Ha como eu Queria q ela Soubesse

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⁠Amar é acreditar que pode ser infinito,
é ter o tempo como amigo,
o desejo dividido
e o prazer de estar contigo.

⁠O que para você não tem sentido, pode ser o motivo que o próximo enxerga como a oportunidade de estar feliz.

⁠Quando passamos muito tempo olhando para a vida do próximo, esquecemos de ver como está seguindo a nossa e por isso não conseguimos enxergar que podemos ser injustos em nossos julgamentos.

“Mudar alguém é como destruir e construir a mesma casa.”

Rasgou as velhas roupas do passado como quem corta cordas invisíveis. Cada fio que caía era um sopro de liberdade, uma promessa de si mesmo que não se enrolaria mais em nostalgias fáceis. O prazer momentâneo sussurrava em cada canto — o chamado das mesas cheias, dos abraços sem compromisso, dos consolos rápidos — mas ele fechava os ouvidos.

Escolher o melhor para si é coragem que não se veste de glamour. É se colocar inteiro diante do mundo e dizer: “Não mais me contentarei com migalhas, mesmo que doces.” Há uma dor doce nisso, um aperto nos ombros e no coração, porque renunciar é um rito silencioso que só o próprio corpo entende.

Mas há também poesia no sacrifício. Cada passo para longe do que não serve é um avanço rumo à plenitude que ninguém pode roubar. É o gosto de um vinho guardado, saboreado depois de anos, ou o perfume das flores que crescem em solo inesperado, intenso, solto, sem pressa.

Ser gentil consigo mesmo não é indulgência; é firmeza. É reconhecer que você merece o melhor, ainda que seja caro, ainda que seja solitário, ainda que precise atravessar tempestades interiores. É aceitar que a reconstrução dói, que a vida não se repete nem se empresta, e que a cada manhã há um pedaço de você que renasce.

Reviver é isso: um gesto íntimo, visceral e silencioso. É dançar com suas próprias feridas, abraçar a coragem que faz do abandono do velho uma vitória e da escolha consciente, o maior dos prazeres.

Depois de tudo que aconteceu hoje, acho que o jogo do bicho ganhou meu voto como a instituição mais séria do Brasil. E olha que a concorrência está fazendo força.

O cliente pode esquecer o que você vendeu, mas dificilmente esquece como foi tratado.

⁠Poema - Amizade Colorida

Peguei as tintas da arte
Passei o pincel
Pintei nossa amizade
Como arco-íris no céu
Deixei toda colorida
Linda igual o paraíso
Frases escritas
Criei esse improviso.

Meu coração a sua segunda casa
Só você tem a chave
O que ninguém sabe, ninguém estraga
Inspiração de novas frases
Você tem tudo que desejo
Amizade verdadeira
Carinho, abraços e beijos
Não é carteira
Mas tem valor
E um lugar seguro
O seu amor
Pra mim vale tudo.

E S P E L H O




Uma avaliação seca, simples, sem contexto revela muito a forma rasa como o educador executa suas atividades em sala de aula.

⁠Você continua linda como sempre, seu sorriso é algo resplandecente, seu olhar selvagem encantador, seu corpo cheio de curvas e de muito amor. Sua vida não é fácil como muitos imaginam , só você sabe a sua correria, só você sabe o que teve que deixar de lado pra viver esse momento que te ilumina. Mas você não desistiu, nem quando a vida tirou de você o seu porto seguro, nem quando ela te derrubou e disse que você era fraca, você não desistiu, continuou olhando pra frente e até hoje não parou. Você é o girassol mais teimoso que já plantei, passando pela chuva, pelo frio, pelo extremo calor você sempre está lá de pé, sempre está lá olhando para frente como se nada tivesse acontecido e sempre com um grande sorriso lindo e uma vontade enorme de vencer.

Para: Íris 🌻

Entre o Desejo e o Silêncio


Quero descobrir teus mistérios
como quem aprecia, sem pressa,
o vinho mais raro da vida.


Quando a lembrança dos teus lábios
atravessa meus pensamentos,
me perco imaginando
como seria estar ainda mais perto de ti.


Será que desejar um instante,
um breve toque,
um segundo a mais da tua presença,
é pedir tanto assim?


A maior loucura
não é o desejo que nasce,
mas todas as histórias
que a imaginação insiste em escrever.


Penso na tua pele
encontrando a minha,
na distância deixando de existir,
nos teus cabelos caindo
como cascatas ao vento,
enquanto teu olhar
encontra o meu
e o tempo esquece de passar.


Então o coração acelera,
o mundo parece menor,
e até o ar se aquece.


Talvez seja apenas saudade.
Talvez seja encanto.
Ou talvez seja esse desejo silencioso
de um dia descobrir
como é morar,
nem que seja por um instante,
no abraço que a minha alma
há tanto tempo imagina.


E, enquanto esse dia não chega,
guardo teu nome entre os meus pensamentos,
como quem protege um segredo bonito.
Há encontros que primeiro acontecem na alma,
antes mesmo que a vida permita
o encontro das mãos.
Talvez seja por isso
que você habita tantos dos meus versos:
porque algumas pessoas
se tornam eternas
muito antes de se tornarem presença.

As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.

Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.

Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.

As Lágrimas que Não Caem

Já sentiu a tristeza chegar sem fazer alarde,
como a noite abraçando o fim de uma tarde?
Ela entra sem pedir licença ou perdão,
faz morada no peito e silêncio no coração.

Há dias em que tudo parece pesar,
e a alma só deseja o direito de chorar.
Mas meus olhos aprenderam o idioma das secas,
como rios perdidos entre lembranças desertas.

Não sei por que sou assim, tão fechada em mim,
nem quando o silêncio passou a morar aqui.
Talvez eu tenha aprendido, sem sequer perceber,
que algumas dores sobrevivem sem nunca dizer.

Não sei o que sinto, nem sei explicar,
só sei que há um vazio difícil de nomear.
É um aperto no peito, um nó na respiração,
uma ferida invisível sangrando o coração.

Dentro de mim, tempestades rompem o horizonte,
mas o céu dos meus olhos jamais se desmonta.
O pranto se perde antes mesmo de nascer,
como se até as lágrimas tivessem medo de viver.

Quis chorar...

Mas até o choro parece ter me esquecido.
Enquanto o mundo pergunta se está tudo bem,
eu visto um sorriso e respondo baixinho: "sim".
Ninguém escuta o barulho do que desaba por dentro.

E talvez o mais cruel não seja a tristeza,
mas querer desabar e permanecer de pé;
sentir a alma implorando por alívio,
enquanto o peito aprende, em silêncio, a sofrer.

Então sigo...

Carregando um oceano inteiro preso nos olhos,
uma tempestade acorrentada na alma,
um inverno escondido entre os meus versos
e um coração que descobriu, tarde demais,

que existem lágrimas que nunca tocam o chão.

Elas escorrem por dentro,
afogam o que ainda resta de luz,
fazem da esperança um sussurro distante
e da saudade uma morada.

Porque nem todo choro molha o rosto.

Há lágrimas que escolhem o silêncio.

E são justamente essas...

as que mais doem.

SABOR MARESIA


Verso 1
Decorei teu cheiro sem saber por quê,
como quem encontra o mar sem perceber.
Entre tantos perfumes, tantos por aí,
foi no teu que alguma coisa falou de mim.


Tem sal na tua pele, tem doce no olhar,
tem qualquer mistério que me faz voltar.
E quando a noite encobre o que eu não sei dizer,
meu coração inventa um jeito de te reconhecer.


Pré-refrão
E se alguém perguntar
que perfume é esse no ar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
certas coisas não se podem explicar.


Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.


É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.


Verso 2
Já procurei teu cheiro em noites de verão,
nas ondas, na chuva, no vento do sertão.
Mas o mar não soube me dizer onde encontrar
essa fragrância que só teu corpo sabe guardar.


Talvez não exista frasco, talvez não haja flor,
talvez seja somente uma invenção do amor.
Ou quem sabe seja o mar, em segredo, a confessar
que aprendeu teu nome antes de eu te encontrar.


Pré-refrão
E se alguém perguntar
por que eu volto a procurar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
há perfumes que nasceram pra ficar.


Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.


É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.


Ponte — quase sussurrada
E naquela noite estrelada,
quando a lua beijou o mar,
eu não procurei mais nada...
só queria ali ficar.


Porque teu cheiro tinha qualquer coisa
que o mundo não conseguiu explicar.
Era mar, era noite, era mistério...
era você sem precisar falar.


Último refrão
É Sabor Maresia,
meu segredo em forma de melodia.
Se o vento perguntar por você,
eu digo que foi o mar que me ensinou a te reconhecer.


É Sabor Maresia,
doce lembrança que o tempo não levaria.
E se um dia eu esquecer teu olhar,
basta o vento soprar...
que eu vou saber onde te encontrar.


Final
Sabor Maresia...
tão único, tão você.
Talvez o mar tenha inventado o perfume
só pra eu nunca esquecer.

A Coragem do Talvez.


Talvez algumas conversas comecem como uma simples brincadeira e, sem que a gente perceba, acabem tocando em lugares que normalmente tentamos esconder até de nós mesmas.


Foi assim quando falamos sobre a razão e a vontade.


Porque algumas lembranças não ficam apenas na memória. Ficam na pele, na saudade, no peito e, principalmente, na vontade. E talvez seja justamente aí que more o conflito: quando a razão manda seguir em frente, mas alguma coisa dentro da gente continua puxando para o que sente.


Um conflito gostoso de enfrentar… ou perigoso.


Mas talvez, às vezes, o perigo sirva justamente para isso: para nos fazer viver algo que jamais imaginamos que um dia viveríamos.


Você disse que muita gente sente, mas poucos admitem.


Eu perguntei se você admitiria.


Você respondeu que seus desejos e suas vontades, sim.


Mas quando perguntei sobre sentimentos, veio aquela frase que ficou ecoando:


“Aí que mora o perigo.”


E talvez você tenha razão.


Porque admitir uma vontade pode ser simples. Admitir um sentimento é diferente. Sentimento traz consequências, muda certezas, bagunça aquilo que a razão passou tanto tempo tentando organizar.


E foi justamente aí que eu pensei: talvez o perigo não esteja em sentir. Talvez esteja em descobrir que aquilo que tentamos controlar já encontrou um lugar dentro da gente.


Você disse que prefere vivenciar a se fechar.


E eu acredito nisso também.


Porque às vezes só vivendo conseguimos entender aquilo que nenhuma explicação consegue traduzir. Só a experiência consegue responder perguntas que a razão insiste em fazer.


Você me perguntou se eu acreditava que valeria a pena.


E eu respondi que só vivenciando para entender tudo.


Mas, pensando bem, talvez já esteja valendo a pena.


Não necessariamente pelo resultado. Não por saber onde isso vai terminar. Mas pela coragem de não fingir que nada está acontecendo.


Você chamou isso de determinação.


Eu chamei de insistência.


Talvez sejam as duas coisas.


Porque, quando a gente quer alguma coisa e aquilo nos faz bem, por que simplesmente parar no caminho sem ao menos tentar?


Eu sou assim.


Prefiro tentar a passar a vida imaginando como teria sido.


E foi então que você disse algo que ficou comigo:


“Aqueles que conseguiram porque um dia tentaram e os que tentaram um dia conseguiram.”


Talvez seja isso.


Talvez algumas histórias só existam porque alguém teve coragem de dar o primeiro passo.


Talvez algumas vontades tenham aparecido para serem compreendidas, não escondidas.


E talvez alguns sentimentos cheguem justamente para nos ensinar que nem tudo na vida precisa ser explicado antes de ser vivido.


No fim, entre a razão e a vontade, existe sempre uma escolha.


E talvez o mais bonito — e também o mais perigoso — seja descobrir o que acontece quando, por um instante, a gente deixa o coração falar mais alto.


Porque algumas coisas passam.


Outras ficam na pele como tatuagem.


E existem aquelas que, mesmo sem saber o nome, a gente simplesmente sabe que valeu a pena sentir.


Então, vale o risco?


Você sabe que sim.


E sabe também que, desse risco, eu não estou correndo para longe.


Você perguntou sobre as consequências.


E eu pensei:


As consequências?


Que venham.


Porque só saberemos se serão boas ou ruins quando deixarmos, antes de tudo, aquilo que sentimos simplesmente existir.


Sem pressa para nomear.
Sem medo de compreender.
Sem tentar apagar antes mesmo de descobrir o que poderia ser.


Talvez o risco seja justamente esse:
dar espaço para aquilo que a razão tenta controlar,
mas que a vontade insiste em fazer florescer.


E, no fim, talvez não seja sobre saber onde isso vai chegar.


Talvez seja apenas sobre ter coragem de descobrir.

Amigos falsos são como sombras...
Somem quando a luz se vai.
Mas quem é verdadeiro permanece,
Mesmo quando o mundo inteiro cai.

A causa do olhar
Tem gente que olha os outros como juízes em causa própria e se esquecem deles próprios, mas um dia esse olhar lhes vai bater à porta.

Estive só,
sem graça,
como um cão
que deseja
o osso,
feito um poeta
que não consegue
escrever uma linha.

Deduzo
que o melhor
está por vir,
assim como
está por vir
tempos afáveis,
de melhores compreensões.

A FACE DA LUZ E O INVERNO DA ALMA.
Como pode a Luz que toca minha face
Trazer-me, em segredo, a mais densa escuridão?
Como pode o fulgor que o horizonte refaz-se
Converter-se em silêncio dentro do coração?
São-me estranhos os dias, estranhas as horas,
Como sombras que dançam sob o véu da razão;
As auroras parecem antigas senhoras
Que se perdem cansadas na mesma estação.
Eis que nela se encontram as quatro estações,
Primavera e verão em perfeita harmonia;
Outono de ouro e serenas emoções,
Mas em mim reina apenas a fria ventania.
Em seus olhos florescem os jardins da existência,
Em seus gestos repousa a ternura sem fim;
Mas em minha alma cresce a gélida ausência,
E o inverno prolonga seus domínios em mim.
Há distância nas formas, nos tempos, nos rumos,
Há distância nos sonhos, nos risos e no olhar;
Há distância até mesmo nos mais doces perfumes
Que tentamos, em vão, entre lágrimas guardar.
Como podes, ó Deus, permitir semelhante sorte?
Que mistério governa tão severa lição?
Por que a vida aproxima com mãos de conforto
Aquilo que se afasta do alcance da mão?
Neste instante derradeiro, entre a prece e o pranto,
Ergo a voz que vacila na dor que me conduz;
E recordo Bach, em seu sublime canto,
Quando implora ao Eterno a permanência da Luz.
Não aparteis de mim a Vossa santa face,
Nem me deixeis sozinho nos desertos do ser;
Que a esperança, ainda que ferida, renasça,
E me ensine, na noite, novamente a viver.
Se o inverno é o caminho que hoje devo trilhar,
Que eu encontre em seu gelo uma secreta missão;
Pois a neve mais fria, ao tempo de se calar,
Também guarda invisível a semente do verão.


Mensagem:
Há momentos em que a alma contempla a luz e, paradoxalmente, percebe mais intensamente as próprias sombras. Contudo, nenhuma noite possui autoridade sobre a eternidade do amanhecer. Aquilo que hoje parece ausência pode ser apenas o labor silencioso de Deus preparando novas flores para o espírito. A luz não abandona quem a procura; às vezes, apenas ensina a enxergá-la para além das aparências.


Autor: Marcelo Caetano Monteiro


Fontes de Inspiração.
Obra musical e espiritual de Johann Sebastian Bach.
Salmo 27:9 — "Não escondas de mim a tua face".
Reflexões filosóficas sobre a dor, a esperança e a transcendência.
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