Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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"Há dias em que o riso nos devolve a nós mesmas."
– Daniela Arfelli

⁠Onde não há nada, lá está Deus.

Há bênçãos que chegam suavemente porque precisam nos encontrar no lugar certo, no tempo certo e com o coração preparado para recebê-las. Confie: o que Deus reservou para você não se perde pelo caminho. Ele sabe exatamente onde e quando entregar.

Há momentos em que o homem olha para a própria história e não consegue compreender por que determinadas coisas aconteceram. Vê a injustiça avançar, vê pessoas que feriram outras continuarem caminhando como se nada tivesse acontecido, vê portas se fecharem diante de quem tentou fazer o certo e, por alguns instantes, pode surgir a sensação de que o mundo pertence aos injustos. Mas essa é apenas a visão limitada de quem enxerga um capítulo enquanto Deus conhece o livro inteiro..."

Amores e a essência da escolha!
Há muitos tipos de amores
Mas, o mais profundo entre eles é o amor de Deus...
Ele amou o que criou a tal ponto que, ao ver sua criação se perder despiu-se de sua glória, amou o mundo de tal maneira que entregou seu unigênito (João 3:16)ele se fez homem e habitou entre nós, para resgatar os filhos se fez filho do homem, para salvar o homem, venceu todos os desejos dos homens, para aniquilar a dívida, como homem foi perfeito no propósito, resgatou o que havia se perdido, e agora que está consumado (João 3;18:19)
Provou que o seu amor por nós é maior do que o amor de uma mãe, ele disse: ainda que uma mãe não se compadeça do filho do seu próprio ventre
, eu todavia não me esquecerei de ti, tal grande foi o seu amor que seu sangue derramou, tão grande foi a escolha que fez...


Amor de Pai e mãe
O outro amor que conhecemos é o amor dos pais
Este é sangue do mesmo sangue, no entanto há quem abandone o seu próprio sangue e desonre sua própria prole, há também aqueles que mesmo ante as dificuldades tudo padece por amor aos filhos, tudo sofre, tudo espera, tudo suporta, pois sabe que ali estão aqueles que trouxe ao mundo e essa é a sua responsabilidade cuidar e amar eles, um amor que se doa, há quem dê a vida pelos filhos e há quem não dê a mínima para seus filhos!

Amor de homem e mulher
Este também é forte pois é chamado: osso do meu osso, carne da minha carne, por se tratar de tão grande intimidade entre o matrimônio, uma intimidade que apenas estes têm, não havendo outro igual no sentido da carne, sabemos que em espírito o amor de Deus supera todos os outros e na carne o matrimônio, no sangue os filhos.

Amor de filhos
Este amor é chamado de amor de sangue,
Laços sanguíneo, ou seja , um amor tão intenso que dura mais do que uma vida, segue de geração a geração, um amor que se entrega se simplesmente pelas lembranças da infância!

Amor de amigos
Há quem chegue a declarar que há amigos mais chegados do que os próprios irmãos, também foi dito que na dificuldade nasce um irmão, sendo assim, esse amor também não espera receber nada em troca, um amor também profundo demais para se falar, pois se tratando de laços, não há, sangue, nem os demais requisitos anteriores, deixando assim bem claro que o amor é uma escolha, que mesmo diante de circunstâncias ela não foge, não abandona, mas acolhe.

Conclusão:
O amor é uma escolha, o amor tudo suporta ,
O amor é mais forte do que a morte,
O amor é doloroso, mas tão sublime e profundo como o infinito
O amor é inexplicável para quem não o tem e nem o pode receber!

Há quem ignore anos de agressão, mas, se escandaliza com um minuto de reação!

Preto e branco?


A vida não é só preto e branco,
há espaços em cores,
há nuances, há apostas,
sem respostas.
Há bem mais...
que apenas duas posições,
radicalmente opostas...
há mistérios insondáveis,
impenetráveis...
Há o conhecido sim,
e o desconhecido também,
o que poderia ter sido...
há o sentido, o avesso,
sem sentido...
sexto sentido,
o encontrado, o perdido.
O tropeço...
o oculto,
o revelado...
A vida não é só um lado,
e outro lado...
não é só presente e passado.

Tédio


Tédio...
pra vida não há remédio,
drama dos dias divididos,
mal vividos,
desiludidos.
silêncio que ecoa no vazio,
sombras de um tempo perdido.
Trama da vida,
mil começos,
nenhuma saída...
vida demasiadamente longa,
demasiadamente breve,
(des)afortunadamente,
quem a escreve sabe o que escreve

Há pessoas que fogem da zona de perigo; eu aprendi a fumar um cigarro e permanecer nela

dona.


Há músicas que a gente escuta.


E há aquelas que parecem ter guardado uma parte da nossa vida dentro delas.


Talvez seja por isso que, quando essa música toca, eu não escute apenas uma melodia. Eu escuto uma voz. A sua voz. Como se o tempo, por alguns minutos, esquecesse de continuar e devolvesse aquilo que um dia foi nosso.


Você cantava pra mim.


E talvez você nunca tenha percebido o tamanho disso.


Porque enquanto você cantava, eu não estava apenas ouvindo uma música. Eu estava vivendo uma pequena eternidade. Havia alguma coisa naquele momento que fazia o mundo parecer menos urgente. As coisas podiam esperar. A noite podia durar um pouco mais. E, por alguns instantes, parecia que nós dois éramos suficientes para preencher tudo aquilo que existia.


A música fala sobre sermos donos do amanhã se estivermos juntos.


E eu acho bonito pensar que, naquela época, nós realmente acreditávamos nisso.


Não porque éramos iguais, nunca fomos. Talvez justamente porque não éramos. Havia diferenças demais entre nós, distâncias demais, caminhos que às vezes pareciam apontar para lugares completamente diferentes. Mas existia uma coisa estranha e bonita mesmo sem sermos iguais, conseguíamos dividir o mesmo idioma, os mesmos sonhos.


As mesmas noites.


As mesmas ruas.


Os mesmos silêncios.


E, principalmente, a mesma história.


Hoje eu entendo que algumas pessoas entram na nossa vida como quem chega a uma cidade desconhecida e, sem perceber, começa a colocar placas nas ruas. Depois de um tempo, você já não sabe mais onde termina a cidade e onde começa a pessoa.


Você esteve em muitos lugares da minha.


Talvez seja por isso que lembrar de você nunca tenha sido simplesmente lembrar de alguém.


É lembrar de uma época.


De quem eu era.


De quem você era.


Daquilo que acreditávamos que seríamos.


E de tudo que ainda não sabíamos que perderíamos.


A vida, depois, colocou seus dragões na nossa frente.


Vieram as distâncias, os erros, as palavras que deveriam ter sido ditas e não foram, as verdades que demoraram a chegar, os caminhos que se separaram sem pedir licença. E nós fizemos o que quase todo mundo faz quando precisa sobreviver, seguimos andando.


Mas algumas histórias não desaparecem quando terminam.


Elas apenas mudam de lugar.


Deixam de morar no presente e passam a morar em algum canto silencioso da memória, onde continuam existindo sem exigir nada.


Você ficou ali.


Não como uma promessa.


Não como uma espera.


Mas como parte daquilo que fui.


E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de amar alguém que já não caminha ao nosso lado, aceitar que a pessoa pode deixar de pertencer a nossa vida sem deixar de pertencer a nossa história.


Porque você foi história.


E algumas histórias não precisam continuar para terem sido verdadeiras.


Às vezes eu penso naquela frase sobre a lua dançar.


E penso que talvez a lua tenha visto tudo.


Tenha visto duas pessoas jovens demais para entender a dimensão do que estavam vivendo, acreditando que algumas noites nunca terminariam. Tenha visto você cantar para mim enquanto eu guardava aquilo sem saber que um dia sentiria falta até da sua voz dizendo coisas que, naquele momento, pareciam tão simples.


Hoje, se eu pudesse voltar aquela noite, eu não pediria para mudar nada.


Nem os erros.


Nem o fim.


Nem aquilo que machucou.


Eu apenas ficaria mais alguns minutos.


Prestaria mais atenção.


Olharia para você enquanto cantava.


Porque existem momentos que só descobrimos que eram eternos depois que se tornam passado.


E você foi um desses momentos.


Talvez eu nunca mais encontre exatamente aquilo que existia entre nós. Não porque tenha sido perfeito, mas porque era nosso. E coisas verdadeiramente nossas não possuem substitutos.


Podemos amar novamente.


Podemos sorrir novamente.


Podemos construir outras histórias.


Mas nunca conseguimos voltar a ser exatamente aquelas duas pessoas que dividiram aquelas noites, aquelas ruas e aqueles sonhos.


E tudo bem.


Talvez crescer seja aprender que algumas pessoas não ficam.


Algumas pessoas nos atravessam.


E você me atravessou.


Deixou marcas que o tempo não apagou, apenas tornou mais silenciosas.


Por isso, quando essa música tocar, talvez uma parte de mim ainda procure a sua voz no meio dela.


E talvez eu sorria.


Porque um dia você esteve aqui.


Porque um dia nós fomos jovens, fomos intensos, fomos imperfeitos e fomos felizes de um jeito que só conseguimos compreender depois.


E se existe alguma coisa que eu gostaria de brindar hoje, não é ao que poderíamos ter sido.


É ao que fomos.


A nossa história.


As noites que ninguém pode nos devolver, mas também ninguém pode nos tirar.


E, principalmente, a menina que um dia cantou essa música para mim e, sem saber, fez com que ela deixasse de ser apenas uma música.


Ela virou memória.


Virou saudade.


Virou um pedaço de céu guardado dentro de uma canção.


E talvez seja por isso que, mesmo depois de tantos caminhos, quando eu ouço aquelas palavras, ainda existe uma pequena parte de mim que olha para a lua e pensa:


que bom que, em algum momento da vida, você esteve aqui.


Nossa história.


Nossa história.


E, onde quer que o tempo tenha levado cada um de nós, essa parte ninguém consegue apagar.


Você fez eu gostar mim,


Dona.


Dona do meu pensamento.


Você.


Nossa história. e se puder, me faça tocar o céu, Lua... venha sorrir de novo pra mim.

Há um silêncio sagrado no ato de repartir o pão, um mistério ⁠que só se completa quando duas mãos se tocam sem o ruído do mundo, no entanto quando a lente se atravessa entre o doador e o faminto, a caridade corre o risco de virar teatro.

Quando duas sombras ru⁠ins caminham juntas, não há busca por redenção, apenas conveniência.

Há feridas na alma que desafiam a cura; elas não sangram no cotidiano, mas latejam ao menor toque da lembrança.⁠

Onde não há sede, o saber é desperdício.⁠

Quando estiver comendo, feche a boca. Há tanta beleza no silêncio.

O que o Dinheiro Não Preenche


Há vazios que o dinheiro conhece, mas não sabe preencher.
Talvez por isso passemos boa parte da vida acumulando.
Acumulamos coisas, títulos, propriedades, roupas, objetos, números numa conta. E, pouco a pouco, quase sem perceber, começamos a chamar de necessidade aquilo que muitas vezes é apenas uma tentativa de preencher alguma ausência dentro de nós.
O problema não está em possuir.
Está em acreditar que possuir é suficiente.
Há uma estranha fome que cresce quanto mais alimentamos a ganância. Quem deseja ter para finalmente se sentir completo descobre, cedo ou tarde, que o “mais” não possui fim. Depois de uma conquista surge outra. Depois de uma compra, outra vontade. Depois de alcançar aquilo que parecia indispensável, o coração inventa uma nova falta.
A ganância tem essa natureza: promete saciedade enquanto fabrica fome.
A generosidade faz o contrário.
Faça um ato de amor.
Não precisa ser grandioso. Divida o pão. Ofereça seu tempo. Escute alguém sem olhar o relógio. Ajude sem anunciar que ajudou. Dê alguma coisa que lhe custe não apenas dinheiro, mas presença.
E observe o que acontece dentro de você.
Por alguns instantes, o desejo de possuir perde força.
Porque quando damos verdadeiramente alguma coisa a alguém, experimentamos uma riqueza que nenhuma propriedade consegue registrar.
Talvez seja essa uma das grandes contradições da existência: há coisas que somente possuímos quando somos capazes de oferecê-las.
O amor é uma delas.
A bondade também.
A compaixão, igualmente.
Ninguém se torna generoso acumulando generosidade para si. É preciso colocá-la em circulação.
Vivemos numa sociedade que frequentemente pergunta: “Quanto você tem?”
Mas raramente pergunta: “Quanto de você existe naquilo que você oferece aos outros?”
E talvez a segunda pergunta diga muito mais sobre nossa riqueza.
Não há pecado em desejar conforto, construir patrimônio ou desfrutar aquilo que o trabalho proporcionou. O perigo começa quando esperamos que as coisas façam o trabalho que pertence à alma.
Uma casa pode proteger nosso corpo, mas não consegue abraçar nossa solidão.
O dinheiro pode comprar uma cama confortável, mas não necessariamente uma consciência tranquila.
Podemos encher os armários e continuar com o coração vazio.
Porque existem espaços dentro do ser humano onde os bens materiais simplesmente não entram.
São lugares reservados à amizade, ao afeto, à compaixão, ao perdão, à presença e à generosidade.
Talvez por isso um verdadeiro ato de amor seja também um ato de libertação.
Quando damos alguma coisa sem esperar retorno, alguma corrente invisível se rompe. Por alguns instantes deixamos de perguntar “o que ainda me falta?” e começamos a perceber “o que eu já tenho para oferecer?”.
E essa mudança de pergunta transforma uma vida.
Porque talvez riqueza não seja possuir muito.
Talvez riqueza seja precisar cada vez menos para ser feliz e ter cada vez mais de si para oferecer.
No fim, quase tudo aquilo que acumulamos ficará.
As casas terão outros moradores. Os objetos passarão para outras mãos. Os números perderão nossos nomes.
Mas aquilo que oferecemos por amor continuará caminhando pelo mundo dentro das pessoas que tocamos.
E talvez seja essa a única fortuna que a morte não consegue confiscar.

Os olhos fingem aurora,
mas por dentro é sempre outono.
Há folhas caindo em silêncio,
lembranças que o tempo não consola.

Há descasos que são justificados pela reação que a pessoa teve que tomar para garantir sua sobrevivência mental.

⁠Há momentos em que toda companhia se ausenta, e resta apenas o silêncio entre você e o divino. Nesse espaço, aprende-se que a suficiência não vem da ausência de tudo, mas da presença do essencial.

Olhos da Ingratidão
Há olhares que veem o mundo, mas não reconhecem o valor do que recebem. Os olhos da ingratidão são aqueles que atravessam gestos de bondade sem perceber sua profundidade. Eles observam, mas não compreendem; recebem, mas não recordam.
A ingratidão nasce quando a memória do benefício se enfraquece diante do orgulho ou da indiferença. Quem olha com esses olhos passa pela vida como se tudo fosse lhe devido, como se a generosidade alheia fosse apenas parte natural do caminho.
Filosoficamente, a ingratidão revela uma falha na consciência do vínculo humano. Toda ajuda cria uma pequena ponte entre duas existências. Quando essa ponte não é reconhecida, não é apenas a gratidão que desaparece — também se perde a percepção de que ninguém caminha sozinho.
Assim, os olhos da ingratidão não são cegos para o mundo, mas são cegos para a dádiva. E quem não aprende a enxergar o bem que recebeu corre o risco de viver cercado de pessoas, mas distante do verdadeiro sentido da reciprocidade.