
Em 16 de Dezembro de 2015.
Falaram-me em homens, em humanidade,
Mas eu nunca vi homens nem vi humanidade.
Vi vários homens assombrosamente diferentes entre si,
Cada um separado do outro por um espaço sem homens.
Maldita seca que racha o chão de meu querido sertão
Que afasta seus filhos
Dor tão doida de deixar a terra natal
Terra tão querida
Ao mesmo tempo tão árida
Árida como os rostos que vejo nas janelas
A olhar o céu...
Procurando um rastro de chuva
Mas apenas o sol brilha vermelho no horizonte
Aquele céu azul, sem nuvens, nada de chuva!
Canta ao longe a Acauã...
A ema também deixa seu cantar
Cantos secos
O sertanejo a chorar
Terra amada sente tanto
Queira poder te chover , queria poder te molhar...
Canta ao longe a Acauã...
A ema também deixa seu cantar
Cantos secos
O sertanejo a chorar
Terra amada sente tanto
Queira poder te chover
Queria tanto molhar teus olhos
Sertão amado, seco esturricado
Mas não de amor...
Mas não de furor que move meu coração
Meu amado sertão...
Pelo tudo , pelo nada
Pelo sol do meio dia
Pela chuva fria
Pelo frio da noite
Pela flor do juazeiro
Nas asas de um rolinha
E no cantar da Acauã
Pela seca nos acerca
Pelas garras do carcará
Pór tudo que ainda somos
Por tudo que ainda seremos
Pelas contas de um rosário
Desfiado em louvor
A virgem Maria , ao Padre ´´Ciço`` a Deus Nossso Senhor
Um pedido a fazer
Pela distância tão malvada
Pela lua que vai nascer
Pela vida , tua e minha
Pela mente vazia de um sertanejo a sofrer
Pelo sim, pelo não
Pelo hoje e o amanhã
Pelo certo , pelo incerto
Pelo cordel do repentista
Pelo chorar da sanfona de Gonzaga a cantar
´´A todo mundo eu dou psiu , Sabiá ``...
Pelos versos de um poeta
Pela réstia da janela , a luz de uma estrela clarear
Pelos sons do maracatu
Pelas ruas de Olinda
Pelas pontes de Recife
Por ti meu amor
Gritarei aos sete cantos , aos sete mares
Que és minha sétima maravilha
Por todo canto eu direi...
Por toda eterninade
Para sempre te amarei .
Prouvera aos deuses, meu coração triste, que o Destino tivesse um sentido! Prouvera antes ao Destino que os deuses o tivessem!
