Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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Só há duas coisas das quais tenho certeza: a inevitável chegada da morte e o aconchego generoso de Deus.

Há vinte e quatro anos o Brasil não leva uma Copa do Mundo, tempo suficiente para estar adulto e não acreditar em análises de comentaristas esportivos.

Há pessoas realmente bisbilhoteiras, enquanto há macacos que descascam suas bananas, muitos ainda se preocupam a subir na árvore.

Há quem pense que é na frieza de um coração gélido que está o aquecedor natural do mundo, mas está enganado, é o amor que verdadeiramente põe o mundo em chamas⁠

O amor é a arma mais poderosa que existe, asfixia a violência que há em mim e faz transbordar a docilidade que reside no outro

Não há sorriso forçado e choro dissimulado que a linguagem corporal não seja capaz de revelar

⁠Caminhar é deixar o coração aberto para tudo de bom que há de vir.

⁠Há que ter fé e muita criatividade.

⁠Há encontros na vida que nunca se apagarão.

Há gente que nunca precisamos chamar de nada,

Há gente que se tornou muito especial em nossas vidas,

Há gente que, nem a distância, nem a poeira do tempo é capaz de afastá-la de dentro da gente,

Há gente que se faz presente sempre,

Há gente que sabe que a amizade vai muito além de qualquer barreira ou preconceito,

Há gente que faz nossos dias valerem à pena,

Há gente que caminha ao nosso lado, em cada trilha que caminhamos,

Há gente que dá saudades,

Há gente que a gente percebe, que sabe amar como a gente,

Há gente igualzinha a você !

Não há distância que enfrente a fé e força de vontade !

Há desejos que não encontram voz.
Não por vergonha,
mas porque algumas vontades
são grandes demais
para caberem em qualquer palavra.


É estranho como a ausência
é capaz de aproximar.
Quanto mais distante você está,
mais perto mora dos meus pensamentos.


Talvez o mais perigoso
não seja imaginar um encontro,
mas perceber que, antes mesmo dele acontecer,
você já mudou a forma
como o meu coração aprende a sentir.


E sigo assim:
entre a coragem de confessar
e o silêncio de guardar.
Porque existem desejos
que não precisam ser vividos
para deixarem marcas.

Onde há sociedade, há Direito.

Não há direito sem dever correspondente.

“Há mais vivos que andam mortos do que mortos que permanecem vivos nas lembranças.”

⁠Ainda há muita coisa para viver
mas isso não quer dizer que posso esperar tanto tempo assim
pois já perdi tempo demais
deixei escapar tantos sonhos e desejos
mas agora eu preciso correr contra o tempo
para conquistar o que eu realmente quero
um pouco mais madura, com cicatrizes que nunca irão desaparecer
mas muito mais focada no presente, no momento
pois no fundo, é que o importa
a vida é agora
quanta coisa já perdi
e sei que nunca mais vou recuperar
pois o tempo não volta
é bom saber que tenho uma segunda chance.

Há tantos lugares que nessa cidade que me lembram você. Alguns me trazem boas memórias do tempo que passamos juntos. Outros, infelizmente, fazem com que seja a sua partida seja ainda mais dolorosa. O tempo que passamos juntos nesse plano foi curto, mas o suficiente para eu continuar pensando em você depois de todos esses anos. Eu sei que se você estivesse aqui, gostaria que eu seguisse em frente. É que alguns dias ainda são muito difíceis. A saudade fala mais alto e eu não consigo explicar o que sinto. Esteja em paz, meu bem. Venha me visitar novamente em um sonho, por favor.

Há lugares de que me lembro

Toda minha vida, apesar de algumas coisas terem mudado

Algumas para sempre, não para melhor

Algumas se foram e algumas permanecem



Todos esses lugares tiveram seus momentos

Com amores e amigos que eu ainda me lembro

Alguns estão mortos e alguns ainda vivem

Em minha vida, eu amei todos eles



Mas de todos esses amigos e amores

Não tem nenhum que se compare a você

E essas memórias perdem o sentido

Quando eu penso no amor como algo novo



Apesar de saber que nunca vou perder o afeto

Pelas pessoas e coisas que vieram antes

Eu sei que sempre vou parar e pensar neles

Em minha vida, te amarei mais

A vida é apenas uma viagem, uma breve passagem
não há bagagem que se leve além do que ficou no coração.
Aproveite a vida, pense em todos os momentos e experiências que você deixou de ter apenas pelo medo de tentar...a segurança e a estabilidade não existem nessa vida breve. Preocupe-se mais em ''ir'', do que em apenas ''possuir'', mais em ''ser''. Seus pertences serão deixados para outros. Seu conhecimento, sua aprendizagem e sua experiência permanecerão em sua alma para todo o sempre.

A viúva não tinha filhos. Sua fidelidade parecia moldada em ferro. Sem o marido há dez anos, trazia a bíblia gasta como única herança. O dízimo era sua prioridade absoluta. Apertava o orçamento da pensão mínima. Pulava refeições cotidianas. Mesmo assim, a igrejinha do bairro recebia suas notas amassadas pontualmente. Todo início de mês era igual.
Até que o corpo cansou. Uma pneumonia severa a acamou. Roubou-lhe as forças e a voz. Sem conseguir andar, a idosa olhou ao redor. Só encontrou o deserto absoluto. Nenhuma mulher do círculo de oração bateu à porta.
O único que estendeu a mão foi o vizinho ao lado. O jovem usava roupas coloridas. Tinha trejeitos que o líder usava como exemplo de erro no altar. Era alvo de sussurros maldosos na calçada do templo.
Nas primeiras semanas de cama, a senhora preocupou-se com a obrigação religiosa. Apontou com o dedo trêmulo para a caixinha de madeira. Ali guardava o dinheiro suado. Sem julgar, o rapaz pegou o envelope. Sabia da escassez da idosa. Tirou do próprio bolso o triplo daquele valor. Colocou tudo dentro do papel.
Ele foi até a igreja. Suportou os olhares de nojo da liderança no fundo do salão. Entregou a contribuição dela e saiu. Fez isso três vezes seguidas.
No quarto mês, o estado de saúde agravou-se. A mulher já não falava. Comunicava-se apenas pelo brilho marejado dos olhos. O rapaz percebeu a realidade. Notou que o sagrado não morava no gazofilácio daquele templo. Parou de enviar as notas.
Usou cada centavo para comprar os remédios caros. Comprou fraldas geriátricas e sopas batidas. O jovem limpava o suor da testa da senhora. Trocava seus lençóis com paciência. Segurava sua mão nas noites de febre alta.
Enquanto isso, o banco dela na igreja permanecia vazio. O silêncio da liderança era ensurdecedor. Nenhum clamor aconteceu. Nenhuma visita foi feita. Nenhum telefonema ocorreu. A ausência do envelope cancelara a existência daquela ovelha.
Meses depois, a viúva estava em lenta recuperação. O rapaz cruzou com o líder em uma avenida movimentada. O homem caminhava em seu terno bem cortado. Carregava uma pasta de couro luxuosa. Ao avistar o jovem, o religioso tentou desviar o caminho. O rapaz postou-se à sua frente.
O homem engoliu em seco. Tentou manter a pose formal. Disparou o jargão conhecido:
— A paz, rapaz. Como vai a nossa irmã? Estamos orando por ela. Ela sumiu. Até a tesouraria sentiu a falta dela.
O jovem não gritou. O tom de voz foi baixo e cortante. Parou o tempo ao redor:
— O senhor sentiu falta da contribuição. Nunca da mulher que a entregava. Há meses ela perdeu a voz. Há meses o prato dela é garantido por quem o senhor condena no altar. Enquanto o senhor preparava sermões sobre o amor, eu limpava a urina dela.
Ele respirou fundo e continuou:
— Enquanto suas ovelhas puras se afastavam com medo da doença, o rejeitado aqui alimentou a viúva que sua teologia descartou. O dízimo dela não foi cortado. Ele só mudou de endereço. Deus cansou de financiar o seu teto de gesso. Ele desceu para comprar remédios. Passe bem.
O homem permaneceu estático na calçada. Ficou com a boca semiaberta. Foi engolido pelo peso da própria insignificância. O rapaz deu as costas. Voltou para a casa simples. Ali o verdadeiro culto acontecia. No silêncio de um quarto que cheirava a desinfetante e amor puro.