Ha como eu Queria q ela Soubesse
há dias em que me pego funcionando por inércia.
a xícara está ali.
a tarefa está feita.
mas o gesto vem de um lugar que já não sou eu.
é como se a vontade tivesse se mudado.
e eu tivesse ficado
por cortesia.
•
não é depressão.
não é sobre tristeza.
é sobre ser uma coisa que já não reconhece a si mesma
mas que continua presente por educação.
por contrato.
por automático.
por sobrevivência burra.
•
há algo em mim que anda descolado.
um passo depois.
um olhar ao lado.
uma presença que continua comigo
mas não me habita.
parece alma ~
mas é só o que sobrou
de tanto tentar se manter inteira.
•
você me vê.
mas não está olhando pra mim.
está olhando pra essa versão
que aprendeu a sorrir
sem querer ficar.
essa que responde rápido,
usa o tom certo,
não deixa ninguém perceber
que já foi embora há dias.
•
pareço viva.
mas estou só ocupando a ausência
pra não preocupar ninguém.
é isso:
tem dias em que me torno substituta de mim.
•
não sei quando começou.
mas hoje é sexta,
e eu deveria sentir alguma coisa.
qualquer coisa.
exceto esse vazio que já se veste antes de mim,
que já me senta na cadeira,
que já me entrega inteira pra um mundo
que só sabe lidar com quem funciona.
•
ninguém nota.
porque continuo dizendo “obrigada”.
continuo abrindo a porta.
continuo assinando o nome com letra legível.
mas o que há aqui
não sou eu.
é o fantasma de alguém
que cansou de tentar se habitar.
—
Juliana Umbelino
#SextaFeira #Leitura #VidaDeEscritora
Tem uma frase do Bukowski que diz “não há nada que ensine mais do que se reorganizar depois do fracasso e seguir em frente”. E é por aí. A gente tem que seguir. Pode demorar para remendar o que ficou bagunçado. Pode doer juntar os cacos do coração. A saudade pode machucar os passos. Mas seguir em frente é necessário quando algumas histórias e alguns amores precisam ficar para trás. E acredito que antes da certeza de seguir, precisamos ter a convicção do que devemos deixar para trás. Tem histórias que não nos cabem mais. Tem pessoas que não merecem a noite que a gente perde pensando nelas. E até o clichê do “se fosse bom seria presente e não passado” vale em alguns casos. A gente precisa se apegar a essa esperança no tempo das coisas. Na fé de que tudo passa. E que a estrela da vida sempre volta a brilhar para nos guiar nessa viagem de amor bonita. Uma viagem onde levamos babagem para a próxima experiência. Para a próxima vivência. Para uma próxima história de amor. Pois um fim jamais deve acabar com esse sentimento que existe dentro da gente.
"Satanás pode falsificar sinais, vozes e aparências, mas há uma coisa que ele nunca poderá copiar: o amor incondicional de Deus por você."
Há uma luz no fim do túnel,
o túnel da vida.
A cada passo, me aproximo dela,
mesmo que ainda pareça distante.
Cada dia vivido é um dia a menos na caminhada,e logo tudo há de clarear, resplandecer.
Sou limitada, e faltam palavras para descrever o que sinto,mas encontro consolo em saber que Deus é o Alfa e o Ômega,onde não há limites,e um dia retornarei a Ele
para descansar em sua plenitude.
Há dias, perguntaram-me qual foi a dor mais forte que consegui suportar. Fiquei em silêncio por um instante, não porque não soubesse a resposta, mas porque algumas dores não se explicam com palavras.
Pensei nas dores físicas – aquelas que marcam a pele, cortam a carne. Sim, já senti algumas. Mas a dor mais intensa que já suportei não deixou cicatrizes visíveis. Ela não sangrou, não latejou de uma forma que pudesse ser curado com remédios ou repouso. Foi uma dor que se alojou na alma, que silenciou o meu riso, que tornou os meus dias longos e as noites insuportáveis.
Foi a dor da perda, da despedida inesperada, do vazio deixado por alguém que partiu sem aviso. Foi a dor de um adeus sem retorno, de um amor que se desfez sem explicação, de um sonho que desmoronou diante dos meus olhos sem que eu pudesse segurá-lo.
E o mais curioso? Sobrevivi. A dor atravessou-me, rasgou-me por dentro, mas não me destruiu. Porque, no fim, descobri que algumas dores não são feitas para serem esquecidas, mas para serem transformadas. E, talvez, a maior força que temos seja essa: a de seguir adiante, mesmo carregando as marcas invisíveis do que um dia nos feriu.
Carlos Cabrita🍃🩹
Há sentimentos que o tempo não apaga, há pessoas que, mesmo ausentes, continuam presentes em cada pensamento, em cada silêncio. Não é só sobre saudade, é sobre um amor que deixou marcas profundas, um abraço que ainda vive na memória, e uma presença que se foi, mas nunca partiu de verdade. Porque tem gente que, mesmo longe, mora dentro da gente como se o coração fosse casa… e nunca trancou a porta.
De hoje em diante, guardarei minhas palavras onde há censura e farei do silêncio minha forma de resistência, porque até o eco precisa de espaço para existir.
Há no mundo a elegância
de parecer uma comédia,
quando a sua substância
dá aos tolos a distância
que os afasta da tragédia.
Há milhares de corpos por aí, mas a alma… ah, a alma só vibra com quem é feito da mesma intensidade. E quando vibra… não há dúvidas. É como se o universo inteiro silenciasse para testemunhar o encontro de duas almas que sempre se buscaram.
"Enquanto o sopro divino da vida habitar teus pulmões, há propósito em cada passo e esperança em cada queda. Luta com fé, caminha com a bravura dos que não recuam, e sonha como quem sabe que a vitória nasce primeiro no espírito antes de florescer no mundo."
Mundos a Conhecer
Há mundos além do que os olhos capturam,
planícies de luz, florestas de névoa pura,
ilhas que flutuam no sopro do tempo,
onde a realidade dança com o pensamento.
Há mundos no fundo de cada silêncio,
em cada suspiro guardado no peito,
universos que nascem sem ter um alento,
mas vivem no brilho de um sonho imperfeito.
Há mundos em cada palavra esquecida,
em cada olhar que se esconde na vida,
cidades eretas no fio da ideia,
portais que se abrem quando a alma anseia.
E há também os mundos dentro de nós,
vastos e densos, de mil direções,
onde o coração é bússola e voz
que guia entre sombras e revelações.
Conhecer os mundos — missão infinita,
pois cada jornada é sempre recomeço,
e o ser que caminha, mesmo que hesita,
descobre no outro o seu próprio endereço.
Há dores que ninguém vê. Batalhas que travamos em silêncio, com a alma sangrando e o coração em pedaços. Sobreviver à própria sombra é mais do que força, é coragem crua, é resistência emocional. Não se trata de nunca cair, mas de se levantar depois de cada queda, com o peito ainda batendo, mesmo que entre cacos. Porque viver com intensidade também é saber reconstruir-se no meio do caos. Essa é a força que poucos entendem… mas quem sente nunca esquece.
Quantas faces escondemos durante um dia?
Quantas tristezas há por trás de um sorriso?
Durante 24 horas, entre 90 e 100 mil batidas de seu coração, por quantas vezes e quantas pessoas conseguiram te matar devagarzinho, seja com falsas palavras, falsas promessas, amizades quebradas, traições de quem amamos...?
Agora, para mim, o mais importante: Diante de tudo isso, por quantas e quantas vezes você sobreviveu? Milhares, não é? Então, não será desta vez que você cairá. Levante-se mais uma vez e viva!
Sabe? No mundo há tanta energia ruim. Há tanta gente ruim. Pessoas estão sempre a fazer mal a outras, estão constantemente a difundir ódio, tristeza e afins.
Ainda queres ser contribuinte activo de coisas negativas? Não seja. Seja um bom motivo na vida das pessoas, seja um bom motivo pra tua comunidade e espalhe a alegria que é o que te caracteriza 🦅
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